Utilidade Pública
Sabe os Beatles? Sabe rock and roll?? Sabe música boa?? Sabe show intimista?? Sabe isso tudo junto mais comida boa??? Bom isso tudo pode ser encontrado no Fridays, um restaurante/lanchonete carinho, lá na longíqua Barra da Tijuca, no templo do consumismo que é o New Your Citty center. Mas, como tentei deixar claro no início, o preço dos deliciosos e fartos sanduíches e o fato de ser longe não são um problema porque ir assistir, quer dizer, ouvir (e cantar junto) a banda cover dos lendários Beatles, Túnel do Tempo é um dos melhores programas da semana. Altamente recomendado. Pena que agora eles só voltam lá promeio de junho. Foi meu programão da semana!!!
You think you lost your love
Well I found her yesterday
It's you she's thinking of
And she told me what to say
She said she loves you
And you know that can't be bad
She loves you
And youknow you should be glad
domingo, junho 01, 2003
Post-desabafo de uma pseudo-blogueira que não escreve...
Depois da pequena tempestade (pequena só porque foram apenas dois meses de ilusão, então não posso elevar os acontecimentos a altos postos, mas, a tristeza que senti nada teve de pequena), estou vivendo a calmaria tácita. Tácita porque a minha leve indiferença é calculada. E de tanto calcular tem hora que eu tropeço. Também, como ser extremamente calculista quando você sabe que uma pessoa chegou apenas por sentir o seu perfume? Note-se que ninguém mais parece perceber o tal perfume como eu. Quem mandou subir tão alto na árvore, sem ter certeza se iria achar laranja boa lá em cima?? Não tinha laranja e eu ainda levei um tombo feio... Da próxima vez tentarei ir com menos sede ao pote, ou então tentarei ter certeza de que há realmente algo dentro do pote...
Depois da pequena tempestade (pequena só porque foram apenas dois meses de ilusão, então não posso elevar os acontecimentos a altos postos, mas, a tristeza que senti nada teve de pequena), estou vivendo a calmaria tácita. Tácita porque a minha leve indiferença é calculada. E de tanto calcular tem hora que eu tropeço. Também, como ser extremamente calculista quando você sabe que uma pessoa chegou apenas por sentir o seu perfume? Note-se que ninguém mais parece perceber o tal perfume como eu. Quem mandou subir tão alto na árvore, sem ter certeza se iria achar laranja boa lá em cima?? Não tinha laranja e eu ainda levei um tombo feio... Da próxima vez tentarei ir com menos sede ao pote, ou então tentarei ter certeza de que há realmente algo dentro do pote...
domingo, maio 11, 2003
Preciso dizer que te amo
Leo jaime
Quando a gente conversa contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer, me dá um medo, que medo
Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
Eu não estou "amando", mas, sem dúvida essa música se encaixa perfeitamente. Sempre se encaixou. E o que mais desejo é poder trocar o meu repertório de músicas...
Someday...
Leo jaime
Quando a gente conversa contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer, me dá um medo, que medo
Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
Eu não estou "amando", mas, sem dúvida essa música se encaixa perfeitamente. Sempre se encaixou. E o que mais desejo é poder trocar o meu repertório de músicas...
Someday...
I'll say goodbye to love....
Touro 11/05/2003
Escolha a autenticidade, mesmo que num primeiro momento essa prática resulte em distúrbios. Essa condição, apesar de desconfortável, é um bom primeiro passo, e também sua contribuição para desintegrar a ilusão. Quiroga
A vida é para ser divertida. Problemas invariavelmente existirão, ficaremos tristes, choraremos, mas nesses casos também aprendemos alguma coisa para saber usar depois.
Eu realmente acredito nisso. E por isso mesmo estou descobrindo que tenho dificuldade para aprender algumas coisas. Na verdade uma coisa em especial: como fazer das paixões algo divertido. Porque isso é algo que não consigo. Mais uma vez me vejo chorando por alguém e, sinceramente, eu já não aguento mais isso.
Devo estar fazendo algo de errado, só que eu não consigo detectar onde está o erro. Acho que não são os homens, já me apaixonei por caras razoavelmente bastante diferentes uns dos outros. Talvez esteja almejando mais do que posso querer e acabo escolhendo, inconscientemente, homens mais bonitos, mais inteligentes, melhores do que eu. Talvez eu tenha que baixar meu nível (que eu não percebo como tão alto assim) e aceitar os caras que se interessam por mim, os quais, geralmente, eu não acho interessantes.
Essa deve ser a única solução. Porque, sinceramente, não aguento mais chorar por homens, não aguento mais fazer papel de boba (porque toda apaixonada é meio, bastante, boba), simplesmente não aguento mais não ser correspondida, não aguento mais viver de ilusões....
Touro 11/05/2003
Escolha a autenticidade, mesmo que num primeiro momento essa prática resulte em distúrbios. Essa condição, apesar de desconfortável, é um bom primeiro passo, e também sua contribuição para desintegrar a ilusão. Quiroga
A vida é para ser divertida. Problemas invariavelmente existirão, ficaremos tristes, choraremos, mas nesses casos também aprendemos alguma coisa para saber usar depois.
Eu realmente acredito nisso. E por isso mesmo estou descobrindo que tenho dificuldade para aprender algumas coisas. Na verdade uma coisa em especial: como fazer das paixões algo divertido. Porque isso é algo que não consigo. Mais uma vez me vejo chorando por alguém e, sinceramente, eu já não aguento mais isso.
Devo estar fazendo algo de errado, só que eu não consigo detectar onde está o erro. Acho que não são os homens, já me apaixonei por caras razoavelmente bastante diferentes uns dos outros. Talvez esteja almejando mais do que posso querer e acabo escolhendo, inconscientemente, homens mais bonitos, mais inteligentes, melhores do que eu. Talvez eu tenha que baixar meu nível (que eu não percebo como tão alto assim) e aceitar os caras que se interessam por mim, os quais, geralmente, eu não acho interessantes.
Essa deve ser a única solução. Porque, sinceramente, não aguento mais chorar por homens, não aguento mais fazer papel de boba (porque toda apaixonada é meio, bastante, boba), simplesmente não aguento mais não ser correspondida, não aguento mais viver de ilusões....
quarta-feira, abril 23, 2003
Inspirada na Cinderela, faço minha homenagem a São Jorge e de quebra a meu falecido avô Altamir que faria aniversário hoje...
Duas músicas que eu adoro!!!
LUA DE SÃO JORGE
Caetano Veloso
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge, cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua maravilha
Mãe, irmã e filha de todo esplendor
Lua de São Jorge brilha nos altares
Brilha nos lugares onde estou e vou
Lua de São Jorge brilha sobre os mares, brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge, lua soberana
Nobre porcelana sobre a seda azul
Lua de São Jorge, lua da alegria
Não se vê um dia claro como tu
Lua de São Jorge serás minha guia no Brasil de Norte a Sul...
JORGE DE CAPADÓCIA
Jorge Ben
jorge sentou praça
na cavalaria
eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia
eu estou vestida com as roupas
e as armas de jorge
para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam
e nem mesmo um pensamento
eles possam ter para me fazerem mal
salve jorge
salve o jorge
armas de fogo
meu corpo não alcançarão
facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar
cordar e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar
porque eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
salve jorge
salve jorge
"eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
para que meus inimigos
tenham pés e não me alcancem
tenham mãos e não me toquem
tenham olhos e não me vejam
e nem em pensamento possam me fazer mal"
salve jorge
salve jorge
Duas músicas que eu adoro!!!
LUA DE SÃO JORGE
Caetano Veloso
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge, cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua maravilha
Mãe, irmã e filha de todo esplendor
Lua de São Jorge brilha nos altares
Brilha nos lugares onde estou e vou
Lua de São Jorge brilha sobre os mares, brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge, lua soberana
Nobre porcelana sobre a seda azul
Lua de São Jorge, lua da alegria
Não se vê um dia claro como tu
Lua de São Jorge serás minha guia no Brasil de Norte a Sul...
JORGE DE CAPADÓCIA
Jorge Ben
jorge sentou praça
na cavalaria
eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia
eu estou vestida com as roupas
e as armas de jorge
para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam
e nem mesmo um pensamento
eles possam ter para me fazerem mal
salve jorge
salve o jorge
armas de fogo
meu corpo não alcançarão
facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar
cordar e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar
porque eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
salve jorge
salve jorge
"eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
para que meus inimigos
tenham pés e não me alcancem
tenham mãos e não me toquem
tenham olhos e não me vejam
e nem em pensamento possam me fazer mal"
salve jorge
salve jorge
terça-feira, abril 22, 2003
Não, ainda não é meu aniversário (quinta-feira...), mas hoje pareceu que o inferno astral deu uma trégua. Porque desde quinta passada eu relamente estava me sentido imersa nele. Mas aí hoje eu achei minha carteira de indentidade médica que achava ter perdido (num canto do meu armário, já comentei que sou desorganizada???), teve expediente na enfermeria da UERJ (não sou muito chegada a feriados longos...) e eu ainda fiquei sabendo que um certo alguém não voltou do feriado com namorada (ha!!! passei o feriado inteiro tentando não pensar nisso. E aí hoje eu perguntei na lata pra ele. Se ele não se tocou que estou afim dele, não sei mais o que fazer. Mas acho que ele deve ter se tocado. Agora depende dele, acho que deixei claras minhas intenções, pelo menos o mais claras possíveis sem poder eser explícita, afinal estamos num ambiente de trabalho. Mesmo se não estivéssemos provavelmente eu não seria explícita.).
Nessas horas duvido do inferno astral e acredito mais que sou ciclotímica: simplesmente tenho variações constantes de meus níveis de serotonina, dopamina, noradrenalina e todos os outros neurotransmissores existentes. E com isso acordo bem nuns dias e mal em outros. Se bem que isso é ciência demais, deve haver uma explicação mais filosófica...
Nessas horas duvido do inferno astral e acredito mais que sou ciclotímica: simplesmente tenho variações constantes de meus níveis de serotonina, dopamina, noradrenalina e todos os outros neurotransmissores existentes. E com isso acordo bem nuns dias e mal em outros. Se bem que isso é ciência demais, deve haver uma explicação mais filosófica...
domingo, abril 20, 2003
Contra Campo
Leitura básica de sempre para os que se encantam com o cinema, a Contra Campo está simplesmente essencial este mês. E não só para os cinéfilos. A pauta do mês é uma reflexão sobre o cinema americano e, por extensão, sobre a própria cultura e sociedade americanas. Os artigos estão ótimos. Destaque especial, como sempre, para o melhor crítico de cinema da atualidade (na minha insignificante opinião), o senhor Eduardo Valente!!!
Visitem e leiam!!!
Leitura básica de sempre para os que se encantam com o cinema, a Contra Campo está simplesmente essencial este mês. E não só para os cinéfilos. A pauta do mês é uma reflexão sobre o cinema americano e, por extensão, sobre a própria cultura e sociedade americanas. Os artigos estão ótimos. Destaque especial, como sempre, para o melhor crítico de cinema da atualidade (na minha insignificante opinião), o senhor Eduardo Valente!!!
Visitem e leiam!!!
sexta-feira, abril 18, 2003
Pessimismo...
Os sinais parecem dizer que vai dar certo, que existem chances, relativamente boas, dessa vez. Aí, do nada (para você que não é onisciente), tudo muda e você passa a acreditar na pior das possibilidades como a mais plausível de todas. Claro que isso não precisaria ser o fim, mas você é o tipo de pessoa que desiste fácil...
Também, quem mandou se deixar encantar tanto por uma pessoa no decorrer de um único mês???
Os sinais parecem dizer que vai dar certo, que existem chances, relativamente boas, dessa vez. Aí, do nada (para você que não é onisciente), tudo muda e você passa a acreditar na pior das possibilidades como a mais plausível de todas. Claro que isso não precisaria ser o fim, mas você é o tipo de pessoa que desiste fácil...
Também, quem mandou se deixar encantar tanto por uma pessoa no decorrer de um único mês???
domingo, abril 13, 2003
Porque será ...
Que estou sempre dando festas pra você dentro de mim
É sempre assim ...
Eu enfeito a minha casa com as flores que roubei do seu jardim
São os erros do desejo ...
Você está em tudo que eu vejo
E agora ...
Tudo parece menos real ...
Menos carnaval
Menos Carnaval Belô Veloso
E cá estou eu, mais uma vez, me deixando encantar por um certo alguém. Vou conhecendo-o e me encantando, com as coisas mais bobas e simples. E me vejo dividida não em duas, mas em três. Uma parte de mim teme, como sempre, que nada dê certo e eu acabe mais uma vez platônica e com um coração partido. Outra parte quer acreditar. E a terceira não quer pensar nem no passado nem no futuro, quer apenas aproveitar os pequenos momentos de flerte e encantamento, reais e palpáveis.
Não precisa ser muito inteligente pra saber qual a melhor opção das três. Mas, serei eu inteligente o bastante para fazer a escolha certa??
Que estou sempre dando festas pra você dentro de mim
É sempre assim ...
Eu enfeito a minha casa com as flores que roubei do seu jardim
São os erros do desejo ...
Você está em tudo que eu vejo
E agora ...
Tudo parece menos real ...
Menos carnaval
Menos Carnaval Belô Veloso
E cá estou eu, mais uma vez, me deixando encantar por um certo alguém. Vou conhecendo-o e me encantando, com as coisas mais bobas e simples. E me vejo dividida não em duas, mas em três. Uma parte de mim teme, como sempre, que nada dê certo e eu acabe mais uma vez platônica e com um coração partido. Outra parte quer acreditar. E a terceira não quer pensar nem no passado nem no futuro, quer apenas aproveitar os pequenos momentos de flerte e encantamento, reais e palpáveis.
Não precisa ser muito inteligente pra saber qual a melhor opção das três. Mas, serei eu inteligente o bastante para fazer a escolha certa??
domingo, abril 06, 2003
4 semanas de residência, com a UERJ em greve. Sensação de deja vu, porque eu realmente já vi isso na UFF, principalmente na greve de 2001. Assembléias e mais assembléias em que nada é definido, apenas a continuação de uma greve que já não mobiliza nem a opinião pública, muito menos o governo de dona Rosângela Matheus. Saúde e educação deveriam ter outras formas de protesto e mobilização já que a greve só faz onerar ainda mais a população, que perde mais e mais seu direito de cidadania.
Touro 06/04/2003
A intuição anda mais rápido que a lógica. Contudo, é necessário ter cuidado para não confundi-la com as especulações irritadas da mente, que velozmente fazem parecer que reconhecem a verdade enquanto chafurdam na mentira. Quiroga
Acredito que se fosse capaz de me livrar de toda a minha ansiedade, seria capaz de utilizar essa tal intuição. Uma ou outra vez isso já aconteceu, mas na maior parte das vezes a ansiedade, que por vezes se transforma em medo, quase pânico, atrapalha tudo e meu racionalismo pessimista me faz perder chances no mínimo interessantes.
A intuição anda mais rápido que a lógica. Contudo, é necessário ter cuidado para não confundi-la com as especulações irritadas da mente, que velozmente fazem parecer que reconhecem a verdade enquanto chafurdam na mentira. Quiroga
Acredito que se fosse capaz de me livrar de toda a minha ansiedade, seria capaz de utilizar essa tal intuição. Uma ou outra vez isso já aconteceu, mas na maior parte das vezes a ansiedade, que por vezes se transforma em medo, quase pânico, atrapalha tudo e meu racionalismo pessimista me faz perder chances no mínimo interessantes.
domingo, março 23, 2003
Há uma guerra no planeta Terra. Pensando bem, sempre há guerra no nosso planeta. É exatamente por isso que estou revendo minhas posições pacifistas. Como mostra "Gangues de Nova York", algumas guerras devem ser lutadas, posições devem ser tomadas, a partir do momento que aquilo pelo qual lutamos é algo em que acreditamos. O Contardo Calligaris, da Folha, vive dizendo que precisamos ser menos individualistas, precisamos ter algo pelo qual lutar.
Mas, alguém acredita na guerra contra o Iraque?? Nem os americanos devem acreditar nessa história de "Terror". Eles sabem que é uma guerra econômica e nada mais que isso. Saddam Husseim é um déspota, mas e o que os americanos, ingleses e quem quer que seja tem a ver com isso? A não ser o iraquianos, é claro. Mas o petróleo fica no território deles, e segundo o pensamento imperialista americano, o petróleo não pode ser dos iraquianos. O petróleo é dos americanos, quer dizer "do mundo".
E enquanto isso nós ficamos assistindo as imagens assépticas da guerra. Nada de feridos, nada de sofrimento, nada de humanidade, apenas fumaça no céu. (Meu desejo secreto: que aquela camerazinha que fica no alto do prédio do Ministério da Informação em Bagdá seja destruída o mais rápido possível, não vejo a hora de ver uma bomba cair em cima dela e nos livrar das imagens distantes e sempre iguais da cidade coberta de fumaça).
Pelo menos a Folha mostra imagens da guerra, de verdade. E tem o Sérgio Dávilla, lá em Bagdá, escrevendo sobre o que está vendo. Nada das imagens amadoras de videofone do Marcos Uchôa no Kuwait. Pobre Uchôa fazendo papel de iniciante...
Mas, alguém acredita na guerra contra o Iraque?? Nem os americanos devem acreditar nessa história de "Terror". Eles sabem que é uma guerra econômica e nada mais que isso. Saddam Husseim é um déspota, mas e o que os americanos, ingleses e quem quer que seja tem a ver com isso? A não ser o iraquianos, é claro. Mas o petróleo fica no território deles, e segundo o pensamento imperialista americano, o petróleo não pode ser dos iraquianos. O petróleo é dos americanos, quer dizer "do mundo".
E enquanto isso nós ficamos assistindo as imagens assépticas da guerra. Nada de feridos, nada de sofrimento, nada de humanidade, apenas fumaça no céu. (Meu desejo secreto: que aquela camerazinha que fica no alto do prédio do Ministério da Informação em Bagdá seja destruída o mais rápido possível, não vejo a hora de ver uma bomba cair em cima dela e nos livrar das imagens distantes e sempre iguais da cidade coberta de fumaça).
Pelo menos a Folha mostra imagens da guerra, de verdade. E tem o Sérgio Dávilla, lá em Bagdá, escrevendo sobre o que está vendo. Nada das imagens amadoras de videofone do Marcos Uchôa no Kuwait. Pobre Uchôa fazendo papel de iniciante...
domingo, março 09, 2003
A tensão entre o produtor e o diretor resultou num parto doloroso e num filme mais curto que o previsto. Não importa: encontra-se nas telas de cinema uma obra essencial. "Gangues de Nova York" é muito complexo e é preciso tempo para que ele se decante. Só depois as análises poderão alcançar sua verdadeira medida.
O filme faz História, História das multidões e dos esquecidos, História da violência e da corrupção, História dos antros mais escuros e imundos, dos ódios de raça e de clãs. História que expõe a democracia como simulacro. O filme pega pelo avesso os velhos mitos enérgicos americanos. Opões-se à saga do western e das planícies desejadas (a América, diz o cartaz, nasceu nas ruas), criando uma épica semelhante à dos grandes romances históricos que puseram em cena forças coletivas. Por destacados que sejam os protagonintas, eles terminam incorporando-se nas tramas dos movimentos gerais.
A História dos homens, no entanto, mostra-se, no universo de Scorsese, como o fluxo móvel diante de um fundamento sagrado e eterno. Como Robert Bresson, Scorsese é obcecado pela presença do mal no mundo, pela dificuldade de alcançar o divino, mesmo quando se age em nome dele. Num gesto simbólico, a Bíblia é atirada às águas. Os personagens mostram no corpo as marcas do martírio. Simpáticos ou não, eles se irmanam na mesma dificuldade em chegar à salvação.
Jorge Coli, no caderno Ilustrada da Folha, em 9 de março de 2003.
Assisti "Gangues de Nova York" há duas semanas e desde então penso no filme, em algo para falar e escrever, mas não consigo, exatamente por sentir que qualquer consideração que faça estará muiro abaixo de tudo que o filme representa. Jorge Coli traduziu um pouco dessa sensação. É um grande fime, um épico e ao mesmo tempo um filme atual, como muito poucos conseguem ser. Imperdível...
O filme faz História, História das multidões e dos esquecidos, História da violência e da corrupção, História dos antros mais escuros e imundos, dos ódios de raça e de clãs. História que expõe a democracia como simulacro. O filme pega pelo avesso os velhos mitos enérgicos americanos. Opões-se à saga do western e das planícies desejadas (a América, diz o cartaz, nasceu nas ruas), criando uma épica semelhante à dos grandes romances históricos que puseram em cena forças coletivas. Por destacados que sejam os protagonintas, eles terminam incorporando-se nas tramas dos movimentos gerais.
A História dos homens, no entanto, mostra-se, no universo de Scorsese, como o fluxo móvel diante de um fundamento sagrado e eterno. Como Robert Bresson, Scorsese é obcecado pela presença do mal no mundo, pela dificuldade de alcançar o divino, mesmo quando se age em nome dele. Num gesto simbólico, a Bíblia é atirada às águas. Os personagens mostram no corpo as marcas do martírio. Simpáticos ou não, eles se irmanam na mesma dificuldade em chegar à salvação.
Jorge Coli, no caderno Ilustrada da Folha, em 9 de março de 2003.
Assisti "Gangues de Nova York" há duas semanas e desde então penso no filme, em algo para falar e escrever, mas não consigo, exatamente por sentir que qualquer consideração que faça estará muiro abaixo de tudo que o filme representa. Jorge Coli traduziu um pouco dessa sensação. É um grande fime, um épico e ao mesmo tempo um filme atual, como muito poucos conseguem ser. Imperdível...
Touro 09/03/2003 Reinvente sua vida, crie, o que haveria de mais importante para fazer? Preocupar-se? Buscar prazeres impossíveis? Imaginar mundos inatingíveis? Aqui e agora você poderia reinventar sua vida, se assim o desejar. Quiroga.
terça-feira, março 04, 2003
terça-feira, fevereiro 25, 2003
Touro 25/02/2003 A hora é errada só se você a considerar assim. As coisas acontecem quando acontecem, e as pessoas são livres para decidir o que fazer com elas. A responsabilidade de sua vida não é das circunstâncias, é toda sua. Quiroga, no Quiroga mesmo (mas também no Estadão).
Não houve nenhum acontecimento na minha vida por esses dias (ou pelo menos eu não percebi nada de diferente). Mas se e quando acontecer algo vou tentar me lembrar dessa pervisão. Se bem que eu sempre acreditei que "Quem sabe faz a hora", de forma que nunca existe hora certa ou hora errada. Só que tem uma parte de mim que teima em ver tudo pelo lado pessimista...
Não houve nenhum acontecimento na minha vida por esses dias (ou pelo menos eu não percebi nada de diferente). Mas se e quando acontecer algo vou tentar me lembrar dessa pervisão. Se bem que eu sempre acreditei que "Quem sabe faz a hora", de forma que nunca existe hora certa ou hora errada. Só que tem uma parte de mim que teima em ver tudo pelo lado pessimista...
quarta-feira, fevereiro 19, 2003
Touro 19/02/2003 Os sincronismos que você trata como meras casualidades são, na verdade, sinais perfeitos que sua alma poderia utilizar para evoluir. A vida acontece enquanto você tenta obstinadamente fazer o que parece sensato.
Quiroga, no Estadão, traduzindo John Lennon de forma bastante direta para os taurinos.
Eu sempre tenho medo de estar querendo enxergar sincronismos em fatos que são nada mais que puras coincidências...
Quiroga, no Estadão, traduzindo John Lennon de forma bastante direta para os taurinos.
Eu sempre tenho medo de estar querendo enxergar sincronismos em fatos que são nada mais que puras coincidências...
terça-feira, fevereiro 18, 2003
It's Going to Take Sometime
The Carpenters
It's going to take some time this time
To get myself in shape
I really feel out-of line this time
I really missed the gate
The birds on the telephone line (next time)
Are cryin' out to me (next time)
And I won't be so blind next time
And I'll find some harmony
But it's going to take some time this time
And I can't make demands
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
It's going to take some time this time
No matter what I've planned
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
Só que já tá levando 3 anos, descontando os anos de amizade, contando só apartir do fatídico momento que eu passei achar que ele era o homem da minha vida. Há 3 anos eu canto essa música... Acho que preciso de tratamento psiquiátrico...
The Carpenters
It's going to take some time this time
To get myself in shape
I really feel out-of line this time
I really missed the gate
The birds on the telephone line (next time)
Are cryin' out to me (next time)
And I won't be so blind next time
And I'll find some harmony
But it's going to take some time this time
And I can't make demands
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
It's going to take some time this time
No matter what I've planned
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
Só que já tá levando 3 anos, descontando os anos de amizade, contando só apartir do fatídico momento que eu passei achar que ele era o homem da minha vida. Há 3 anos eu canto essa música... Acho que preciso de tratamento psiquiátrico...
segunda-feira, fevereiro 17, 2003
Momento Querido Diário...
Às vezes, muito raramente, eu tenho a impressão que a ignorância é a melhor saída. Que pode-se ser feliz sendo ignorante, que a sabedoria, de qualquer tipo, não só a inteligência mas o conhecimento puro e simples podem complicar a vida. Por que, de que adianta saber algo, se você não pode fazer nada, se não há como mudar a situação. Ou pior, se isso gera desejos e sonhos que não se realizarão, que não têm chances, mas que são mais fortes que a razão e teimam em se esgueirar por sua mente, levando a ansiedade vazia de algo que não vai acontecer.
Em suma: porque ele tinha de me dizer que terminou o namoro???
Às vezes, muito raramente, eu tenho a impressão que a ignorância é a melhor saída. Que pode-se ser feliz sendo ignorante, que a sabedoria, de qualquer tipo, não só a inteligência mas o conhecimento puro e simples podem complicar a vida. Por que, de que adianta saber algo, se você não pode fazer nada, se não há como mudar a situação. Ou pior, se isso gera desejos e sonhos que não se realizarão, que não têm chances, mas que são mais fortes que a razão e teimam em se esgueirar por sua mente, levando a ansiedade vazia de algo que não vai acontecer.
Em suma: porque ele tinha de me dizer que terminou o namoro???
segunda-feira, fevereiro 10, 2003
Raiva subst. fem. Aquilo que se sente ao descobrir no extrato bancário que além de ter pago mais de 100% de juros em menos de 1 ano por uma dívida gerada pelo próprio banco (que cancelou meu cheque especial sem nenhum aviso e por isso fez-se a dívida), a idiota ainda teve de pagar mais de R$ 100,00 em taxas, mais uma vez, sem aviso nenhum.
Eu amo o Banco do Brasil.
Eu amo o Banco do Brasil.
sexta-feira, fevereiro 07, 2003
Filminho que dá susto e um certo medo...
O Chamado
Fui ao cinema assistir "O Chamado" levada pela propaganda e pela curiosidade gerada por esta. Seria esse um filme assim tão aterrorizante ou um simples terror juvenil? Não sabia muito da trama, fiz questão de me manter "no escuro" para poder garantir possíveis surpresas. Sim, eu gosto de tomar sustos, ou então não haveria porque de me interessar por um filme de terror em primeiro lugar.
E, sim, "O Chamado" me surpreendeu. Não por ter provocado sustos, eles até existem mas o filme não se constrói somente sobre eles. A direção de Gore Verbinky cria todo um clima estranho, "sinistro", como se durante todo o tempo você soubesse que há algo errado ali. A fotografia de poucos e escuros tons, a chuva constante, os poucos ambientes e os poucos personagens e a música incidental criam um clima de certa forma intimista apesar de também não nos envolver demais com os personagens. Fica claro que aquele é um filme de terror, um conto de terror e não interessa saber muito sobre os personagens, pois não é um drama. Isso fica ainda mais claro no final, quando por alguns momentos parece que o final não faz sentido exatamente porque os nossos três personagens parecem ter ganho muita importância. Sabemos que falta algo...
Os três personagens principais são uma jovem jornalista, Naomi Watts que neste filme lembra muito Nicole Kidman, seu filho, porque crianças são seres frágeis que nos sensibilizam, além de terem algum sentido mais aguçado que os adultos, e um ex-namorado que trabalha com vídeos. Podemos resumir o filme dizendo que é sobre essas pessoas tentando descobrir porque uma fita de vídeo com imagens toscas e estranhas pode levar as pessoas que a assistem a morrerem 7 dias depois. E o grande porém do filme é exatamente essa explicação, pois o roteiro deixa furos em relação a trama. Algumas coisas são sugeridas logo no início do filme, mas depois não há mais menção a elas e no final a trama toda não faz muito sentido. Não que isso atrapalhe muito o filme durante a sessão, atrapalha mais depois pois faz do filme apenas uma boa diversão. Durante as duas horas dentro do cinema você pode até saber que há pontas soltas, mas se diverte, essa diversão masoquista em que consistem os filmes de terror. Você fica com medo de qualquer forma, um medo de algo desconhecido que se consiste numa fita de vídeo. Não é a ansiedade de tomar logo o próximo susto, é um nervosismo, uma sensação incômoda de querer que algo não aconteça, mesmo não sabendo o que é esse algo. De alguma forma sabemos que essa coisa não é boa e aí está todo o porque do filme ser tão incômodo, o fato de haver algo que não é bom.
Apesar de ter várias cenas que parecem ser referências diretas a grandes filmes do gênero, como "O Iluminado" e "Poltergeist", ao final do filme eu me lembrei de "Sinais" de M. Night Shaymalan, apesar de ter me lembrado antes de "O Sexto Sentido" em função do garotinho. Mas o filme tem mais a ver com "Sinais" pelo clima de medo do desconhecido que cria, pela sensação de essa coisa desconhecida não é boa. Mas em "Sinais" nos envolvemos com os personagens, sabemos que há lago mais a ser contado que um história de terror. Como já disse, esse não é o caso de "O Chamado".
No final, é um filme de terror que cumpre o que promete, mesmo que pecando pelo roteiro. Você sai do cinema alerta a ponto de se assustar com um telefone tocando, com um espelho ou com a água parada em algum canto. Você recebe extamente aquilo pelo qual pagou na entrada do cinema. Só não sabe muito bem se quer voltar para uma próxima sessão, nem se será capaz de alugar o filme quando sair em vídeo... (Por sinal, ele teria funcionado ainda melhor se tivesse sido lançado só em vídeo, com uma campanha do tipo da "A Bruxa de Blair").
O Chamado
Fui ao cinema assistir "O Chamado" levada pela propaganda e pela curiosidade gerada por esta. Seria esse um filme assim tão aterrorizante ou um simples terror juvenil? Não sabia muito da trama, fiz questão de me manter "no escuro" para poder garantir possíveis surpresas. Sim, eu gosto de tomar sustos, ou então não haveria porque de me interessar por um filme de terror em primeiro lugar.
E, sim, "O Chamado" me surpreendeu. Não por ter provocado sustos, eles até existem mas o filme não se constrói somente sobre eles. A direção de Gore Verbinky cria todo um clima estranho, "sinistro", como se durante todo o tempo você soubesse que há algo errado ali. A fotografia de poucos e escuros tons, a chuva constante, os poucos ambientes e os poucos personagens e a música incidental criam um clima de certa forma intimista apesar de também não nos envolver demais com os personagens. Fica claro que aquele é um filme de terror, um conto de terror e não interessa saber muito sobre os personagens, pois não é um drama. Isso fica ainda mais claro no final, quando por alguns momentos parece que o final não faz sentido exatamente porque os nossos três personagens parecem ter ganho muita importância. Sabemos que falta algo...
Os três personagens principais são uma jovem jornalista, Naomi Watts que neste filme lembra muito Nicole Kidman, seu filho, porque crianças são seres frágeis que nos sensibilizam, além de terem algum sentido mais aguçado que os adultos, e um ex-namorado que trabalha com vídeos. Podemos resumir o filme dizendo que é sobre essas pessoas tentando descobrir porque uma fita de vídeo com imagens toscas e estranhas pode levar as pessoas que a assistem a morrerem 7 dias depois. E o grande porém do filme é exatamente essa explicação, pois o roteiro deixa furos em relação a trama. Algumas coisas são sugeridas logo no início do filme, mas depois não há mais menção a elas e no final a trama toda não faz muito sentido. Não que isso atrapalhe muito o filme durante a sessão, atrapalha mais depois pois faz do filme apenas uma boa diversão. Durante as duas horas dentro do cinema você pode até saber que há pontas soltas, mas se diverte, essa diversão masoquista em que consistem os filmes de terror. Você fica com medo de qualquer forma, um medo de algo desconhecido que se consiste numa fita de vídeo. Não é a ansiedade de tomar logo o próximo susto, é um nervosismo, uma sensação incômoda de querer que algo não aconteça, mesmo não sabendo o que é esse algo. De alguma forma sabemos que essa coisa não é boa e aí está todo o porque do filme ser tão incômodo, o fato de haver algo que não é bom.
Apesar de ter várias cenas que parecem ser referências diretas a grandes filmes do gênero, como "O Iluminado" e "Poltergeist", ao final do filme eu me lembrei de "Sinais" de M. Night Shaymalan, apesar de ter me lembrado antes de "O Sexto Sentido" em função do garotinho. Mas o filme tem mais a ver com "Sinais" pelo clima de medo do desconhecido que cria, pela sensação de essa coisa desconhecida não é boa. Mas em "Sinais" nos envolvemos com os personagens, sabemos que há lago mais a ser contado que um história de terror. Como já disse, esse não é o caso de "O Chamado".
No final, é um filme de terror que cumpre o que promete, mesmo que pecando pelo roteiro. Você sai do cinema alerta a ponto de se assustar com um telefone tocando, com um espelho ou com a água parada em algum canto. Você recebe extamente aquilo pelo qual pagou na entrada do cinema. Só não sabe muito bem se quer voltar para uma próxima sessão, nem se será capaz de alugar o filme quando sair em vídeo... (Por sinal, ele teria funcionado ainda melhor se tivesse sido lançado só em vídeo, com uma campanha do tipo da "A Bruxa de Blair").
sábado, fevereiro 01, 2003
O todo poderoso George W. Bush é um estadista belicista, e ruim, na minha opinião sem imortância. Mas é tambem meio sem sorte. Podia ter passado sem esse triste desastre da Columbia no seu mandato.
Essas pessoas foram ao espaço, tiveram uma visão do nosso planeta e de uma pequena parte do universo que a maioria de nós apenas tem em sonhos ou filmes. Infelizmente não voltaram para contar. Mas eu acredito que deveriam estar bem de alguma forma, não se vai aonde poucos podem ir sem ganhar de alguma forma, seja conhecimento, paz ou algo mais.
Detalhes da tragédia aqui, na CNN Brasil.
Essas pessoas foram ao espaço, tiveram uma visão do nosso planeta e de uma pequena parte do universo que a maioria de nós apenas tem em sonhos ou filmes. Infelizmente não voltaram para contar. Mas eu acredito que deveriam estar bem de alguma forma, não se vai aonde poucos podem ir sem ganhar de alguma forma, seja conhecimento, paz ou algo mais.
Detalhes da tragédia aqui, na CNN Brasil.
sexta-feira, janeiro 31, 2003
Tristezas românticas...
Gostaria de me libertar de você. Nem sei se você sabe, mas você me tem. Ainda. O tempo , mesmo que nem tanto assim, passou. Aquilo que nem chegou realmente a existir terminou, mesmo assim você ainda me tem. Sem saber, sem querer. Eu até sei, mas também não quero. Só não sei como pedir minha carta de alforria. Até porque, longe, nem aprece que sou sua, ninguém nota, às vezes nem eu. Mas, nos poucos momentos em que estamos próximos, mesmo que no meio de muitos outros, não há dúvidas. Eu até tento disfaçar, mentir para mim mesma (aquela que segundo Renato Russo, é a pior mentira), mas a corrente invisível que me une a você é mais forte. E sempre, de alguma forma, acabamos próximos. Mais do eu racionalmente gostaria, menos do que eu realmente desejaria, ainda assim próximos. E tudo que eu realmente quero é me libertar, deixar de me importar. Com você. E com o que eu sinto por você. Poder ouvir as músicas, os cds que ficaram marcados pela aura que criei pensando em você.
Gostaria de me libertar de você. Nem sei se você sabe, mas você me tem. Ainda. O tempo , mesmo que nem tanto assim, passou. Aquilo que nem chegou realmente a existir terminou, mesmo assim você ainda me tem. Sem saber, sem querer. Eu até sei, mas também não quero. Só não sei como pedir minha carta de alforria. Até porque, longe, nem aprece que sou sua, ninguém nota, às vezes nem eu. Mas, nos poucos momentos em que estamos próximos, mesmo que no meio de muitos outros, não há dúvidas. Eu até tento disfaçar, mentir para mim mesma (aquela que segundo Renato Russo, é a pior mentira), mas a corrente invisível que me une a você é mais forte. E sempre, de alguma forma, acabamos próximos. Mais do eu racionalmente gostaria, menos do que eu realmente desejaria, ainda assim próximos. E tudo que eu realmente quero é me libertar, deixar de me importar. Com você. E com o que eu sinto por você. Poder ouvir as músicas, os cds que ficaram marcados pela aura que criei pensando em você.
Spider
Você vê o nome de David Cronenberg como diretor de um filme e pensa: mais um filme estranho e meio nojento. Lembra logo de "A mosca" ou "Gêmeos mórbida semelhança", ótimos filmes, mas sem dúvida muitos "estranhos" e com cenas que podem ser consideradas nojentas, por isso estão na seção terror de qualquer locadora.
Este "Spider" é ao mesmo tempo igual e diferente. Ele é estranho, a maior parte do filme nos perguntamos o que está acontecendo, não entendemos nada muito bem. Mas não tem cenas nojentas e isso ajuda a criar no espectador a devida noção de que o que estamos vendo é na verdade um drama, não um filme de suspense ou terror. Os outros filmes de Cronenberg eram também, na verdade, dramas sobre pessoas estranhas mas acabavam sendo entendidos por muitos como terror, pelas cenas quase escatológicas. "Spider" pode até ser considerado um suspense, pela trama que vai se desnrolando aos poucos e que só entedemos devidamente no final (mas sem momentos surpreendentes, sem clímax friamente calculado), mas no fundo, é um drama sobre um esquizofrênico que tenta entender sua vida.
Falar em personagem esquizofrênico faz lembrar "Uma Mente Brilhante", este sim drama com D maiúsculo. E se a comparação se torna inevitável, para mim, "Spider" ganha em todos os aspectos. Ganha por ser um filme mais sincero, mais real, sem glamourizar uma doença que no dia-a-dia nada tem de glamouroza, por ter um roteiro muito mais interessante e inteligente, por ser, no final das contas, um filme muito melhor. Só acho que não se pode comparar as atuações de Ralph Fienes e Russel Crowe, porque os dois estão perfeitos e muito dieferentes, não porque tenham estilos diferentes de representar, mas porque seus personagens têm doenças diferentes: o de Russel era um ezquizofrênico paranóide, o de Ralph é um ezquizofrênico hebefrênico, caso em que a doença compromete muito mais a vida da pessoa.
Mas se falamos da atuação perfeita de Ralph Fiennes, não há como esquecer a presença marcante de Miranda Richardson no filme. Revezando-se em 3 papéis, e sendo ao mesmo tempo uma só, ela é a chave para o entendimento do filme. Mas se o filme gira em torno principalmente de Ralph e Miranda, fazendo lembrar antigas teorias que culpavam a mãe pela esquizofrênia dos filhos (teorias que hoje não são aceitas e que no final o prório filme mostra não aceitar), o resto do elenco, com Gabriel Byrne, Lynn Redgrave e John Neville não passa desapercebido, sendo todos importantes ao longo do filme.
No fim, após duas horas tentando entender, junto com Mr.Cleg, o que acontece no filme, saímos do cinema não apenas com sensção de alívio de termos desvendado o mistério do filme, mas sabendo que a rel compreensão do filme é que ele é menos um ótimo suspense e sim um grande drama sobre um ser humano atormentado. E também um grande filme de Cronenberg, cheio de clima, com estranhesas, um roteiro impecável, mas também, e acima de tudo, cheio de sinceridade e humanidade.
Notinha: Hoje, na Maratona do Odeon, que rola das 23h de hoje até a amnhã de amanhã, vai ter "Scanners: sua mente pode destruir", do David Cronengerg na última sessão.
Você vê o nome de David Cronenberg como diretor de um filme e pensa: mais um filme estranho e meio nojento. Lembra logo de "A mosca" ou "Gêmeos mórbida semelhança", ótimos filmes, mas sem dúvida muitos "estranhos" e com cenas que podem ser consideradas nojentas, por isso estão na seção terror de qualquer locadora.
Este "Spider" é ao mesmo tempo igual e diferente. Ele é estranho, a maior parte do filme nos perguntamos o que está acontecendo, não entendemos nada muito bem. Mas não tem cenas nojentas e isso ajuda a criar no espectador a devida noção de que o que estamos vendo é na verdade um drama, não um filme de suspense ou terror. Os outros filmes de Cronenberg eram também, na verdade, dramas sobre pessoas estranhas mas acabavam sendo entendidos por muitos como terror, pelas cenas quase escatológicas. "Spider" pode até ser considerado um suspense, pela trama que vai se desnrolando aos poucos e que só entedemos devidamente no final (mas sem momentos surpreendentes, sem clímax friamente calculado), mas no fundo, é um drama sobre um esquizofrênico que tenta entender sua vida.
Falar em personagem esquizofrênico faz lembrar "Uma Mente Brilhante", este sim drama com D maiúsculo. E se a comparação se torna inevitável, para mim, "Spider" ganha em todos os aspectos. Ganha por ser um filme mais sincero, mais real, sem glamourizar uma doença que no dia-a-dia nada tem de glamouroza, por ter um roteiro muito mais interessante e inteligente, por ser, no final das contas, um filme muito melhor. Só acho que não se pode comparar as atuações de Ralph Fienes e Russel Crowe, porque os dois estão perfeitos e muito dieferentes, não porque tenham estilos diferentes de representar, mas porque seus personagens têm doenças diferentes: o de Russel era um ezquizofrênico paranóide, o de Ralph é um ezquizofrênico hebefrênico, caso em que a doença compromete muito mais a vida da pessoa.
Mas se falamos da atuação perfeita de Ralph Fiennes, não há como esquecer a presença marcante de Miranda Richardson no filme. Revezando-se em 3 papéis, e sendo ao mesmo tempo uma só, ela é a chave para o entendimento do filme. Mas se o filme gira em torno principalmente de Ralph e Miranda, fazendo lembrar antigas teorias que culpavam a mãe pela esquizofrênia dos filhos (teorias que hoje não são aceitas e que no final o prório filme mostra não aceitar), o resto do elenco, com Gabriel Byrne, Lynn Redgrave e John Neville não passa desapercebido, sendo todos importantes ao longo do filme.
No fim, após duas horas tentando entender, junto com Mr.Cleg, o que acontece no filme, saímos do cinema não apenas com sensção de alívio de termos desvendado o mistério do filme, mas sabendo que a rel compreensão do filme é que ele é menos um ótimo suspense e sim um grande drama sobre um ser humano atormentado. E também um grande filme de Cronenberg, cheio de clima, com estranhesas, um roteiro impecável, mas também, e acima de tudo, cheio de sinceridade e humanidade.
Notinha: Hoje, na Maratona do Odeon, que rola das 23h de hoje até a amnhã de amanhã, vai ter "Scanners: sua mente pode destruir", do David Cronengerg na última sessão.
terça-feira, janeiro 28, 2003
segunda-feira, janeiro 27, 2003
Cheguei a esse teste (faz tempo que não coloco isso por aqui) a partir do wowblog, ao qual cheguei a partir do feira moderna. Agora há uma gravura de Van Gogh no pseudobloguinho...

the Which van gogh painting are you? quiz by bethany
the Which van gogh painting are you? quiz by bethany
sexta-feira, janeiro 24, 2003
Só mais uma coisa sobre o filme: o Domingos de Oliveira retrata a intelectualidade boêmia do Rio da mesma forma que o Wood Allen faz com a nova iorquina. Tam uns momentos que parece um Wood Allen carioca.
E tem a fuga para Paris, porque não deve haver coisa melhor do que curar dor de cotovêlo ou sanar dúvidas românticas do que fazê-lo em Paris (a Sabrina de Audrey Hepburn já sabia disso...). Ah, Paris....
E tem a fuga para Paris, porque não deve haver coisa melhor do que curar dor de cotovêlo ou sanar dúvidas românticas do que fazê-lo em Paris (a Sabrina de Audrey Hepburn já sabia disso...). Ah, Paris....
Quem disse que as relações interpessoais, em especial as romanticas ou de amor, são simples?? Qualquer um com o mínimo de experiência, com pelo menos uma paixão de verdade no seu curriculum vitae, sabe que elas são qualquer coisa menos simples. Mas, por serem complicadas não quer dizer que não possam ter algo de mágico, hipnótico, por mais reais que sejam. E não quer dizer que não possamos ser felizes vivendo algo tão complicado, porque simplicidade pode até rimar com felicidade mas não é sinônimo.
O que queria dizer é que Separações, de Domingos de Oliveira (que agora tem outro filme em cartaz, Edu Coração de Ouro, de 1968, só na sessão de 13h do Odeon) é um bom filme sobre relacionamentos, honesto e feliz, com uma concessão ou outra, até porque a realidade também tem suas concessões de vez em quando...
O que queria dizer é que Separações, de Domingos de Oliveira (que agora tem outro filme em cartaz, Edu Coração de Ouro, de 1968, só na sessão de 13h do Odeon) é um bom filme sobre relacionamentos, honesto e feliz, com uma concessão ou outra, até porque a realidade também tem suas concessões de vez em quando...
Como meus poucos mas queridos visitadores podem ver lá em baixo (no banner próprio) a gatinha preta foi adotada. E seu novo pai é o autor do feira moderna, blog que eu só fui descobrir agora, infelizmente. Há tanta vida inteligente na internet e eu conheço pouco, pelo menos essas poucas são coisas muito boas.
quinta-feira, janeiro 23, 2003
Oh darling, darling
Stand by me...
Sessão da tarde, cortado (atualmente é quase impossível ver filme na tv aberta sem que este esteja cortado. Coração Valente foi decepado sem dó nem piedade no domingo retrasado.), mas mesmo assim eu chorei no final de Conta Comigo. Um dos filmes da juventude da minha geração, bom o bastante para ser filme da juventude de muitas gerações. Emocionante sem ser piegas, com doses de suspense (o livro original é do Stephen King, o que mais esperar??), aventura, e falando de adolescência e amizades (que se vão no dia a dia, mas ficam no coração), do ponto de vista de um escritor (tema recorrente nos livros de King, assim como o milharal, as cidades do sul, as recordações de crianças...) que se escreve um livro sobre um aventura da juventude, passada nos dourados" anos 50. Um pequeno grande filme!
Talvez um dia ainda escreva uma variante da última frase do filme, que será: "Eu nunca tive amigos depois como os que tive na faculdade. Jesus, alguém tem?" Porque acho que vivi minhas grandes aventuras nos meus 6 anos e meio de faculdade...
O original: I never had any friends later on like the ones I had when I was twelve. Jesus, does anyone?
Stand by me...
Sessão da tarde, cortado (atualmente é quase impossível ver filme na tv aberta sem que este esteja cortado. Coração Valente foi decepado sem dó nem piedade no domingo retrasado.), mas mesmo assim eu chorei no final de Conta Comigo. Um dos filmes da juventude da minha geração, bom o bastante para ser filme da juventude de muitas gerações. Emocionante sem ser piegas, com doses de suspense (o livro original é do Stephen King, o que mais esperar??), aventura, e falando de adolescência e amizades (que se vão no dia a dia, mas ficam no coração), do ponto de vista de um escritor (tema recorrente nos livros de King, assim como o milharal, as cidades do sul, as recordações de crianças...) que se escreve um livro sobre um aventura da juventude, passada nos dourados" anos 50. Um pequeno grande filme!
Talvez um dia ainda escreva uma variante da última frase do filme, que será: "Eu nunca tive amigos depois como os que tive na faculdade. Jesus, alguém tem?" Porque acho que vivi minhas grandes aventuras nos meus 6 anos e meio de faculdade...
O original: I never had any friends later on like the ones I had when I was twelve. Jesus, does anyone?
Esse monstrinho fez 1 ano dia 20 e eu nem escrevi nada.
Até nisso eu me atraso. Como disse hoje na entrevista da Marinha, meu maior defeito é estar sempre atrasada! Na verdade não é o maior, há algo pior do que viver atrasada, mas na hora foi tudo em que consegui pensar. Agora também... Talvez seja viver a sonhar...
Até nisso eu me atraso. Como disse hoje na entrevista da Marinha, meu maior defeito é estar sempre atrasada! Na verdade não é o maior, há algo pior do que viver atrasada, mas na hora foi tudo em que consegui pensar. Agora também... Talvez seja viver a sonhar...
quinta-feira, janeiro 16, 2003
"Com 007 viva e deixe morrer num outro dia"
007 - Um Novo Dia para Morrer / 007 - Die another Day
À primeira vista o roteiro de "Um novo dia para morrer" é quase tão fantástico quanto o de "O Senhor dos Anéis". A cena de Bond surfando com o pedaço de um trenó de gelo numa onda criada pela queda de uma geleria quase faz você rir, não fosse pelo fato de que sua adrenalina está tão alta que não dá para rir, a não ser de nervoso. Em outras cenas a gente ri mesmo, como nos diálogos apimentados de Jinx e Bond. O fato é que este é um filme pipoca, que se assume pipoca, que não liga para o fato de que alguns elementos surgem meio do nada e que outros são incríveis demais como o carro invisível.
O roteiro poderia ser melhor, claro que sim, mas isso compromete menos do que poderia. E, frente a atual conjuntura mundial o roteiro ganha alguma credibilidade pois uma guerra contra a Coréia do Norte é possível, parece haver um ditador e seu filho no comando deste país (pelo menos é o que nos informam os jornais) e os ingleses realmente ainda querem policiar o mundo mas têm de responder ordens dos poderosos americanos. Então, o roteiro tem seus defeitos mas também algumas qualidades. Mas, de qualquer forma, sendo do jeito que é, o filme já é divertido pacas!!! Nada de tentar fazer as coisas parecerem verossimilhantes, nada de tentar imitar o estilo da época de Sean Connery, dessa vez o filme se quer interessante, ágil, charmoso, engraçado e consegue ser isso tudo.
A direção de Lee Tamahoshi é "modernosa", com cortes rápidos, estilo MTV, é sim, principalmente nas cenas de ação, mas funciona e isso é o que importa.
Pierce Bronsnam ainda é um ótimo James Bond, até melhor neste filme quando se mostra um pouco mais falível. O charme continua todo lá, mesmo com as rugas e alguns cabelos brancos, que talvez até adicionem mais charme. A Jinx de Halley Barry é uma personagem interessante, apesar de em alguns momentos parecer a Tomb Raider. Sua interação com Bond é ótima e deveria ser repetida.
Os vilões são maus e isso já é o bastante. As armas secretas continuam sendo incríveis e os personagens clássicos continuam lá, como M e Q, que não poderiam ser melhor representados do que por Lady Judi Dench e Jonh Cleese. Falando em elementos clássicos, sendo este o vigésimo filme de 007, há várias pequenas homenagens, citações à cenas clássicas da história da série cinematográfica que são uma diversão a mais.
Quanto a trilha sonora, que também tem sido muito criticada, digo que me assustei quando comecei a ouvir o tema "Die another day", principalmente porque não reconheci a voz de Madonna (ah! as novas tecnologias musicais...). Mas ao final da abertura (estilosa e diferente ao ser aproveitada para contar parte da história, no caso os meses de tortura de Bond) a música já tinha "grudado" nos meus neurônios e acabei gostando. O resto da trilha é também moderno e serve muito bem ao filme.
Critiquem o que quiserem mas lembrem-se: Diversão é solução, sim!!! E Bond ainda é James Bond!!
007 - Um Novo Dia para Morrer / 007 - Die another Day
À primeira vista o roteiro de "Um novo dia para morrer" é quase tão fantástico quanto o de "O Senhor dos Anéis". A cena de Bond surfando com o pedaço de um trenó de gelo numa onda criada pela queda de uma geleria quase faz você rir, não fosse pelo fato de que sua adrenalina está tão alta que não dá para rir, a não ser de nervoso. Em outras cenas a gente ri mesmo, como nos diálogos apimentados de Jinx e Bond. O fato é que este é um filme pipoca, que se assume pipoca, que não liga para o fato de que alguns elementos surgem meio do nada e que outros são incríveis demais como o carro invisível.
O roteiro poderia ser melhor, claro que sim, mas isso compromete menos do que poderia. E, frente a atual conjuntura mundial o roteiro ganha alguma credibilidade pois uma guerra contra a Coréia do Norte é possível, parece haver um ditador e seu filho no comando deste país (pelo menos é o que nos informam os jornais) e os ingleses realmente ainda querem policiar o mundo mas têm de responder ordens dos poderosos americanos. Então, o roteiro tem seus defeitos mas também algumas qualidades. Mas, de qualquer forma, sendo do jeito que é, o filme já é divertido pacas!!! Nada de tentar fazer as coisas parecerem verossimilhantes, nada de tentar imitar o estilo da época de Sean Connery, dessa vez o filme se quer interessante, ágil, charmoso, engraçado e consegue ser isso tudo.
A direção de Lee Tamahoshi é "modernosa", com cortes rápidos, estilo MTV, é sim, principalmente nas cenas de ação, mas funciona e isso é o que importa.
Pierce Bronsnam ainda é um ótimo James Bond, até melhor neste filme quando se mostra um pouco mais falível. O charme continua todo lá, mesmo com as rugas e alguns cabelos brancos, que talvez até adicionem mais charme. A Jinx de Halley Barry é uma personagem interessante, apesar de em alguns momentos parecer a Tomb Raider. Sua interação com Bond é ótima e deveria ser repetida.
Os vilões são maus e isso já é o bastante. As armas secretas continuam sendo incríveis e os personagens clássicos continuam lá, como M e Q, que não poderiam ser melhor representados do que por Lady Judi Dench e Jonh Cleese. Falando em elementos clássicos, sendo este o vigésimo filme de 007, há várias pequenas homenagens, citações à cenas clássicas da história da série cinematográfica que são uma diversão a mais.
Quanto a trilha sonora, que também tem sido muito criticada, digo que me assustei quando comecei a ouvir o tema "Die another day", principalmente porque não reconheci a voz de Madonna (ah! as novas tecnologias musicais...). Mas ao final da abertura (estilosa e diferente ao ser aproveitada para contar parte da história, no caso os meses de tortura de Bond) a música já tinha "grudado" nos meus neurônios e acabei gostando. O resto da trilha é também moderno e serve muito bem ao filme.
Critiquem o que quiserem mas lembrem-se: Diversão é solução, sim!!! E Bond ainda é James Bond!!
segunda-feira, janeiro 13, 2003
De repente, num momento nostálgico (deflagrado pelo episódio da morte do Pistoleiros Solitários no episódio de semana passada), resolvo procurar por alguns bons e velhos sites sobre Arquivo X. Fecharam, quase todos, nem existem mais. Achava que no mundo virtual as coisas continuavam para sempre, como livros e memórias.
Ledo engano, no fim, mesmo vivendo o futuro, ainda temos de nos agarrar ao velho sistema límbico para manter nossas memórias... Ou então viver salvando tudo, entupindo o cache de nossos de pczinhos...
Trust no one!
Ledo engano, no fim, mesmo vivendo o futuro, ainda temos de nos agarrar ao velho sistema límbico para manter nossas memórias... Ou então viver salvando tudo, entupindo o cache de nossos de pczinhos...
Trust no one!
domingo, janeiro 12, 2003
terça-feira, dezembro 31, 2002
Um blog que descobri há algumas semanas e ainda não tinha citado aqui: A Cobaia, escrito por um rapaz de 17 anos que sabe usar as palavras de uma forma que muita gente "mais velha" não sabe. A visita vale (e muito) à pena!!!!
Eu não me animo com a mudança de ano, com essa história de que agora tudo será diferente só porque muda o ano, o qual é uma coisa totalmente arbitrária.
Mas tenho grandes esperanças com relação a mudança de presidente. Não acho que a era FHC tenha sido péssima, nem que Lula é o salvador da pátria, mas acredito que o PT possa realizar mudanças importantes para o Brasil. Mas não vai ser fácil...
Também me animo com a mudança de layout do meu pseudobloguinho. Eu já vinha pensando em mudar, mas com meus parcos conhecimentos html e webdesing em geral não fazia idéia de como fazer. E acabei ganhando isso de presente. Ficou lindo!!!!! Nem sei como agradacer a surpresa que o magisterX fez, com "palpites" da Cinderel@. Obrigada!!!!!! :-)
Por hora me rendo ao clima e desejo a todos um Feliz Ano Novo e que esta seja uma noite divertida para todos!!!
E um bom Dia da Paz Universal!!! Essa sim é uma data interessante, que deveria ser mais explorada...
Mas tenho grandes esperanças com relação a mudança de presidente. Não acho que a era FHC tenha sido péssima, nem que Lula é o salvador da pátria, mas acredito que o PT possa realizar mudanças importantes para o Brasil. Mas não vai ser fácil...
Também me animo com a mudança de layout do meu pseudobloguinho. Eu já vinha pensando em mudar, mas com meus parcos conhecimentos html e webdesing em geral não fazia idéia de como fazer. E acabei ganhando isso de presente. Ficou lindo!!!!! Nem sei como agradacer a surpresa que o magisterX fez, com "palpites" da Cinderel@. Obrigada!!!!!! :-)
Por hora me rendo ao clima e desejo a todos um Feliz Ano Novo e que esta seja uma noite divertida para todos!!!
E um bom Dia da Paz Universal!!! Essa sim é uma data interessante, que deveria ser mais explorada...
sábado, dezembro 28, 2002
Eu vi um filme...
O filme do meio
"As Duas Torres" é, sem dúvida nenhuma, o filme do meio da trilogia "O Senhor dos Anéis". E Peter Jackson parece ter assumido essa condição do filme. Ele começa sem grandes explicações, pois as explicações iniciais estão no primeiro filme e deixa grandes questões (como quem será a "ela" sobre quem Gollum fala no final, até quem leu o livro e sabe quem é "ela"sai do cinema morrendo de curiosidade para ver esta que deverá ser uma grande seqüência de "O Retorno do Rei") para o terceiro. Então, se não há explicações, o que resta para esse filme? Aventura, ação, drama, romance, suspense, esses elementos básicos de qualquer história. E todos esses elementos são bem desenvolvidos no filme. A guerra entre o mal (encarnado por Sauron e Saruman) e o bem (todos os seres que se unem para lutar, superando suas fraquezas e diferenças) se torna real e batalha no Abismo de Hellm é uma seqüência grandiosa. A amizade entre Aragorn, Legolas e Gimmli (e também com o hobbits) é o grande emblema da união de todas as raças e seres e isso fica muito claro ao longo do filme. De outro lado, o encontro de Merry e Pippin (que estão mais sérios e responsáveis, mostrando o quanto a jornada está afetando a todos) com os Ents (que têm um aspecto um tanto infantil) também é importante, apesar de ser menos mostrado no filme. A tomada de Isengard pelo Ents é bem retratada, mas o final ficou para o terceiro filme (é, muita coisa ficou para o terceiro filme...). Mas, falta ainda falar de uma das frentes contra o mal, talvez a mais importante, a que corre maiores riscos e, para mim, a mais bela. A jornada de Frodo e Sam até Mordor para destruição do Um Anel é difícil e cheia de obstáculos a serem superados. O principal é o próprio anel que cada vez mais influência Frodo, de tal forma que em determinado momento ele se volta contra o próprio Sam, numa cena que termina mostrando o valor da amizade para que toda a jornada tenha sucesso. Há ainda Gollum, que se revela um personagem em CGI impressionantemente real (há uma atuação importante por baixo dos efeitos especiais e isso conta muito para o sucesso do personagem) e dúbio em seus sentimentos e atos (como quase tudo nesta grande obra). Esta parte da história é a que termina deixando os espectadores curiosos e aflitos pelo próximo (e último) filme. É uma das várias mudanças com relação ao livro, mas todas são feitas para dar maior agilidade e tornar a história mais "cinematográfica". A única que talvez deixe os leitores cismados é a mudança de Faramir, mas essa na verdade é menor do que realmente parece. Faramir não é como Boromir e em nenhum momento clama para usar o anel, apesar de quer que ele seja usado para ajudar seu povo.
Grandes seqüências, atuações emocionantes, pequenos grandes dramas, três histórias formando uma só sendo unidas por um diretor e toda uma equipe que parecem ter imergido na fantasia de "O Senhor dos Anéis". Isso, basicamente, é o que forma "As Duas Torres". Talvez não seja um filme tão bom quanto "A Sociedade do Anel" porque aquele foi espetacular, mesmo assim é um grande filme. Se o ano de 2002 começou cinematograficamente bem, não poderia terminar melhor.
O filme do meio
"As Duas Torres" é, sem dúvida nenhuma, o filme do meio da trilogia "O Senhor dos Anéis". E Peter Jackson parece ter assumido essa condição do filme. Ele começa sem grandes explicações, pois as explicações iniciais estão no primeiro filme e deixa grandes questões (como quem será a "ela" sobre quem Gollum fala no final, até quem leu o livro e sabe quem é "ela"sai do cinema morrendo de curiosidade para ver esta que deverá ser uma grande seqüência de "O Retorno do Rei") para o terceiro. Então, se não há explicações, o que resta para esse filme? Aventura, ação, drama, romance, suspense, esses elementos básicos de qualquer história. E todos esses elementos são bem desenvolvidos no filme. A guerra entre o mal (encarnado por Sauron e Saruman) e o bem (todos os seres que se unem para lutar, superando suas fraquezas e diferenças) se torna real e batalha no Abismo de Hellm é uma seqüência grandiosa. A amizade entre Aragorn, Legolas e Gimmli (e também com o hobbits) é o grande emblema da união de todas as raças e seres e isso fica muito claro ao longo do filme. De outro lado, o encontro de Merry e Pippin (que estão mais sérios e responsáveis, mostrando o quanto a jornada está afetando a todos) com os Ents (que têm um aspecto um tanto infantil) também é importante, apesar de ser menos mostrado no filme. A tomada de Isengard pelo Ents é bem retratada, mas o final ficou para o terceiro filme (é, muita coisa ficou para o terceiro filme...). Mas, falta ainda falar de uma das frentes contra o mal, talvez a mais importante, a que corre maiores riscos e, para mim, a mais bela. A jornada de Frodo e Sam até Mordor para destruição do Um Anel é difícil e cheia de obstáculos a serem superados. O principal é o próprio anel que cada vez mais influência Frodo, de tal forma que em determinado momento ele se volta contra o próprio Sam, numa cena que termina mostrando o valor da amizade para que toda a jornada tenha sucesso. Há ainda Gollum, que se revela um personagem em CGI impressionantemente real (há uma atuação importante por baixo dos efeitos especiais e isso conta muito para o sucesso do personagem) e dúbio em seus sentimentos e atos (como quase tudo nesta grande obra). Esta parte da história é a que termina deixando os espectadores curiosos e aflitos pelo próximo (e último) filme. É uma das várias mudanças com relação ao livro, mas todas são feitas para dar maior agilidade e tornar a história mais "cinematográfica". A única que talvez deixe os leitores cismados é a mudança de Faramir, mas essa na verdade é menor do que realmente parece. Faramir não é como Boromir e em nenhum momento clama para usar o anel, apesar de quer que ele seja usado para ajudar seu povo.
Grandes seqüências, atuações emocionantes, pequenos grandes dramas, três histórias formando uma só sendo unidas por um diretor e toda uma equipe que parecem ter imergido na fantasia de "O Senhor dos Anéis". Isso, basicamente, é o que forma "As Duas Torres". Talvez não seja um filme tão bom quanto "A Sociedade do Anel" porque aquele foi espetacular, mesmo assim é um grande filme. Se o ano de 2002 começou cinematograficamente bem, não poderia terminar melhor.
terça-feira, dezembro 24, 2002
Have Yourself a
Merry Little Christmas
Have yourself a merry little Christmas.
Let your heart be light,
From now on our troubles
Will be out of sight.
Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on our troubles
Will be miles away.
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.
Through the years
We all will be together
If the Fates allow,
Hang a shining star
On the highest bough,
And have yourself
A merry little Christmas now.
Para entrar ainda mais no clima natalino, ouça o midi desta e de outras músicas tradicionais (americanas, mas nosso Natal é baseado no deles e eu adoro as músicas, até porque a maioria tem alguma base no jazz) nesta página que vale a visita: http://www.always-safe.com/merrylittle.html
Merry Little Christmas
Have yourself a merry little Christmas.
Let your heart be light,
From now on our troubles
Will be out of sight.
Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on our troubles
Will be miles away.
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.
Through the years
We all will be together
If the Fates allow,
Hang a shining star
On the highest bough,
And have yourself
A merry little Christmas now.
Para entrar ainda mais no clima natalino, ouça o midi desta e de outras músicas tradicionais (americanas, mas nosso Natal é baseado no deles e eu adoro as músicas, até porque a maioria tem alguma base no jazz) nesta página que vale a visita: http://www.always-safe.com/merrylittle.html
sábado, dezembro 14, 2002
Eu guardo músicas na gaveta. Quando ouço algo que gosto muito mas que sei não ter nada a ver com o momento que estou passando, mas espero que um dia tenha tudo a ver. Esse é o tipo de música que "guardo na gaveta", músicas que ficam à espera de um momento. E essa é uma das músicas que guardo na gaveta...
For Once in My Life
Stevie Wonder
(Written By: Ron Miller/Orlando Murden)
For once in my life
I have someone who needs me
Someone I needed so long
For once unafraid
I can go where life leads me
And somehow I know I’ll be strong
For once I can’t touch
What my heart used to dream of
Long before I knew
Ooh, ooh, ooh, someone like you
Would ever dream of makin’ my dreams come true
For once in my life
I won’t let sorrow hurt me
Not like it’s hurt me before, oh
For once I have something I know desert me
‘Cause I’m not alone anymore
For once I can say
This is mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Mmm...hmm...hmm...
For once I can say
This is sho’ nuff mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Oh, yes, he does
I’ve got that someone who needs me
He told me this mornin’ that he needed me
Mmm...mmm...I believe
For Once in My Life
Stevie Wonder
(Written By: Ron Miller/Orlando Murden)
For once in my life
I have someone who needs me
Someone I needed so long
For once unafraid
I can go where life leads me
And somehow I know I’ll be strong
For once I can’t touch
What my heart used to dream of
Long before I knew
Ooh, ooh, ooh, someone like you
Would ever dream of makin’ my dreams come true
For once in my life
I won’t let sorrow hurt me
Not like it’s hurt me before, oh
For once I have something I know desert me
‘Cause I’m not alone anymore
For once I can say
This is mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Mmm...hmm...hmm...
For once I can say
This is sho’ nuff mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Oh, yes, he does
I’ve got that someone who needs me
He told me this mornin’ that he needed me
Mmm...mmm...I believe
Pergunta: Será que não podemos esperar o senhor Luís Inácio assumir o posto de Presidente da República para começar a criticá-lo?
Começo a achar que muitos votaram nele não por acreditar em mudanças, me melhoras, mas por que imaginavam que tudo poderia ficar pior e assim teriam mais assunto para reclamar.
Esquecemos que o país somos nós, e não um único homem...
Começo a achar que muitos votaram nele não por acreditar em mudanças, me melhoras, mas por que imaginavam que tudo poderia ficar pior e assim teriam mais assunto para reclamar.
Esquecemos que o país somos nós, e não um único homem...
Há algo em mim querendo se render ao espírito "And so this is Crhistmas and what have you done?" mas estou tentando lutar contra isso. Não gosto de finais, incluindo finais de ano. É uma pena que a Igreja tenha decidido colocar o Natal em dezembro, seria melhor que fosse no meio do ano. Imaginem, as pessoas parariam para festejar no meio do ano, todas essas reflexões sobre ajudar o próximo seriam feitas em julho e talvez assim todos passariam mais tempo refletindo. Mas do jeito que é você passa o "ano" (essa unidade de tempo arbitrária) fazendo o que bem entende com sua vida, seu dinheiro, com as pessoas ao seu redor, sabendo que no final você vai poder se redimir. Vai comprar presentes para todos, doar alguma coisa para os mais pobres, fazer promessas de ano-novo que, como típicas promessas de ano-novo, nunca serão cumpridas. Até porque é verão no hemisfério sul, é tempo de aproveitar a vida (que deveria ser aproveitada a todo o tempo, não apenas numa determinada estação), daqui a pouco é carnaval e depois vem março, começa tudo de novo e você não terá tempo de pensar em promessas, de aproveitar a vida ou de pelo menos pensar sobre isso tudo. Por isso, apesar de gostar do Natal, estou disposta a não me render ao clima. Até porque, como dizia essa música de comercial de fim de ano...
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Você ia gostar
se a vida fosse assim
Você daria mais sorrisos
e o Natal não teria fim
Olhe para frente
e pense como seria bom
se todo dia fosse
mais um dia de Natal
Você ia gostar
e a vida ia ser ser melhor
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Todo dia devia ser Natal
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Você ia gostar
se a vida fosse assim
Você daria mais sorrisos
e o Natal não teria fim
Olhe para frente
e pense como seria bom
se todo dia fosse
mais um dia de Natal
Você ia gostar
e a vida ia ser ser melhor
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Todo dia devia ser Natal
domingo, novembro 17, 2002
E depois de meses a base de (poucos) filmes do cinemão americano, finalmente eu assisti algo diferente e que me fez escrever...
Não deixem de ver esse filme!!
Fale com ela
É difícil escrever comentários quando muitos já o fizeram. A tendência de repetir o que já foi dito, de perecer um (imperdoável) plágio, é enorme. Mas "Fale com ela" é um filme que nos instiga a falar sobre ele, mesmo que correndo riscos. É um filme cheio de emoção, apaixonado e apaixonante, que fala sobre amor (do mais doentio, mas ainda assim amor, ao mais resignado, contido e racional), paixão e tragédias de forma sincera, real e ao mesmo tempo poética.
Se pensarmos na base da história - os laços que unem duas mulheres em coma num hospital e os dois homens que cuidam delas - facilmente imaginamos um dramalhão piegas de sessão tarde, pela carga dramática que permeia todo o filme. Mas o roteiro e a direção de Almodovar (e ainda o ótimo elenco) se utilizam das tragédias, das situações-limite e mesmo das situações caricatas (como a do filme mudo) para falar das emoções reais, das relações reais, dos dramas reais. Mais do que tudo, fala sobre a solidão real, da necessidade que temos de encontrar alguém com quem dividir nossa vida, nosso pensamentos, nosso eu. E da dificuldade que existe para encontrarmos essa tal pessoa, pois ao querermos dividir a nossa existência temos de estar preparados para aceitar parte da existência do outro.
É difícil não chorar durante todo o filme, tal é a carga emotiva que envolve o espectador em cada cena. Talvez a mais bela seqüência do filme, talvez uma das mais belas dos últimos tempos, seja a da primeira tourada quando Lidia enfrenta o touro como se duelasse com o homem por quem é apaixonada (que está na platéia) ao som de "Por toda a minha vida" de Jobim e Vinícius (por sinal, a trilha sonora é linda do início ao fim...). Quase impossível não se emocionar, não sentir a paixão e o sofrimento da personagem...
Por fim, eu achava que "Tudo sobre minha mãe" era a obra-prima de Almodovar, que depois dele todos seus filmes pareceriam "menores". Ledo engano, pois este "Fale com ela" é no mínimo tão bom quanto o anterior, talvez só não seja melhor porque aquele já foi, como dito por muitos, uma obra-prima.
Não deixem de ver esse filme!!
Fale com ela
É difícil escrever comentários quando muitos já o fizeram. A tendência de repetir o que já foi dito, de perecer um (imperdoável) plágio, é enorme. Mas "Fale com ela" é um filme que nos instiga a falar sobre ele, mesmo que correndo riscos. É um filme cheio de emoção, apaixonado e apaixonante, que fala sobre amor (do mais doentio, mas ainda assim amor, ao mais resignado, contido e racional), paixão e tragédias de forma sincera, real e ao mesmo tempo poética.
Se pensarmos na base da história - os laços que unem duas mulheres em coma num hospital e os dois homens que cuidam delas - facilmente imaginamos um dramalhão piegas de sessão tarde, pela carga dramática que permeia todo o filme. Mas o roteiro e a direção de Almodovar (e ainda o ótimo elenco) se utilizam das tragédias, das situações-limite e mesmo das situações caricatas (como a do filme mudo) para falar das emoções reais, das relações reais, dos dramas reais. Mais do que tudo, fala sobre a solidão real, da necessidade que temos de encontrar alguém com quem dividir nossa vida, nosso pensamentos, nosso eu. E da dificuldade que existe para encontrarmos essa tal pessoa, pois ao querermos dividir a nossa existência temos de estar preparados para aceitar parte da existência do outro.
É difícil não chorar durante todo o filme, tal é a carga emotiva que envolve o espectador em cada cena. Talvez a mais bela seqüência do filme, talvez uma das mais belas dos últimos tempos, seja a da primeira tourada quando Lidia enfrenta o touro como se duelasse com o homem por quem é apaixonada (que está na platéia) ao som de "Por toda a minha vida" de Jobim e Vinícius (por sinal, a trilha sonora é linda do início ao fim...). Quase impossível não se emocionar, não sentir a paixão e o sofrimento da personagem...
Por fim, eu achava que "Tudo sobre minha mãe" era a obra-prima de Almodovar, que depois dele todos seus filmes pareceriam "menores". Ledo engano, pois este "Fale com ela" é no mínimo tão bom quanto o anterior, talvez só não seja melhor porque aquele já foi, como dito por muitos, uma obra-prima.
sábado, novembro 09, 2002
Eu sou o símbolo
do I-ching
que símbolo você
é?
Achei esse teste a partir do blog da Cinderela. Resultado perfeito!! Na verdade um dos meus problemas é pensar demais. Eu poderia falar sobre isso, dissertar ou algo do tipo, mas tenho de estudar!! E por isso esse pseudoblog anda tão jogado às baratas (por certo se houvessem aranhas virtuais, daquelas pequeninas e magrinhas que fazem teias nos cantos de casa onde não temos saco de limpar e sempre achamos que ninguém olha mesmo, assim como existem vírus virtuais, haveriam umas aranhasinhas nos cantos desse blog). Eu até tenho tido o que escrever, um ou outro pensamento que vem à cabeça, uma consideração sobre filme que poderia virar uma crítica (não que ande assistindo muitos filmes, mas dos pouquíssimos que assisti tive algum comentário a tecer), ou então falar sobre o fato de que os "vermelhos comedores de criancinha" chegaram ao poder ou lembrar do centenário de Drummond colocando aqui um dos meus poemas favoritos dele. Mas eu tenho escolhido estudar (e trabalhar também, diga-se de passagem). Espero que dê resultado, mas também se não der eu garanto que, de qualquer forma, entre o final desse ano e o início do próximo passo a aparecer mais no meu próprio blog!
Para terminar bem, termino fazendo uma daquelas coisas que gostaria de ter feito. Posto um dos meus poemas favoritos do Drummond...
de Carlos Drummond de Andrade
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.
Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.
Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.
É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.
Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos.
Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.
E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual muito desmontado.
Amanhã recomeço.
terça-feira, outubro 22, 2002
Sabem, a vida às vezes parece injusta.
Quando vemos alguém perder uma chance que merecia mais do que qualquer outra pessoa, essa é sensação que temos. Muitas vezes parece que vale mais desistir dos seus ideais, daquilo que você realmente ama e acredita, para apenas fazer como os outros e enterrar a cabeça na areia. Para que se dedicar e tentar fazer diferente se, no final, sai ganhando quem apenas seguiu a maioria, quem enxergou tudo como uma simples prova e não como uma grande escolha de vida...
Mas, talvez a vida não seja assim tão injusta. Talvez os caminhos é que sejam um tanto ao quanto tortos, de forma que não conseguimos avistar muito bem o que vem depois da próxima curva (que deve ser um belo campo ensolarado ou uma linda praia ou, melhor ainda, um ótimo hospital onde meu amigo Eduardo possa fazer uma grande residência em Ortopedia...).
Quando vemos alguém perder uma chance que merecia mais do que qualquer outra pessoa, essa é sensação que temos. Muitas vezes parece que vale mais desistir dos seus ideais, daquilo que você realmente ama e acredita, para apenas fazer como os outros e enterrar a cabeça na areia. Para que se dedicar e tentar fazer diferente se, no final, sai ganhando quem apenas seguiu a maioria, quem enxergou tudo como uma simples prova e não como uma grande escolha de vida...
Mas, talvez a vida não seja assim tão injusta. Talvez os caminhos é que sejam um tanto ao quanto tortos, de forma que não conseguimos avistar muito bem o que vem depois da próxima curva (que deve ser um belo campo ensolarado ou uma linda praia ou, melhor ainda, um ótimo hospital onde meu amigo Eduardo possa fazer uma grande residência em Ortopedia...).
sábado, outubro 19, 2002
Touro 19/10/2002
É legítima a vontade de viver no maior prazer possível, é seu pleno direito realizar esse objetivo. Contudo, seria uma pena que você se confundisse com ilusões porque elas, em vez de criar prazer, geram desilusão. Quiroga
Por alguma razão eu sempre gostei do título brazileiro e do filme "De ilusão também se vive". Ainda tenho muito a aprender, muito para mudar, um grande círculo vicioso para quebrar.
É legítima a vontade de viver no maior prazer possível, é seu pleno direito realizar esse objetivo. Contudo, seria uma pena que você se confundisse com ilusões porque elas, em vez de criar prazer, geram desilusão. Quiroga
Por alguma razão eu sempre gostei do título brazileiro e do filme "De ilusão também se vive". Ainda tenho muito a aprender, muito para mudar, um grande círculo vicioso para quebrar.
sexta-feira, outubro 18, 2002
Às vezes parece que a vida precisa de um novo roteiro. Certos momentos parecem meros replays, reapresentações de capítulos ou cenas. E o problema é que não são exatamente os "melhores momentos".
A sensação é a de vivemos num círculo vicioso, repetindo os mesmos erros por mais que tenhamos consciência deles. Achamos que estamos fazendo diferente, mas no final (quando tudo dá errado) olhamos para trás e descobrimos que nada mudou muito. O resultado já era previsível para qualquer um que conhecesse a história prévia. O roteiro era basicamente o mesmo.
Não adianta ter consciência do que queremos mudar, porque não vivemos a nos policiar quanto a nossos atos, quanto a nossa vida. As mudanças têm de ser mais profundas, inconscientes, só assim passamos a agir de forma realmente diferente, pois passamos a pensar e sentir diferente.
A mudança do roteiro não pode ser obrigada e artificial, tem de ser original e real...
Mais um período sem escrever e eu ainda volto com um tema pessoal. Preciso me lembrar que um blog deve ser algo além de um diário...
Mas no momento isso é tudo que tenho para escrever...
A sensação é a de vivemos num círculo vicioso, repetindo os mesmos erros por mais que tenhamos consciência deles. Achamos que estamos fazendo diferente, mas no final (quando tudo dá errado) olhamos para trás e descobrimos que nada mudou muito. O resultado já era previsível para qualquer um que conhecesse a história prévia. O roteiro era basicamente o mesmo.
Não adianta ter consciência do que queremos mudar, porque não vivemos a nos policiar quanto a nossos atos, quanto a nossa vida. As mudanças têm de ser mais profundas, inconscientes, só assim passamos a agir de forma realmente diferente, pois passamos a pensar e sentir diferente.
A mudança do roteiro não pode ser obrigada e artificial, tem de ser original e real...
Mais um período sem escrever e eu ainda volto com um tema pessoal. Preciso me lembrar que um blog deve ser algo além de um diário...
Mas no momento isso é tudo que tenho para escrever...
domingo, setembro 29, 2002
Utilidade Pública
O Festival do Rio está aí!!!
Cinema para todos os gostos e estilos até dia 10 de outubro. Não dá pra não aproveitar...
(Mesmo que seja só um ou dois filminhos desconheidos, que deve ser o máximo que eu vou conseguir esse ano.)
O Festival do Rio está aí!!!
Cinema para todos os gostos e estilos até dia 10 de outubro. Não dá pra não aproveitar...
(Mesmo que seja só um ou dois filminhos desconheidos, que deve ser o máximo que eu vou conseguir esse ano.)
"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Calçada com minhas meias 3/4
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má"
Na mensagem da colação que escreveram para mim fui comparada à madre Tereza de Calcutá, o que, evidentemente, é um exagero sem proporções. Um amigo costuma me chamar de "smurfete" por sempre querer ver o melhor em todos, como que vendo o mundo por lentes azuis. Ao mesmo tempo ele diz que eu sou uma "falsa boazinha". Ele está certo...
Sempre existe um lado bom e um lado mal, no mínimo. O que nos define são as escolhas que fazemos, de preferência de forma consciente. O que não significa que tenham de ser escolhas completamente racionais. Podemos fazer escolhas movidas por sentimentos como a paixão e mesmo assim termos consciência da escolha que estamos fazendo. Sabemos existir um outro caminho, melhor ou pior, tanto faz, o importante é sabermos que estamos fazendo uma escolha, que não é a vida (ou o destino ou qualquer outra força motriz) que está nos guiando cegamente.
O bom de fazermos nossas escolhas é que podemos reavaliá-las, podemos nos auto criticar e, quem sabe assim, mudarmos (de preferência para melhor). E essa capacidade de de nos sentirmos senhores de nosso destino não diminui a importância do mesmo destino em nossas vidas. A vida vai continuar nos surpreendendo de qualquer forma. Na verdade, o fato de fazermos escolhas não nos faz "senhores de nossas vidas", essa é apenas uma forma de termos uma parte da responsabilidade. A vida, o destino, Deus, ou qualquer outro nome que queiram dar, sempre será maior, a força motriz.
E isso é o mais incrível. As surpresas, as segundas chances, descobrir de repente que aquilo que você considerava perdido tem alguma salvação. Pode ser uma amizade que tomou rumos estranhos e aparentemente sem volta (mas, surpresa!! Talvez haja chance de recuperação...), pode ser um momento ou relacionemaneto que você jurava que não daria certo, mas no final das contas se tornou inesquecível. Claro que também pode ser o contrário, aquilo que você achava que não tinha como dar errado, quando você tinha "certeza" de que tinha feito as escolhas certas, e no final não "deu certo".
Mas, talvez sinplesmente esse ainda não seja o final. Talvez, só talvez, o final seja o momento em que tudo dá certo. Isso porque talvez (e só talvez) o destino jogue dados a nosso favor...
Eu escolho acreditar nisso e acho que é por isso que sou uma "falsa boazinha". Porque sei que existe uma outra forma de ver e entender a vida, mas na maior parte do tempo eu escolho a lente azul, mesmo sabendo que existem outras lentes...
Divagações...
Esperando o ônibus da escola sozinha
Calçada com minhas meias 3/4
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má"
Na mensagem da colação que escreveram para mim fui comparada à madre Tereza de Calcutá, o que, evidentemente, é um exagero sem proporções. Um amigo costuma me chamar de "smurfete" por sempre querer ver o melhor em todos, como que vendo o mundo por lentes azuis. Ao mesmo tempo ele diz que eu sou uma "falsa boazinha". Ele está certo...
Sempre existe um lado bom e um lado mal, no mínimo. O que nos define são as escolhas que fazemos, de preferência de forma consciente. O que não significa que tenham de ser escolhas completamente racionais. Podemos fazer escolhas movidas por sentimentos como a paixão e mesmo assim termos consciência da escolha que estamos fazendo. Sabemos existir um outro caminho, melhor ou pior, tanto faz, o importante é sabermos que estamos fazendo uma escolha, que não é a vida (ou o destino ou qualquer outra força motriz) que está nos guiando cegamente.
O bom de fazermos nossas escolhas é que podemos reavaliá-las, podemos nos auto criticar e, quem sabe assim, mudarmos (de preferência para melhor). E essa capacidade de de nos sentirmos senhores de nosso destino não diminui a importância do mesmo destino em nossas vidas. A vida vai continuar nos surpreendendo de qualquer forma. Na verdade, o fato de fazermos escolhas não nos faz "senhores de nossas vidas", essa é apenas uma forma de termos uma parte da responsabilidade. A vida, o destino, Deus, ou qualquer outro nome que queiram dar, sempre será maior, a força motriz.
E isso é o mais incrível. As surpresas, as segundas chances, descobrir de repente que aquilo que você considerava perdido tem alguma salvação. Pode ser uma amizade que tomou rumos estranhos e aparentemente sem volta (mas, surpresa!! Talvez haja chance de recuperação...), pode ser um momento ou relacionemaneto que você jurava que não daria certo, mas no final das contas se tornou inesquecível. Claro que também pode ser o contrário, aquilo que você achava que não tinha como dar errado, quando você tinha "certeza" de que tinha feito as escolhas certas, e no final não "deu certo".
Mas, talvez sinplesmente esse ainda não seja o final. Talvez, só talvez, o final seja o momento em que tudo dá certo. Isso porque talvez (e só talvez) o destino jogue dados a nosso favor...
Eu escolho acreditar nisso e acho que é por isso que sou uma "falsa boazinha". Porque sei que existe uma outra forma de ver e entender a vida, mas na maior parte do tempo eu escolho a lente azul, mesmo sabendo que existem outras lentes...
Divagações...
domingo, setembro 22, 2002
Touro 22/09/2002
Será necessário você superar o medo de colocar seus recursos na mesa do jogo, porque sem isso nada acontecerá e você se arriscará a entrar num beco sem saída. O medo não é arauto de desastres, é sinal de grandeza. Quiroga
No dia do baile da minha formatura, que foi na sexta (20/09), a previsão era o clássico: Cuidado com seus desejos, eles se realizarão! Duas pessoas que eu queria muito que estivessem lá foram. No final das contas não foi exatamente como eu queria, mas eles foram, então, parte do desejo se realizou.
Hoje a "previsão" fala de medo e me faz pensar sobre o fato de que eu poderia ter sido mais ousada... A colega que "ganhou" quem eu queria ter ganho (aquele velho professor, que eu fiz questão absoluta de pedir que fosse à festa...) foi ousada. Fez por onde merecer o prêmio. Mas eu fiquei com a consciência pesada depois. Invejei-a quando a vi nos braços dele, admito publicamente. E tempos depois ela me sai carregada da festa, direto para o hospital. A frase que me veio à mente no momento em que a vi foi a clássica "Inveja mata". Ela ficou bem e ontem à noite ainda ganhou um telefonema do professor... (adendo: eu dei o telefone para que ele ligasse.)
Mas, a parte disso, o baile foi muito bom. Mas não chegou a ser comparável a Colação de Grau, pois esta foi incrível! Não foi perfeita, nada é, mas as coisas boas superaram de longe os erros, de tal forma que se transformou num dos grandes momentos da minha vida. Foi alegre, divertido, emocionante. Eu sempre soube que esses anos de faculdade eram alguns do melhores da minha vida (de uma forma profética meu pai me disse isso quando fui aprovada no vestibular) e a cerimônia de colação foi como uma coroação desses anos. Não sei como descrever, mas o fato de que não chorei durante toda a cerimônia diz muita coisa. Eu sou muito emocional, choro fácil em momentos emotivos, mas durante a cerimônia, que foi uma verdadeira festa, estava tão feliz e alegre que nem chorei. Talvez tenha sido a tal energia, o astral, algo que não permitiu que a melancolia se instalasse naquelas horas. Em compensação, até hoje (e provavelmente por vários dias ainda) tenho vivido à beira das lágrimas, pois a todo momento me vem à mente as imagens desses últimos incríveis dias. O culto ecumênico, que foi na quinta-feira, também foi bonito e surpreendente, pois alguns imprevistos haviam colocado em dúvida se ele daria certo.
Enfim, 18, 19 e 20 de setembro foram três dias memoráveis da minha vida. Se eu pudesse desejar algo seria que a vida de todos fosse povoada de momentos incríveis como esses foram para mim...
"Memories are made of these..."
Será necessário você superar o medo de colocar seus recursos na mesa do jogo, porque sem isso nada acontecerá e você se arriscará a entrar num beco sem saída. O medo não é arauto de desastres, é sinal de grandeza. Quiroga
No dia do baile da minha formatura, que foi na sexta (20/09), a previsão era o clássico: Cuidado com seus desejos, eles se realizarão! Duas pessoas que eu queria muito que estivessem lá foram. No final das contas não foi exatamente como eu queria, mas eles foram, então, parte do desejo se realizou.
Hoje a "previsão" fala de medo e me faz pensar sobre o fato de que eu poderia ter sido mais ousada... A colega que "ganhou" quem eu queria ter ganho (aquele velho professor, que eu fiz questão absoluta de pedir que fosse à festa...) foi ousada. Fez por onde merecer o prêmio. Mas eu fiquei com a consciência pesada depois. Invejei-a quando a vi nos braços dele, admito publicamente. E tempos depois ela me sai carregada da festa, direto para o hospital. A frase que me veio à mente no momento em que a vi foi a clássica "Inveja mata". Ela ficou bem e ontem à noite ainda ganhou um telefonema do professor... (adendo: eu dei o telefone para que ele ligasse.)
Mas, a parte disso, o baile foi muito bom. Mas não chegou a ser comparável a Colação de Grau, pois esta foi incrível! Não foi perfeita, nada é, mas as coisas boas superaram de longe os erros, de tal forma que se transformou num dos grandes momentos da minha vida. Foi alegre, divertido, emocionante. Eu sempre soube que esses anos de faculdade eram alguns do melhores da minha vida (de uma forma profética meu pai me disse isso quando fui aprovada no vestibular) e a cerimônia de colação foi como uma coroação desses anos. Não sei como descrever, mas o fato de que não chorei durante toda a cerimônia diz muita coisa. Eu sou muito emocional, choro fácil em momentos emotivos, mas durante a cerimônia, que foi uma verdadeira festa, estava tão feliz e alegre que nem chorei. Talvez tenha sido a tal energia, o astral, algo que não permitiu que a melancolia se instalasse naquelas horas. Em compensação, até hoje (e provavelmente por vários dias ainda) tenho vivido à beira das lágrimas, pois a todo momento me vem à mente as imagens desses últimos incríveis dias. O culto ecumênico, que foi na quinta-feira, também foi bonito e surpreendente, pois alguns imprevistos haviam colocado em dúvida se ele daria certo.
Enfim, 18, 19 e 20 de setembro foram três dias memoráveis da minha vida. Se eu pudesse desejar algo seria que a vida de todos fosse povoada de momentos incríveis como esses foram para mim...
"Memories are made of these..."
domingo, setembro 08, 2002
Em resposta ao comentário da Cinderela...
Ando bastante atarefada com a vida dita real. A última semana foi passada sob a ansiedade de me tornar oficalmente uma médica. A ansiedade passou na últimasexta-feira, 6 de setembro, quando recebi meu diploma da faculdade e ainda uma carteira e um número que oficializam o fato de que agora o nomedesse blog (M.D.) tem porque real de existir: sou uma doutora, para o bem e para o mal (espero que só pra o bem... mas sei que tudo tem pelo menos dois lados...).
A ansiedade passou mas a vida ainda urge! Estudo para as provas de Residência, preparativos para a colação (18 de setembro, a prti das 19:00h, no Rio Centro), continuação dos estudos para ser uma boa médica psiquiatra. Parece pouca coisa, mas eu sou desorganizada o bastante para fazer uma confusão com pouco. E ando querendo fazer muitas coisas, de forma que assumo mais compromissos do que precisaria. Mas estou gostando. E espero que tudo de certo!!
Ah! Nem tenho ido ao cinema e no momento isso é quase um detalhe...
Ando bastante atarefada com a vida dita real. A última semana foi passada sob a ansiedade de me tornar oficalmente uma médica. A ansiedade passou na últimasexta-feira, 6 de setembro, quando recebi meu diploma da faculdade e ainda uma carteira e um número que oficializam o fato de que agora o nomedesse blog (M.D.) tem porque real de existir: sou uma doutora, para o bem e para o mal (espero que só pra o bem... mas sei que tudo tem pelo menos dois lados...).
A ansiedade passou mas a vida ainda urge! Estudo para as provas de Residência, preparativos para a colação (18 de setembro, a prti das 19:00h, no Rio Centro), continuação dos estudos para ser uma boa médica psiquiatra. Parece pouca coisa, mas eu sou desorganizada o bastante para fazer uma confusão com pouco. E ando querendo fazer muitas coisas, de forma que assumo mais compromissos do que precisaria. Mas estou gostando. E espero que tudo de certo!!
Ah! Nem tenho ido ao cinema e no momento isso é quase um detalhe...
domingo, setembro 01, 2002
What Was Your PastLife?
Deve ter alguma coisa a ver, já que a mensagem que meus amigos escreveram para a colação de grau começa com "Ela filosofou durante toda a faculdade." ....
domingo, agosto 25, 2002
Com a exibição do episódio "A Verdade", na próxima quarta, às 22h, no canal Fox, encerra-se de forma nada honrosa um dos ciclos mais criativos da TV. "ArquivoX", antes um marco, hoje é uma caricatura. Nas últimas temporadas, a série foi vítima dos clichês que criou, da voracidade por bons índices de audiência e até dos próprios fãs.
Quando surgiu, em 1993, ela ia na contramão do sucesso fácil. Fox Mulder (David Duchovny) era magrelo, narigudo e bobão. Dana Scully (Gillian Anderson), baixinha, acima do peso e mal vestida. Os temas? Sobrenatural e ficção científica.
O fracasso era previsível, mas, em poucos anos a série passou de cult a fenômeno. Foi aí que as coisas começaram a degringolar. O elenco ganhou um figurino de primeira, maquiagem decente e outros privilégios advindos dos patrocinadores. E o público passou a pressionar os produtores por um relacionamento amoroso entre Fox e Dana.
Depois de ganhar os cinemas, em 1998, o charme de trabalhar com respeito temas que cairiam facilmente no ridículo, sempre fugindo do óbvio e se esquivando da solução definitiva dos casos, deu lugar a uma tentativa de responder às perguntas abertas pelas conspirações e aliens do imaginário "X". Lentamente, sepultaram o fascínio. A cada revelação bombástica, as respotas eram menos interessantes, previsíveis, contraditórias.
Nos bastidores Duchovny, prevendo a derrocada, exigiu aparecer cada vez menos, forçando os roteiristas a medidas deseperadas como sua substituição pelo agente Dogget (Robert Patrick). Até tentaram introduzir uma nova agente para que o casal central fosse trocado numa possível nova temporada. Não deu certo. A série acaba deixando saudades de seu início, onde ainda era possível acreditar que havia vida inteligente. Não no espaço, mas na televisão.
José Aguiar, no caderno TVFolha de 25/08/2002, Folha
É a mais pura verdade...
Há alguns anos atrás seria impossível acreditar que a série que começou como um marco terminaria como um enlatado. Mas foi o que aconteceu. E pensar que no início o Chris Carter dizia que a série teria apenas 5 temporadas. Se tivesse sido fiel a sua idéia inicial teria terminado no auge, teria deixado uma legião de fãs saudosos (e angustiados pela falta de soluções, mas essa era exatamente uma das principais características da série) e teria deixado uma série memorável na história da tv.
Infelizmente a televisão não é um veículo autoral, não existe para que sejam criadas grandes obras. É basicamente um meio comercial, onde o público pagante (telespectadores e anunciantes) tem o poder de decisão. É interessante lembrar que Jornada nas Estrelas, a série clássica, foi um fracasso e mesmo assim é considerada um marco. O sucesso deturpou (ou pelo menos contribuiu muito para isso) "Arquivo X". É uma pena...
It's not a tv series
It's The X Files!
Quando surgiu, em 1993, ela ia na contramão do sucesso fácil. Fox Mulder (David Duchovny) era magrelo, narigudo e bobão. Dana Scully (Gillian Anderson), baixinha, acima do peso e mal vestida. Os temas? Sobrenatural e ficção científica.
O fracasso era previsível, mas, em poucos anos a série passou de cult a fenômeno. Foi aí que as coisas começaram a degringolar. O elenco ganhou um figurino de primeira, maquiagem decente e outros privilégios advindos dos patrocinadores. E o público passou a pressionar os produtores por um relacionamento amoroso entre Fox e Dana.
Depois de ganhar os cinemas, em 1998, o charme de trabalhar com respeito temas que cairiam facilmente no ridículo, sempre fugindo do óbvio e se esquivando da solução definitiva dos casos, deu lugar a uma tentativa de responder às perguntas abertas pelas conspirações e aliens do imaginário "X". Lentamente, sepultaram o fascínio. A cada revelação bombástica, as respotas eram menos interessantes, previsíveis, contraditórias.
Nos bastidores Duchovny, prevendo a derrocada, exigiu aparecer cada vez menos, forçando os roteiristas a medidas deseperadas como sua substituição pelo agente Dogget (Robert Patrick). Até tentaram introduzir uma nova agente para que o casal central fosse trocado numa possível nova temporada. Não deu certo. A série acaba deixando saudades de seu início, onde ainda era possível acreditar que havia vida inteligente. Não no espaço, mas na televisão.
José Aguiar, no caderno TVFolha de 25/08/2002, Folha
É a mais pura verdade...
Há alguns anos atrás seria impossível acreditar que a série que começou como um marco terminaria como um enlatado. Mas foi o que aconteceu. E pensar que no início o Chris Carter dizia que a série teria apenas 5 temporadas. Se tivesse sido fiel a sua idéia inicial teria terminado no auge, teria deixado uma legião de fãs saudosos (e angustiados pela falta de soluções, mas essa era exatamente uma das principais características da série) e teria deixado uma série memorável na história da tv.
Infelizmente a televisão não é um veículo autoral, não existe para que sejam criadas grandes obras. É basicamente um meio comercial, onde o público pagante (telespectadores e anunciantes) tem o poder de decisão. É interessante lembrar que Jornada nas Estrelas, a série clássica, foi um fracasso e mesmo assim é considerada um marco. O sucesso deturpou (ou pelo menos contribuiu muito para isso) "Arquivo X". É uma pena...
It's not a tv series
It's The X Files!
sábado, agosto 24, 2002
Sem dúvida somos seres em evolução.
Não só biologicamente, como prova o fato de sermos obrigados a matar outros seres para nos alimentarmos...
Mas principalmente com relação a nossos sentimentos.
Somos capazes de pensar no próximo, de altruísmos, de discutir o bem da humanidade
Mas somos também escravos das sensações. Do prazer. Somos seduzidos pelo cheiro, por um toque, por uma simples presença, de tal forma que somos capazes de esquecer princípios e crenças.
Nos deixamos envolver como que por uma névoa enebriante, que excita cada poro da pele, cada terminação nervosa.
E o pior, ou não, é temos consciência de que estamos sendo seduzidos, mas ao mesm tempo nos deixamos seduzir. É quase mais forte que nossos valores morais. É algo muito mais primário, selvagem até, que fala direto aos nossos instintos. Mas que também atinge nossas sensações e sentimentos.
É perigoso, às vezes errado, mas delicioso ao mesmo tempo...
Mas Djavan descreve essa sensação muito melhor do que eu.
Outono
Djavan
Um olhar uma luz ou um par de pérolas
Mesmo sendo azuis sou teu e te devo
Por essa riqueza
Uma boca que eu sei não porque
Me fala lindo e sim beija bem
Tudo é viável pra quem faz com prazer
Sedução frenesi sinto você assim
Sensual árvore espécie escolhida
Pra ser a mão do ouro
O outono traduzir viver o esplendor em si
Tua pele um bourbon me aquece como eu quero
Sweet home gostar é atual
Além de ser tão bom
Não só biologicamente, como prova o fato de sermos obrigados a matar outros seres para nos alimentarmos...
Mas principalmente com relação a nossos sentimentos.
Somos capazes de pensar no próximo, de altruísmos, de discutir o bem da humanidade
Mas somos também escravos das sensações. Do prazer. Somos seduzidos pelo cheiro, por um toque, por uma simples presença, de tal forma que somos capazes de esquecer princípios e crenças.
Nos deixamos envolver como que por uma névoa enebriante, que excita cada poro da pele, cada terminação nervosa.
E o pior, ou não, é temos consciência de que estamos sendo seduzidos, mas ao mesm tempo nos deixamos seduzir. É quase mais forte que nossos valores morais. É algo muito mais primário, selvagem até, que fala direto aos nossos instintos. Mas que também atinge nossas sensações e sentimentos.
É perigoso, às vezes errado, mas delicioso ao mesmo tempo...
Mas Djavan descreve essa sensação muito melhor do que eu.
Outono
Djavan
Um olhar uma luz ou um par de pérolas
Mesmo sendo azuis sou teu e te devo
Por essa riqueza
Uma boca que eu sei não porque
Me fala lindo e sim beija bem
Tudo é viável pra quem faz com prazer
Sedução frenesi sinto você assim
Sensual árvore espécie escolhida
Pra ser a mão do ouro
O outono traduzir viver o esplendor em si
Tua pele um bourbon me aquece como eu quero
Sweet home gostar é atual
Além de ser tão bom
sábado, agosto 17, 2002
Touro 17/08/2002
Preocupar-se é basicamente iludir-se de não haver outra saída a não ser a pior possível. Abra sua alma ao universo e se permita valorizar a intuição, que informa outras opções diferentes daquelas que preocupam. Quiroga
A estratégia de sempre imaginar o pior é, sem dúvida, válida. Você se prepara para o pior desfecho, dessa forma, se acontecer o pior você não se abalará muito. Se acontecer algo não tão ruim, algo bom, melhor ainda!
Essa é tática usada por pessoas que se dizem "previnidas". Mas na verdade essas pessoas são inseguras, medrosas. E o pior é que elas não têm medo do pior, elas temem o melhor. Porque geralmente quando a sua vida "dá certo", quando os acontecimentos são positivos, ocorrem mudanças.
Por exemplo, você se apaixona. Se as coisas dão certo o objeto do seu afeto também se apaixona por você, dá pistas disso, você responde às pistas e daqui à pouco vocês estão namorando. E você, que antes vivia só, passa a ter alguém. É uma grande mudança na sua vida. Então, lá no início da história, quando você se descobre uma pessoa apaixonada, se você é "previnida", começa logo a imaginar que o outro não se interessa por você, porque essa é a forma de não se iludir. Você fantasia mil cenários em que tudo dá certo, acaba por viver toda história nas suas fantasias (porque esse é um lugar seguro, são só as suas fantasias), mas não acredita quando parece que vai dar certo também no plano real. "Não tem porque ou como dar certo." é o que você diz.
Tem como dar certo, sim! E você merece isso, sim! Mas sua insegurança, baixa auto-estima e seu medo de mudanças não permitem que você acredite nisso. E, sem saber, você muitas vezes acaba se auto sabotando...
E perde mais uma oportunidade de crescer e seguir o caminho da tal felicidade.
Preocupar-se é basicamente iludir-se de não haver outra saída a não ser a pior possível. Abra sua alma ao universo e se permita valorizar a intuição, que informa outras opções diferentes daquelas que preocupam. Quiroga
A estratégia de sempre imaginar o pior é, sem dúvida, válida. Você se prepara para o pior desfecho, dessa forma, se acontecer o pior você não se abalará muito. Se acontecer algo não tão ruim, algo bom, melhor ainda!
Essa é tática usada por pessoas que se dizem "previnidas". Mas na verdade essas pessoas são inseguras, medrosas. E o pior é que elas não têm medo do pior, elas temem o melhor. Porque geralmente quando a sua vida "dá certo", quando os acontecimentos são positivos, ocorrem mudanças.
Por exemplo, você se apaixona. Se as coisas dão certo o objeto do seu afeto também se apaixona por você, dá pistas disso, você responde às pistas e daqui à pouco vocês estão namorando. E você, que antes vivia só, passa a ter alguém. É uma grande mudança na sua vida. Então, lá no início da história, quando você se descobre uma pessoa apaixonada, se você é "previnida", começa logo a imaginar que o outro não se interessa por você, porque essa é a forma de não se iludir. Você fantasia mil cenários em que tudo dá certo, acaba por viver toda história nas suas fantasias (porque esse é um lugar seguro, são só as suas fantasias), mas não acredita quando parece que vai dar certo também no plano real. "Não tem porque ou como dar certo." é o que você diz.
Tem como dar certo, sim! E você merece isso, sim! Mas sua insegurança, baixa auto-estima e seu medo de mudanças não permitem que você acredite nisso. E, sem saber, você muitas vezes acaba se auto sabotando...
E perde mais uma oportunidade de crescer e seguir o caminho da tal felicidade.
quinta-feira, agosto 15, 2002
Hoje o c o n t e x t o está completando 1 ano.
Como escrevi nos comentários de lá, foi um dos blogs que me inspirou a escrever essas coisinhas aqui. O magisterX também já me ajudou muito com o layout e os htmls da vida, além de ter me incluido no mX e ter me incentivado por diversas vezes. E a Cinderela, que eu conheci lá, sempre comenta meus posts e eu adoro os comentários dela!! Só falta eu conseguir conhecer eles dois (são um casal, caso alguém não saiba) no mundo real. ;)
Quantas coisas podem acontecer graças ao mundo virtual...
Parabéns magisterX!!!! E vida longa ao c o n t e x t o!!!
Como escrevi nos comentários de lá, foi um dos blogs que me inspirou a escrever essas coisinhas aqui. O magisterX também já me ajudou muito com o layout e os htmls da vida, além de ter me incluido no mX e ter me incentivado por diversas vezes. E a Cinderela, que eu conheci lá, sempre comenta meus posts e eu adoro os comentários dela!! Só falta eu conseguir conhecer eles dois (são um casal, caso alguém não saiba) no mundo real. ;)
Quantas coisas podem acontecer graças ao mundo virtual...
Parabéns magisterX!!!! E vida longa ao c o n t e x t o!!!
Você acha que já é adulta...
Aí, um belo dia, aquele carinha que você admira sem dar pistas (por que você sabe que não tem nada a ver, que realmente não existem chances, é só uma platonice legal), do nada, mas do nada mesmo, te chama para sentar com ele para tomar Mate Leão e conversar.
A conversa gira em torno de amenidades: se você está feliz, sobre você ter cortado o cabelo e retirado o aparelho ortodôntico, sobre suas escolhas futuras de carreira (e este ítem inclui dicas, conselhos e incentivos), sobre pacientes e sobre você precisar ir mais à praia...
Um bom papo, nada de incrível, não?
Não!!!! Isso já é acontecimento bastante para virar post no seu blog, para você ficar revendo as imagens na sua mente e para fazer esse dia mais animado.
Não significa nada demais, mas aquilo que significa (que o cara te acha uma pessoa legal e não uma aluna chata) já te faz dar uns sorrisos bobos.
E aí você dúvida que já seja realmente "adulta".
Mas quem disse que adultos não podem se sentir bobos em função de eventos irrelevantes (para os outros, é claro) de vez em quando????
Aí, um belo dia, aquele carinha que você admira sem dar pistas (por que você sabe que não tem nada a ver, que realmente não existem chances, é só uma platonice legal), do nada, mas do nada mesmo, te chama para sentar com ele para tomar Mate Leão e conversar.
A conversa gira em torno de amenidades: se você está feliz, sobre você ter cortado o cabelo e retirado o aparelho ortodôntico, sobre suas escolhas futuras de carreira (e este ítem inclui dicas, conselhos e incentivos), sobre pacientes e sobre você precisar ir mais à praia...
Um bom papo, nada de incrível, não?
Não!!!! Isso já é acontecimento bastante para virar post no seu blog, para você ficar revendo as imagens na sua mente e para fazer esse dia mais animado.
Não significa nada demais, mas aquilo que significa (que o cara te acha uma pessoa legal e não uma aluna chata) já te faz dar uns sorrisos bobos.
E aí você dúvida que já seja realmente "adulta".
Mas quem disse que adultos não podem se sentir bobos em função de eventos irrelevantes (para os outros, é claro) de vez em quando????
domingo, agosto 11, 2002
Errata
A autora deste pseudoblog está desatualizada...
Só hoje percebi o erro que cometi no post sobreo o empréstimo do FMI.
O empréstimo, como todos sabem (agora até eu já sei), foi de 30 bilhões de dólares. Refazendo as contas (simples, meras multiplicações e divisões), são aproximadamente 3 salários mínimos por brasileiro.
O que são 3 salários mínimos? Para os donos do poder não é nada. Para grande parte da população brasileira é dinheiro bastante para até pensar que vive bem...
A autora deste pseudoblog está desatualizada...
Só hoje percebi o erro que cometi no post sobreo o empréstimo do FMI.
O empréstimo, como todos sabem (agora até eu já sei), foi de 30 bilhões de dólares. Refazendo as contas (simples, meras multiplicações e divisões), são aproximadamente 3 salários mínimos por brasileiro.
O que são 3 salários mínimos? Para os donos do poder não é nada. Para grande parte da população brasileira é dinheiro bastante para até pensar que vive bem...
Touro 11/08/2002
Você não precisa saber nada, você precisa agir. Todas as informações já foram dadas, receber mais significaria congestionar a mente e começar a preocupar-se. Agora é momento de agir com força total e sem pudor. Quiroga
Então é hora de agir.
Só que eu acho que já estava agindo, ou pelo menos tentando, há algum tempo...
Você não precisa saber nada, você precisa agir. Todas as informações já foram dadas, receber mais significaria congestionar a mente e começar a preocupar-se. Agora é momento de agir com força total e sem pudor. Quiroga
Então é hora de agir.
Só que eu acho que já estava agindo, ou pelo menos tentando, há algum tempo...
sexta-feira, agosto 09, 2002
O empréstimo
Considerando o Brasil como sendo formado por 170 milhões de brasileiros e considerando o dólar a 3 Reais, cada brasileiro deve, ao FMI, aproximadamente 353 Reais, por esse empréstimo generoso e camarada de 20 bilhões de dólares.
Pensando assim nem parece muito dinheiro, pouco menos de dois salários mínimos. Se todo mundo passar fome por dois meses a gente paga essa dívida (não as outras acumuladas).
Se bem que tem milhares de pessoas que nem 1 salário mínimo ganham. É aí que a coisa começa a ficar complicada...
Considerando o Brasil como sendo formado por 170 milhões de brasileiros e considerando o dólar a 3 Reais, cada brasileiro deve, ao FMI, aproximadamente 353 Reais, por esse empréstimo generoso e camarada de 20 bilhões de dólares.
Pensando assim nem parece muito dinheiro, pouco menos de dois salários mínimos. Se todo mundo passar fome por dois meses a gente paga essa dívida (não as outras acumuladas).
Se bem que tem milhares de pessoas que nem 1 salário mínimo ganham. É aí que a coisa começa a ficar complicada...
Cresça e apareça
Um comentário no Cinderela me fez pensar sobre esse tal "crescer"...
Não é um tema novo para mim, sempre pensei sobre isso. Como já escrevi aqui tenho dificuldades com mudanças, e já que crescer é viver uma mudança constante, crescer nunca foi algo simples (cheguei a achar que tinha "Síndrome de Peter Pan", entidade nosológica que nem deve existir). Na verdade, talvez viver nunca tenha sido simples. O que não significa que tenha sido ruim, longe disso. Acho que o problema é que, nas palavras de meus amigos, eu sempre "filosofei demais". Eu vivo a pensar na vida, sem deixar de vivê-la, mas tentando entendê-la para assim (tentar) aprender alguma coisa.
Mas eu estou me perdendo do tema inicial...
Voltando a questão do crescimento, é engraçado como tudo muda dependendo do referencial. Quando você tem 5 anos, pessoas de 13 anos são "adultas". Quando você chega aos 13 descobre que essa idade é muito menos mágica do que você imaginava e que ninguém acha que você é "adulta", a exceção dos seus priminhos de 5 anos. Por essa época você passa a acreditar que a faculdade é a chave de tudo! A partir do momento que você se tornar "universitária", aí sim você será "adulta". De preferência você estará estudando longe de casa, morando numa república, vivendo a vida sem seus pais, curtindo tudo com seus amigos, exatamente como nos filmes americanos (você até leva em conta a possibilidade de trabalhar para não depender do dinheiro dos seus pais). Aí você faz vestibular (sua mãe nem deixa você tentar para fora da sua cidade porque tem "certeza de que você vai passar") e só passa para aquela universidade próxima à sua casa, de preferência no caminho que seu pai faz para ir trabalhar, de forma que ele te dá carona todo dia...
Você então continua achando que ninguém te vê como "adulta" até que um belo dia nota que seus pais estão cobrando quando você vai começar a trabalhar. Você se assusta com isso: trabalhar é para adultos!!! Num outro lindo dia, um de seus priminhos de 5 anos (seus tios são muito férteis e vivem tendo filhos) te chama de "tia": você se apavora!!! Mas o pior de tudo ainda está por vir. Num dia não tão belo você entra numa loja qualquer e o atendente pergunta: O que a senhora deseja??? "É o fim" você pensa. "Estou velha, já me acham uma senhora". Você começa a repensar toda a sua vida, tentando entender em que ponto dos seus 20 e poucos anos você se tornou uma velha. E de repente, se você não estiver assutada demais a ponto de não conseguir raciocinar, você descobre que você não está velha, você apenas se tornou uma "adulta". Se tudo deu certo, em algum lugar dentro de você a meninha de 5, a pré-adolescente de 13 e a jovem de 18 vão estar se orgulhando da adulta que você se tornou, que elas se tornaram.
De repente você descobre que ser "adulto" não é tão glamuroso quanto parecia. Você descobre que tem "n" responsabilidades, que tem de pagar impostos, mas também tem uns direitos interessantes como decidir sobre sua vida, ir aos lugares que você bem entender, ter cheques e cartões de crédito (que podem se tornar fontes de dor de cabeça, uma doença que você considerava "de adulto"). Você descobre ainda como o mundo se tornou amplo, de repente as suas amizades não se limitam a pessoas de idade próxima: você descobre que há vida inteligente, divertida, bonita e interessante depois dos 20 e poucos. (Os caras de 30 e tantos, 40 e poucos não são mais "velhos", "tios Sukita", são potencialmente interessantes...)
Enfim, você descobre que cresceu e nem notou (talvez, se você for como eu, você até notou mas fez questão de fingir que não). Você descobre que ainda é a mesma pessoa que sonhava em ser adulta, que as coisas mudaram, mas não tanto. E o mais importante é que você está aqui, vivendo, crescendo, aprendendo, sofrendo um pouco mas também se divertindo, aproveitando o tempo que lhe foi dado, de preferência, da melhor forma possível...
Um comentário no Cinderela me fez pensar sobre esse tal "crescer"...
Não é um tema novo para mim, sempre pensei sobre isso. Como já escrevi aqui tenho dificuldades com mudanças, e já que crescer é viver uma mudança constante, crescer nunca foi algo simples (cheguei a achar que tinha "Síndrome de Peter Pan", entidade nosológica que nem deve existir). Na verdade, talvez viver nunca tenha sido simples. O que não significa que tenha sido ruim, longe disso. Acho que o problema é que, nas palavras de meus amigos, eu sempre "filosofei demais". Eu vivo a pensar na vida, sem deixar de vivê-la, mas tentando entendê-la para assim (tentar) aprender alguma coisa.
Mas eu estou me perdendo do tema inicial...
Voltando a questão do crescimento, é engraçado como tudo muda dependendo do referencial. Quando você tem 5 anos, pessoas de 13 anos são "adultas". Quando você chega aos 13 descobre que essa idade é muito menos mágica do que você imaginava e que ninguém acha que você é "adulta", a exceção dos seus priminhos de 5 anos. Por essa época você passa a acreditar que a faculdade é a chave de tudo! A partir do momento que você se tornar "universitária", aí sim você será "adulta". De preferência você estará estudando longe de casa, morando numa república, vivendo a vida sem seus pais, curtindo tudo com seus amigos, exatamente como nos filmes americanos (você até leva em conta a possibilidade de trabalhar para não depender do dinheiro dos seus pais). Aí você faz vestibular (sua mãe nem deixa você tentar para fora da sua cidade porque tem "certeza de que você vai passar") e só passa para aquela universidade próxima à sua casa, de preferência no caminho que seu pai faz para ir trabalhar, de forma que ele te dá carona todo dia...
Você então continua achando que ninguém te vê como "adulta" até que um belo dia nota que seus pais estão cobrando quando você vai começar a trabalhar. Você se assusta com isso: trabalhar é para adultos!!! Num outro lindo dia, um de seus priminhos de 5 anos (seus tios são muito férteis e vivem tendo filhos) te chama de "tia": você se apavora!!! Mas o pior de tudo ainda está por vir. Num dia não tão belo você entra numa loja qualquer e o atendente pergunta: O que a senhora deseja??? "É o fim" você pensa. "Estou velha, já me acham uma senhora". Você começa a repensar toda a sua vida, tentando entender em que ponto dos seus 20 e poucos anos você se tornou uma velha. E de repente, se você não estiver assutada demais a ponto de não conseguir raciocinar, você descobre que você não está velha, você apenas se tornou uma "adulta". Se tudo deu certo, em algum lugar dentro de você a meninha de 5, a pré-adolescente de 13 e a jovem de 18 vão estar se orgulhando da adulta que você se tornou, que elas se tornaram.
De repente você descobre que ser "adulto" não é tão glamuroso quanto parecia. Você descobre que tem "n" responsabilidades, que tem de pagar impostos, mas também tem uns direitos interessantes como decidir sobre sua vida, ir aos lugares que você bem entender, ter cheques e cartões de crédito (que podem se tornar fontes de dor de cabeça, uma doença que você considerava "de adulto"). Você descobre ainda como o mundo se tornou amplo, de repente as suas amizades não se limitam a pessoas de idade próxima: você descobre que há vida inteligente, divertida, bonita e interessante depois dos 20 e poucos. (Os caras de 30 e tantos, 40 e poucos não são mais "velhos", "tios Sukita", são potencialmente interessantes...)
Enfim, você descobre que cresceu e nem notou (talvez, se você for como eu, você até notou mas fez questão de fingir que não). Você descobre que ainda é a mesma pessoa que sonhava em ser adulta, que as coisas mudaram, mas não tanto. E o mais importante é que você está aqui, vivendo, crescendo, aprendendo, sofrendo um pouco mas também se divertindo, aproveitando o tempo que lhe foi dado, de preferência, da melhor forma possível...
quinta-feira, agosto 08, 2002
Os sonhos vêm
E os sonhos vão
Sonhos são coisas interessantes. Quando resolvi tentar vestibular para medicina meu sonho era tornar-me uma cientista, na área de neurologia, e estudar os sonhos. A faculdade me levou por caminhos diferentes, mas no final, de certa forma, ainda posso vir a estudar os sonhos, pelo prisma da psicanálise. Mas atualmente esse não é o meu sonho.
Hoje meu interesse pelos sonhos é menos acadêmico e científico.Acho interessante, por exemplo, como de vez em quando sonhamos exatamente aquilo que desejamos conscientemente. A psicanálise deve dizer que no fundo todos os nossos sonhos (falando dos sonhos de quando dormimos, não dos sonhos de quando estamos despertos) representam desejos profundos. Mas esses são profundos e nós muitas vezes não os entendemos. Mas aqueles sonhos que entendemos, aqueles em que desejamos durante o próprio sonho não acordar, estes são ótimos!!!!
É fútil, mas que garota não ficou chateada ao acordar no meio daquele sonho em que tem o armário perfeito, cheio de roupas e sapatos??? E, de preferência, você acorda exatamente no momento em que vai vestir aquela roupa incrível, aquele vestido perfeito, que nem deve existir no "mundo real". Mas os momentos em que você sentiu o que era ter aquele vestido já valeram o sonho. Ótimos também são os sonhos em que viajamos para aqueles lugares que estão "fora de possibilidade financeira", encontramos com aqueles amigos que estão distante, entre outros, já que cada um tem seus desejos mais caros.
Mas talvez o melhor de todos é aquele em que temos o prazer de sonhar com aquele pessoa interessante, paquera, paixão ou amor. Ainda mais se não há nada acontecendo de verdade. Vivemos o dia a fantasiar sobre a pessoa e de repente, á noite, ela também aparece em nossos sonhos. Com o mínimo de sorte, você não acorda antes do beijo, e mesmo se acordar a simples "visita" da pessoa no seu imaginário incosciente já valeu toda a noite e o sorriso no seu rosto ao despertar. ;)
Dream a little dream
E os sonhos vão
Sonhos são coisas interessantes. Quando resolvi tentar vestibular para medicina meu sonho era tornar-me uma cientista, na área de neurologia, e estudar os sonhos. A faculdade me levou por caminhos diferentes, mas no final, de certa forma, ainda posso vir a estudar os sonhos, pelo prisma da psicanálise. Mas atualmente esse não é o meu sonho.
Hoje meu interesse pelos sonhos é menos acadêmico e científico.Acho interessante, por exemplo, como de vez em quando sonhamos exatamente aquilo que desejamos conscientemente. A psicanálise deve dizer que no fundo todos os nossos sonhos (falando dos sonhos de quando dormimos, não dos sonhos de quando estamos despertos) representam desejos profundos. Mas esses são profundos e nós muitas vezes não os entendemos. Mas aqueles sonhos que entendemos, aqueles em que desejamos durante o próprio sonho não acordar, estes são ótimos!!!!
É fútil, mas que garota não ficou chateada ao acordar no meio daquele sonho em que tem o armário perfeito, cheio de roupas e sapatos??? E, de preferência, você acorda exatamente no momento em que vai vestir aquela roupa incrível, aquele vestido perfeito, que nem deve existir no "mundo real". Mas os momentos em que você sentiu o que era ter aquele vestido já valeram o sonho. Ótimos também são os sonhos em que viajamos para aqueles lugares que estão "fora de possibilidade financeira", encontramos com aqueles amigos que estão distante, entre outros, já que cada um tem seus desejos mais caros.
Mas talvez o melhor de todos é aquele em que temos o prazer de sonhar com aquele pessoa interessante, paquera, paixão ou amor. Ainda mais se não há nada acontecendo de verdade. Vivemos o dia a fantasiar sobre a pessoa e de repente, á noite, ela também aparece em nossos sonhos. Com o mínimo de sorte, você não acorda antes do beijo, e mesmo se acordar a simples "visita" da pessoa no seu imaginário incosciente já valeu toda a noite e o sorriso no seu rosto ao despertar. ;)
Dream a little dream
terça-feira, agosto 06, 2002
Does your weblog own you?
Acho que é muito para alguém que anda escrevendo tão pouco...
Touro 06/08/2002
Seja fiel a seus princípios e mantenha a integridade. Usar os mesmos instrumentos que fortalecem seus adversários seria o mesmo que suicidar-se. A integridade e a fidelidade são suas verdadeiras armas. Não se confunda. Quiroga
Sei que tenho de parar de usar essas previsões, mas essa está ótima.
"Ser fiel a seus valores mais caros" é uma daquelas frases que me acompanham. Ferir seus próprios princípios, deixar-se corromper, é algo que dói muito. Mas ao mesmo tempo é importatnte saber reavaliar estes princípios de quando em quando, é preciso saber criticar a si mesmo, para não parar no tempo, para não virar um "cabeça dura". É um equilíbrio nem sempre fácil...
Seja fiel a seus princípios e mantenha a integridade. Usar os mesmos instrumentos que fortalecem seus adversários seria o mesmo que suicidar-se. A integridade e a fidelidade são suas verdadeiras armas. Não se confunda. Quiroga
Sei que tenho de parar de usar essas previsões, mas essa está ótima.
"Ser fiel a seus valores mais caros" é uma daquelas frases que me acompanham. Ferir seus próprios princípios, deixar-se corromper, é algo que dói muito. Mas ao mesmo tempo é importatnte saber reavaliar estes princípios de quando em quando, é preciso saber criticar a si mesmo, para não parar no tempo, para não virar um "cabeça dura". É um equilíbrio nem sempre fácil...
sábado, agosto 03, 2002
Em tempo
Conheci dois blogs muito legais, graças ao caminhos interrelacionados da internet que nos fazem esbarrar em sites e páginas interessantes durante o percursso virtual de chegarmos a informação que procuramos.
Os ótimos blogs são o Imprensa Marrom e o Joanar. Creio que valem a visita!!!
Conheci dois blogs muito legais, graças ao caminhos interrelacionados da internet que nos fazem esbarrar em sites e páginas interessantes durante o percursso virtual de chegarmos a informação que procuramos.
Os ótimos blogs são o Imprensa Marrom e o Joanar. Creio que valem a visita!!!
Touro 03/08/2002
É hora de evoluir! Para isso será necessário superar os limites culturais, que apontam ao dinheiro e à razão como meios de ser “alguém na vida”, enquanto que há outras coisas muito mais importantes acontecendo no coração. Quiroga
Como já disse eu não acredito nesses horóscopos gerais. Não parece, já que tenho usado muitos nos meus últimos posts, mas é que esses do Quiroga são escritos de uma forma diferente, que não diz nada e ao mesmo tempo diz alguma coisa. E esse alguma coisa sempre tem algo de interessante. O fato de eu não ter muito o que escrever também contribui para esse uso excessivo de previsões.
Quanto ao que acontece no meu coração, bem, tem toda a questão do fim da faculdade, que vem melhorando ao longo do tempo (quem sabe no dia da colação de grau vou conseguir não chorar, acho difícil, mas, quem sabe??). Há a alegria de ter me encontrado com uma profissão. Há uma grande admiração por algumas pessoas e professores com quem tive maior contato esse ano (um professor em especial é ao mesmo tempo objeto de admiração e vítima de transferência, felizmente, para ele, eu sou tímida e tenho baixo auto-estima... ;) ). Há os amigos e pessoas de quem gosto. Acho que é isso que está acontecendo no meu coração...
É hora de evoluir! Para isso será necessário superar os limites culturais, que apontam ao dinheiro e à razão como meios de ser “alguém na vida”, enquanto que há outras coisas muito mais importantes acontecendo no coração. Quiroga
Como já disse eu não acredito nesses horóscopos gerais. Não parece, já que tenho usado muitos nos meus últimos posts, mas é que esses do Quiroga são escritos de uma forma diferente, que não diz nada e ao mesmo tempo diz alguma coisa. E esse alguma coisa sempre tem algo de interessante. O fato de eu não ter muito o que escrever também contribui para esse uso excessivo de previsões.
Quanto ao que acontece no meu coração, bem, tem toda a questão do fim da faculdade, que vem melhorando ao longo do tempo (quem sabe no dia da colação de grau vou conseguir não chorar, acho difícil, mas, quem sabe??). Há a alegria de ter me encontrado com uma profissão. Há uma grande admiração por algumas pessoas e professores com quem tive maior contato esse ano (um professor em especial é ao mesmo tempo objeto de admiração e vítima de transferência, felizmente, para ele, eu sou tímida e tenho baixo auto-estima... ;) ). Há os amigos e pessoas de quem gosto. Acho que é isso que está acontecendo no meu coração...
domingo, julho 28, 2002
Touro 28/07/2002
O véu da ilusão está caindo e faz um estrondo dos diabos. Entretanto, em vez disso se converter em sofrimento, deve, pelo contrário, fazer com que ressuscite a criança que brinca com os acontecimentos. Quiroga
Sinistro.
Ou talvez não...
O véu da ilusão está caindo e faz um estrondo dos diabos. Entretanto, em vez disso se converter em sofrimento, deve, pelo contrário, fazer com que ressuscite a criança que brinca com os acontecimentos. Quiroga
Sinistro.
Ou talvez não...
Já que eu não ando com tempo ou mesmo inspiração para escrever, coloco aqui palavras de grandes mestres.
Essa música é "bonita demais". Uma daquelas que eu espero um dia ainda poder dizer "essa é a minha música"!!! Uma pena eu não poder fazer a música tocar aqui no blog...
Só Tinha de Ser com Você
(Tom Jobim e Aloysio de Oliveira)
É, só eu sei quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você
É, só tinha de ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
Porque ninguém deu pra você
O amor que chegou para dar o que ninguem deu
É, você que é feito de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
Essa música é "bonita demais". Uma daquelas que eu espero um dia ainda poder dizer "essa é a minha música"!!! Uma pena eu não poder fazer a música tocar aqui no blog...
Só Tinha de Ser com Você
(Tom Jobim e Aloysio de Oliveira)
É, só eu sei quanto amor eu guardei
Sem saber que era só pra você
É, só tinha de ser com você
Havia de ser pra você
Senão era mais uma dor
Senão não seria o amor
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
Porque ninguém deu pra você
O amor que chegou para dar o que ninguem deu
É, você que é feito de azul
Me deixa morar nesse azul
Me deixa encontrar minha paz
Você que é bonito demais
Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você
Você sempre foi só de mim
quinta-feira, julho 25, 2002
Ah! O magisterX criou um novo blog da família mX: o divertidíssimo humpf!!!. Quem vem aqui tem de ir lá!!!
De previsões e de letras de música...
Touro 25/07/2002
Tenha a plena intenção de tornar sua vida mais bela e feliz, e prove-a na prática. A felicidade se prova na capacidade de irradiar bons sentimentos às outras pessoas e contagiá-las. Parece difícil, mas é possível.
Li essa "previsão" (na verdade os textos do Quiroga funcionam mais como pílulas de auto-ajuda, é mais um site de auto-ajuda, ou auto conhecimento se preferirem, do que um site de astrologia) e lembrei dessa música do grande Charles Chaplin:
Smile though your heart is aching
Smile even though it's breaking.
When there are clouds in the sky, you'll get by.
If you smile through your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow,
You'll see the sun come shining through for you.
Light up your face with gladness,
Hide every trace of sadness.
Although a tear may be ever so near,
That's the time you must keep on trying,
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile,
If you just smile.
E da sua versão brasileira, do também grande Braguinha:
Sorri,
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias, tristonhos, vazios.
Sorri,
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri,
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos.
Sorri,
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz.
Mas essa música é um pouco triste, "deprê". Acho que essa outra talvez tenha mais a ver, por ser mais animada (adorei a página onde encontrei a letra):
Don't Worry, Be Happy
by Bobby McFerrin
Here's a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't Worry - Be Happy
In every life we have some trouble
But when you worry you make it Double
Don't Worry - Be Happy
Don't Worry - Be Happy now
Don't Worry - Be Happy
Don't Worry - Be Happy
Ain't got no place to lay your head,
Somebody came and took your bed
Don't Worry - Be Happy
The landlord say your rent is late,
He may have to litigate
Don't Worry - Be Happy
Look at Me - I'm Happy
Don't Worry - Be Happy
Here I give you my phone number
When you worry call me, I make you happy
Don't Worry - Be Happy
Ain't got not cash, ain't got no style,
Ain't got no gal to make you smile
Don't Worry - Be Happy
'Cause when you worry your face will frown
and that will bring everybody down
Don't Worry - Be Happy
Don't Worry, Don't Worry - Don't do it
Be Happy - Put a smile on your face
Don't bring everybody down
Don't Worry, it will soon pass, whatever it is
Don't Worry - Be Happy
I'm not worried, I'm happy . .
No final das contas, a mensagem final de todos eles é: Sorria, seja feliz!
Ou ainda, segundo Professor Keating (do maravilhoso Sociedade dos Poetas Mortos):
"Carpe Diem. Seize the day boys, make your life extraordinaries"
(Quantas citações num único post... uma verdadeira salada de referências...)
Touro 25/07/2002
Tenha a plena intenção de tornar sua vida mais bela e feliz, e prove-a na prática. A felicidade se prova na capacidade de irradiar bons sentimentos às outras pessoas e contagiá-las. Parece difícil, mas é possível.
Li essa "previsão" (na verdade os textos do Quiroga funcionam mais como pílulas de auto-ajuda, é mais um site de auto-ajuda, ou auto conhecimento se preferirem, do que um site de astrologia) e lembrei dessa música do grande Charles Chaplin:
Smile though your heart is aching
Smile even though it's breaking.
When there are clouds in the sky, you'll get by.
If you smile through your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow,
You'll see the sun come shining through for you.
Light up your face with gladness,
Hide every trace of sadness.
Although a tear may be ever so near,
That's the time you must keep on trying,
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile,
If you just smile.
E da sua versão brasileira, do também grande Braguinha:
Sorri,
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias, tristonhos, vazios.
Sorri,
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri,
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos.
Sorri,
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz.
Mas essa música é um pouco triste, "deprê". Acho que essa outra talvez tenha mais a ver, por ser mais animada (adorei a página onde encontrei a letra):
Don't Worry, Be Happy
by Bobby McFerrin
Here's a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don't Worry - Be Happy
In every life we have some trouble
But when you worry you make it Double
Don't Worry - Be Happy
Don't Worry - Be Happy now
Don't Worry - Be Happy
Don't Worry - Be Happy
Ain't got no place to lay your head,
Somebody came and took your bed
Don't Worry - Be Happy
The landlord say your rent is late,
He may have to litigate
Don't Worry - Be Happy
Look at Me - I'm Happy
Don't Worry - Be Happy
Here I give you my phone number
When you worry call me, I make you happy
Don't Worry - Be Happy
Ain't got not cash, ain't got no style,
Ain't got no gal to make you smile
Don't Worry - Be Happy
'Cause when you worry your face will frown
and that will bring everybody down
Don't Worry - Be Happy
Don't Worry, Don't Worry - Don't do it
Be Happy - Put a smile on your face
Don't bring everybody down
Don't Worry, it will soon pass, whatever it is
Don't Worry - Be Happy
I'm not worried, I'm happy . .
No final das contas, a mensagem final de todos eles é: Sorria, seja feliz!
Ou ainda, segundo Professor Keating (do maravilhoso Sociedade dos Poetas Mortos):
"Carpe Diem. Seize the day boys, make your life extraordinaries"
(Quantas citações num único post... uma verdadeira salada de referências...)
quarta-feira, julho 24, 2002
Mais diário...
Touro 24/07/2002
Olhe para suas mãos, nelas reside todo o poder que você precisa para mudar o rumo das coisas. Considere o artesanato ser o seu ofício, e dedique-se a construir com suas próprias mãos o destino de grandeza que tanto sonha.
Quiroga
Na prática meu curso de Medicina poderia acabar hoje. Muitos de meus amigos e colegas não vão mais aparecer no hospital neste último mês.
Eu continuarei seguindo como na teoria.
Falta pouco mais de um mês para que até na teoria acabe...
E para que eu continue a construção do meu destino! ;)
Touro 24/07/2002
Olhe para suas mãos, nelas reside todo o poder que você precisa para mudar o rumo das coisas. Considere o artesanato ser o seu ofício, e dedique-se a construir com suas próprias mãos o destino de grandeza que tanto sonha.
Quiroga
Na prática meu curso de Medicina poderia acabar hoje. Muitos de meus amigos e colegas não vão mais aparecer no hospital neste último mês.
Eu continuarei seguindo como na teoria.
Falta pouco mais de um mês para que até na teoria acabe...
E para que eu continue a construção do meu destino! ;)
domingo, julho 21, 2002
Resultados de testes que acabei de fazer, todos a partir do blog da Patrícia!

:: how jedi are you? ::
Num eu fui o Obi Wan/Ewan McGregor e nesse eu fui o Quing Gon/Liam Neeson. Legal!! ;)
Interessante esse...
E você? É bola de que? por Testelândia
:: how jedi are you? ::
Num eu fui o Obi Wan/Ewan McGregor e nesse eu fui o Quing Gon/Liam Neeson. Legal!! ;)
Interessante esse...
E você? É bola de que? por Testelândia
Explicação
O post abaixo é de domingo passado, mas só hoje foi publicado (o interesante é que entrou como se tivesse sido publicado no domingo passado, não entendi...) em função de problemas do blogger e falta de tempo da minha parte para resolver os tais problemas (a resolução, por sinal, foi banal mas eu fiquei achando que era algo complicado...).
Espero ter algo mais para escrever no futuro... :)
O post abaixo é de domingo passado, mas só hoje foi publicado (o interesante é que entrou como se tivesse sido publicado no domingo passado, não entendi...) em função de problemas do blogger e falta de tempo da minha parte para resolver os tais problemas (a resolução, por sinal, foi banal mas eu fiquei achando que era algo complicado...).
Espero ter algo mais para escrever no futuro... :)
domingo, julho 14, 2002
Mais uma vez, uma previsão...
Touro 14/07/2002
Você nasceu no planeta Terra para evoluir, para chegar à hora da morte sendo uma pessoa melhor e maior daquela que era na hora de nascer. O tempo é seu aliado, não o gaste de forma leviana, ele serve para evoluir.
Quiroga
A pseudo-autora desse pseudoblog anda sem tempo para sentar ao computador e escrever algo que seja de mínima relevância para outros.
Espero pelo menos estar usando o tempo de forma produtiva, não leviana. Espero estar evoluindo, de alguma forma...
Touro 14/07/2002
Você nasceu no planeta Terra para evoluir, para chegar à hora da morte sendo uma pessoa melhor e maior daquela que era na hora de nascer. O tempo é seu aliado, não o gaste de forma leviana, ele serve para evoluir.
Quiroga
A pseudo-autora desse pseudoblog anda sem tempo para sentar ao computador e escrever algo que seja de mínima relevância para outros.
Espero pelo menos estar usando o tempo de forma produtiva, não leviana. Espero estar evoluindo, de alguma forma...
domingo, julho 07, 2002
Touro 07/07/2002
Tenha em mente que muitas coisas precisam se transformar e que por isso é contraproducente preservá-las. Agora não é hora de se apegar a coisas nem pessoas, seria melhor que você enxergasse o futuro com entusiasmo. Quiroga
Incrível como essas previsões às vezes acertam em cheio...
Tenha em mente que muitas coisas precisam se transformar e que por isso é contraproducente preservá-las. Agora não é hora de se apegar a coisas nem pessoas, seria melhor que você enxergasse o futuro com entusiasmo. Quiroga
Incrível como essas previsões às vezes acertam em cheio...
quarta-feira, julho 03, 2002
Querido diário...
Mudanças às vezes são difíceis. E algumas pessoas são especialmente sensíveis a elas.
Não que não desejemos (sim, eu estou entre essas pessoas) ou sonhemos com mudanças, mas quando nos vemos tendo de lidar com elas nos perguntamos se não seria melhor continuar como antes. Claro que isso não vale para situações insuportáveis, mas para aqueles momentos em que as mudanças se impõem pelo simples fato de que a vida tem de seguir seu curso e nós temos de passar por novos desafios para crescermos.
O fato de ter plena noção disso não torna menos doloroso o meu processo de despreendimento da faculdade. O fato de ter encontrado dois grandes mestres próximo do final dificulta ainda mais. O fato de ter encotrado um sentido só ágora também não ajuda. Não é não me sinta pronta, até porque, de qualquer forma ainda terei mais dois anos de residência (se passar...), simplesmente é triste partir.
Sempre foi. Fins de ano sempre foram tristes. Aniversários nunca foram muito alegres.
Enfim, eu nunca soube lidar muito bem com os finais (até mesmo de livros e filmes). É fácil quando as coisas ocorrem de forma gradativa, mas quando tem de haver uma ruptura brusca sempre há um momento de tristeza.
E na verdade esse é até um momento adiantado (só me formo em setembro) por outros fatores (me vejo tendo de acompanhar, por interesse meu, o serviço de outra faculdade). Quem sabe assim, pelo menos, no final será menos difícil.
(Tudo seria mais fácil se houvesse residência de psiquiatria na UFF...)
Mudanças às vezes são difíceis. E algumas pessoas são especialmente sensíveis a elas.
Não que não desejemos (sim, eu estou entre essas pessoas) ou sonhemos com mudanças, mas quando nos vemos tendo de lidar com elas nos perguntamos se não seria melhor continuar como antes. Claro que isso não vale para situações insuportáveis, mas para aqueles momentos em que as mudanças se impõem pelo simples fato de que a vida tem de seguir seu curso e nós temos de passar por novos desafios para crescermos.
O fato de ter plena noção disso não torna menos doloroso o meu processo de despreendimento da faculdade. O fato de ter encontrado dois grandes mestres próximo do final dificulta ainda mais. O fato de ter encotrado um sentido só ágora também não ajuda. Não é não me sinta pronta, até porque, de qualquer forma ainda terei mais dois anos de residência (se passar...), simplesmente é triste partir.
Sempre foi. Fins de ano sempre foram tristes. Aniversários nunca foram muito alegres.
Enfim, eu nunca soube lidar muito bem com os finais (até mesmo de livros e filmes). É fácil quando as coisas ocorrem de forma gradativa, mas quando tem de haver uma ruptura brusca sempre há um momento de tristeza.
E na verdade esse é até um momento adiantado (só me formo em setembro) por outros fatores (me vejo tendo de acompanhar, por interesse meu, o serviço de outra faculdade). Quem sabe assim, pelo menos, no final será menos difícil.
(Tudo seria mais fácil se houvesse residência de psiquiatria na UFF...)
terça-feira, julho 02, 2002
Touro - 2/06/2002
Sobreviver é necessário, viver é imprescindível. Se o tempo todo for dedicado à sobrevivência, isso não vai tornar sua alma feliz, porque no íntimo ela saberá que descumpre sua mais elevada responsabilidade, viver.
Sim, é uma previsão aberta, impessoal, nada determinista, como todas as previsões de horóscopo feitas por signo (previsões têm de ser pessoais, é a única forma de haver alguma chance de acerto). Mas a mensagem é tão bonita (já começa bem, ao se modificar a célebre "Navegar é preciso, viver não é preciso", falando exatamente o contrário) que de nada importa se não é pessoal, acaba se tornando importante para qualquer um que a leia!!
Quem gostar deve visitar o Quiroga!! É cheio de previsões que se tornam pessoais por serem universais.
Sobreviver é necessário, viver é imprescindível. Se o tempo todo for dedicado à sobrevivência, isso não vai tornar sua alma feliz, porque no íntimo ela saberá que descumpre sua mais elevada responsabilidade, viver.
Sim, é uma previsão aberta, impessoal, nada determinista, como todas as previsões de horóscopo feitas por signo (previsões têm de ser pessoais, é a única forma de haver alguma chance de acerto). Mas a mensagem é tão bonita (já começa bem, ao se modificar a célebre "Navegar é preciso, viver não é preciso", falando exatamente o contrário) que de nada importa se não é pessoal, acaba se tornando importante para qualquer um que a leia!!
Quem gostar deve visitar o Quiroga!! É cheio de previsões que se tornam pessoais por serem universais.
Corte e Colagem....
: 1/07/2002 06:35 :
c o n t e x t o: francisco cândido xavier...
e o velho chico partiu de nosso convívio...
partiu em um dia de festa para a maioria dos brasileiros. faz sentido. ele não ia querer algo diferente. partindo em um dia de alegria, ele relembra que devemos celebrar a vida, a existência. que o sofrimento faz parte, mas não é o importante, e sim a alegria nas coisas...
não existem unanimidades, e aliás, "toda unanimidade é burra", mas chico xavier conseguiu ser quase uma...
não importa a sua crença, a maioria de nós tem que admitir que sua postura de vida foi um exemplo ético sólido do que se pode esperar de uma pessoa que vive religião...
creio que ele partiu para trilhar seus últimos passos no sansara. chegaremos lá...
boa viagem, chico...
: por magisterX : : enviar a um amigo . 1 comentário :
Concordo e assino em baixo das palavras do magisterX!
: 1/07/2002 06:35 :
c o n t e x t o: francisco cândido xavier...
e o velho chico partiu de nosso convívio...
partiu em um dia de festa para a maioria dos brasileiros. faz sentido. ele não ia querer algo diferente. partindo em um dia de alegria, ele relembra que devemos celebrar a vida, a existência. que o sofrimento faz parte, mas não é o importante, e sim a alegria nas coisas...
não existem unanimidades, e aliás, "toda unanimidade é burra", mas chico xavier conseguiu ser quase uma...
não importa a sua crença, a maioria de nós tem que admitir que sua postura de vida foi um exemplo ético sólido do que se pode esperar de uma pessoa que vive religião...
creio que ele partiu para trilhar seus últimos passos no sansara. chegaremos lá...
boa viagem, chico...
: por magisterX : : enviar a um amigo . 1 comentário :
Concordo e assino em baixo das palavras do magisterX!
domingo, junho 30, 2002
Comentário de gente chata! (escrito por mim, portanto...)
A pátria de chuteiras é penta campeã...
Festa, alegria, parece que algo de extraordinário aconteceu.
Claro que o povo tem o direito de se identificar com os atletas e tomar para si a vitória (até porque a CBF é mantida com dinheiro nosso). Mas será que não deveríamos guardar parte dessa alegria, desse comprometimento com algo para coisas um pouco mais importantes do que o futebol???
A pátria de chuteiras é penta campeã...
Festa, alegria, parece que algo de extraordinário aconteceu.
Claro que o povo tem o direito de se identificar com os atletas e tomar para si a vitória (até porque a CBF é mantida com dinheiro nosso). Mas será que não deveríamos guardar parte dessa alegria, desse comprometimento com algo para coisas um pouco mais importantes do que o futebol???
sábado, junho 29, 2002
Muitos a minha volta estão amando. Primeiros amores, grandes amores, paixões de ocasião, parace que muitas das pessoas queridas estão encontrando um (ou o) alguém com quem curtir a vida.
Ainda assim, outras pessoas queridas estão sozinhas (eu mesma me incluo nesse grupo).
Mas acho a música que segue fala a todos: aos amantes, aos amados e aos...
Futuros Amantes
Chico Buarque
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de antiga civilização
Não se afobe, não
Que nada é prá já
Amores serão sempre amaveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que um dia
Deixei pra você
(Essa visão de Chico Buarque é perfeita. Não é difícil imaginar o Rio - essa cidade que apesar de todas as mudanças, de toda a violência dos dias atuais, permance com uma aura romântica - como uma Atlântida, cheia de mistérios, cheia de histórias submersas a serem descobertas por civilizações futuras...)
Ainda assim, outras pessoas queridas estão sozinhas (eu mesma me incluo nesse grupo).
Mas acho a música que segue fala a todos: aos amantes, aos amados e aos...
Futuros Amantes
Chico Buarque
Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de antiga civilização
Não se afobe, não
Que nada é prá já
Amores serão sempre amaveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que um dia
Deixei pra você
(Essa visão de Chico Buarque é perfeita. Não é difícil imaginar o Rio - essa cidade que apesar de todas as mudanças, de toda a violência dos dias atuais, permance com uma aura romântica - como uma Atlântida, cheia de mistérios, cheia de histórias submersas a serem descobertas por civilizações futuras...)
sexta-feira, junho 21, 2002
Adendo
Relendo o final do último post acho que não me espressei bem. Não quis dizer que adorei ver as cenas da derrota inglesa, mas que o clipe ficou bonito, as imagens e a música mostraram a tristeza da derrota inglesa. Não foi um clipe alegre, e eu não teria gostado se tivesse sido (assim como não gosto da tartaruga da Brama)!!
Relendo o final do último post acho que não me espressei bem. Não quis dizer que adorei ver as cenas da derrota inglesa, mas que o clipe ficou bonito, as imagens e a música mostraram a tristeza da derrota inglesa. Não foi um clipe alegre, e eu não teria gostado se tivesse sido (assim como não gosto da tartaruga da Brama)!!
Brasil 2 x Inglaterra 1
É, a Seleção ganhou. (Jogou bem, e a Ingalterra não jogou tão bem quanto em outras partidas.)
Quarta-feira muitas repartições públicas, mais uma vez, só abrirão a partir de meio-dia...
O "Riso" Brasil e o dólar continuam numa corda bamba, o PT fez uma estranha aliança com o PL, o "poder paralelo" (interessante como as expressões ganham força rapidamente, há duas semanas o Rio era apenas mais uma cidade violenta, atualmente está sob a insigna de um Poder Paralelo!!) continua por aí...
Mas o importante é que, muito provavelmente, seremos campeões da Copa. (E meu irmão dizia isso desde antes do início do torneio, quando todos duvidavam. Ainda há de ser cronista esportivo!!!)
É o momento em que o brasileiro se sente grande e poderoso. Não seria mau, se não esquecessemos de todo o resto em função disso.
Mas, todo mundo já conhece essa história, não vale à pena divagar aqui!
Para finalizar, queria dizer que adorei o "clipe" que a Globo fez com cenas da derrota inglesa ao som de uma nova (do albúm que está para ser lançado, The Hindu Times) e belíssima música do Oasis, Stop Crying your heart out. Lembra Beatles, mas isso já faz parte do Oasis... ;)
É, a Seleção ganhou. (Jogou bem, e a Ingalterra não jogou tão bem quanto em outras partidas.)
Quarta-feira muitas repartições públicas, mais uma vez, só abrirão a partir de meio-dia...
O "Riso" Brasil e o dólar continuam numa corda bamba, o PT fez uma estranha aliança com o PL, o "poder paralelo" (interessante como as expressões ganham força rapidamente, há duas semanas o Rio era apenas mais uma cidade violenta, atualmente está sob a insigna de um Poder Paralelo!!) continua por aí...
Mas o importante é que, muito provavelmente, seremos campeões da Copa. (E meu irmão dizia isso desde antes do início do torneio, quando todos duvidavam. Ainda há de ser cronista esportivo!!!)
É o momento em que o brasileiro se sente grande e poderoso. Não seria mau, se não esquecessemos de todo o resto em função disso.
Mas, todo mundo já conhece essa história, não vale à pena divagar aqui!
Para finalizar, queria dizer que adorei o "clipe" que a Globo fez com cenas da derrota inglesa ao som de uma nova (do albúm que está para ser lançado, The Hindu Times) e belíssima música do Oasis, Stop Crying your heart out. Lembra Beatles, mas isso já faz parte do Oasis... ;)
quarta-feira, junho 19, 2002
Viram (como se houvessem milhares de leitores... mas eu adoro e me orgulho dos poucos que tenho!!)as mudanças no design??
Ficou tudo mais clean, mais bonito, mais funcional...
Elogios e propostas de trabalho devem ser dirigidos ao magisterX!!!
E mais uma vez:
Obrigada, magisterX!!! :)
Ficou tudo mais clean, mais bonito, mais funcional...
Elogios e propostas de trabalho devem ser dirigidos ao magisterX!!!
E mais uma vez:
Obrigada, magisterX!!! :)
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