domingo, abril 21, 2002









Qual prostituta cinematográfica você é?





... É, né?! ;-)
Uma música que eu espero nunca seja a "minha" música...

Epitáfio
Titãs
(Ségio Britto)


Devia ter amado mais, ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar


Sem dúvida deve ser difícil chegar ao final da vida sem alguns arrependimentos. Mas arrepender-se de não ter se arriscado, não ter visto o sol, não ter realmente vivido a vida que se sonhava me parece algo triste demais.

Acho que devemos nos arrepender dos erros que cometemos no caminho de realizar nossos sonhos. Não deixam de ser erros mas pelo menos são cometidos com o objetivo da nossa felicidade.

Antes não errarmos, mas se isso acontecer que seja por excesso de ousadia e não por covardia...

sábado, abril 13, 2002

Ao criticar essa tal sociedade ainda perdida nas próprias mudanças, cai no erro de culpar só as mulheres, ao referir-me apenas a elas como responsáveis pela criação dos filhos.

Corrijo-me, pais e mães, homens e mulheres, foram, são e se tudo der certo continuarão sendo os reponsáveis pela criação dos pequenos seres humanos. Na verdade podem ser apenas um pai, apenas uma mãe, dois pais, duas mães ou até famílias ainda mais diferentes daquilo que consideramos o padrão. Contanto que estas pessoas sejam capazes de ajudar essas "pessoinhas" a tornarem-se cidadãos de bem e todos procurem ser e fazer os outros felizes, qualquer tipo de família vale a pena!!
Uma amiga me enviou este texto, considerando que seria interessante para postar aqui.

Comentário: O declínio dos bebês

Por Maureen Dowd, do The New York Times :: 12:48 10/04/2002

WASHINGTON - Na estréia de "The Sweet Smell of Success" no mês passado, um nova-iorquino bem-sucedido que eu conheço me chamou de lado para uma lição de moral que não foi nada agradável. Ele disse que queria me convidar para um encontro quando estava entre casamentos, mas desistiu da idéia porque meu emprego me tornava intimidante demais.
NYT


Os homens, ele me contou, preferem mulheres que parecem maleáveis e apavoradas. Ele disse que eu nunca encontraria um marido, porque se tem uma coisa que os homens não gostam, é uma mulher que usa suas aptidões críticas. Será que ela vai criticar tudo?

Agora vem a revista Time com um comentário igualmente preocupante. A matéria dá as estatísticas mais assustadoras para as mulheres desde que a Newsweek declarou em 1986 que uma mulher de 40 anos tinha mais chances de ser morta por um terrorista do que de se casar.

A Time descreve o novo declínio dos bebês - mulheres que se dedicam muito em suas carreiras e de repente percebem que desperdiçaram sua fertilidade.

Sylvia Ann Hewlett, economista, realizou uma pesquisa e descobriu que 55% das mulheres de negócios de 35 anos não têm filhos. Entre um terço e metade das mulheres de 40 anos que trabalham não têm filhos. O número de mulheres sem filhos entre 40 e 44 anos dobrou nos últimos 20 anos. E entre executivos corporativos que ganham US$100 mil ou mais, diz ela, 49% das mulheres não tiveram filhos, comparado a apenas 10% dos homens.

Hewlett, autora de "Creating a Life: Professional Women and the Quest for Children", observa, mais uma vez, que os homens têm uma vantagem injusta.

"Hoje em dia", afirma ela, "o princípio básico parece ser que quanto mais bem-sucedida for a mulher, menos chances ela terá de encontrar um marido ou ter um filho. Para os homens, o que vale é o contrário".

Em uma matéria sobre o livro no programa "60 Minutes" de domingo, Lesley Stahl falou com duas jovens que estudam na Faculdade de Administração de Harvard. Elas concordaram que, enquanto estão na idade ideal para começarem suas famílias, não era tão fácil encontrar o marido ideal.

Os homens, aparentemente, aprendem cedo a proteger seus egos de mulheres ambiciosas.

As meninas dizem que escondem o fato de estudarem em Harvard dos meninos que conhecem, porque este é o beijo da morte.

"Quando você diz Faculdade de Administração de Harvard... é o fim da conversa", afirmou Ani Vartanian. "Quando um cara diz, 'Ah, eu estudo na Faculdade de Administração de Harvard', todas as meninas se apaixonam por ele".

Então a moral da história é, quanto mais as mulheres avançam, mais elas têm que se sacrificar?

O problema aqui não é apenas que as mulheres estão protelando demais; é que os homens fogem de mulheres "desafiadoras" porque têm um desejo incontrolável de serem a força superior em um relacionamento.

As palavras imortais de Cher: Deixem disso, homens.

A lógica masculina nos relacionamentos não funciona: as mulheres que parecem ter medo de você no começo não dirão até que lhe conheçam bem. As mulheres que não têm empregos exigentes não são menos exigentes nos relacionamentos; na verdade, elas podem ser mais exigentes. Elas estão economizando toda a energia e capacidade crítica para gastar com você quando você chegar em casa.

Se os homens apenas abrissem mão de seu desejo bobo de domínio mundial, o mundo seria um lugar muito mais legal.

Veja o Taleban. Veja o Vaticano. Agora, veja o bonobo.

Os bonobos, ou chimpanzés pigmeus, vivem nas florestas equatoriais do Congo, e têm uma existência extraordinariamente feliz.

E por quê? Porque na sociedade dos bonobos, as fêmeas dominam. É apenas um leve domínio, então é mais para um co-domínio, igual entre os sexos.

"Eles são menos obcecados com poder e status do que seus primos chimpanzés, e mais dominados pelo amor", escreveu Natalie Angier para o The Times. "Os bonobos usam o sexo para se acalmarem, para se unirem, para fazerem as pazes depois de uma briga, para diminuir as tensões, para estabelecer alianças... Os humanos geralmente esperam até depois de uma bela refeição para fazer amor; os bonobos fazem antes".

Os machos ficariam felizes em abrir mão de um pouco de dominação assim que percebessem o acordo que estariam fazendo: todas aquelas primatas agressivas, após um dia duro de domínio na selva, ficariam satisfeitas por fazerem sexo, não por refrearem-no.

Não há guerra dos sexos na terra dos bonobos. E não existe o declínio dos bebês.


Então, será que é verdade essa história de que os homens temem as mulheres inteligentes?? Será que por outro lado, ao invés de temer a inteligência e a capacidade das mulheres os homens na verdade temem serem deixados de lado??

No imaginário de gerações anteriores as mulheres procuravam nos homens um espelho da figura de seus pais: o homem protetor e provedor. Os homens por sua vez procuravam alguém que se assemelha-se a suas mães: aquela que cuidava deles, que dava carinho, amor incondicional e cuidava dos interesses da casa e da família.

Nas últimas décadas esses papéis seculares, quiça milenares, vêm se invertendo de tal forma que talvez seja difícil para os homens assimilarem. Será que as mulheres que sairam para trabalhar, fazer carreira, manter famílias sozinhas criaram seus filhos homens para esse novo mundo? Sabemos, pelo que vemos acontecer, que as meninas têm sido criadas para terem controle de suas vidas e não apenas esperar por um príncipe encantado que as tire da casa dos pais e lhes dê uma família própria. Mas, e homens, será que eles não são ainda mimados por suas mães (que muitas vezes largam o serviço por causa de uma febre do filho, que se desdobram para chegar em casa e ainda Ter tempo para ouvir as histórias da escola) e não crescem esperando que a mulher ideal deve abrir mão de tudo por causa deles?

Talvez a nossa sociedade pequeno burguesa tenha avançado rápido demais nos últimos anos e as pessoas (tanto homens quanto mulheres) ainda têm dificuldades para se acostumar com os novos papéis que lhes são exigidos.

Talvez o declínio dos bebês tenha se dado não porque as mulheres não querem Ter filhos ou porque os homens não se interessam por mulheres “de carreira”. Talvez isso aconteça porque ainda é difícil para os dois conciliar suas carreiras e a família. Num mundo em que se espera que todo trabalhador dê o melhor de si pois a concorrência é cruel fica difícil para homens e mulheres conciliar família e trabalho. É mais importante manter o mundo girando, a sociedade produzindo e consumindo do que manter a continuação da espécie.

Até porque, daqui a pouco teremos os clones e as inteligências artificiais, que demandarão muito menos trabalho para serem criados (para adquirirem os conhecimentos que uma criança leva anos, talvez a vida inteira e ainda além para adquirirem): os primeiros já “nascerão” com os conhecimentos daqueles de quem foram copiados e os segundos necessitarão apenas de comandos...

Mas será que a solução é tornarmo-nos bonobos? Tudo se resume a fazermos sexo antes da refeições e não depois????

domingo, abril 07, 2002

Corte e colagem...

: 5/04/2002 15:54 :
c o n t e x t o: divagações...

Qual a probabilidade de se achar no meio a multidão uma pessoa que te complete? Não digo integralmente, isso é de baixíssima chance, mas o suficiente para fazer seu coração descompassar só de pensar nela...

Isso é algo pelo qual a maioria de nós anseia, mesmo que não conscientemente...

Aquela paixão profunda, retroalimentada (e portanto, duradoura), que deixa você sempre com gosto de quero mais, imediatamente ao final de cada encontro...

Aquela paixão que arde, quase sem se consumir, pois o outro está sempre trazendo combustível para a fogueira...

Aquele arrepio na pele, quando a pessoa invade seu espaço pessoal, embora ainda não tenha sequer te tocado...

Aquele frio na barriga, ao ouvir a voz no telefone, ou ler suas linhas no ICQ...

Aquele sorriso perene no rosto, que faz seus amigos perguntarem o que aconteceu...

Aquela leveza no andar, que te coloca acima de todos os problemas...

Aquele esquecimento do mundo, quando estão juntos, e o "gás extra", quando separados e enfrentando o dia a dia...

Aquele pessoa com quem compartilhar o tal sentimento que "não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure..."
: por magisterX :


Me deparei com o post acima ontem (não postei ontem porque o blogger estava fora do ar, não sei porque) e me supreendi porque foi como se o magisterX tivesse escrito o que eu gostaria de ter escrito ao final de uma semana em que uma certa música reverberou com insistência na minha cabeça.

A música, que eu já tinha decidido postar, é essa que segue e o comentário do magisterX me pareceu o complemento perfeito para ela, principalmente em relação a estrofe final. Mas acabou que a música se tornou o complemento do post! ;-)

Antes das Seis
Legião Urbana


Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor
Me explica por favor

Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor

Daqui vejo o seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro

Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor

Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
- Quero ficar só com você


Quem inventou o amor?


E quanto a encontrar o tal alguém, seja a probabilidade pequena ou grande, eu ainda acredito! Atualmente tenho até provas vivas!! E espero que mesmo que a minha experiência própria não me prove correta, que pelo menos eu me mantenha acreditando, até o final.

Porque eu, como boa humana (e fã de Arquivo X), quero acreditar...

domingo, março 31, 2002

Sabe o gato do Schrödinger?



O famoso felino de Erwin Schrödinger, vítima inocente de um estranho experimento mental quântico, tem estado vivo e morto por 70 anos. Seu problema começa quando ele sobe numa caixa onde uma arma carregada está apontada para sua cabeça. Um fóton é então disparado a espelho semi-reflexivo chamado de separador de raios. Se o fóton passa pelo espelho, ele automaticamente ativa um sensor de luz, que por sua vez dispara a arma contra o gato, matando-o. Se, por outro lado, o espelho reflete o fóton para longe, o gato segue vivo.

O problema é: no mundo quântico as duas possibilidades acontecem simultaneamente. Os físicos se referem a isso como a "superposição de estados". Segundo a teoria quântica ortodoxa, a superposição dura té que alguém olhe na caixa para ver o que aconteceu. A observação não precisa ser direta. A trajetória do fóton pode ser vista em um lugar ou outro, por exemplo, permitindo que alguém deduza o estado do gato. Mas, em qualquer forma que tenha, esse ato de observação tem um papel crítico: é a transmissão física da informação durante uma observação que causa o colapso da superposição e sela o destino do gato. Os físicos chamam esse vazamento de informação de "decoerência".

Ivan Semeniuk, da New Scientist, no Caderno Mais, Folha, 31/03/2002.

Considerações...

O Mais é atualmente uma das melhores publicações do país. Vale a pena assinar a Folha, mesmo não morando em São Paulo, nem que seja só para esperar por ele no domingo.

Física é fascinante!! É ficção-científica real!!!

Espero que o gato esteja vivo dentro da caixa... ;-)
Domingo de Páscoa!!

Católico, judeu, espírita, ateu, muçulmano até, seja qual for a religião, a maoiria das pessoas deve estar comendo chocolates nesta manhã. Para comemorar a ressucitação de Cristo... e os lucros da Garoto, Lacta, Kopenhagen...

Agora, se você não gosta de chocolate, fazer o que né???

sexta-feira, março 29, 2002

Já não vale como notícia, pois já está velha, mas eu quero que conste aqui...

Morreu, na quarta-feira (27/032002) Billy Wilder um dos grandes diretores norte-americanos, conhecido principalmente por suas comédias extremamente críticas. Dentre seus filmes mais conhecidos estão "Se Meu Apartamento Falasse", "Crepúsculo dos Deuses" (esse uma crítica à Hollywood), "O Pecado Mora ao Lado" (aquele da cena clássica da saia esvoaçante de Marilyn Monroe).

quinta-feira, março 28, 2002

É o avesso da infância, em que as novidades são domesticadas para construir um mundo que será familiar. Na demência, esse mundo é progressivamente desfeito. O horror final é a perda da sensação de nossa continuidade: normalmente, apesar da variedade de nossos atos e de nossas emoções, acreditamos que somos sempre a mesma pessoa. Ora, um sujeito, no meio da noite, parado diante da geladeira, pergunta-se porque veio até ali; ele não se reconhece mais, aquele que acordou não é o mesmo que chegou à cozinha. A depressão acompanha quase sempre a perda de memória: o sujeito faz luto de si mesmo.

Contardo Calligaris, em sua coluna de hoje na Folha Ilustrada, sobre o mal de Alzheimer.

Segundo o pouco de Psicologia que aprendi na faculdade de Medicina, vertentes da psicologia, dentre elas a de Vigostky, explicam que construímos nossa personalidade a todo momento. Existe uma base da pessoa que somos, mas as variáveis são muitas e podem ser modificadas a cada momento, de acordo com a situação que vivenciamos. Somos atores que se adaptam ao que a cena que se desenrola a nossa frente exige. Não é uma questão de sermos volúveis, de não termos personalidade, mas sim de sabermos nos adequar ao meio, de manter a homeostase interna e externa. Entrar em equilíbrio, o que no fundo parece ser o que norteia tudo e todos no universo...

No nosso caso, seres humanos, esse equilíbrio psíquico necessita de ferramentas básicas para acontecer. Precisamos captar as informações do meio ambiente, processá-las e compará-las com as outras informções que temos para formar nosso juízo e assim decidirmos como agir. Essas informações guardadas, nossas memórias, são portanto cruciais para que sejamos as pessoas que somos. A partir do momento em que não podemos comparar informações, não sabemos que fomos, mal sabemos que somos e menos ainda sabemos quem devemos ser.

A sensação deve ser semelhante à angústia que sentimos diante de uma página em branco, quando a inspiração ainda não chegou: sabemos que devemos escrever algo, sabemos até que somos capazes disso, mas naquele momento não fazemos idéia de como fazê-lo...

terça-feira, março 26, 2002

Achei esse teste a partir do blog da Clarissa, quase minha chará! ;)


Which HP Kid Are You?


:) Um dia, quando tinha a idade dela nos livros, eu realmente fui parecida com a Hermione... :)

segunda-feira, março 25, 2002

Desabafo...

Cresci assistindo filmes. Em parte porque não saia muito para brincar, era um tanto quieta, porque meu pai sempre gostou de cinema e também porque sempre entendi aquela linguagem. Os filmes são parte da minha vida, sem dúvida nenhuma. Assim como livros e música, mas um pouco mais que eles. Me interessei mais pelos livros por causa de um filme, A História Sem Fim, assistido ainda bem nova por volta dos 5, 6 anos. Descobri um dos meus estilos musicais favoritos (o jazz americano e seus standards de Cole Porter, Gershwing e Berlin, entre outros) graças aos musicais, e até hoje, boa parte da minha coleção de cds é composta de trilhas sonoras.

É por isso que mesmo sabendo que o OSCAR é uma premiação da indústria cinematográfica americana, destinado a reconhecer aqueles que, mantendo-se de preferência dentro dos padrões dessa indústria, conseguiram destaque no ano e ajudaram dessa forma a manter a produção, mesmo sabendo disso tudo eu ainda assisto a cerimônia, torcendo por algum filme em particular. E ainda fico desapontada quando o filme não ganha.

Hoje de madrugada fiquei mais desapontada que de costume. A premiação de Ron Howard e seu Uma Mente Brilhante foi uma das mais burocráticas dos últimos anos. Num ano com filmes como O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel e Moulin Rouge, que além de serem importantes para a tal "indústria", pois arrecadaram muito dinheiro nas bilheterias (Moulin Rouge fez sucesso no exterior, mesmo que nem tanto nos EUA), são também artisticamente importantes, por serem filmes de autores, marcantes e que podem ditar mudanças de estilo. Num ano como este a academia prefere premiar um filme feito tão somente para ganhar o prêmio, que, se aparentemente não tem grandes defeitos, também não tem grandes méritos, não causa grandes emoções e será lembrado no futuro como "o filme em que Russel Crowe faz o matemático esquizofrênico".

Será que alguém vai lembrar de Moulin Rouge como "o filme em Nicole Kidman e Ewan McGregor cantam" ou de SDA como "o filme de magos, elfos, anões e homenzinhos de pé grande"??? Sinceramente, eu acho que não. Mesmo quem não gostou destes dois filmes, quem viu defeitos e criticou, vai lembrar muito bem deles pois, você pode gostar ou não, mas não pode negar que não são filmes descartáveis. Mesmo Gosford Park marca mais, com sua crítica à sociedade inglesa em decadência dos anos 20, com sua direção segura de Robert Altman (que merecia o OSCAR por esse trabalho e por todos os outros que não ganhou, como Short Cuts) e suas ótimas atuações. Não posso falar de Entre Quatro paredes pois não assisti.

Enfim, fiquei decepcionada com o resultado das premiações, por mais que já esperasse tal resultado. Interessante foi notar que na mesma noite, pouco antes da premiação do modelo formal de filme americano, Robert Redford recebeu sua homenagem com um belo discurso sobre liberdade e criatividade, sobre como é importante, para a própria indústria cinematográfica americana, estimular a criatividade e a arte em seus filmes, ou deveria dizer, "produtos"? A Academia reconhece a importância do Sundance Festival, dá a Redford a chance de falar o que pensa e fazer críticas, em tom suave, mas ainda sim críticas, mas no final nega isso tudo...

Pelo menos Denzel Washington teve seu merecido reconhecimento. Apesar de que me pareceu bastante discriminatório que no mesmo ano em que Sidney Poitier recebe uma homenagem dois atores negros ganham os OSCARs de ator e atriz principal. Mesmo merecendo a impressão que fica é a de que ganharam por serem bons atores negros quando na verdade devem ser vistos tão somente como bons atores...

E Pearl Harbor, um dos piores filmes de 2001, ganhou um OSCAR! Merecido até, pois os efeitos sonoros são muito bons, mas não deixa de ser engraçado.

E Randy Newman ganhou com a engraçadinha If I didn’t have you de Monstros S.A. num ano em que havia Sting com Until e Paul McCartney com Vanilla Sky concorrendo. E ainda a bela (e élfica, como diz meu irmão) May it be da Enya.

E no fim, fiquei acordada até de madrugada assistindo uma cerimônia séria (ficou claro como 11 de setembro ainda está vivo na memória americana), cujo momento mais divertido foi a bela apresentação do Cirque du Soleil. Bem, teve ainda o Wood Allen e o lindo, jovem e talentoso casal Ryan Phillippe e Reese Witherspoon.

E o que ficou foi a decepção final...

domingo, março 24, 2002

Só para constar: torço por O Senhor dos Anéis!!!
Não chega a ser uma carta aberta, mas...

Um amigo reclamou os direitos sobre a frase "um filme que te faz sair do cinema se sentindo bem", que eu usei ao escrever minha opinião sobre O fabuloso Destino de Amélie Poulan.

Não foi um roubo de idéia premeditado, realmente escrevi sem me dar conta de que usava algo dito por outra pessoa.

De qualquer forma foi um erro e faço agora público meu pedido de desculpas!!

E reescrevo a passagem, da forma que deveria ter sido: "e é também um filme que, como bem disse um amigo, te faz sair do cinema se sentindo bem."
É a primeira vez que consigo colocar uma imagem, que não de teste, aqui!! :)

Só espero que as oragizações Globo e o senhor Roberto Marinho não se importem... ;-)


O Globo on line está fazendo uma pesquisa sobre a imagem mais marcante do verão carioca.

Que me desculpem Roger Waters e a Mangueira, mas os golfinhos foram perfeitos ao virem fechar o verão.

(As outras opções eram impensáveis, principalmente a luta contra a Dengue, que só serviu de tema oportunista para o RJTV.)
Uhu!! Sempre foi minha favorita!!!

Rogue
I'm Rogue
What X-Men Character are You?
Well Ah do declare, Sugah! Looks like you're everyone's favourite Southern Belle: Rogue. You're beautiful, charming and tough as nails, but you've got a romantic streak as wide as the white in your hair. Yup, it appears you've got it all, except for the fact that you have to keep people at arm's length all the time and then angst about it incessantly.


Quem me dera ser como ela e ter o Gambit apaixonado por mim... :)
Como diz o exquisite, se todos fossem no mundo iguais a isso aqui...

Quem sabe eu aprendo a escrever um blog...

quinta-feira, março 21, 2002

Os Excêntricos Tenenbaums

Wes Anderson é um jovem talentoso e inteligente (que me lembra de alguma forma Wood Allen), como provam seus filmes: esse Tenenbaums e Rushmore, cujo título brasileiro Três é Demais eu abomino, e ainda Pura Adrenalina, este último ainda não tive a oportunidade de assistir. E que já recebeu o devido reconhecimento por parte da crítica americana. Para alguém com 31 anos, ele já tem uma carreira invejável. Isso tudo confere a ele, ou pelo menos ao seus filmes, alguma pretensão, sem dúvida. Mas, se por um lado são um tanto ao quanto pretensiosos, seus filmes são também sinceros ao retratar pessoas/personagens que estão acima da média de inteligência, talento, riqueza ou, mais apropriadamente, tudo isso.

E essa sinceridade, aliada a um olhar carinhoso sobre esses personagens (que talvez tenham algo, ou muito, do próprio diretor) que transforma os filmes de Anderson em experiências interessantes, inteligentes mas também cativantes. Esse último, Os Excêntricos Tenenbaums alia-se ainda a um roteiro comercialmente mais fácil de ser vendido (e por isso, assim como pelo elenco conhecido, foi lançado em grande circuito, enquanto Rushmore, tão bom quanto, é conhecido por poucos) ao falar sobre o resgate de uma família de gênios fracassados, organizado pelo pai cafajeste.

O filme começa apresentando os três jovens gênios da família Tenenbaum, quando ainda são crianças. É uma seqüência inteligente, inventiva (a narração em off, feita por Alec Baldwin, cria um clima documental que acompanha todo o filme) e bela, engrandecida pelo fundo musical, nada mais nada menos que Hey Jude, em uma ótima versão instrumental (era intenção de Anderson que fosse a versão original dos Beatles, mas os direitos não foram liberados). Cada um dos Tenenbaums além de inteligente possui também uma capacidade especial: Chas é um gênio das finanças e negócios; Margot é uma grande dramaturga e Ritchie é um dos melhores tenistas da época. Os pais, Etheline e Royal, estão também acima da média de inteligência. E há ainda o amigo e vizinho Eli, que sonha ser um Tenenbaum.

Mas toda a inteligência e talento não faz dos Tenenbaums uma família feliz e bem sucedida. E é exatamente sobre o fracasso, em diversos pontos, mas principalmente no âmbito emocional, que o filme se desenrola., com momentos irônicos, cômicos e outros tocantes.

Além do roteiro que consegue construir todos esses estranhos e diferentes personagens de forma real, da direção de Wes Anderson, e da direção de arte que cria uma Nova York completamente atemporal com taxis que continuam os mesmos, apenas envelhecidos (caindo aos pedaços para ser mais exata) e outros pequenos detalhes que tornam impossível datar o filme além da década de 70, o outro grande acerto do filme é o elenco. Ben Stiller e Gwyneth Paltrow têm talvez seus melhores papéis até o momento, e conseguem desenvolvê-los muito bem. Se parecem de certa forma caricatos, principalmente no início, é porque isso é necessário para que entendamos melhor o quão desestruturados emocionalmente são eles. Quanto ao resto do elenco, resta falar que todos têm seu momento de brilhar, tanto Angelica Huston (ótima como sempre), os irmãos Wilson e os coadjuvantes, dentre eles Bill Murray em mais um grande trabalho com Wes Anderson (a primeira parceria em Rushmore rendeu ótimas críticas). Será difícil esquecer ainda do personagem de Danny Glover, que foge dos seus papéis mais habituais. E Gene Hackman, bem, ele merecia ter sido indicado ao OSCAR e mereceria ter ganho, por imprimir a dose certa de cafajestagem e charme ao seu Royal Tenenbaum, e assim torná-lo um dos personagens mais reais e cativantes do filme e de sua carreira, que já é cheia de grandes personagens.

A trilha sonora é outro grande acerto. Pontuada por canções nostálgicas, que remetem aos anos 70, exatamente a época de ouro dos Tenenbaums, é uma daquelas trilhas que ao mesmo tempo que é recheada de músicas pop consegue também fazer referência direta ao filme, como as trilhas dos filmes de Cameron Crowe. Pena que o cd parece ainda não ter chegado por aqui (como sempre, salvo exceções de filmes que realmente fazem muito sucesso, as boas trilhas sempre chegam atrasadas, quando chegam!).

Por fim, Os Excêntricos Tenenbaums é um ótimo filme, que merece o rótulo que recebeu nos EUA de um dos melhores filmes de 2001. Um pequena grande obra cinematográfica, que merece ser vista, revista e comentada!!

quarta-feira, março 20, 2002

E no final, bem no finzinho mesmo, a chuva veio fechar o verão carioca!

Parece um final perfeito, depois das últimas semanas de calor e céu azul.

Muitos reclamaram do calor, realmente era (se é que realmente acabou e esta não é só uma chuvinha de verão) até difícil dormir á noite. Mas não é possível falar mal do clima quando sabe-se que golfinhos vieram nadar em Ipanema, por conta das águas límpidas (pela falata de chuva) e quentes.

Eu nem moro em Ipanema, não os vi ao vivo, mas fiquei feliz ao saber dos golfinhos.

(Há que ser muito chato para não sorrir ao saber dos golfinhos...)

E assim vai-se mais um verão... Se bem que tratando-se de um país tropical isso não significa grandes mudanças de clima! ;-)

domingo, março 17, 2002

Agora é oficial, sou colaboradora do c o n t e x t o !

Espero que o magisterX não venha se arrepender do convite... ;-)