Uma Mente Brilhante/A Beautiful Mind
Fui assistir Uma Mente Brilhante esperando um filme oscarizável. Quero dizer com isso que esperava um filme feito para ganhar OSCARs (e não necessáriamente prêmios cinematográficos em geral) e agradar e emocionar o público na medida certa. Devo dizer que encontrei no filme exatamente o que esperava, mas isso não significa que não tenha gostado do que encontrei.
Uma Mente Brillhante parece um filme calculado, sim. Até as emoções são calculadas, de forma a evitar que se torne um dramalhão. Mas ele emociona, de qualquer forma. E como poderia não fazê-lo, contando a história real (mesmo que romantizada) de um homem inteligente, ambicioso mas que no auge de sua vida descobre sofrer de uma doença até hoje sem cura. Uma doença psiquiátrica, que coloca em xeque a sua própria noção de realidade, que o faz duvidar daqueles que mais ama, e cujo tratamento altera suas capacidades intelectuais. Argumento bastante para fazer muita gente grande chorar...
Entretanto, o diretor Ron Howard tenta fugir das emoções fáceis. Mesmo contando a história do ponto de vista do protagonista (um dos maiores trunfos do filme), o matemático Jonh Nash, o filme é por vezes frio. Talvez até seja exatamente por ser narrado em primeira pessoa, talvez parte do distanciamento que a esquizofrenia confere a personalidade de Nash passe para o filme. Ou talvez seja apenas jogo estilístico do diretor.
O interessante é que se às vezes o roteiro parece frio e distanciado, a trilha incidental é sempre grandiosa e presente. O que não é necessariamente bom. Em alguns momentos a música é tão presente que parece destoar de todo o resto, principalmente porque a trilha de James Horner é toda de música clássica, de forma que a história se destaca um pouco do tempo. Notamos que o tempo passa só por causa das roupas dos personagens, que vão se adequando à moda, mas em momento nenhum a música auxilia essa passagem de tempo. Como a mente de Nash que tem dificuldade em se adaptar ao meio externo, a trilha sonora do filme não se adapta ao tempo e é um tanto ao quanto histérica.
Mas, eu comecei dando a entender que tinha gostado do filme, não? E até agora me parece que só critiquei. Bem, é chegada a hora dos elogios rasgados. São dois grandes elogios! O primeiro eu já tinha citado antes, é o roteiro. Ou melhor, o fato do roteiro contar tudo a partir da visão de John Nash. Isso rende um jogo entre fantasia e realidade que confunde e até fascina, além de surpreender. As fantasias de Nash são envolventes e até cativantes, de forma que é fácil entender porque ele se perde nelas. É uma forma de tornar a doença mais compreensível para o espectador, ao mesmo tempo que auxilia também a compreensão de como funciona a mente "matemática", como surgem as idéias que se transformam em equações.
O segundo grande elogio é para Russel Crowe. É uma atuação brilhante a dele, sútil, contida, e perfeita. Ele é um esquizofrênico na tela, desde o início. Esse é um dos seus melhores trabalhos, tão bom quanto o de O Informante, que eu antes considerava o melhor trabalho dele. Jennifer Connelly também atua muito bem, e faz um par muito equilibrado com Crowe. O papel da esposa que tem de segurar a barra de um marido "maluco" poderia cair na caricatura, ou ela poderia simplesmente ser engolida por Crowe, mas isso nunca acontece. Além deles, Ed Harris é sempre uma grata surpresa em qualquer filme e em qualquer papel, protagonista ou coadjuvante, ele sempre se sobressai. O mesmo acontece com o inglês Paul Bettany, cujo Charles se torna um personagem bastante cativante.
Ao final, há a mensagem da superação dos obstáculos e do reconhecimento do talento e do esforço, parecida com a de Apollo 13, dirigido pelo mesmo Ron Howard, que também concorreu ao OSCAR em 1995. Há também a sensação de que assitimos um belo filme, algo inteligente, bem feito, sobre um homem não muito conhecido do grande público mas cujo trabalho foi de grande importância para a história do século XX. O filme pode até suscitar algumas divagações, sobre a importância de se interagir ou não plenamente com o meio social do qual fazemos parte. O filme pode até mudar a forma com a qual encaramos uma pessoa esquizofrênica. Enfim, o filme tem muitas qualidades, algumas até louváveis, edificantes. E eu não tenho dúvidas em recomendar o filme.
Mas serão essas qualidades assim tão louváveis mesmo que tenham sido matemáticamente calculadas para o serem? Esta, é a minha dúvida...
sábado, fevereiro 23, 2002
sexta-feira, fevereiro 22, 2002
Um testezinho, já que não sei bem o que escrever.

É claro que o fato de ser o Ewan ajuda, em qualquer cenário possível e imaginável... ;-)
You will marry CHRISTIAN (played by Ewan McGregor) from Moulin Rouge, live in a sparkling elephant at the Moulin Rouge, and spend your days righting wrongs and singing songs because all you need is love (and it helps that it's Ewan McGregregor you're living with ^_^).
What's YOUR M * A * S * H future?
É claro que o fato de ser o Ewan ajuda, em qualquer cenário possível e imaginável... ;-)
quinta-feira, fevereiro 21, 2002
Às vezes parece difícil decifrar as pistas que o destino deixa no caminho.
Parece que em um momento ele te diz uma coisa e logo depois outra. Como uma estrada mau sinalizada, onde as placas parecem não fazer sentido, não levar a lugar algum.
Se você tem pressa em chegar a um destino, nesse momento começa a se sentir cansado, perdido, deseperado até. Parece que tudo conspira contra, que você nunca vai chegar...
Mas, e se na verdade o problema é você, o motorista? Talvez não haja nada de errado com a sinalização e na verdade é você que não consegue entender as placas da estrada.
Talvez seja melhor esquecer um pouco do destino e aproveitar a viagem! Olhar para os lados e ver o caminho, que de repente é belo e você nem notou. Conversar com seus colegas de viagem, descobrir que há amigos entre eles, e, quem sabe, até um grande amor?
Quem sabe depois disso você será capaz de entender as pistas e chegar a algum lugar. Ou talvez você chegue sem notar, quando menos esperar.
Talvez ainda você descubra que nem queria chegar a lugar algum, talvez a própria viagem seja o seu destino final...
Ou você pode seguir para sempre deseperado por não enteder os sinais...
(Falar, escrever, é fácil...)
Parece que em um momento ele te diz uma coisa e logo depois outra. Como uma estrada mau sinalizada, onde as placas parecem não fazer sentido, não levar a lugar algum.
Se você tem pressa em chegar a um destino, nesse momento começa a se sentir cansado, perdido, deseperado até. Parece que tudo conspira contra, que você nunca vai chegar...
Mas, e se na verdade o problema é você, o motorista? Talvez não haja nada de errado com a sinalização e na verdade é você que não consegue entender as placas da estrada.
Talvez seja melhor esquecer um pouco do destino e aproveitar a viagem! Olhar para os lados e ver o caminho, que de repente é belo e você nem notou. Conversar com seus colegas de viagem, descobrir que há amigos entre eles, e, quem sabe, até um grande amor?
Quem sabe depois disso você será capaz de entender as pistas e chegar a algum lugar. Ou talvez você chegue sem notar, quando menos esperar.
Talvez ainda você descubra que nem queria chegar a lugar algum, talvez a própria viagem seja o seu destino final...
Ou você pode seguir para sempre deseperado por não enteder os sinais...
(Falar, escrever, é fácil...)
quarta-feira, fevereiro 20, 2002
Uma das músicas que tenho ouvido sempre, numa base diária.
Feel Flows - The Beach Boys
Carl Wilson/Jack Rieley
Unfolding enveloping missiles of soul
Recall senses sadly
Mirage like soft blue like lanterns below
To light the way gladly
Whether whistling heaven's clouds disappear
Where the wind withers memory
Whether whiteness whisks soft shadows away
Feel flows (White hot glistening shadowy flows)
Feel goes (Black hot glistening shadowy flows)
Unbending never ending tablets of time
Record all the yearning
Unfearing all appearing message divine
Eases the burning
Whether willing witness waits at my mind
Whether hope dampens memory
Whether wondrous will stands tall at my side
Feel flows (White hot glistening shadowy flows)
Feel goes (Black hot glistening shadowy flows)
Encasing all embracing wreath of repose
Engulfs all the senses
Imposing, unclosing thoughts that compose
Retire the fences
Whether wholly heartened life fades away
Whether harps heal the memory
Whether wholly heartened life fades away
Whether wondrous will stands tall at my side
Whether whiteness whisks soft shadows away
Feel goes (White hot glistening shadowy flows)
Feel flows (Black hot glistening shadowy flows)
Feel goes (White hot glistening shadowy flows)
Feelings to grow (White hot glistening shadowy flows)
White hot glistening shadowy flows
White hot glistening shadowy flows
White hot glistening shadowy flows
Da ótima trilha sonora do incrível Quase Famosos.
domingo, fevereiro 17, 2002
Havia comentado, no dia 12, que não entendia porque "Come What May" não havia sido indicada ao OSCAR de canção. Bem, uma amiga me esclareceu que a música havia sido composta para o filme Romeu + Julieta (do mesmo Baz Luhrmann de Moulin Rouge), em 1996, e por isso não é considerada original pelas regras da Academia.
De qualquer forma, faço outro comentário sobre o mesmo filme: porque não indicaram Baz como diretor? Principalmente porque o filme foi indicado...
Se bem que David Lynch foi indicado como diretor e Mulholand Drive não foi indicado como filme.
Pelo menos há um padrão na falta de sentido da Academia!
De qualquer forma, faço outro comentário sobre o mesmo filme: porque não indicaram Baz como diretor? Principalmente porque o filme foi indicado...
Se bem que David Lynch foi indicado como diretor e Mulholand Drive não foi indicado como filme.
Pelo menos há um padrão na falta de sentido da Academia!
Histórias Proibidas e O Amor é Cego
O que um filme tem a ver com outro, alguém deve estar se perguntando. Talvez não muito, além do fato de que os dois tentam fazer rir a partir do grotesco nosso de cada dia. A diferença é que Todd Solondz, diretor de Histórias Proibidas (Storytelling) trata do grotesco comum mesmo, das pessoas medianas e suas taras secretas, seus pequenos pecados, sua forma "normal" de ser cruel, tentando fazer refletir (além de rir). Os irmãos Farrelly (Bob e Peter), diretores de O Amor é Cego (Shallow Hal), fazem rir (e até hoje somente isso) a apartir de cenas um tanto ao quanto mais gortescas, exercitando o politicamente incorreto: piadas com pessoas deformadas de todos os tipos são constantes em seus filmes.
Entretanto, em O Amor é Cego, os Farrelly parecem tentar fazer um filme um pouco menos politicamente incorreto, tentam passar uma mensagem legal, e de alguma forma se tornam ainda mais críticos...
Foi aí que me lembrei de Solondz. Tendo assistdo Histórias Proibidas apenas dois dias antes, tinha bastante presente a sensação causada por um filme dele. Não vou tentar escrever sobre esse filme porque tenderia a ser um plágio da ótima crítica de Eduardo Valente na Contra Campo, onde ele diz o quanto o filme é importante por ser uma autocrítica, uma autoanalise do diretor, que talvez permita a ele se liberar dos rótulos e alçar novos projetos.
Mas, voltando aos Farrelly, o que queria dizer é que, ao tentar fazer um filme mais "bonitinho" eles de alguma forma perderam em graça (há piadas de mau gosto, mas tão conhecidas, como a do gordo que cai na piscina, e previsíveis que não arrancam as gargalhadas sinceras que a cena do "gel" em Quem Vai Ficar com Mary fazia) e acabam parecendo criticar aquilo sobre o qual antes só queriam fazer rir. E é nessa crítica que eles acabam por se assemelhar a Solondz. Só que, enquanto Solondz faz críticas sinceras mesmo que bastante contundentes, as dos Farrelly soam falsas, maquineístas.
Não é impossível acreditar que o personagem principal (Hal, interpretado por Jack Black que foi mais feliz com seu personagem secundário em Alta Fidelidade) ame a Gwyneth Paltrow de 200 quilos, mas é difícil aceitar o que se desenrola ao redor deles: a vizinha bonita que se interessa por ele ao ver que ele não é superficial, o amigo gordinho e baixinho (o Jaso Alexander de Seinfield) que se acha o máximo. Na mesma linha de mensagem, a de que "imagem não importa", Shrek é mais crível e sincero, mesmo sendo um conto de fadas. Talvez exatamente por ser um conto de fadas. O Amor é Cego parece não se decidir entre ser crítico ou leve, ficando no meio do caminho...
O que um filme tem a ver com outro, alguém deve estar se perguntando. Talvez não muito, além do fato de que os dois tentam fazer rir a partir do grotesco nosso de cada dia. A diferença é que Todd Solondz, diretor de Histórias Proibidas (Storytelling) trata do grotesco comum mesmo, das pessoas medianas e suas taras secretas, seus pequenos pecados, sua forma "normal" de ser cruel, tentando fazer refletir (além de rir). Os irmãos Farrelly (Bob e Peter), diretores de O Amor é Cego (Shallow Hal), fazem rir (e até hoje somente isso) a apartir de cenas um tanto ao quanto mais gortescas, exercitando o politicamente incorreto: piadas com pessoas deformadas de todos os tipos são constantes em seus filmes.
Entretanto, em O Amor é Cego, os Farrelly parecem tentar fazer um filme um pouco menos politicamente incorreto, tentam passar uma mensagem legal, e de alguma forma se tornam ainda mais críticos...
Foi aí que me lembrei de Solondz. Tendo assistdo Histórias Proibidas apenas dois dias antes, tinha bastante presente a sensação causada por um filme dele. Não vou tentar escrever sobre esse filme porque tenderia a ser um plágio da ótima crítica de Eduardo Valente na Contra Campo, onde ele diz o quanto o filme é importante por ser uma autocrítica, uma autoanalise do diretor, que talvez permita a ele se liberar dos rótulos e alçar novos projetos.
Mas, voltando aos Farrelly, o que queria dizer é que, ao tentar fazer um filme mais "bonitinho" eles de alguma forma perderam em graça (há piadas de mau gosto, mas tão conhecidas, como a do gordo que cai na piscina, e previsíveis que não arrancam as gargalhadas sinceras que a cena do "gel" em Quem Vai Ficar com Mary fazia) e acabam parecendo criticar aquilo sobre o qual antes só queriam fazer rir. E é nessa crítica que eles acabam por se assemelhar a Solondz. Só que, enquanto Solondz faz críticas sinceras mesmo que bastante contundentes, as dos Farrelly soam falsas, maquineístas.
Não é impossível acreditar que o personagem principal (Hal, interpretado por Jack Black que foi mais feliz com seu personagem secundário em Alta Fidelidade) ame a Gwyneth Paltrow de 200 quilos, mas é difícil aceitar o que se desenrola ao redor deles: a vizinha bonita que se interessa por ele ao ver que ele não é superficial, o amigo gordinho e baixinho (o Jaso Alexander de Seinfield) que se acha o máximo. Na mesma linha de mensagem, a de que "imagem não importa", Shrek é mais crível e sincero, mesmo sendo um conto de fadas. Talvez exatamente por ser um conto de fadas. O Amor é Cego parece não se decidir entre ser crítico ou leve, ficando no meio do caminho...
sábado, fevereiro 16, 2002
Is this really it??
Anyway, it's cool!!!

Which Trainspotting Character Are You?
And in the end, you just choose life! ;-)
Anyway, it's cool!!!
Which Trainspotting Character Are You?
And in the end, you just choose life! ;-)
quarta-feira, fevereiro 13, 2002
Eu adorei esse teste, e mais ainda o resultado!!! Tipo assim, gostei tanto dele quanto dequele do David Lynch, cujo resultado foi o Jefrey de Blue Velvet, e isso não é dizer pouco!!
O blog da Cecília (o go-gonzo girl) é o máximo, sempre com posts inteligentes e interessantes.
Adorei muito esse resultado. E não foi manipulado, pois as perguntas do Nix (cujo blog estou descobrindo também ser muito bom) são muito bem feitas!!!
O blog da Cecília (o go-gonzo girl) é o máximo, sempre com posts inteligentes e interessantes.
Adorei muito esse resultado. E não foi manipulado, pois as perguntas do Nix (cujo blog estou descobrindo também ser muito bom) são muito bem feitas!!!
Acreditem ou não, eu assisti o desfile da Verde e Rosa e ao final gritei para meu irmão (que estava no quarto dele, eu no meu): A Mangueira veio muito bem!!
Ele respondeu: O enredo não foi bem desenvolvido.
Retruquei: Mas ela veio muito bem. Não nutro nehuma simpatia em especial, mas acho que ela veio bem.
Dito e feito, a escola foi a campeã do carnaval 2002... :-)
Quem lê diz que meu irmão e eu somos sambistas, adoramos carnaval. Nada mais longe da verdade, mas gostamos de assistir (e analisar) o desfile.
Ele respondeu: O enredo não foi bem desenvolvido.
Retruquei: Mas ela veio muito bem. Não nutro nehuma simpatia em especial, mas acho que ela veio bem.
Dito e feito, a escola foi a campeã do carnaval 2002... :-)
Quem lê diz que meu irmão e eu somos sambistas, adoramos carnaval. Nada mais longe da verdade, mas gostamos de assistir (e analisar) o desfile.
terça-feira, fevereiro 12, 2002
Um último comentário.
Come What May, canção original, de Moulin Rouge não foi indicada.
Não entendi porque. Não é nada incrível, é uma música romântica pop-brega, mas que ganha tamanha força no filme que acaba sendo mais do que parece.
Podia ter sido indicada. Pelo menos assim poderíamos ver Nicole Kidman e Ewan McGregor (outro ignorado, mas esse já deve estar acostumado) cantando no palco, repetindo Satine e Christian...
Come What May, canção original, de Moulin Rouge não foi indicada.
Não entendi porque. Não é nada incrível, é uma música romântica pop-brega, mas que ganha tamanha força no filme que acaba sendo mais do que parece.
Podia ter sido indicada. Pelo menos assim poderíamos ver Nicole Kidman e Ewan McGregor (outro ignorado, mas esse já deve estar acostumado) cantando no palco, repetindo Satine e Christian...
Saiu, às 11:30h, a lista dos indicados ao OSCAR. É o prêmio da indústria cinematográfica americana, todo mundo sabe que não significa tanta coisa, que rola o maior lobby para alguns filmes (a Miramax tem se tornado mestra neste quesito), mas mesmo assim a cerimônia ainda tem seu charme e causa frissom.
Sempre assisto, e às vezes torço por algum filme em especial. Fico ansiosa e chateada, durante a cerimônia, com alguns resultados. Esse ano minhas energias estão dirigidas para Moulin Rouge e O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, sem preferências entre os dois. Foram dois dos melhores filmes do ano, na minha humilde opinião.
Segue a lista dos indicados nas principais categorias. Inclui a nova categoria, filme de animação, onde os dois favoritos (Monstros e Shrek) são filmes de animação digital, não a tradicional desenhada a mão, e que espelham a grande rivalidade neste setor entre a tradicional Disney (que no ramo da animação digital tem parceria com a Pixar, a grande responsável pelo sucesso de Toy Story e da computação na animação em geral) e a DreamWorks (estúdio de Spielberg, Katzenberg e Geffen, o do meio - o K de SKG, que sempre aparece no logo de Dreams Works - saído da Disney) que tenta se firmar como concorrente da toda poderosa.
Abril Despadaçado, de Walter Salles, não foi indicado na categoria de Filme Estrangeiro. Quem sabe ano que vem o cinema brasileiro chega lá?
E O Senhor dos Anéis foi o campeão de indicações, com 13 no total. Agora resta esperar que também saia vitorioso ne noite de 24 de março. Torcida não vai faltar!!
Mundo Cão (Ghost World) foi indicado para melhor roteiro adaptado. Indicação merecida, é um filme pequeno, indie, mas muito bom. Tive o grande prazer de assitir essa adaptação dos quadrinhos de Daniel Clowes no Festival do Rio de 2001. Tomara que entre em cartaz esse ano, corre o risco de ser um dos "cults" do ano!
Vamos aos indicados...
FILME
Uma Mente Brilhante
Gosford Park
Entre Quatro Paredes
O Senhor dos Anéis: A Sociedade doAnel
Moulin Rouge - Amor em Vermelho
DIRETOR
Ron Howard por Uma mente Brilhante
Ridley Scott por Falcão Negro em Perigo
Robert Altam por Gosford Park
Peter Jacksonpor O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
David Lynch por Mulholland Drive
ATRIZ
Halle Berry por Monster's Ball
Judi Dench por Iris
Nicole Kidman por Moulin Rouge
Sissy Spacek por Entre Quatro Paredes
Renée Zellweger por O Diário de Bridget Jones
ATOR
Russell Crowe por Uma Mente Brilhante
Sean Penn por I am Sam
Will Smith por Ali
Denzel Washington por Dia de Treinamento
Tom Wilkinson por Entre Quatro Paredes
ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Connelly por Uma Mente Brilhante
Helen Mirren por Gosford Park
Maggie Smith por Gosford Park
Marisa Tomei por Entre Quatro Paredes
Kate Winslet por Iris
ATOR COADJUVANTE
Jim Broadbent por Iris
Ethan Hawke por Dia de Treinamento
Ben Kingsley por Sexy Beast
Ian McKellen por O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Jon Voight por Ali
ROTEIRO ORIGINAL
Guillaume Laurant e Jean-Pierre Jeunet (diálogos de Guillaume Laurant) por O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Julian Fellowe por Gosford Park
Christopher Nolan (história de Jonathan Nolan) por Amnésia
Milo Addica e Will Rokos por Monster's Ball
Wes Anderson e Owen Wilson por Os Excêntricos Tenenbaums
ROTEIRO ADAPTADO
Akiva Goldsman por Uma Mente Brilhante
Daniel Clowes e Terry Zwigoff por Mundo Cão
Rob Festinge e Todd Field por Entre Quatro Paredes
Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson por O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Ted Elliott, Terry Rossio, Joe Stillman e Roger S.H. Schulman por Shrerk
FILME ESTRANGEIRO
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (França)
Elling (Noruega)
Lagaan (Índia)
Terra de Ninguém (Bósnia-Herzegovina)
El Hijo de la Novia (Argentina)
FILME DE ANIMAÇÃO
Jimmy Neutron: O Menino Gênio
Montros S.A.
Shrek
TRILHA SONORA
John Williams por A.I. - Inteligência Artificial
James Horner por Uma Mente Brilhante
John Williams por Harry Potter e A Pedra Filisofal
Howard Shore por O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Handy Newman por Monstros S.A.
CANÇÃO
Until (de Sting) do filme Kate & Leopold
May It Be (de Enya, Nicky Ryan e Roma Ryan) do filme O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
If I Didn't Have You (de Randy Newman) do filme Monstos S.A.
There You'll Be (de Diane Warren) do filme Pearl Harbor
Vanilla Sky (de Paul McCartney) do filme Vanilla Sky
A lista completa está disponível no site e-pipoca.
Façamos nossas apostas para dia 24 de março!!
Sempre assisto, e às vezes torço por algum filme em especial. Fico ansiosa e chateada, durante a cerimônia, com alguns resultados. Esse ano minhas energias estão dirigidas para Moulin Rouge e O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, sem preferências entre os dois. Foram dois dos melhores filmes do ano, na minha humilde opinião.
Segue a lista dos indicados nas principais categorias. Inclui a nova categoria, filme de animação, onde os dois favoritos (Monstros e Shrek) são filmes de animação digital, não a tradicional desenhada a mão, e que espelham a grande rivalidade neste setor entre a tradicional Disney (que no ramo da animação digital tem parceria com a Pixar, a grande responsável pelo sucesso de Toy Story e da computação na animação em geral) e a DreamWorks (estúdio de Spielberg, Katzenberg e Geffen, o do meio - o K de SKG, que sempre aparece no logo de Dreams Works - saído da Disney) que tenta se firmar como concorrente da toda poderosa.
Abril Despadaçado, de Walter Salles, não foi indicado na categoria de Filme Estrangeiro. Quem sabe ano que vem o cinema brasileiro chega lá?
E O Senhor dos Anéis foi o campeão de indicações, com 13 no total. Agora resta esperar que também saia vitorioso ne noite de 24 de março. Torcida não vai faltar!!
Mundo Cão (Ghost World) foi indicado para melhor roteiro adaptado. Indicação merecida, é um filme pequeno, indie, mas muito bom. Tive o grande prazer de assitir essa adaptação dos quadrinhos de Daniel Clowes no Festival do Rio de 2001. Tomara que entre em cartaz esse ano, corre o risco de ser um dos "cults" do ano!
Vamos aos indicados...
FILME
Uma Mente Brilhante
Gosford Park
Entre Quatro Paredes
O Senhor dos Anéis: A Sociedade doAnel
Moulin Rouge - Amor em Vermelho
DIRETOR
Ron Howard por Uma mente Brilhante
Ridley Scott por Falcão Negro em Perigo
Robert Altam por Gosford Park
Peter Jacksonpor O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
David Lynch por Mulholland Drive
ATRIZ
Halle Berry por Monster's Ball
Judi Dench por Iris
Nicole Kidman por Moulin Rouge
Sissy Spacek por Entre Quatro Paredes
Renée Zellweger por O Diário de Bridget Jones
ATOR
Russell Crowe por Uma Mente Brilhante
Sean Penn por I am Sam
Will Smith por Ali
Denzel Washington por Dia de Treinamento
Tom Wilkinson por Entre Quatro Paredes
ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Connelly por Uma Mente Brilhante
Helen Mirren por Gosford Park
Maggie Smith por Gosford Park
Marisa Tomei por Entre Quatro Paredes
Kate Winslet por Iris
ATOR COADJUVANTE
Jim Broadbent por Iris
Ethan Hawke por Dia de Treinamento
Ben Kingsley por Sexy Beast
Ian McKellen por O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Jon Voight por Ali
ROTEIRO ORIGINAL
Guillaume Laurant e Jean-Pierre Jeunet (diálogos de Guillaume Laurant) por O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
Julian Fellowe por Gosford Park
Christopher Nolan (história de Jonathan Nolan) por Amnésia
Milo Addica e Will Rokos por Monster's Ball
Wes Anderson e Owen Wilson por Os Excêntricos Tenenbaums
ROTEIRO ADAPTADO
Akiva Goldsman por Uma Mente Brilhante
Daniel Clowes e Terry Zwigoff por Mundo Cão
Rob Festinge e Todd Field por Entre Quatro Paredes
Fran Walsh, Philippa Boyens e Peter Jackson por O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Ted Elliott, Terry Rossio, Joe Stillman e Roger S.H. Schulman por Shrerk
FILME ESTRANGEIRO
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (França)
Elling (Noruega)
Lagaan (Índia)
Terra de Ninguém (Bósnia-Herzegovina)
El Hijo de la Novia (Argentina)
FILME DE ANIMAÇÃO
Jimmy Neutron: O Menino Gênio
Montros S.A.
Shrek
TRILHA SONORA
John Williams por A.I. - Inteligência Artificial
James Horner por Uma Mente Brilhante
John Williams por Harry Potter e A Pedra Filisofal
Howard Shore por O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Handy Newman por Monstros S.A.
CANÇÃO
Until (de Sting) do filme Kate & Leopold
May It Be (de Enya, Nicky Ryan e Roma Ryan) do filme O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
If I Didn't Have You (de Randy Newman) do filme Monstos S.A.
There You'll Be (de Diane Warren) do filme Pearl Harbor
Vanilla Sky (de Paul McCartney) do filme Vanilla Sky
A lista completa está disponível no site e-pipoca.
Façamos nossas apostas para dia 24 de março!!
domingo, fevereiro 10, 2002
Uma das músicas que fizeram história...
(essa não foi cantada no Rock in Rio, só na terceira edição, mas só existiu por causa do primeiro)
Only a Dream In Rio
James Taylor
more than a distant land
over a shining sea
more than the steaming green
more than the shining eyes
well they tell me it's only a dream in rio
nothing could be as sweet as it seems
on this very first day down
they remind me "son have you so soon forgotten
often as not it's rotten inside
and the mask soon slips away"
strange taste of a tropical fruit
romantic language of the portuguese
melody on a wooden flute
somba floating in the summer breeze
it's alright you can stay asleep
you can close your eyes
you can trust the people of paradise
to call your keeper
and tender your goodbyes
oh what a night wonderful one in a million
frozen fire brazillian stars
oh holy southern cross
later on take me way downtown in a tin can;
can't come down from the bandstand
i'm never thrown for such a loss when they say
quando a nossa mãe acordar
andaremos ao sol
quando a nossa mãe acordar
cantará pelo sertao
quando a nossa mãe acordar
todos os filhos saberão
todos os filhos saberão
e regozijarão
caught in the rays of the rising sun
on the run from the soldier's gun
shouting out loud from the angry crowd
the mild the wild and the hungry child
i'll tell you there's more than a dream in rio
i was there on the very day
and my heart came back alive
there was more
more than the singing voices
more than the upturned faces
and more than the shining eyes
but it's more than the shining eye
more than the steaming green
more than the hidden hills
more than the concrete christ
more than a distant land
over a shining sea
more than a hungry child
more like another time
born of a million years
more than a million years
(essa não foi cantada no Rock in Rio, só na terceira edição, mas só existiu por causa do primeiro)
Only a Dream In Rio
James Taylor
more than a distant land
over a shining sea
more than the steaming green
more than the shining eyes
well they tell me it's only a dream in rio
nothing could be as sweet as it seems
on this very first day down
they remind me "son have you so soon forgotten
often as not it's rotten inside
and the mask soon slips away"
strange taste of a tropical fruit
romantic language of the portuguese
melody on a wooden flute
somba floating in the summer breeze
it's alright you can stay asleep
you can close your eyes
you can trust the people of paradise
to call your keeper
and tender your goodbyes
oh what a night wonderful one in a million
frozen fire brazillian stars
oh holy southern cross
later on take me way downtown in a tin can;
can't come down from the bandstand
i'm never thrown for such a loss when they say
quando a nossa mãe acordar
andaremos ao sol
quando a nossa mãe acordar
cantará pelo sertao
quando a nossa mãe acordar
todos os filhos saberão
todos os filhos saberão
e regozijarão
caught in the rays of the rising sun
on the run from the soldier's gun
shouting out loud from the angry crowd
the mild the wild and the hungry child
i'll tell you there's more than a dream in rio
i was there on the very day
and my heart came back alive
there was more
more than the singing voices
more than the upturned faces
and more than the shining eyes
but it's more than the shining eye
more than the steaming green
more than the hidden hills
more than the concrete christ
more than a distant land
over a shining sea
more than a hungry child
more like another time
born of a million years
more than a million years
O Mago, da Torre do Mago (claro!), fez um comentário sobre o Rock In Rio, o primeirão, aquele que deu origem a todos os outros.
Então, em pleno domingo de carnaval, eu me senti inspirada (?) a escrever algo sobre a celebração do rock.
Que a vida começasse agora
Que o mundo fosse nosso outra vez
Que a gente não parasse mais de cantar
De sonhar
De viver
Eu tinha meros 5 anos quando ele aconteceu e o máximo que fiz foi ver alguma coisa pela tv (o show da Rita Lee eu vi mesmo, adorava ela, por sinal depois do álbum "Aqui, ali, em qualquer lugar" eu voltei adorá-la muito). Mas existem imagens do Rock In Rio que ficaram para sempre e são a prova do quanto aquele projeto foi, e ainda é, importante.
Quem nunca viu (e ouviu) Freddie Mercury cantando "Love of my life" com o coro de milhares de pessoas, afinadíssimas e sabendo a letra (mesmo sendo brasilerios!). A surpresa do cantor é visível, assim como ocorreu na terceira edição, com um simpátissíssimo Mike Stipe e seus companheiros de R.EM.
Quem não conhece a história de como o festival ajudou James Taylor a reerguer sua carreira, e mesmo sua vida? A música "Only a Dream in Rio" fala sobre isso poeticamente e as imagens do show mostram a emoção do trovador ao se deparar com a mutidão, num país no qual ele talvez nem soubesse que as pessoas conheciam (e apreciavam) sua música. No ano passado, um dos momentos mais emocionantes foi exatamente a apresentação de James Taylor. Mesmo não tendo estado lá da primeira vez eu conhecia a história, quase lenda, e foi maravilhoso poder ver o "homem da lenda" lá,num ótimo show, que mostrou como ele realmente deu a volta por cima.
Sem dúvida, o primeiro festival deixou histórias, lendas, músicas que vão ficar para sempre. Foi o nosso Woodstock, sem dúvida. Mas o que de melhor ele deixou foi a possibilidade de que outros shows semelhantes pudessem acontecer. Ele mostrou para o mundo que no país do carnaval também existe gente que adora rock'n roll. As bandas passaram a se lembrar de nós em suas turnes (isso pouco acontecia antes de janeiro de 1985). E o Rock In Rio 3 foi uma confirmação de tudo isso. Foi um momento mágico para quem estava lá, assim como o primeiro foi. Não teve a importância histórica do primeiro, claro que não. Mas teve importância na vida de cada pessoa que esteve lá, pulando e cantando rock'n roll, sem preocupações, olhando para o lindo céu de janeiro, para os morros verdes da Barra e realmente acreditando, naqueles momentos, num mundo melhor!
Foi sensacional!!!
Ah! E nesse meio tempo entre 1985 e 2001 teve o Rock In Rio 2, que foi legal, mas pareceu mais um Hollywood Rock com mais bandas. Há algo de místico na Barra (não, não é que adore a Barra, mas nesse caso é diferente), pelo menos em relação ao rock. A Cidade do Rock tem energia, de verdade!
Então, em pleno domingo de carnaval, eu me senti inspirada (?) a escrever algo sobre a celebração do rock.
Que a vida começasse agora
Que o mundo fosse nosso outra vez
Que a gente não parasse mais de cantar
De sonhar
De viver
Eu tinha meros 5 anos quando ele aconteceu e o máximo que fiz foi ver alguma coisa pela tv (o show da Rita Lee eu vi mesmo, adorava ela, por sinal depois do álbum "Aqui, ali, em qualquer lugar" eu voltei adorá-la muito). Mas existem imagens do Rock In Rio que ficaram para sempre e são a prova do quanto aquele projeto foi, e ainda é, importante.
Quem nunca viu (e ouviu) Freddie Mercury cantando "Love of my life" com o coro de milhares de pessoas, afinadíssimas e sabendo a letra (mesmo sendo brasilerios!). A surpresa do cantor é visível, assim como ocorreu na terceira edição, com um simpátissíssimo Mike Stipe e seus companheiros de R.EM.
Quem não conhece a história de como o festival ajudou James Taylor a reerguer sua carreira, e mesmo sua vida? A música "Only a Dream in Rio" fala sobre isso poeticamente e as imagens do show mostram a emoção do trovador ao se deparar com a mutidão, num país no qual ele talvez nem soubesse que as pessoas conheciam (e apreciavam) sua música. No ano passado, um dos momentos mais emocionantes foi exatamente a apresentação de James Taylor. Mesmo não tendo estado lá da primeira vez eu conhecia a história, quase lenda, e foi maravilhoso poder ver o "homem da lenda" lá,num ótimo show, que mostrou como ele realmente deu a volta por cima.
Sem dúvida, o primeiro festival deixou histórias, lendas, músicas que vão ficar para sempre. Foi o nosso Woodstock, sem dúvida. Mas o que de melhor ele deixou foi a possibilidade de que outros shows semelhantes pudessem acontecer. Ele mostrou para o mundo que no país do carnaval também existe gente que adora rock'n roll. As bandas passaram a se lembrar de nós em suas turnes (isso pouco acontecia antes de janeiro de 1985). E o Rock In Rio 3 foi uma confirmação de tudo isso. Foi um momento mágico para quem estava lá, assim como o primeiro foi. Não teve a importância histórica do primeiro, claro que não. Mas teve importância na vida de cada pessoa que esteve lá, pulando e cantando rock'n roll, sem preocupações, olhando para o lindo céu de janeiro, para os morros verdes da Barra e realmente acreditando, naqueles momentos, num mundo melhor!
Foi sensacional!!!
Ah! E nesse meio tempo entre 1985 e 2001 teve o Rock In Rio 2, que foi legal, mas pareceu mais um Hollywood Rock com mais bandas. Há algo de místico na Barra (não, não é que adore a Barra, mas nesse caso é diferente), pelo menos em relação ao rock. A Cidade do Rock tem energia, de verdade!
sábado, fevereiro 09, 2002
Todo Carnaval Tem Seu Fim
Marcelo Camelo
Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é dada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
> É o fim
- Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
- "Pra que mudar?"
- Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!
Então, uma música em homenagem ao Carnaval, a maior festa popular do Brasil, um exemplo de que a globalização pode dar certo se novos elementos forem adicionados sem que haja perda do valores básicos da população. Veja o desfile das Escolas de Samba do Rio, a técnica melhora a cada ano, tudo fica grandioso, mas o samba, a festa das pessoas que dão duro o ano inteiro pensando só naqueles 80 minutos na Sapucaí, estes continuam lá, mostrando quais são as raízes do povo brasileiro. O mesmo se repete no Nordeste, que a cada ano recebe mais turistas.
A música é do Los Hermanos, a banda que superou Ana Júlia com um disco muito legal, que ao ser ouvido faz você se perguntar: Mas de onde saiu a Ana Júlia? Se você não gostava daquela música, deixe seus preconceitos de lado e ouça Bloco do Eu Sozinho, você descobrirá que existe muito mais musicalidade naqueles rapazes do que você imagina!!
Um adendo: eu gosto de Ana Julia!
Marcelo Camelo
Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é dada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
> É o fim
- Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
- "Pra que mudar?"
- Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!
Então, uma música em homenagem ao Carnaval, a maior festa popular do Brasil, um exemplo de que a globalização pode dar certo se novos elementos forem adicionados sem que haja perda do valores básicos da população. Veja o desfile das Escolas de Samba do Rio, a técnica melhora a cada ano, tudo fica grandioso, mas o samba, a festa das pessoas que dão duro o ano inteiro pensando só naqueles 80 minutos na Sapucaí, estes continuam lá, mostrando quais são as raízes do povo brasileiro. O mesmo se repete no Nordeste, que a cada ano recebe mais turistas.
A música é do Los Hermanos, a banda que superou Ana Júlia com um disco muito legal, que ao ser ouvido faz você se perguntar: Mas de onde saiu a Ana Júlia? Se você não gostava daquela música, deixe seus preconceitos de lado e ouça Bloco do Eu Sozinho, você descobrirá que existe muito mais musicalidade naqueles rapazes do que você imagina!!
Um adendo: eu gosto de Ana Julia!
Humor algo melhor esta manhã, provavelmente a garoa (se São Paulo pode fazer desfile de Escola de Samba - muito sem graça, diga-se de passagem -, pode garoar no Rio, sim!) ajuda, o que é um sentimento mesquinho, já que esse tempo fechado estraga o carnaval de um montão de gente. Mas ao mesmo tempo, quando se está viajando nem mesmo a chuva estraga a diversão. De qualquer forma, é melhor que o tempo melhore e eu sei que vai melhorar!
Chega de usar o blog como diário! É bem coisa de menina, não?
Chega de usar o blog como diário! É bem coisa de menina, não?
sexta-feira, fevereiro 08, 2002
Mais um rápido desabafo chato...
Só não entendo como esse povo insulano diz naquela baboseira pseudo-assistencialista de O Bairro Que Eu Quero do RJ TV (que chegou a ser um bom telejornal local, na época de Renata Capucci e Marcio Gomes, aí a Renata saiu eu não sei porque e o jornal ficou desse jeito, assistencialista e criando polêmica só para aparecer...) que o melhor da Ilha é o transporte.
Um lugar onde dependemos de kombis (em geral percurssos internos) e vans (para o centro) se não quisermos ficar esperando indefinidamente por um ônibus, que provalvemente estará lotado caso você não more próximo ao ponto final dele. Um lugar onde o máximo que chegamos com apenas uma condução é ao Centro da cidade, Bonsucesso, Saens Peña, Madureira e Vilar do Teles ( de quando em nunca aparecem uns Vigário Geral e outros locais assim, mas são quase ônibus fantasmas, que devem passar uma vez ao dia). Para chegar a Zona Sul necessitamos, invariavelmente, de no mínimo duas conduções. E isso apesar da existência das Linhas Vermelha e Amarela, que tornam o trajeto para Zona Sul e Barra da Tijuca, repesctivamente, muito rápidos.
No Rock'n Rio 3 (maravilhoso, diga-se de passagem, foi o meu carnaval ano passado) foi provado como seria possível e rápido a existência de uma linha para a Barra pela linha Amarela (na verdade exsite uma saindo do Aeroporto, mas vai pela orla e de qualquer forma precisamos tomar um ônibus até o Aeroporto). Mesmo assim, continuamos ilhados, cercados de água por todos os lados. E apesar disso, nem o transporte marítmo, as barcas, funcionam decentemente. Há intervalos de quase uma hora nas saídas das barcas, de tal forma que se você se atrasa um minuto, acaba chegando mais de uma hora trasado ou tem de ir de ônibus.
Não reclamo dos problemas de engarrafamento na ponte, nosso único contato com a terra firme chamada Rio, esse eu sei que não têm solução e também só ocorrem em casos de acidentes. Mas esses outros problemas, esses têm solução, sim, só depende de alguém fazer acontecer.
E é possível! Os insulanos sabem que sim! Há muito (exagero) tempo atrás havia um engarrafamento crônico na principal via de acesso do bairro, a Estrada do Galeão. Alguns donos do poder resolveram dar um jeito, obras foram feitas, e depois de alguns transtornos temporários, atualmente não sabemos o que é engarrafamento na Estrada do Galeão, a não ser aqueles que são conseqüencia de problemas na ponte, Linha Vermelha ou Avenida Brasil.
Então, só falta fazerem as soluções acontecerem!
Eu comecei reclamando da vida e cabei falando sobre transportes... Viajei legal!! =) =) (mas pelo menos termino sorrindo!) =) =)
Só não entendo como esse povo insulano diz naquela baboseira pseudo-assistencialista de O Bairro Que Eu Quero do RJ TV (que chegou a ser um bom telejornal local, na época de Renata Capucci e Marcio Gomes, aí a Renata saiu eu não sei porque e o jornal ficou desse jeito, assistencialista e criando polêmica só para aparecer...) que o melhor da Ilha é o transporte.
Um lugar onde dependemos de kombis (em geral percurssos internos) e vans (para o centro) se não quisermos ficar esperando indefinidamente por um ônibus, que provalvemente estará lotado caso você não more próximo ao ponto final dele. Um lugar onde o máximo que chegamos com apenas uma condução é ao Centro da cidade, Bonsucesso, Saens Peña, Madureira e Vilar do Teles ( de quando em nunca aparecem uns Vigário Geral e outros locais assim, mas são quase ônibus fantasmas, que devem passar uma vez ao dia). Para chegar a Zona Sul necessitamos, invariavelmente, de no mínimo duas conduções. E isso apesar da existência das Linhas Vermelha e Amarela, que tornam o trajeto para Zona Sul e Barra da Tijuca, repesctivamente, muito rápidos.
No Rock'n Rio 3 (maravilhoso, diga-se de passagem, foi o meu carnaval ano passado) foi provado como seria possível e rápido a existência de uma linha para a Barra pela linha Amarela (na verdade exsite uma saindo do Aeroporto, mas vai pela orla e de qualquer forma precisamos tomar um ônibus até o Aeroporto). Mesmo assim, continuamos ilhados, cercados de água por todos os lados. E apesar disso, nem o transporte marítmo, as barcas, funcionam decentemente. Há intervalos de quase uma hora nas saídas das barcas, de tal forma que se você se atrasa um minuto, acaba chegando mais de uma hora trasado ou tem de ir de ônibus.
Não reclamo dos problemas de engarrafamento na ponte, nosso único contato com a terra firme chamada Rio, esse eu sei que não têm solução e também só ocorrem em casos de acidentes. Mas esses outros problemas, esses têm solução, sim, só depende de alguém fazer acontecer.
E é possível! Os insulanos sabem que sim! Há muito (exagero) tempo atrás havia um engarrafamento crônico na principal via de acesso do bairro, a Estrada do Galeão. Alguns donos do poder resolveram dar um jeito, obras foram feitas, e depois de alguns transtornos temporários, atualmente não sabemos o que é engarrafamento na Estrada do Galeão, a não ser aqueles que são conseqüencia de problemas na ponte, Linha Vermelha ou Avenida Brasil.
Então, só falta fazerem as soluções acontecerem!
Eu comecei reclamando da vida e cabei falando sobre transportes... Viajei legal!! =) =) (mas pelo menos termino sorrindo!) =) =)
Compre uns frios, refrigerante e se tranque em casa. Só saia para shows de rock.
post de 24/01/2002 do Nix's
E quem, apesar de morar no Rio de Janeiro (pelo menos de acordo com as atuais definições geopolíticas do que é a cidade do Rio), não pode comparecer aos shows de rock por impossibilidade de transporte????
Nada me irrita mais do que não poder fazer as coisas que gosto, comparecer aos lugares e programas que curto simplesmente porque esse raio de bairro que meus pais escolheram para residir, há cerca de 20 anos, além de ser afastado do resto da cidade (é uma ilha!!) ainda tem um péssimo serviço de transporte!!
Tá, admito que eu também já devia ter tomado vergonha na cara e ter juntado um dinheirinho para pagar uma autoescola. Assim teria alguma autonomia para sair com o pobre Uno da minha mãe e chamar quem eu bem entendesse, ao invés de depender da boa vontade dos amigos em me oferecer carona ou abrigo para a noite.
Mas de qualquer maneira morar na Ilha do Governador é meio difícil, a não ser que você consiga se satisfazer com a vidinha insulana (e tem muita gente assim, como meu digníssimo irmão) ou se contente em fazer os programas "da galera", para assim ter uma galera e poder se aproveitar da carona da tal galera.
Eu não me enquadro em nenhum dos dois esteriótipos e por isso passo minhas noites de sexta (e sábado e quinta e todas as outras) em casa, quando o que queria mesmo era estar no show do Casino no Ballroom... :-(
Eu adoro Carnaval! Todo mundo viajando, e eu aqui, enfurnada em casa... :-(
Fim do post de lamentações!
Ou não...
post de 24/01/2002 do Nix's
E quem, apesar de morar no Rio de Janeiro (pelo menos de acordo com as atuais definições geopolíticas do que é a cidade do Rio), não pode comparecer aos shows de rock por impossibilidade de transporte????
Nada me irrita mais do que não poder fazer as coisas que gosto, comparecer aos lugares e programas que curto simplesmente porque esse raio de bairro que meus pais escolheram para residir, há cerca de 20 anos, além de ser afastado do resto da cidade (é uma ilha!!) ainda tem um péssimo serviço de transporte!!
Tá, admito que eu também já devia ter tomado vergonha na cara e ter juntado um dinheirinho para pagar uma autoescola. Assim teria alguma autonomia para sair com o pobre Uno da minha mãe e chamar quem eu bem entendesse, ao invés de depender da boa vontade dos amigos em me oferecer carona ou abrigo para a noite.
Mas de qualquer maneira morar na Ilha do Governador é meio difícil, a não ser que você consiga se satisfazer com a vidinha insulana (e tem muita gente assim, como meu digníssimo irmão) ou se contente em fazer os programas "da galera", para assim ter uma galera e poder se aproveitar da carona da tal galera.
Eu não me enquadro em nenhum dos dois esteriótipos e por isso passo minhas noites de sexta (e sábado e quinta e todas as outras) em casa, quando o que queria mesmo era estar no show do Casino no Ballroom... :-(
Eu adoro Carnaval! Todo mundo viajando, e eu aqui, enfurnada em casa... :-(
Fim do post de lamentações!
Ou não...
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