quarta-feira, março 01, 2006
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
E críticas podem ser escritas apaixonadamente, creio eu. Quase Famosos mostra isso. A Contra Campo é um exemplo contínuo disso. Mesmo as críticas mais fundamentadas e técnicas sempre guardam um olhar de alguém que vê filmes por puro prazer, quiçá necessidade. Acho que escrever críticas deve ter a ver com essa paixão, com essa necessidade de mais um momento de contato com a obra, a necessidade de transbordar em palavras toda a emoção sentida nesse contato. Nas poucas vezes que escrevo algo sobre filmes, músicas, faço por pura necessidade. Creio que por paixão.
Crime Delicado me pareceu um belo filme sobre a crítica estéril e a arte transbordante de paixão e necessidade (no lindo monólogo do pintor).
domingo, janeiro 22, 2006
sexta-feira, janeiro 20, 2006
quinta-feira, janeiro 19, 2006
sábado, dezembro 31, 2005
terça-feira, dezembro 27, 2005
sábado, dezembro 24, 2005
sábado, dezembro 10, 2005
Ou não...
Quando criança achava essa música brega. Talvez ela continue sendo, mas hoje faz sentido.
"Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer..."
Roberto e Erasmo
Tenho para lhe falar também. É provável que você já saiba, mas a dúvida me corrói, gera ansiedade. E por isso, hoje, aqui, nesse espaço pseudo-público (quem lê??) declaro que sou apaixonada por você. Apesar de tudo. Da impossibilidade, da minha consciência disso, da minha racionalidade, e o que mais? Talvez apesar do céu ser azul, o sol amarelo e as estrelas cintilarem. Lhe tenho esse afeto e pronto. Iniciado antes do que possa supor. Fique zangado não, tá? A idéia nunca foi essa e continua não sendo. Simplesmente sou muito menos racional do que pareço, perco o controle com mais facilidade do que imagina. Já tem um tempo que venho descontruindo minha imagem de menina superperspicaz. Aceitar e pode dizer-lhe isso faz parte desse processo. De me tornar uma pessoa diferente, para mim e para os outros a minha volta.
Então é isso.
"Como a gente achou que ia ser..."
Damian Rice / versão de Ana Carolina e Seu Jorge
domingo, novembro 27, 2005
sábado, novembro 26, 2005
" Namorar é fazer pactos de amor com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível
de durar. "
M ela fizera pacto com uma ilusão. Um pouco mais real que todas as outras mas ainda assim algo que exitira apenas em sua mente. Não que seu objeto de afeto não existisse. Algumas sensações não são imaginárias, e após cada encontro ela sabia disso. Mas a ilusão que criou, meio que sem saber, pois sabia que não podia, essa fora só sua. Não podia lhe dizer o quanto representara para ela.
Mas porque não podia?
terça-feira, novembro 22, 2005
Shyamalan é genial. Talvez eu seja exagerada. Mas acho que não. Seus filmes nunca são sobre um tema só, sempre têm mais de uma camada. Revendo Sinais, mais uma vez, pensei nisso. Filme sobre medo? Filme sobre alienígenas? Filme sobre fé? Filme sobre relãções familiares? Sobre tudo isso e mais alguma coisa?
Acho que é sobre tudo isso. E consegue isso de forma magistral. Assusta, emociona, prende a atenção. E tudo isso contando uma história de persongens, gente como a gente, meio estranhos, com seus defeitos e dúvidas. Não há heróis nos filmes de Shyamalan. Mesmo no filme sobre heróis (Corpo Fechado/Unbreakable) ele subverte essa idéia da perfeição.
Para Shyamalan não somos perfeitos, mas ainda assim ele acredita na humanidade. Retrata-a de forma carinhosa, ainda que não negando as falhas individuias humanas (A Vila). Mas acreditando que há algo pelo qual vale à pena em cada um. Acredita na redenção, ainda que para isso haja sofrimento (todos os filmes, incluindo o primeiro sucesso Sexto Sentido, no qual a redenção vem após a morte, e no entendimento e aceitação da mesma).
Humanista esse Shyamalan. E um homem de fé. Na humanidade e suas necessidades, erros e belezas.
Cadê o próximo filme dele???? :-)
domingo, novembro 13, 2005
(Baden Powell e Vinicius de Moraes)
quinta-feira, outubro 20, 2005
Belo Horizonte é cidade de nome bonito. Nome que fala de esperanças, de horizontes.
Cidade de ladeiras, a lembrarem filme americano de perseguição de carros. Um centro de cidade com prédios cosmopolitas ao lado de outros de 40, 50 anos atrás. Muita gente nas ruas. Polícia Montada. Falavam de violência. Voltei intacta!
Cidade que nos recebeu com noites estreladas, agradabilíssimas. Música de metrópole para dançar até de manhã cedo. Acho até que esquecemos as estrelas...
Cidade de pontos turísticos que se perdem, frente a graça e simplicidade dos lugares comuns. Tão comuns que quase parecem com os de qualquer outra cidade dita grande. Mas que guardam uma certa mineirice, um convite a ser menos expansivo, ainda que não menos alegre. Talvez seja a quietude, um certo ar de respeito pelo alheio. Ou ensimesmamento. Mas cheio de afeto e cuidado.
Cidade que me permitiu conhecer melhor gentes boas, que estranhamente moram no mesmo Rio que eu, estudam onde estudei, mas ainda não conhecia tanto. Onde entendi, mais uma vez, que a vida é simples. Sei que ainda esquecerei mais algumas vezes. O tempo que se perde...
Enfim, cidade que convida ao cotidiano, ao fim dos sonhos em prol do real. Ou, talvez, seja melhor dizer que convida-nos a enxergar o horizonte, e não ficar apenas a sonhá-lo.
Cidade interessante, essa BH.
domingo, agosto 14, 2005
quinta-feira, agosto 04, 2005
Suas escolhas.
Seus atos.
Suas idéias?
Seus ideais?
It was just my imagination
Running away with me
Ouvia a música de sua adolescência e de repente era como se tivesse traído seus ideais. Não era o que realmente quisera ser. Era um fantasma dos seus sonhos. Uma cópia mal acabada. O que se tornara? Uma alienada em todos os aspectos de sua vida, que tentava ir além mas sempre acabava desistindo. Desistia dos ideais de forma tão fácil que hoje se perguntava o que sobrara. O que queria. Era como se tivesse se baseado em premissas falsas. Como se quisesse se enganar. Seria fácil se não soubesse. Mas vez por outra tinha o vislumbre de que tudo não passava de auto enganação, não era real.
Sua vida não era real.
E por mais que quisesse acreditar na fantasia, sabia que era mentira. E incomodava saber que vivia na mentira...
Mas também não tinha forças para romper com tudo. Tinha medo do que poderia vir. De ficar sem fantasia, sem nada.
Think of me when you close your eyes
But don´t look back when you break all ties