terça-feira, novembro 02, 2004
domingo, outubro 31, 2004
sábado, outubro 30, 2004
Da série: Coincidências Não Tão Esdrúxulas
Divagava ontem sobre a solidão que nos é inerente e a também inerente busca por não nos sentirmos sós, através do amor. Agora pela manhã abro um livro, para retormar a leitura perdida, e me deparo com esta passagem:
"Lembrou-se do célebre mito do Banquete de Platão: antigamente, os seres humanos eram hermafroditas, até que Deus os separou em duas metades, que a partir daí erram pelo mundo e se procuram. O amor é o desejo dessa metade perdida de nós mesmos."
Milan Kundera, in A Insustentável Leveza do Ser
Isso lembra também a (linda) música "The Origin of Love", do (ótimo) filme Hedwig and the angry inch/ Hedwid - Rock, Amor e Traição.
Divagava ontem sobre a solidão que nos é inerente e a também inerente busca por não nos sentirmos sós, através do amor. Agora pela manhã abro um livro, para retormar a leitura perdida, e me deparo com esta passagem:
"Lembrou-se do célebre mito do Banquete de Platão: antigamente, os seres humanos eram hermafroditas, até que Deus os separou em duas metades, que a partir daí erram pelo mundo e se procuram. O amor é o desejo dessa metade perdida de nós mesmos."
Milan Kundera, in A Insustentável Leveza do Ser
Isso lembra também a (linda) música "The Origin of Love", do (ótimo) filme Hedwig and the angry inch/ Hedwid - Rock, Amor e Traição.
sexta-feira, outubro 29, 2004
"If there's any kind of magic in this world, it must be in the attempt of understanding someone, sharing something. I know, it's almost impossible to succeed, but . . . who cares, really? The answer must be in the attempt."
-Celine in "Before Sunrise"/"Antes do Amanhecer".
Tenta-se, pelo simples fato de que é impossível não tentar. E porque cada vez que funciona, vale por todas as outras em que não deu certo! ;-)
-Celine in "Before Sunrise"/"Antes do Amanhecer".
Tenta-se, pelo simples fato de que é impossível não tentar. E porque cada vez que funciona, vale por todas as outras em que não deu certo! ;-)
Ainda sobre as dúvidas existênciais
"São sempre as mesmas perguntas que desde a infância passam pela cabeça de Tereza. Porque as perguntas realmente sérias são apenas aquelas que uma criança pode formular. Só as perguntas mais ingênuas são realmente sérias. São as interrogações para as quais não há resposta. Uma pergunta para a qual não há resposta é uma cancela além da qual não há mais caminhos. Em outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não há resposta que marcam os limites das possibilidades humanas e que traçam as fronteiras da nossa existência."
Milan Kundera, in A Insustentável Leveza do Ser
"São sempre as mesmas perguntas que desde a infância passam pela cabeça de Tereza. Porque as perguntas realmente sérias são apenas aquelas que uma criança pode formular. Só as perguntas mais ingênuas são realmente sérias. São as interrogações para as quais não há resposta. Uma pergunta para a qual não há resposta é uma cancela além da qual não há mais caminhos. Em outras palavras: são precisamente as perguntas para as quais não há resposta que marcam os limites das possibilidades humanas e que traçam as fronteiras da nossa existência."
Milan Kundera, in A Insustentável Leveza do Ser
Da Série: Coincidências Esdrúxulas da Vida
Você tem dúvidas existênciais e um belo dia resolve dar vazão a elas. Paga alguém para ouví-las! Um outro dia começa a suspeitar que algumas dessas dúvidas possam ser superficiais, por mais que você goste de dar-lhes atenção. Aí chega na locadora de vídeos da esquina e se depara com um texto profundo falando extamente das suas dúvidas. É a sinopse do dvd de uma série de tv que você imagina fútil. Você não leva o dvd. Pra que se já sabe a história?
Você tem dúvidas existênciais e um belo dia resolve dar vazão a elas. Paga alguém para ouví-las! Um outro dia começa a suspeitar que algumas dessas dúvidas possam ser superficiais, por mais que você goste de dar-lhes atenção. Aí chega na locadora de vídeos da esquina e se depara com um texto profundo falando extamente das suas dúvidas. É a sinopse do dvd de uma série de tv que você imagina fútil. Você não leva o dvd. Pra que se já sabe a história?
"Queria ser poeta. Queria saber expressar a beleza do mundo e das pessoas, da forma exata como as enxergava. Mas sempre tinha a sensação de que no processo de transformar seus sentimentos em palavras, algo se perdia. Por mais que estudasse gramática, lesse bons livros, melhorasse seu vocabulário, não conseguia. Talvez fosse mais questão de capacidade do que de conhecimento. Ficava entristecida por isso. Entretanto, com o tempo entendeu que seu olhar e sensibilidade não eram características assim tão gerais da espécie humana. Eram lhe algo particulares e também lhe permitiam aproximar-se dos outros, mitigar a sua solidão inerente da espécie. Descobriu que mesmo não tendo o dom das palavras para se comunicar com muitos, o simples fato de poder comunicar-se com os poucos ao seu redor já poderia fazer a diferença. Ainda era complicado, nem sempre se fazia entender, mas estava disposta a continuar tentando, por cada momento, ainda que fugidio, em que não se sentia sozinha. Já não queria ser poeta, só queria tentar ser feliz."
quinta-feira, outubro 28, 2004
As pessoas que conhecemos...
Touro
A magia da realização não é as coisas acontecerem na velocidade do pensamento, mas a de encontrar as pessoas que unirão esforços para tudo ser mais divertido entre o céu e a terra. O objetivo atual é você encontrar a sua tribo.
Do www.quiroga.net
Porque vivemos nas relações e as pessoas que conhecemos são o que de mais importante há na vida. É por e com elas que sentimos, aprendemos e vievmos.
Touro
A magia da realização não é as coisas acontecerem na velocidade do pensamento, mas a de encontrar as pessoas que unirão esforços para tudo ser mais divertido entre o céu e a terra. O objetivo atual é você encontrar a sua tribo.
Do www.quiroga.net
Porque vivemos nas relações e as pessoas que conhecemos são o que de mais importante há na vida. É por e com elas que sentimos, aprendemos e vievmos.
sábado, outubro 23, 2004
Sabem do Sabino?
Claro que sabem. Eu é que soube em Salvador, por telefone, graças ao meu irmão, que também adora seus escritos. E só agora escrevo, quase duas semanas de atraso.
Li isso na Revista Bala (www.revistabala.com.br) e achei perfeito, lindo lindo...
Em uma entrevista, falando sobre a verdade, disse que ela "fica além dos limites da realidade, lá onde só a imaginação alcança. Como o tabuleiro de damas, que não é preto com quadrados brancos, nem branco com quadrados pretos, mas de outra cor com quadrados pretos e brancos: sob a aparência que se oferece aos nossos olhos, oculta-se outra cor: a da ambivalência, da dubiedade, no comportamento da contraditória natureza humana. Principalmente nas relações conjugais".
Aconselho a leitura de toda a matéria sobre aquele que "nasceu homem e morreu menino"!!
Claro que sabem. Eu é que soube em Salvador, por telefone, graças ao meu irmão, que também adora seus escritos. E só agora escrevo, quase duas semanas de atraso.
Li isso na Revista Bala (www.revistabala.com.br) e achei perfeito, lindo lindo...
Em uma entrevista, falando sobre a verdade, disse que ela "fica além dos limites da realidade, lá onde só a imaginação alcança. Como o tabuleiro de damas, que não é preto com quadrados brancos, nem branco com quadrados pretos, mas de outra cor com quadrados pretos e brancos: sob a aparência que se oferece aos nossos olhos, oculta-se outra cor: a da ambivalência, da dubiedade, no comportamento da contraditória natureza humana. Principalmente nas relações conjugais".
Aconselho a leitura de toda a matéria sobre aquele que "nasceu homem e morreu menino"!!
Esboços de uma crônica sobre Salvador
"Eu queria
Que essa fantasia fosse eterna
Quem sabe um dia a paz vence a guerra
E viver será só festejar"
Digam o que quiserem, sabemos que festejamos bastante ao longo dessa semana de congresso. Festejamos por estarmos numa bela cidade, longe do dia-a-dia. Quase como se tívessemos sido convidados a uma semana na Ilha da Fantasia, aquela para a qual levavam grandes sonhos e saiam ?apenas? com a doce realidade (que quando doce, parece sonho), creio que pudemos todos viver pequenos sonhos e fantasias reais nesses dias. Vivemos pequenas aventuras em grupo, pois nos tornamos um grande grupo, acima de todas as afinidades eletivas, pois só quando saímos da rotina somos capazes de perceber características que vão além das afinidades. E ainda participamos, alguns pela primeira vez, do evento científico-mercadológico que deveria, a cada ano, nos apresentar o que de novo e relevante tem sido feito ou pensado pelos psiquiatras brasileiros. Apesar de muitas repetições, alguns temas eram relevantes, algumas discussões parecem se perpetuar pelo simples fato de que visões conflitantes continuam, felizmente, existindo e, para além das novidades das "balas mágicas", outras foram apresentadas, como uma clínica conveniada em SP que foi capaz de se desfazer de parte de seus leitos hospitalares para crias um Hospital Dia e se adequar à Reforma Psiquiátrica. Belo exemplo!
Ainda escrevo mais sobre esses dias....
"Eu queria
Que essa fantasia fosse eterna
Quem sabe um dia a paz vence a guerra
E viver será só festejar"
Digam o que quiserem, sabemos que festejamos bastante ao longo dessa semana de congresso. Festejamos por estarmos numa bela cidade, longe do dia-a-dia. Quase como se tívessemos sido convidados a uma semana na Ilha da Fantasia, aquela para a qual levavam grandes sonhos e saiam ?apenas? com a doce realidade (que quando doce, parece sonho), creio que pudemos todos viver pequenos sonhos e fantasias reais nesses dias. Vivemos pequenas aventuras em grupo, pois nos tornamos um grande grupo, acima de todas as afinidades eletivas, pois só quando saímos da rotina somos capazes de perceber características que vão além das afinidades. E ainda participamos, alguns pela primeira vez, do evento científico-mercadológico que deveria, a cada ano, nos apresentar o que de novo e relevante tem sido feito ou pensado pelos psiquiatras brasileiros. Apesar de muitas repetições, alguns temas eram relevantes, algumas discussões parecem se perpetuar pelo simples fato de que visões conflitantes continuam, felizmente, existindo e, para além das novidades das "balas mágicas", outras foram apresentadas, como uma clínica conveniada em SP que foi capaz de se desfazer de parte de seus leitos hospitalares para crias um Hospital Dia e se adequar à Reforma Psiquiátrica. Belo exemplo!
Ainda escrevo mais sobre esses dias....
sábado, setembro 25, 2004
Creio que a pergunta que fiz no texto passado (desnecessário dizer que foi inspirado pelo casamento de amigos. Ainda assim digo, mais para citar Clara e Gabriel e tornar pública uma homenagem às bodas de um belo casal.) foi ganhando pertinência após escrita. Para mim mesma. Dois filmes do Festival do Rio (desnecessário recomendar, não é?) fizeram com que me lembrasse dela. Hoje, "Pra que serve o amor só em pensamento", belo filme sobre adolescentes que descobrem as dores do amor. Ontem, "Antes do por do sol". Linda, linda, linda continuação do tão lindo quanto "Antes do amanhecer". Um filme sobre um reencontro. Mas não um reencontro que reprisa os acontecimentos de 9 anos antes, de dois adolescentes. É mais uma renovação. Uma segunda chance sem o peso de um possível erro da primeira. Não são os erros da vida que importam para Celine e Jesse. São os acertos. É a felicidade simples de estarem juntos, mais uma vez. De terem, sim, um grande amor. Não se reencontraram 6 meses depois, não se casaram ou foram felizes para sempre. Tudo isso é ruim, sem dúvida. Mas no pouco mais de uma hora que têm juntos em Paris o amor supera todas essas tristezas e nem pensam nelas. Nem na separação por vir. Pensam, ou melhor, vivem eles mesmos. São livres naquele período. São a prova da liberdade do amor. E mais um exemplo de que não se ama, depois de adulto, da mesma forma que aos 17 anos (ou na adolescência, ja que eles tinam mais idade quando do primeiro filme). Eles amam agora pelo amor que encontraram um no outro (e em si mesmos) na adolescência.
Talvez 17 anos seja a idade de se encontrar o grande amor...
Mas, amor é para ser encontrado ou vivido?
Não sei. Mas sei que viver não se resume aos 17 anos.
Talvez 17 anos seja a idade de se encontrar o grande amor...
Mas, amor é para ser encontrado ou vivido?
Não sei. Mas sei que viver não se resume aos 17 anos.
domingo, setembro 19, 2004
Casamentos, chegamos a idade dos casamentos. E de lembrar que quando nos conhecemos ainda estavamos na idade dos namoros, das primeiras vezes, das grandes paixões adolescentes (ama-se, depois de adulto, com a mesma intensidade de quando se tem 17 anos?). Alguns de nós estão um pouco mais adiantados, na idade dos pequenos, aqueles seres humanos que nos mostram que a vida nada tem a ver com nós mesmos, vivemos mesmo é pelo outro e para o outro. E alguns ainda atrasados, na idade da procura, talvez por tentar entender demais o que parece não ter explicação alguma. Mas, o importante, o porque de ser desse texto, é que, seja qual for a idade em que cada um de nós se encontra estamos juntos. Por alguma dessas razões que não tem porque de ser (simplesmente é), nos encontramos todos, um dia, por um interesse comum e permanecemos juntos, ainda que não como antes já que temos também outros interesses. Se o primeiro encontro (será que lembramos ainda?) foi casual, a permanência de nossos encontros, caros amigos, essa é proposital, é escolha nossa. Sejam quais fores nossas outras escolhas, se a amizade for sempre uma delas, permaneceremos juntos (ainda que não próximos em distância), até chegarmos aquela, inevitável, idade das despedidas.
quinta-feira, setembro 16, 2004
Qual a utilidade de um blog? Ser um diário on line, uma forma de tornar públicos, ainda que nem tanto, aqueles seredos que sempre se quiz contar? Ou será uma forma de se exercitar a escrita, ainda que pobre e pouco inspirada? Tento fazer a segunda opção mas geralmente só consigo ficar na primeira. Ainda assim, vou tentando. Ninguém é obrigado a ler, nem estou gastando espaço ou dinheiro dos outros. Deve ser a liberdade virtual.
Mas muita gente tem feito muito bom uso desse tal espaço virtual. Tão bom uso que até já conseguiu espaço real. Parte povo jovem e talentoso escreveu algum dos contos do livro Prosas Cariocas, lançado ontem na Travessa. Momento diário: eu estive lá!! E tenho dedicatória, dentre outros, da Cecília Gianneti, do www.escreveescreve.blogger.com.br (html, html, ainda estou reaprendendo), de quem admiro os escritos e a voz do Casino. Legal, muito legal poder ter contato com quem se admira.
Termina o Linha Direta. Eles voltam na próxima quinta-feira. E eu me lembro que devo ir "pra caminha" já que tenho de estar de pé às seis da manhã...
Mas muita gente tem feito muito bom uso desse tal espaço virtual. Tão bom uso que até já conseguiu espaço real. Parte povo jovem e talentoso escreveu algum dos contos do livro Prosas Cariocas, lançado ontem na Travessa. Momento diário: eu estive lá!! E tenho dedicatória, dentre outros, da Cecília Gianneti, do www.escreveescreve.blogger.com.br (html, html, ainda estou reaprendendo), de quem admiro os escritos e a voz do Casino. Legal, muito legal poder ter contato com quem se admira.
Termina o Linha Direta. Eles voltam na próxima quinta-feira. E eu me lembro que devo ir "pra caminha" já que tenho de estar de pé às seis da manhã...
terça-feira, setembro 07, 2004
Os atros não mentem.
E por vezes (ou pelo menos no www.quiroga.net) parecem ser psicanalíticos, só que falam de alma, no lugar de eu/ego...
Touro 07/09/2004
Seja a favor e não em contra, pois ser do contra, apesar de adotar a aparência de independência, faz com que sua alma fique atrelada aos obstáculos e limitações, alimentando-se continuamente desses para sentir-se livre.
E por vezes (ou pelo menos no www.quiroga.net) parecem ser psicanalíticos, só que falam de alma, no lugar de eu/ego...
Touro 07/09/2004
Seja a favor e não em contra, pois ser do contra, apesar de adotar a aparência de independência, faz com que sua alma fique atrelada aos obstáculos e limitações, alimentando-se continuamente desses para sentir-se livre.
quinta-feira, setembro 02, 2004
CONTATO ?!??
Deve haver algum equivalente a uma Ellen Arroway lá em Porto Rico...
E ainda dizem que cinema é ficção. A vida sim, é ficção. E científica!!!
Ainda que isso não seja nada demais, nenhuma mensagem a simples idéia de que realmente pode acontecer é fascinante...
02/09/2004 - 10h13
Sinal de rádio do espaço pode vir de alienígenas--revista
LONDRES (Reuters) - Um inexplicado sinal de rádio do espaço poderia ser um contato de uma civilização alienígena, disse a revista New Scientist na quinta-feira.
O sinal, que veio de um ponto entre as constelações de Peixes e Áries, foi detectado três vezes por um radiotelescópio em Porto Rico.
A New Scientist disse que o sinal poderia ter sido gerado por um fenômeno astronômico previamente desconhecido ou até mesmo ser uma interferência do próprio telescópio.
Mas a misteriosa irradiação entusiasmou astrônomos em todo o mundo.
"Se eles puderam vê-lo quatro, cinco ou seis vezes, realmente começa a ficar empolgante", disse Jocelyn Bell Burnell da Universidade de Bath, no oeste da Inglaterra, à revista.
O sinal foi transmitido na principal frequência em que o elemento mais comum do universo, o hidrogênio, absorve e emite energia, e na qual os astrônomos dizem ser o meio mais provável de alienígenas poderem avisar sobre sua presença.
(Por Alistair MacDonald)
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2004/09/02/ult729u39571.jhtm
Agradecimento: Abel Cordeiro (www.abelcolecao.blog.uol.com.br)
Deve haver algum equivalente a uma Ellen Arroway lá em Porto Rico...
E ainda dizem que cinema é ficção. A vida sim, é ficção. E científica!!!
Ainda que isso não seja nada demais, nenhuma mensagem a simples idéia de que realmente pode acontecer é fascinante...
02/09/2004 - 10h13
Sinal de rádio do espaço pode vir de alienígenas--revista
LONDRES (Reuters) - Um inexplicado sinal de rádio do espaço poderia ser um contato de uma civilização alienígena, disse a revista New Scientist na quinta-feira.
O sinal, que veio de um ponto entre as constelações de Peixes e Áries, foi detectado três vezes por um radiotelescópio em Porto Rico.
A New Scientist disse que o sinal poderia ter sido gerado por um fenômeno astronômico previamente desconhecido ou até mesmo ser uma interferência do próprio telescópio.
Mas a misteriosa irradiação entusiasmou astrônomos em todo o mundo.
"Se eles puderam vê-lo quatro, cinco ou seis vezes, realmente começa a ficar empolgante", disse Jocelyn Bell Burnell da Universidade de Bath, no oeste da Inglaterra, à revista.
O sinal foi transmitido na principal frequência em que o elemento mais comum do universo, o hidrogênio, absorve e emite energia, e na qual os astrônomos dizem ser o meio mais provável de alienígenas poderem avisar sobre sua presença.
(Por Alistair MacDonald)
Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/reuters/2004/09/02/ult729u39571.jhtm
Agradecimento: Abel Cordeiro (www.abelcolecao.blog.uol.com.br)
sábado, agosto 28, 2004
Repetir, Recordar e Elaborar
Título (perfeito) de um texto de Freud. A questão toda é que, ainda que se possa detectar a tal repetição na vida (como ,por exemplo, a "saga" feminina de apaixonar-se sempre por um mesmo tipo de homem ou ainda por uma mesma categoria de homem, ainda que sabendo que as chances de dar certo são poucas.Não tem nada a ver com ter "um tipo de homem", não é preferência, é reptição, você pode nem querer aquele cara.) e ainda que se chegue ao ponto de recordar o que poderia ser o fato "causador"(experesso-me mal, a relação não é causa-efeito, é mais uma relação de efeitos casuais interligados) da tal repetição, pouco muda enquanto não se consegue a tal elaboração. E o que muda é que no meio tempo tem-se consciência da tal repetição, mas ela continua ocorrendo. E aí, fica-se com raiva pela burrice. Ter consciência é uma coisa complicada...
Título (perfeito) de um texto de Freud. A questão toda é que, ainda que se possa detectar a tal repetição na vida (como ,por exemplo, a "saga" feminina de apaixonar-se sempre por um mesmo tipo de homem ou ainda por uma mesma categoria de homem, ainda que sabendo que as chances de dar certo são poucas.Não tem nada a ver com ter "um tipo de homem", não é preferência, é reptição, você pode nem querer aquele cara.) e ainda que se chegue ao ponto de recordar o que poderia ser o fato "causador"(experesso-me mal, a relação não é causa-efeito, é mais uma relação de efeitos casuais interligados) da tal repetição, pouco muda enquanto não se consegue a tal elaboração. E o que muda é que no meio tempo tem-se consciência da tal repetição, mas ela continua ocorrendo. E aí, fica-se com raiva pela burrice. Ter consciência é uma coisa complicada...
quarta-feira, agosto 25, 2004
domingo, agosto 22, 2004
Template novo, pois o outro tinha muitos links que não mais funcinavam e que eu não sei consertar já que desaprendi o pouco que sabia de html e java (disso eu sabia praticamente nada). Por hora fica esse simples, clean, no qual pelo menos volta a parecer o nome do blog: M.D.
Para os próximos dias devo tentar recolocar uma lista de sites e blogs recomendados.
Para os próximos dias devo tentar recolocar uma lista de sites e blogs recomendados.
Pequeno texto inspirado em Fuso Horário do Amor (Décalage Horaire) - comédia romântica francesa, ainda que ligeiramente americanizada (o cinema exemplificando a globalização).
Nunca tinha esperado encontrar alguém como ele. Ou melhor, nunca tinha imaginado que alguém como ele fosse encontrá-la. Muito menos desejá-la, como ele dizia fazer. Estava acostumada com os homens sérios, chatos, que se interessavam por ela de forma racional. Que queriam casar, ter uma vida dita normal.
Estava acostumada com os homens comuns. E por isso acreditava ser também comum.
Quando tudo que queria era ser diferente. Queria fugir da vida programada, da vida ditada pelo senso comum.
Queria ser algo que por muito tempo duvidou que pudesse ser. Ainda que, por alguma estranha razão, não conseguisse simplesmente aceitar aquela vida de trabalho regrado, diversão programada e amor racionalizado. A vida que todos ao seu redor aceitavam tão bem.
Admirava a vida dos amigos que tiveram a coragem de buscar o incerto. Menos pelas baladas, pelas drogas ou pelos amores intensos, inda que rápidos. Ou talvez até por tudo isso e algo mais: a liberdade! Invejava a liberdade de decidir sobre sua vida sem ter de pensar 1000 vezes antes de tomar uma decisão. Invejava não pensar, siplesmente sentir.
Era o queria, mas que já tinha decidido que não poderia fazer. Mais ou menos, já que ainda sonhava, secretamente. Cobrava-se tanto (algo que nem sabia o que) que seus sonhos eram secretos para si mesma.
Enquanto mantinha esses sonhos secretos de liberdade, foi mudando, ainda que não percebesse.
Pois se ainda se cobrasse a normalidade (ainda que dissesse que eram os outros que cobravam) nunca teria aceitado que ele pudesse amá-la. Não da forma regrada como os outros fizeram. Amava-a em liberdade. Sem cobranças, a não ser aquelas do próprio desejo. E ela descobria que era também capaz de ser livre. Ainda que entendesse que a tal liberdade não se devia a ele, era dela mesma, sabia que fora graças a ele que pudera colocar em prática tal conceito. E se por nada mais (e havia muito mais) amava-o simplesmete por isso. Pela priemira vez amava não pelo tempo que fosse necessário, mas pelo tempo que fosse possível.
Nunca tinha esperado encontrar alguém como ele. Ou melhor, nunca tinha imaginado que alguém como ele fosse encontrá-la. Muito menos desejá-la, como ele dizia fazer. Estava acostumada com os homens sérios, chatos, que se interessavam por ela de forma racional. Que queriam casar, ter uma vida dita normal.
Estava acostumada com os homens comuns. E por isso acreditava ser também comum.
Quando tudo que queria era ser diferente. Queria fugir da vida programada, da vida ditada pelo senso comum.
Queria ser algo que por muito tempo duvidou que pudesse ser. Ainda que, por alguma estranha razão, não conseguisse simplesmente aceitar aquela vida de trabalho regrado, diversão programada e amor racionalizado. A vida que todos ao seu redor aceitavam tão bem.
Admirava a vida dos amigos que tiveram a coragem de buscar o incerto. Menos pelas baladas, pelas drogas ou pelos amores intensos, inda que rápidos. Ou talvez até por tudo isso e algo mais: a liberdade! Invejava a liberdade de decidir sobre sua vida sem ter de pensar 1000 vezes antes de tomar uma decisão. Invejava não pensar, siplesmente sentir.
Era o queria, mas que já tinha decidido que não poderia fazer. Mais ou menos, já que ainda sonhava, secretamente. Cobrava-se tanto (algo que nem sabia o que) que seus sonhos eram secretos para si mesma.
Enquanto mantinha esses sonhos secretos de liberdade, foi mudando, ainda que não percebesse.
Pois se ainda se cobrasse a normalidade (ainda que dissesse que eram os outros que cobravam) nunca teria aceitado que ele pudesse amá-la. Não da forma regrada como os outros fizeram. Amava-a em liberdade. Sem cobranças, a não ser aquelas do próprio desejo. E ela descobria que era também capaz de ser livre. Ainda que entendesse que a tal liberdade não se devia a ele, era dela mesma, sabia que fora graças a ele que pudera colocar em prática tal conceito. E se por nada mais (e havia muito mais) amava-o simplesmete por isso. Pela priemira vez amava não pelo tempo que fosse necessário, mas pelo tempo que fosse possível.
sábado, agosto 21, 2004
Igual a Tudo na Vida ou Anything Else (Qualquer Outra Coisa??)
Filme do Woody Allen é aquela coisa: por pior que seja, no mínimo é bom. Pra quem gosta do homem, é calro. Para quem não gosta geralmente vale a mesma frase, só que lida no seu oposto: por melhor que seja, no máximo é ruim.
Um cineasta capaz de fomentar tais paixões já tem crédito pelo simples fato de que isso significa que ele tem personalidade e estilo, os quais impõe a seus filmes. É, sem dúvida, o caso de Allen.
E, para quem interessar possa, eu me incluo no primeiro grupo, os que gostam dos filmes dele!
E gostei muito deste último filme, que está em cartaz atualmente, "Igual a Tudo na Vida".
Poderia falar do que todas as críticas já falaram, de como ele parece fazer sua despedida do estúdio DreamWorks (sim, o filme tem um certo tom melancólico); de como Woody Allen tira ótimas interpretações de todos, em especial de Jason Biggs com seu alter ego jovem; da sempre ótima Cristina Ricci; de como Nova Iorque sempre parece linda e romântica; de como a trilha sonora sempre encanta, ainda que com o jazz de sempre; da visão caricatural da psicanálise; dede como o filme é igual a tudo na vida ou igual a qualquer outra coisa.
Mas tem uma outra coisa que me fascinou no filme e me parece um diferencial, quem sabe até um marcador de uma nosa fase na filmografia de Woody Allen. Dessa vez ele tenta mostrar uma outra geração. A desse pessoal de 20 e poucos a 30 anos, como eu. Foi uma surpresa me sentir de certa forma retratada num filme de Wood Allen. E foi bom ver que esse retrato é apurado e acurado. Não é um "Annie Hall" transposto para os anos 2000, ou até é, mas ele trata dos problemas dessa geração de agora e não daquela geração de 60/70. E essa capacidade de renovar sua temática (que nos últimos filmes vinha sendo apenas comédias leves, releituras de estilos, quase que como uma parada e uma volta a tempos antigos) torna o filme encantador. E cria esperanças para os próximos, pois parece que os temas das dúvidas e dificuldades desse povo de 20/30 foram apenas pincelados. Como num processo investigativo, foi como se Woody Allen começasse a estudar o terrreno, ou os espécimes. Conseguiu detectar algumas coisas interessantes do comportamento deles (sim, o filme é leve e não se parofunda muito nos dilemas que apresenta). E, eu fico esperando, vai começar análisá-los a valer. Pelo menos é o que espero!! (Quem sabe vem por aí um novo Manhatan???)
Ah! O título em inglês é melhor que o brasileiro. E faz mais sentido nas duas vezes em que a frase é proferida no filme. No final das contas, esse tais grandes conflitos dos quais falei nesse pequeno texto têm tanta importância quanto qualquer outra coisa. A ironia é que mesmo sabendo disso continuamos a dar importância. E continuamos tentando entender. Ainda que no meio tempo, continuemos vivendo... ;)
Filme do Woody Allen é aquela coisa: por pior que seja, no mínimo é bom. Pra quem gosta do homem, é calro. Para quem não gosta geralmente vale a mesma frase, só que lida no seu oposto: por melhor que seja, no máximo é ruim.
Um cineasta capaz de fomentar tais paixões já tem crédito pelo simples fato de que isso significa que ele tem personalidade e estilo, os quais impõe a seus filmes. É, sem dúvida, o caso de Allen.
E, para quem interessar possa, eu me incluo no primeiro grupo, os que gostam dos filmes dele!
E gostei muito deste último filme, que está em cartaz atualmente, "Igual a Tudo na Vida".
Poderia falar do que todas as críticas já falaram, de como ele parece fazer sua despedida do estúdio DreamWorks (sim, o filme tem um certo tom melancólico); de como Woody Allen tira ótimas interpretações de todos, em especial de Jason Biggs com seu alter ego jovem; da sempre ótima Cristina Ricci; de como Nova Iorque sempre parece linda e romântica; de como a trilha sonora sempre encanta, ainda que com o jazz de sempre; da visão caricatural da psicanálise; dede como o filme é igual a tudo na vida ou igual a qualquer outra coisa.
Mas tem uma outra coisa que me fascinou no filme e me parece um diferencial, quem sabe até um marcador de uma nosa fase na filmografia de Woody Allen. Dessa vez ele tenta mostrar uma outra geração. A desse pessoal de 20 e poucos a 30 anos, como eu. Foi uma surpresa me sentir de certa forma retratada num filme de Wood Allen. E foi bom ver que esse retrato é apurado e acurado. Não é um "Annie Hall" transposto para os anos 2000, ou até é, mas ele trata dos problemas dessa geração de agora e não daquela geração de 60/70. E essa capacidade de renovar sua temática (que nos últimos filmes vinha sendo apenas comédias leves, releituras de estilos, quase que como uma parada e uma volta a tempos antigos) torna o filme encantador. E cria esperanças para os próximos, pois parece que os temas das dúvidas e dificuldades desse povo de 20/30 foram apenas pincelados. Como num processo investigativo, foi como se Woody Allen começasse a estudar o terrreno, ou os espécimes. Conseguiu detectar algumas coisas interessantes do comportamento deles (sim, o filme é leve e não se parofunda muito nos dilemas que apresenta). E, eu fico esperando, vai começar análisá-los a valer. Pelo menos é o que espero!! (Quem sabe vem por aí um novo Manhatan???)
Ah! O título em inglês é melhor que o brasileiro. E faz mais sentido nas duas vezes em que a frase é proferida no filme. No final das contas, esse tais grandes conflitos dos quais falei nesse pequeno texto têm tanta importância quanto qualquer outra coisa. A ironia é que mesmo sabendo disso continuamos a dar importância. E continuamos tentando entender. Ainda que no meio tempo, continuemos vivendo... ;)
Assinar:
Postagens (Atom)