sábado, fevereiro 12, 2005

"You're an interesting species, an interesting mix. You're capable of such beautiful dreams...and such horrible nightmares.You feel so lost, so cut off, so alone. Only you're not. See, in all our searching, the only thing we've found that makes the emptiness bearable is each other."
Trecho de diálogo do belo filme Contato.


Porque a solidão persegue os seres, quer seja aqui, em Pensacola ou Vega. E nós vivemos a nos encontrar, na tentativa de mitigá-la... :)

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Mais uma sobre a simplicidade das coisas


Céu azul
Nuvens brancas
Sol amarelo
Folhas verdes

Cores
Comprimentos de ondas
Que aos nossos olhos
(e a todo o resto de nosso ser)
São simples e belas cores

Mas o céu por vezes é laranja, rosa, vanilla
As nuves cinzas, quase negras
O sol avermelhado
As folhas, amareladas

Nada é tão simples que não possamos complicar

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

As coisas devem ser realmente simples, mas no momento eu não estou entendendo nada...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

"O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina"
Pierrot, Los Hermanos


E os foliões se divertem!!

E a Unidos da Tijuca trouxe, mais uma vez, um enredo interessante, bem elaborado e, creio eu, capaz de aguçar a curiosidade dos foliões: A Imaginação. Com soluções de fantasias simples, diretas e bonitas a escola falou de Don Quixote, Drácula e até Atlântida. Sem didatismos creio que o carnavalesco Paulo Barros foi capaz de plantar a "sementinha do saber" (lembrando Elcio, antigo professor de matemática) ano passado, com belíssimo desfile sobre a Ciência,e esse ano, as sementes da critividade e da curiosidade em muitas pessoas.

Parabéns à Unidos da Tijuca! E que seus temas continuem assim!

"E desejo desvendar
misteriosas civilizações,
cidades perdidas encontrar,
tesouros que atraiam gerações

...

Entrei por um lado,
sai pelo outro a cantar,
e quem quiser
invente outro lugar,
o meu paraíso,
local mais perfeito não há,
faço do Borel a Shangri-lá!"

domingo, fevereiro 06, 2005

A volta do Frisbee

Relendo este blog percebi que faltou algo no post sobre a teoria do frisbee (de autoria do Edson). Disse que não concordava mas não disse o porquê. Na verdade é por uma causa simples, mas creio eu nobre. Falta afeto na teoria. Quando o teórico diz que simplesmente troca-se de frisbee, parece estar me dizendo que ele resolveu jogar uma camisa velha fora. Não se joga pessoas fora ou para o alto, a não ser por raríssimas exceções de decepções profundas. O desejo, em se falando de relacionamentos amorosos, pode acabar, não ser possível, mas aquilo que une seres humanos (o tal "sintoma") permanece. É por isso que acredito que amizades, tal qual famílias, duram para sempre. E os amores, contanto que mútuos.

sábado, fevereiro 05, 2005

Quarta-feira, 26 de janeiro de 2005 - 15h43
Soldados-robôs lutarão no Iraque

Chamados de Swords, eles carregam câmeras com lentes de visão noturna e metralhadores M240 que podem disparar até mil tiros por minuto. A primeira leva chegará ao Iraque no início de março.


São Paulo - O exército dos Estados Unidos começa a enviar, no início de março, 18 soldados-robôs para lutar no Iraque. Chamados de Swords, sigla em inglês para Sistemas Especiais de Observação, Reconhecimento e Localização de Armas, eles são operados por controle remoto, carregam câmeras com lentes de visão noturna e metralhadores M240 que podem disparar até mil tiros por minuto.

De acordo com o site The World News, cada máquina custou ao governo norte-americano cerca de 200 mil dólares. Para os especialistas, os Swords valem até mais: além de poupar a vida dos soldados reais, eles não precisam de treinamento nem de motivação para matar o inimigo.

João Magalhães

In Estadão


Será que mais alguém, ao ler essa notícia, teve a certeza de que James Cameron não apenas dirige filmes, ele prevê o futuro!! E o pior é que no mundo real o Exterminador que virava aliado virou governador da California...


"Não falo como você fala
Mas vejo bem o que você me diz

Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo
Prefiro acreditar no mundo do meu jeito

E você estava esperando voar
Mas como chegar até as nuvens com os pés no chão"
Legião

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

"We are such stuff
as dreams are made of,
and our little life
is rounded with a sleep."
The Tempest, Shakespeare


E o homem de Stratfford Upon Avon sabia muito antes de Freud que somos feitos da mesma matéria dos sonhos. E se assim é como lhe parece, será que todos os sonhos se realizam???

"I can dream about you"

do filme Ruas de Fogo, cuja maior qualidade é exatamente essa música.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

A teoria do frisbee


Num relacionamento existem dois papéis possíveis: o de jogador de frisbee e de frisbee propriamente dito. Ao final de um relacionamento o jogador arremessa o prato, que vaga pelos ares à espera de ser pego por outro jogador que irá utilizá-lo como prato e depois arremessá-lo.


Essa é a teoria de um amigo (só podia ser de um homem) para explicar relacionamentos, creio que principalmente os breves. Acho que Closer inspirou-o muito, faz sentido até porquê ele me disse que viu afeto bastante no filme...

Ainda assim, se você gostou da teoria (eu não...) e ainda não definiu seu papel, escolha um e aproveite o carnaval para sair em busca de um prato ou de um jogador...
O fim da Residência

e as músicas do fim...

"É o fim, é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu bricar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz"
Los Hermanos

E ainda deles, a já citada (e por mim entoada ao longo do meu último plantão):

"Veja você, onde é que o barco foi desaguar..."

Mas essa é hours concurs:

"And in the end
the love you take
is equal to
the love you make"
Beatles

domingo, janeiro 30, 2005

Música para Ler

(Se soubesse trabalhar com midis até tentava colocar música para ouvir. Mas essa é bonita mesmo lida, ainda que seja linda, linda, se ouvida.)

Conversa de Botas Batidas
Marcelo Camelo / Los Hermanos


Veja você
Onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria o amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor

Que esse só o começo
Do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho
Prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você
Onde que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Prum amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu

Abre a cortina pra mim
Que eu não escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Prum amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz quem é maior
Que o amor
Me abraça forte agora
Que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer
Que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
Vai cair


Comentários: É minha música favorita do Los Hermanos e uma das mais bonitas que já ouvi. Não é um rock propriamente dito, ou pelo menos não é feita "só" de guitarras e bateria. Tem um arranjo muito inteligente e sensível, variações belas, metais que são tão importantes quanto as guitarras e termina com um coro da banda!! E, ainda tem uma lenda. Dizem que é a "história" de um casal de amantes idosos que morreram no desabamento daquele prédio da rua do Rosário, há alguns anos. Música bonita e melancólica, mas feliz, já que a gente termina de cantar com um sorriso no rosto. :)

domingo, janeiro 23, 2005

O ano de 2004 começou com um filme sobre relacionamentos romântico, ainda que melâncólico e platônico, o (merecidamente) cultuado "Encontros e Desencontros". E depois dele vimos ainda "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" e "Antes do Por do Sol", formando assim o que chamo de tríade dos romances românticos de 2004, que foi um ano cinematograficamente romântico. Mesmo que não romanticamente idealizados, eram filmes que tratavam dos relacionamentos de forma honesta mas cheia de sentimento, também honesto e real (por isso mesmo não são filmes eminentemente felizes, pelo contrário, são quase tristes mas ainda assim nos permitem pensar que vale à pena).
Já este 2005 começa com "Closer", um filme sobre relacionamentos que tem uma visão crua, quase cruel, fria, praticamente desprovida de sentimentos. Há pouquíssimos momentos de afeto no filme, quase todo o tempo os quatro personagens parecem movidos pelo puro e simples desejo, sem sentimento. Bom e interessante filme, ainda que mantenha um tom bastante teatral (é uma adaptação de uma peça). Mas acho que a tríade de 2004 é mais feliz no seu retrato do que nos move nos relacionamentos. Ao chegar perto demais do tal desejo que seria o condutor de nossas vidas, o autor Patrick Marber (ou talvez o diretor Mike Nichols) esqueceu do sintoma afeto, que permeia, dificulta mas também colore e permite que tenhamos essa certeza que tudo vale à pena. (Se a alma não é pequena, como escreveu Pessoa).

sábado, janeiro 22, 2005

Momentos de Maria

(porque a série foi bela e melancólica a maior parte do tempo, e ainda assim teve final feliz...)


Diálogo:
- Menina, será que nossa sina é sempre se despedi?

- Não, Zé, nossa sina é sempre se encontrá.


Música (cantiga de roda):

Que lindos olhos
Que lindos olhos
Tem você

Que ainda hoje
Que ainda hoje
Eu reparei

Se eu reparasse
Se eu reparasse
Há mais tempo

Eu não amava
Eu não amava
Quem amei
Existe uma infinidade de experiências e conhecimentos a serem aprendidos ao longo de uma vida. Tantos mistérios que uma única vida não dá conta e acabamos tendo de fazer escolhas do que queremos saber. No meu caso, não há dúvidas, se conseguir dominar a arte de ficar calada e conter minha "perspicácia" e urgência de proferir sentenças que eu mesma reconheço serem estúpidas, já sairei da vida com bastante lucro. Quer dizer, dependendo do quanto demorar para aprender, a relação custo/benefício pode ser deveras negativa (se é que já não é)...

domingo, janeiro 16, 2005

A vida toma caminhos interessantes. Decisões que às vezes parecem sem porque (além daquele do desejo), ou cuja causa parece frívola podem levar a descobertas que além de interessantes fazem sentido com todo o resto.
É o caso de se encontrar sentido para um tema de monografia numa palestra sobre A Linguagem do Road Movie. Se bem que, é só aprofundar um pouquinho a idéia para ver que existe relação. Afinal, road movie é filme de estrada, filme de pessoas que viajam e que se sentem estranhas em algum lugar e se o tema da dita monografia é Viagem Patológica, a afinidade é bem clara, não?
Não me parecia, mas acabou sendo e rendeu algumas idéias para pensar. E, melhor de tudo, rendeu estímulo.
Moral da história: vale à pena fazer aquilo que se quer, mesmo que pareça sem razão!! ;)
Então era isso.
A vida, nada mais que a sucessão de dias.
De pensamentos.
De encontros.
De sentimentos.

Já era o bastante para fazer valer o risco.
(Do inevitável retorno -ao início.)

sexta-feira, janeiro 14, 2005

20 anos de Rock In Rio (assim me disse um cartaz) e não temos um Rock In Rio no Rio (e isso não é redundância, já que tivemos um em Lisboa...) para comemorar decentemente. Os lucros talvez sejam mais importantes que o ideal de um festival de rock com milhares de pessoas ao ar livre alegres (e eu garanto que pelo menos o último foi assim). Uma pena... :( :(
Assim falou Nietzsche (no prólogo de A Gaia Ciência)

"Talvez não baste somente um prólogo para este livro; e afinal restaria sempre a dúvida de que alguém que não tenha vivido algo semelhante possa familiarizar-se com a vivência deste livro mediante prólogos. Ele parece escrito na linguagem do vento que dissolve a neve: nele há petulância, inquietude, contradição, atmosfera de abril..."

"... Toda filosofia que põe a paz acima da guerra, toda ética que apreende negativamente o conceito de felicidade, toda metafísica e física que conhece um finale, um estado final de qualquer espécie, todo anseio predominantemente estético ou religioso por um Além, Ao-lado, Acima, Fora, permitem perguntar se não foi a doença que inspirou o filósofo. O inconsciente disfarce de necessidades fisiológicas sob o manto da objetividade, da idéia, da pua espiritualidade, vai tão longe que assusta..."

"... essa vontade de verdade, de "verdade a todo custo", esse desvario adolescente no amor à verdade - nos aborrece: para isso somos demasiadamente experimentados, sérios, alegres, escaldados, profundos... Já não cremos que a verdade continue verdade quando se lhe tira o véu... Hoje é, para nós, uma questão de decoro não querer ver tudo nu, estar presente a tudo, compreender e "saber"tudo. [...] Devíamos respeitar mais o pudor com que a natureza se escondeu por trás de enigmas e de coloridas incertezas..."


Bom, eu não me acho capaz de saber toda a verdade, mas ainda sou jovem (ou "adolescente desvairada") o bastante para acreditar na sua busca...

quinta-feira, janeiro 13, 2005

"Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade
Tudo está perdido mas existem possibilidades"
Sereníssima, Legião

Porque apesar de tudo, a esperança continua...!
Porque temos de destruir um cometa para estudá-lo?