domingo, fevereiro 27, 2005

Já vivera a pior noite de sua vida. Mas também as duas melhores da mesma vida. Isso no meio de muitas boas e outras horríveis mas suportáveis. Tinha de admitir que, para 25 anos, estava no lucro. Mantendo a porcentagem de 50% a mais para as boas podia contar em chegar ao fim da vida terrestre com muitas lembranças inesquecíveis...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Procuro um ponto de encontro entreo trash divertido mas manipulador Jogos Mortais e o panfletário emocionante mas também algo manipulador Mar Adentro. Talvez seja a humanidade e seus percalços que aparece, quase que sorrateira, nos dois filmes. Já no belo, triste e deprimido Menina de Ouro, a mesma humanidade e suas culpas aparece de forma plena. Clint Eastwood sabe e não tem medo (e lá Dirty Harry tem medo??) de falar de nós mesmos, com nosso sofrimentos, erros e felicidades fugazes.

(Alguém precisa bancar a adaptação de Cavaleiro da Trevas logo. O Clint tá ficando velho e por mais que devesse não via ficar aqui pra sempre, pois apesar de ser um super herói -quando li a HQ tive certeza de que só podia ser inspirada nele...- seus filmes provam o quão humano ele é!)

domingo, fevereiro 20, 2005

sábado, fevereiro 19, 2005

No Refrigerador dos Mutantes encontrei a Carolina do Chico, que procurava, e também por Quase um Segundo chorei ao lembrar. Mas não foi do Cazuza (ou dos Mutantes ou Chico) que lembrei...
Luiza tinha nome de música de Tom Jobim. Como todos nós tivera seu destino traçado pelo nome escolhido por seus pais, assim acreditam alguns. Música bonita, nome bonito, menina bonita. Sempre ouvira essas frases.

Luiza conhecia Luiza desde pequena. Sempre ouvira em sua casa a música pela qual recebera seu nome e seu destino. Quando criança encantava-se com a descrição da lua. "Lua, espada nua, bóia no céu, imensa e amarela, Tão redonda a lua, como flutua, Vem navegando o azul do firmamento". Encantava-se com imagem da lua como um grande navio redondo passeando pelo céu. Sorria com o pai quando este, ao ver a lua junto com ela, cantava o trecho favorito da filha.

Mais tarde Luiza se tornou uma esperança. Apaixonava-se sempre esperando que aquele fosse ser seu "pobre amador apaixonado". Mas Luiza, filha de escritor e professora, neta de advogados, moradora de Ipanema, estudante da PUC, conhecia até alguns trovadores cheios de estrelas. Mas as estrelas tinham brilho fugaz. Luiza, para não desmentir seu destino, se fazia de difícil e esperava por aquele que se atreveria a descobrir seu coração embaixo da neve.

E Luiza ficou esperando pelo trovador que descobriria nela a rosa louca. Esquecia, logo ela estudante de Literatura, que trovadores eram figuras da Idade Média. Não entendia que se a rosa era ela, não precisava de um outro para se descobrir. E perdera-se em acreditar no destino descrito pela música. Ficou esperando pelo destino que lhe tinha sido presenteado desde o início. A música contava sua vida para que fosse em busca dela, não para que ficasse esperando por ela.

Luiza talvez devesse ter se chamado Carolina.
Livremente inspirado no fim do horário de verão

Tinha sono mas não queria dormir. Lutava contra aquela sensação a qual sempre se entregara com facilidade, aos braços de Morfeu como dizia seu pai. Porque não aceitava aquele pequeno prazer que restituia suas forças e seus sonhos? Talvez porque dessa vez dormir significava matar mais rapidamente seu sonho real. Acordaria no dia seguinte, quando tudo estaria igual. Nada acontecendo. E teria mais certeza de que não o fim não era fruto de sua imaginação.

Queria duvidar para poder sonhar. Acordada.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Acreditava que tudo seria mais fácil se pudesse esquecer. Ainda não vira "Brilho eterno de uma mente sem lembraças". Não sabia que no final tudo que resta são nossas memórias, aquelas dos momentos que, fosse o mundo perfeito como queria, durariam para sempre. E não sabia também que esquecendo estaria apta a viver tudo novamente, pois parece que algumas coisas (senão todas) na vida são inevitáveis (Destino? Plano Celestial?). Até mesmo a tristeza... E a inexorabilidade do amor!

domingo, fevereiro 13, 2005

Meu um quarto de século termina esse ano. Estou triste, como sempre antecipadamente, por isso. Mas consigo lembrar que esse fim significa também um início, o do segundo quarto de século!
Não mentirei a vocês, desejo viver 4 quartos completos. Pouco provável, sei eu, (não, não sou uma pessoa muito saudável) mas é um pequeno sonho de participar por 100 anos da vida e história desse planetinha...
É reconfortante pensar que todo fim contém em si um outro início. Quero acreditar nisso. Talvez queiramos todos, não? É uma forma de aliviar a tristeza inerente ao fim. E se no caos aparente do Universo existe algo de inteligente e elegante, como também por muitas vezes parece, então essa Inteligência pode ter sido generosa o bastante para nos conceder sempre um início em todo e cada final.
E a aventura não termina, ainda que assim pareça. Tudo não passaria de nossas próprias ilusões e conclusões preciptadas. Coisas de seres que não entendem o todo, só veêm as partes...

(Claro está que isso tudo é construção, partindo da importância dos 25 anos e seus ciclos ao longo da vida.)

I want to believe! ;-)
Ainda Carnaval

"...
Pega a viola o repentista
Conta em versos que o grande artista
Da Dinamarca voou foi além
Como um cisne altaneiro
Hans Christian Andersen
..."
Uma delirante confusão fabulística samba-enredo de 2005 do G.R.E.S. Imperatiz Leopoldinense

Só pra constar que minha escola favorita de sempre trouxe o samba mais lindo desse ano, na minha opinião, claro!

sábado, fevereiro 12, 2005

"You're an interesting species, an interesting mix. You're capable of such beautiful dreams...and such horrible nightmares.You feel so lost, so cut off, so alone. Only you're not. See, in all our searching, the only thing we've found that makes the emptiness bearable is each other."
Trecho de diálogo do belo filme Contato.


Porque a solidão persegue os seres, quer seja aqui, em Pensacola ou Vega. E nós vivemos a nos encontrar, na tentativa de mitigá-la... :)

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Mais uma sobre a simplicidade das coisas


Céu azul
Nuvens brancas
Sol amarelo
Folhas verdes

Cores
Comprimentos de ondas
Que aos nossos olhos
(e a todo o resto de nosso ser)
São simples e belas cores

Mas o céu por vezes é laranja, rosa, vanilla
As nuves cinzas, quase negras
O sol avermelhado
As folhas, amareladas

Nada é tão simples que não possamos complicar

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

As coisas devem ser realmente simples, mas no momento eu não estou entendendo nada...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

"O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina"
Pierrot, Los Hermanos


E os foliões se divertem!!

E a Unidos da Tijuca trouxe, mais uma vez, um enredo interessante, bem elaborado e, creio eu, capaz de aguçar a curiosidade dos foliões: A Imaginação. Com soluções de fantasias simples, diretas e bonitas a escola falou de Don Quixote, Drácula e até Atlântida. Sem didatismos creio que o carnavalesco Paulo Barros foi capaz de plantar a "sementinha do saber" (lembrando Elcio, antigo professor de matemática) ano passado, com belíssimo desfile sobre a Ciência,e esse ano, as sementes da critividade e da curiosidade em muitas pessoas.

Parabéns à Unidos da Tijuca! E que seus temas continuem assim!

"E desejo desvendar
misteriosas civilizações,
cidades perdidas encontrar,
tesouros que atraiam gerações

...

Entrei por um lado,
sai pelo outro a cantar,
e quem quiser
invente outro lugar,
o meu paraíso,
local mais perfeito não há,
faço do Borel a Shangri-lá!"

domingo, fevereiro 06, 2005

A volta do Frisbee

Relendo este blog percebi que faltou algo no post sobre a teoria do frisbee (de autoria do Edson). Disse que não concordava mas não disse o porquê. Na verdade é por uma causa simples, mas creio eu nobre. Falta afeto na teoria. Quando o teórico diz que simplesmente troca-se de frisbee, parece estar me dizendo que ele resolveu jogar uma camisa velha fora. Não se joga pessoas fora ou para o alto, a não ser por raríssimas exceções de decepções profundas. O desejo, em se falando de relacionamentos amorosos, pode acabar, não ser possível, mas aquilo que une seres humanos (o tal "sintoma") permanece. É por isso que acredito que amizades, tal qual famílias, duram para sempre. E os amores, contanto que mútuos.

sábado, fevereiro 05, 2005

Quarta-feira, 26 de janeiro de 2005 - 15h43
Soldados-robôs lutarão no Iraque

Chamados de Swords, eles carregam câmeras com lentes de visão noturna e metralhadores M240 que podem disparar até mil tiros por minuto. A primeira leva chegará ao Iraque no início de março.


São Paulo - O exército dos Estados Unidos começa a enviar, no início de março, 18 soldados-robôs para lutar no Iraque. Chamados de Swords, sigla em inglês para Sistemas Especiais de Observação, Reconhecimento e Localização de Armas, eles são operados por controle remoto, carregam câmeras com lentes de visão noturna e metralhadores M240 que podem disparar até mil tiros por minuto.

De acordo com o site The World News, cada máquina custou ao governo norte-americano cerca de 200 mil dólares. Para os especialistas, os Swords valem até mais: além de poupar a vida dos soldados reais, eles não precisam de treinamento nem de motivação para matar o inimigo.

João Magalhães

In Estadão


Será que mais alguém, ao ler essa notícia, teve a certeza de que James Cameron não apenas dirige filmes, ele prevê o futuro!! E o pior é que no mundo real o Exterminador que virava aliado virou governador da California...


"Não falo como você fala
Mas vejo bem o que você me diz

Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo
Prefiro acreditar no mundo do meu jeito

E você estava esperando voar
Mas como chegar até as nuvens com os pés no chão"
Legião

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

"We are such stuff
as dreams are made of,
and our little life
is rounded with a sleep."
The Tempest, Shakespeare


E o homem de Stratfford Upon Avon sabia muito antes de Freud que somos feitos da mesma matéria dos sonhos. E se assim é como lhe parece, será que todos os sonhos se realizam???

"I can dream about you"

do filme Ruas de Fogo, cuja maior qualidade é exatamente essa música.

terça-feira, fevereiro 01, 2005

A teoria do frisbee


Num relacionamento existem dois papéis possíveis: o de jogador de frisbee e de frisbee propriamente dito. Ao final de um relacionamento o jogador arremessa o prato, que vaga pelos ares à espera de ser pego por outro jogador que irá utilizá-lo como prato e depois arremessá-lo.


Essa é a teoria de um amigo (só podia ser de um homem) para explicar relacionamentos, creio que principalmente os breves. Acho que Closer inspirou-o muito, faz sentido até porquê ele me disse que viu afeto bastante no filme...

Ainda assim, se você gostou da teoria (eu não...) e ainda não definiu seu papel, escolha um e aproveite o carnaval para sair em busca de um prato ou de um jogador...
O fim da Residência

e as músicas do fim...

"É o fim, é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz
Deixa eu bricar de ser feliz
Deixa eu pintar o meu nariz"
Los Hermanos

E ainda deles, a já citada (e por mim entoada ao longo do meu último plantão):

"Veja você, onde é que o barco foi desaguar..."

Mas essa é hours concurs:

"And in the end
the love you take
is equal to
the love you make"
Beatles

domingo, janeiro 30, 2005

Música para Ler

(Se soubesse trabalhar com midis até tentava colocar música para ouvir. Mas essa é bonita mesmo lida, ainda que seja linda, linda, se ouvida.)

Conversa de Botas Batidas
Marcelo Camelo / Los Hermanos


Veja você
Onde é que o barco foi desaguar
A gente só queria o amor
Deus parece às vezes se esquecer
Ai, não fala isso, por favor

Que esse só o começo
Do fim da nossa vida
Deixa chegar o sonho
Prepara uma avenida
Que a gente vai passar

Veja você
Onde que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim
Sem saber que o fim já vai chegar

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Prum amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Abre a janela agora
Deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
Que estamos sós no céu

Abre a cortina pra mim
Que eu não escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
E agora está de bem

Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Prum amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar

Diz quem é maior
Que o amor
Me abraça forte agora
Que é chegada a nossa hora
Vem, vamos além
Vão dizer
Que a vida é passageira
Sem notar que a nossa estrela
Vai cair


Comentários: É minha música favorita do Los Hermanos e uma das mais bonitas que já ouvi. Não é um rock propriamente dito, ou pelo menos não é feita "só" de guitarras e bateria. Tem um arranjo muito inteligente e sensível, variações belas, metais que são tão importantes quanto as guitarras e termina com um coro da banda!! E, ainda tem uma lenda. Dizem que é a "história" de um casal de amantes idosos que morreram no desabamento daquele prédio da rua do Rosário, há alguns anos. Música bonita e melancólica, mas feliz, já que a gente termina de cantar com um sorriso no rosto. :)