Pequeno texto inspirado em Fuso Horário do Amor (Décalage Horaire) - comédia romântica francesa, ainda que ligeiramente americanizada (o cinema exemplificando a globalização).
Nunca tinha esperado encontrar alguém como ele. Ou melhor, nunca tinha imaginado que alguém como ele fosse encontrá-la. Muito menos desejá-la, como ele dizia fazer. Estava acostumada com os homens sérios, chatos, que se interessavam por ela de forma racional. Que queriam casar, ter uma vida dita normal.
Estava acostumada com os homens comuns. E por isso acreditava ser também comum.
Quando tudo que queria era ser diferente. Queria fugir da vida programada, da vida ditada pelo senso comum.
Queria ser algo que por muito tempo duvidou que pudesse ser. Ainda que, por alguma estranha razão, não conseguisse simplesmente aceitar aquela vida de trabalho regrado, diversão programada e amor racionalizado. A vida que todos ao seu redor aceitavam tão bem.
Admirava a vida dos amigos que tiveram a coragem de buscar o incerto. Menos pelas baladas, pelas drogas ou pelos amores intensos, inda que rápidos. Ou talvez até por tudo isso e algo mais: a liberdade! Invejava a liberdade de decidir sobre sua vida sem ter de pensar 1000 vezes antes de tomar uma decisão. Invejava não pensar, siplesmente sentir.
Era o queria, mas que já tinha decidido que não poderia fazer. Mais ou menos, já que ainda sonhava, secretamente. Cobrava-se tanto (algo que nem sabia o que) que seus sonhos eram secretos para si mesma.
Enquanto mantinha esses sonhos secretos de liberdade, foi mudando, ainda que não percebesse.
Pois se ainda se cobrasse a normalidade (ainda que dissesse que eram os outros que cobravam) nunca teria aceitado que ele pudesse amá-la. Não da forma regrada como os outros fizeram. Amava-a em liberdade. Sem cobranças, a não ser aquelas do próprio desejo. E ela descobria que era também capaz de ser livre. Ainda que entendesse que a tal liberdade não se devia a ele, era dela mesma, sabia que fora graças a ele que pudera colocar em prática tal conceito. E se por nada mais (e havia muito mais) amava-o simplesmete por isso. Pela priemira vez amava não pelo tempo que fosse necessário, mas pelo tempo que fosse possível.
domingo, agosto 22, 2004
sábado, agosto 21, 2004
Igual a Tudo na Vida ou Anything Else (Qualquer Outra Coisa??)
Filme do Woody Allen é aquela coisa: por pior que seja, no mínimo é bom. Pra quem gosta do homem, é calro. Para quem não gosta geralmente vale a mesma frase, só que lida no seu oposto: por melhor que seja, no máximo é ruim.
Um cineasta capaz de fomentar tais paixões já tem crédito pelo simples fato de que isso significa que ele tem personalidade e estilo, os quais impõe a seus filmes. É, sem dúvida, o caso de Allen.
E, para quem interessar possa, eu me incluo no primeiro grupo, os que gostam dos filmes dele!
E gostei muito deste último filme, que está em cartaz atualmente, "Igual a Tudo na Vida".
Poderia falar do que todas as críticas já falaram, de como ele parece fazer sua despedida do estúdio DreamWorks (sim, o filme tem um certo tom melancólico); de como Woody Allen tira ótimas interpretações de todos, em especial de Jason Biggs com seu alter ego jovem; da sempre ótima Cristina Ricci; de como Nova Iorque sempre parece linda e romântica; de como a trilha sonora sempre encanta, ainda que com o jazz de sempre; da visão caricatural da psicanálise; dede como o filme é igual a tudo na vida ou igual a qualquer outra coisa.
Mas tem uma outra coisa que me fascinou no filme e me parece um diferencial, quem sabe até um marcador de uma nosa fase na filmografia de Woody Allen. Dessa vez ele tenta mostrar uma outra geração. A desse pessoal de 20 e poucos a 30 anos, como eu. Foi uma surpresa me sentir de certa forma retratada num filme de Wood Allen. E foi bom ver que esse retrato é apurado e acurado. Não é um "Annie Hall" transposto para os anos 2000, ou até é, mas ele trata dos problemas dessa geração de agora e não daquela geração de 60/70. E essa capacidade de renovar sua temática (que nos últimos filmes vinha sendo apenas comédias leves, releituras de estilos, quase que como uma parada e uma volta a tempos antigos) torna o filme encantador. E cria esperanças para os próximos, pois parece que os temas das dúvidas e dificuldades desse povo de 20/30 foram apenas pincelados. Como num processo investigativo, foi como se Woody Allen começasse a estudar o terrreno, ou os espécimes. Conseguiu detectar algumas coisas interessantes do comportamento deles (sim, o filme é leve e não se parofunda muito nos dilemas que apresenta). E, eu fico esperando, vai começar análisá-los a valer. Pelo menos é o que espero!! (Quem sabe vem por aí um novo Manhatan???)
Ah! O título em inglês é melhor que o brasileiro. E faz mais sentido nas duas vezes em que a frase é proferida no filme. No final das contas, esse tais grandes conflitos dos quais falei nesse pequeno texto têm tanta importância quanto qualquer outra coisa. A ironia é que mesmo sabendo disso continuamos a dar importância. E continuamos tentando entender. Ainda que no meio tempo, continuemos vivendo... ;)
Filme do Woody Allen é aquela coisa: por pior que seja, no mínimo é bom. Pra quem gosta do homem, é calro. Para quem não gosta geralmente vale a mesma frase, só que lida no seu oposto: por melhor que seja, no máximo é ruim.
Um cineasta capaz de fomentar tais paixões já tem crédito pelo simples fato de que isso significa que ele tem personalidade e estilo, os quais impõe a seus filmes. É, sem dúvida, o caso de Allen.
E, para quem interessar possa, eu me incluo no primeiro grupo, os que gostam dos filmes dele!
E gostei muito deste último filme, que está em cartaz atualmente, "Igual a Tudo na Vida".
Poderia falar do que todas as críticas já falaram, de como ele parece fazer sua despedida do estúdio DreamWorks (sim, o filme tem um certo tom melancólico); de como Woody Allen tira ótimas interpretações de todos, em especial de Jason Biggs com seu alter ego jovem; da sempre ótima Cristina Ricci; de como Nova Iorque sempre parece linda e romântica; de como a trilha sonora sempre encanta, ainda que com o jazz de sempre; da visão caricatural da psicanálise; dede como o filme é igual a tudo na vida ou igual a qualquer outra coisa.
Mas tem uma outra coisa que me fascinou no filme e me parece um diferencial, quem sabe até um marcador de uma nosa fase na filmografia de Woody Allen. Dessa vez ele tenta mostrar uma outra geração. A desse pessoal de 20 e poucos a 30 anos, como eu. Foi uma surpresa me sentir de certa forma retratada num filme de Wood Allen. E foi bom ver que esse retrato é apurado e acurado. Não é um "Annie Hall" transposto para os anos 2000, ou até é, mas ele trata dos problemas dessa geração de agora e não daquela geração de 60/70. E essa capacidade de renovar sua temática (que nos últimos filmes vinha sendo apenas comédias leves, releituras de estilos, quase que como uma parada e uma volta a tempos antigos) torna o filme encantador. E cria esperanças para os próximos, pois parece que os temas das dúvidas e dificuldades desse povo de 20/30 foram apenas pincelados. Como num processo investigativo, foi como se Woody Allen começasse a estudar o terrreno, ou os espécimes. Conseguiu detectar algumas coisas interessantes do comportamento deles (sim, o filme é leve e não se parofunda muito nos dilemas que apresenta). E, eu fico esperando, vai começar análisá-los a valer. Pelo menos é o que espero!! (Quem sabe vem por aí um novo Manhatan???)
Ah! O título em inglês é melhor que o brasileiro. E faz mais sentido nas duas vezes em que a frase é proferida no filme. No final das contas, esse tais grandes conflitos dos quais falei nesse pequeno texto têm tanta importância quanto qualquer outra coisa. A ironia é que mesmo sabendo disso continuamos a dar importância. E continuamos tentando entender. Ainda que no meio tempo, continuemos vivendo... ;)
sexta-feira, agosto 20, 2004
Quero escrever, mas não sei sobre o que fazê-lo. Falta inspiração. Na verdade não. No momento estou inspirando e expirando normalmente, significa que estou viva. Mas talvez não minhas idéias, a elas falta inspiração, movimento. Pode ser que o sono também não ajude a manifestação das idéias. Ou pode ser a falta simples e pura de idéias. O que significaria que fiz a escolha certa ao pensar que não poderia ser jornalista e assim acabando como médica. Mas quem disse que jornalistas têm idéias?? De qualquer forma, eu queria mesmo era ter idéias e saber escrevê-las. Ou ainda, filmá-las, trasnformá-las em imagens. E assim emocionar, divertir e, quem sabe, fazer pensar (o que quer que fosse e não o que eu quisesse). Queria para mim um pouquinho desse dom que me fascina cada vez que leio ou que vejo um determinado filme ou ouço uma determinada música. O dom de fazer a diferença para outras pessoas através de algo que não é direto (não é curar ou aliviar a dor), mas que é a capacidade de transmitir uma determinada apreciação do mundo, uma beleza que faz com que um outro pense. Não no que aquela primeira pessoa tinha em mente no momento de construir a obra, mas pensar no que quer que tenha relevancia para quem tem contato com aquela construção do autor. E fazer as pessoas pensarem, seja no que for mesmo que seja a identificação emotiva, é um grande mérito. Coisas possíveis através do belo e do sublime.
domingo, agosto 15, 2004
"Deus é aquilo que me falta para compreender o que não compreendo"
Frase roubada de um comentário do blog do Abel (www.abelcolecao.blog.uol.com.br, esqueci o pouco que sabia de html...). Tem tudo a ver comigo, com o que penso sobre Deus. Porque para mim, o conceito de Deus só pode ser entendido a partir dos mistérios, dos fatos que não somos capazes de explicar, entender. E do fato de tais fatos existirem. E porque existem explicações para todo o resto, então simplesmente não é caso de que as coisas sejam ao acaso, aleatórias. Não consigo entender como algo tão aleatório poderia ser tão perfeitamente explicado, matematicamente explicado. Como pode a própria matemática ser aleatória? E, se não é aleatório, se existem leis universais as quais não somos capazes de entender, bom, alguém deve ser. Alguém superior, capaz de explicar o que eu não compreendo...
E por aí vou seguindo na aventura científico-emotivo-filosófica de encontrar (aceitar? entender?) Deus.
Frase roubada de um comentário do blog do Abel (www.abelcolecao.blog.uol.com.br, esqueci o pouco que sabia de html...). Tem tudo a ver comigo, com o que penso sobre Deus. Porque para mim, o conceito de Deus só pode ser entendido a partir dos mistérios, dos fatos que não somos capazes de explicar, entender. E do fato de tais fatos existirem. E porque existem explicações para todo o resto, então simplesmente não é caso de que as coisas sejam ao acaso, aleatórias. Não consigo entender como algo tão aleatório poderia ser tão perfeitamente explicado, matematicamente explicado. Como pode a própria matemática ser aleatória? E, se não é aleatório, se existem leis universais as quais não somos capazes de entender, bom, alguém deve ser. Alguém superior, capaz de explicar o que eu não compreendo...
E por aí vou seguindo na aventura científico-emotivo-filosófica de encontrar (aceitar? entender?) Deus.
Olimpíadas... Gosto dos Jogos Olímpicos, acredito no ideal de superação humana, que me parece, deveria ser o ideal do esporte. E não o patrocínio de marcas famosas. Muito menos o acúmulo de riqueza. Ainda que não defenda que as pessoas devem ser pobres, vai aí uma diferença. E quando me pergunto se, no final das contas, ainda há ideais no show dos esportes que são os Jogos Olímpicos, a resposta aparece ao ver a entrada das delegações na cerimônia de abertura. Foi verdade, ali, que todos os atletas, patrocinados ou não (e sim, existem muitos atletas lá sem patrocínio), estavam num mesmo posto, eram iguais. Até a primeira competição, quando alguém tem de vencer, eles são iguais (e eu adoro empates...). E cada um tem a chance de superar ao outro e, ainda mais importante, a si mesmo. Então, acho que no fim das contas ainda há algo de subversivo nesse evento tão mercantilizado. Considerando a teoria da conspiração diria que é uma "peça de resistência", ainda que engolfada pela inimigo!
segunda-feira, agosto 02, 2004
Comprei um livro que há muito queria "A Insustentável leveza do Ser". Conhecido (muito) livro de MIlan Kundera. Muito falado, parte da lista de favoritos de muitos amigos. Tinha, talvez ainda tenha, um exemplar aqui em casa mas não achei. Então comprei e logo no final do primeiro capítulo leio algo que me fala diretamente às dúvidas minhas de cada dia:
"Essa reconciliação com Hitler trai a profunda perversão moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente permitido."
Nem sei se concordo, mas sei que tem a ver com minhas indagações. Mas por enquanto tenho simplesmente feito, talvez um pouco baseada nessa ótica de que tudo é permitido. E quem é que não permite? As leis superiores ou as leis humanas?
"Essa reconciliação com Hitler trai a profunda perversão moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente permitido."
Nem sei se concordo, mas sei que tem a ver com minhas indagações. Mas por enquanto tenho simplesmente feito, talvez um pouco baseada nessa ótica de que tudo é permitido. E quem é que não permite? As leis superiores ou as leis humanas?
sábado, julho 31, 2004
Tinha escrito sobre o desejo e a psicanálise, mas o pequeno texto se perdeu com um toque errado no teclado. Efêmero, só existiu para mim, ainda que num desejo de que existisse para os outros. Não vou tentar reescrevê-lo.
Mas deixo a música que teria citado.
"Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível"
Skank
Não só sobre um único amor, mas sobre o amor, o bem querer como um todo.
Mas deixo a música que teria citado.
"Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável, é dor incrível"
Skank
Não só sobre um único amor, mas sobre o amor, o bem querer como um todo.
quarta-feira, julho 28, 2004
"Não quero lhe falar meu grande amor, das coisas que aprendi nos livros"
Desde muito nova gostei de ler, talvez por haver livros a mão nas estantes de casa. Talvez pelo estímulo, ainda que não intimação, dos pais e familiares. Ainda com a televisão tão fácil (e usada!!).
E aprendi com livros.
Mas aprendo também com a vida. Nada supera as experiências vividas. Nem as lidas, nem ouvidas, nem as assistidas.
Nada supera perder alguém. Um avô. Aquele que, ainda que distantemente fosse lembrado com um carinho enorme, pelos tempos em que não era tão distante. E pelo que era, simplesmente.
Nada supera a tristeza.
A dor nossa e a dos familiares, que compartilhamos.
Nada supera o peso de saber que deveria ter feito uma visita. Aquela que vinha adiando, adiando, adiando.
Agora, me resta acreditar que um dia, de alguma forma, ainda poderei fazer essa visita...
:( :< :( :< :( :< :( :< :( :< :( :< :( :< :( :< :( :<
Desde muito nova gostei de ler, talvez por haver livros a mão nas estantes de casa. Talvez pelo estímulo, ainda que não intimação, dos pais e familiares. Ainda com a televisão tão fácil (e usada!!).
E aprendi com livros.
Mas aprendo também com a vida. Nada supera as experiências vividas. Nem as lidas, nem ouvidas, nem as assistidas.
Nada supera perder alguém. Um avô. Aquele que, ainda que distantemente fosse lembrado com um carinho enorme, pelos tempos em que não era tão distante. E pelo que era, simplesmente.
Nada supera a tristeza.
A dor nossa e a dos familiares, que compartilhamos.
Nada supera o peso de saber que deveria ter feito uma visita. Aquela que vinha adiando, adiando, adiando.
Agora, me resta acreditar que um dia, de alguma forma, ainda poderei fazer essa visita...
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E o mês já vai se findando... E o (meu) mundo não acabou. Aquelas noites de sábado não criaram um caos completo, pelo menos não para mim. Ou para ninguém, até onde eu saiba. Mas no terceiro sábado eu arrumei meu armário. Talvez, de alguma forma, eu esteja me rearranjando, arrumando, jogando fora ou dando as coais que não mais me servem. As idéias, culpas e cobranças. Mas não os sonhos e ideais, estes permanacem (ainda que num primeiro momento eu tenha escrito errado, o contrário). Talvez sejam a essência, aquilo que tem de permanecer para que eu permaneça quem sou, ainda que mudando.
Alguém entende essas minhas contradições????
Provável é que não...
Mas, continuo procurando por quem entenda. E no caminho vou tentando explicar para quem se interessar... ;) :)
Ah! E "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" é um filme a ser revisto. E, espero, revisado aqui. Quero escrever, só ainda não consegui. Mas fica a dica, quase intimação, para que seja visto. Um filme sobre a memória do amor, do amor que é feito das memórias (quem disse isso foi a Alejandra), da inexorabilidade do amor (quem disse isso foi o crítico do Globo) e dos momentos que fazem todo o resto valer a pena, independentemente do que virá. Porque não existe "felizes para sempre" mas existem momentos, ainda que fugidios, em que é possível (quiçá impossível não) acreditar. Em que se tem certeza. E esses momentos são para sempre.
"Que seja imortal posto que é chama."
Alguém entende essas minhas contradições????
Provável é que não...
Mas, continuo procurando por quem entenda. E no caminho vou tentando explicar para quem se interessar... ;) :)
Ah! E "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças" é um filme a ser revisto. E, espero, revisado aqui. Quero escrever, só ainda não consegui. Mas fica a dica, quase intimação, para que seja visto. Um filme sobre a memória do amor, do amor que é feito das memórias (quem disse isso foi a Alejandra), da inexorabilidade do amor (quem disse isso foi o crítico do Globo) e dos momentos que fazem todo o resto valer a pena, independentemente do que virá. Porque não existe "felizes para sempre" mas existem momentos, ainda que fugidios, em que é possível (quiçá impossível não) acreditar. Em que se tem certeza. E esses momentos são para sempre.
"Que seja imortal posto que é chama."
domingo, julho 04, 2004
E nesse ínterim houve, na segunda, 28 de junho, a gravação do dvd do Los Hermanos, dirigida pelo Eduardo Valente. E eu estava lá no Cine Iris, cantando e pulando!!!
E houve mais algumas coisas muito boas na semana, particularmente na quinta-feira.
Fico a esperar pela quinta dessa semana e o que ela poderá trazer.
E pelo próximo sábado!
Mas assim estou sendo determinista e não estou fazendo sentido.
Quem disse que algo faz?
As leis matemáticas e fisícas parecem fazer esse sentido. E por isso talvez exista Deus.
"Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé me abandono"
(O Pouco que sobrou - Los Hermanos / Marcelo Camelo)
Se bem que, cada erro parece me aproximar mais. Talvez eu esteja apenas testando os limites da minha própria fé, esperando que algo ou alguém me provem errada.
E houve mais algumas coisas muito boas na semana, particularmente na quinta-feira.
Fico a esperar pela quinta dessa semana e o que ela poderá trazer.
E pelo próximo sábado!
Mas assim estou sendo determinista e não estou fazendo sentido.
Quem disse que algo faz?
As leis matemáticas e fisícas parecem fazer esse sentido. E por isso talvez exista Deus.
"Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé me abandono"
(O Pouco que sobrou - Los Hermanos / Marcelo Camelo)
Se bem que, cada erro parece me aproximar mais. Talvez eu esteja apenas testando os limites da minha própria fé, esperando que algo ou alguém me provem errada.
A semana
Sábado passado, 26 de junho, foi uma dia estranho. Melhor, foi um dia cuja noite e madrugada foram cheias de ocorrências estranhas. Com conseqüências ruins.
Entretanto, quinta-feira, 1 de julho, aniversário de um amigo, as coisas melhoraram. As nuvens se desfizeram e ainda que permanecesse um clima levemente estranho, de pós tempestade, era notável que ela já tinha passado.
E então viria a bonança?
Bem, não. E ontem, sábado,3 de julho, novos acontecimentos estranhos. Mais uma noite de sábado "diferente". Pontuada por pequeninas descobertas de mal entendidos do passado, e por grandes pequenos erros do presente.
Aceito um apararentemente inocente convite para um chopp numa noite de sábado e acabo responsável pelo sentimento de culpa (a ser expiada?) de um amigo.
Na busca por mim mesma parece que estou conseguindo fazer cada vez mais coisas "erradas".
Transformo-me em uma má pessoa?
Ou será a civilização judaico-cristã que nos contamina com toda a culpa possível e impossível por cada pequeno ato que, não estando enquadrado naquilo que se determinou moral, acabamos tentados a cometer?
Talvez tenha, realmente, que me voltar para uma religião, aceitar normas dogmáticas de como viver. Pois parece que a minha busca particular está cheia de tropeços. Temo que esteja perdendo a integridade que, segundo um amigo, já tive...
Só não me pergunte se não faria de novo... (e exatamente aí reside todo o problema!)
Sábado passado, 26 de junho, foi uma dia estranho. Melhor, foi um dia cuja noite e madrugada foram cheias de ocorrências estranhas. Com conseqüências ruins.
Entretanto, quinta-feira, 1 de julho, aniversário de um amigo, as coisas melhoraram. As nuvens se desfizeram e ainda que permanecesse um clima levemente estranho, de pós tempestade, era notável que ela já tinha passado.
E então viria a bonança?
Bem, não. E ontem, sábado,3 de julho, novos acontecimentos estranhos. Mais uma noite de sábado "diferente". Pontuada por pequeninas descobertas de mal entendidos do passado, e por grandes pequenos erros do presente.
Aceito um apararentemente inocente convite para um chopp numa noite de sábado e acabo responsável pelo sentimento de culpa (a ser expiada?) de um amigo.
Na busca por mim mesma parece que estou conseguindo fazer cada vez mais coisas "erradas".
Transformo-me em uma má pessoa?
Ou será a civilização judaico-cristã que nos contamina com toda a culpa possível e impossível por cada pequeno ato que, não estando enquadrado naquilo que se determinou moral, acabamos tentados a cometer?
Talvez tenha, realmente, que me voltar para uma religião, aceitar normas dogmáticas de como viver. Pois parece que a minha busca particular está cheia de tropeços. Temo que esteja perdendo a integridade que, segundo um amigo, já tive...
Só não me pergunte se não faria de novo... (e exatamente aí reside todo o problema!)
domingo, junho 27, 2004
Viver às vezes me parece ser um simples exercício de fina irônia. A "coisa" (força, energia, destino, Natureza, Deus) que comanda a tudo ou que pelo menos determinou o início (porque houve um início e eu ainda não consigo entender um início do nada, então, tenho que acreditar que havia algo, se não há...) tem o dom da ironia. Ás vezes é difícil perceber a ironia quando se esta no meu de uma determinada situação, assim como quando fazem uma pirada irônica sobre nós. Mas se for possível, em algum momento, parar e observar boa parte das situações da vida, percebesse que por pior que sejam, há algo de muito engraçado nelas. Por isso a comédia é um genêro básico das artes.
A ironia (ou pelo menos uma delas) atual da minha vida é que estou imersa em situações dignas do velho (nem tanto) Barrados no Baile. Quem vai ficar, já ficou ou quer ficar com quem. Isso num ambiente que deveria ser de trabalho, mas parece mais de faculdade. Não é uma crítica destrutiva, até porque, eu faço parte (ativa!) dessa ciranda, mas acho que pode ser bom parar para perceber as coisas. Não me impede de continuar fazendo o que faço, mas quem sabe pelo menos faça melhor. E isto significa, não magoar pessoas no caminho. Sempre o mais importante é buscar a felicidade, mas sem que isso fira a felicidade dos outros.
mas às vezes a gente faz pequenas besteiras, meio sem querer, por pura falta de senso crítico no momento. Às vezes parar para pensar por 1 minuto é a coisa mais importante que podemos fazer. E isso geralmente ocorre quando não há grandes emoções envolvidas (quando elas existem falam por si próprias, se auto justificam e pensar não é importante), é quando simplesmente nos deixamos ser um pouquinho inconsequentes. Mas esquecemos dos amigos ou colegas que podemos ferir, ainda que sem querer...
Mas, por pior que seja a pequena tragédia (e não é tão grande, espero eu) há toda uma grande ironia intrinseca. Digna de um filme!! (Só falta aprender a escrever roteiro!)
A ironia (ou pelo menos uma delas) atual da minha vida é que estou imersa em situações dignas do velho (nem tanto) Barrados no Baile. Quem vai ficar, já ficou ou quer ficar com quem. Isso num ambiente que deveria ser de trabalho, mas parece mais de faculdade. Não é uma crítica destrutiva, até porque, eu faço parte (ativa!) dessa ciranda, mas acho que pode ser bom parar para perceber as coisas. Não me impede de continuar fazendo o que faço, mas quem sabe pelo menos faça melhor. E isto significa, não magoar pessoas no caminho. Sempre o mais importante é buscar a felicidade, mas sem que isso fira a felicidade dos outros.
mas às vezes a gente faz pequenas besteiras, meio sem querer, por pura falta de senso crítico no momento. Às vezes parar para pensar por 1 minuto é a coisa mais importante que podemos fazer. E isso geralmente ocorre quando não há grandes emoções envolvidas (quando elas existem falam por si próprias, se auto justificam e pensar não é importante), é quando simplesmente nos deixamos ser um pouquinho inconsequentes. Mas esquecemos dos amigos ou colegas que podemos ferir, ainda que sem querer...
Mas, por pior que seja a pequena tragédia (e não é tão grande, espero eu) há toda uma grande ironia intrinseca. Digna de um filme!! (Só falta aprender a escrever roteiro!)
quinta-feira, junho 24, 2004
Temível Ataque dos Incas Venusianos
Domingo, 20 de junho, no sempre profundo Jornal da Família do Globo a matéria de capa foi sobre Neurociência e Psicanálise. O tema está na moda, pois também no caderno Mais da Folha (já disse aqui uma vez e repito, uma das melhores publicações do país) havia uma entrevista sobre isso. O entrevistado do Mais, o neurocientista Mark Solms, era também citado no Jornal da Família.
Difícil decidir qual das matérias foi pior...
Se a do Jornal da Família populariza demais o tema, chagando a cometer erros ao tentar fazer determinações com achados ainda pouco conclusivos de pesquisas básicas (Neurociência ainda é pesquisa básica! Quer dizer, ainda não tem como dar explicações, ela busca apenas comprovar fenômenos!). O maior dos erros sendo aquela "localização" neuroanatômica da aparelhagem psíquica de Freud. Difícil aceitar que o Incosciente "esteja" em bulbo, ponte e mesencéfalo, já que o Inconsciente é próprio do humano e tais estruturas são filogenéticamente mais antigas, estando presentes em outros animais (como explicar que eles não tenham Inconsciente?). Talvez assumam que assim seja porque entendem Inconsciente como fonte de "impulsos" que para eles devem ser o mesmo ou quase o mesmo que "instintos". Não devem saber a diferença de "instinto" e "pulsão". De qualquer forma, não dá para aceitar Inconsciente pré cortical, não faz sentido! Mas, pelo menos a reportagem é toda capenga, pobre em informações e não se assume como sendo científica. Como toda reportagem desse suplemento, quer-se apenas como mera informação para que a "família" tenha matéria para conversas. Papai e mamãe devem ter se achado mais inteligentes depois de lerem aquilo, mas isso servirá apenas de bate papo na roda de amigos.
O caderno Mais, por outro lado, quer-se um suplemento um pouco mais sério. Ainda que não seja um caderno de ciências, no mínimo tenta ser um mero informativo um pouco mais detalhado e crítico que o Jornal da Família. E na verdade nem é para o Mais e sim para o próprio entrevistado. Mark Solms defende a busca de correlatos da Psicanálise pela Neurociência. Pesquisa sempre é válida e o próprio Freud tentava, no início da sua carreira, buscar os correlatos neurológicos e físicos para alguns de seus achados clínicos, de acordo, claro, com as possibilidades de entendimento da época (fim do séculoXIX, início do XX). Portanto, a pesquisa em Neurociência tem validade, pode ser útil, ainda que, por enquanto essa utilidade não seja para clínica, pois, volto a repetir, ainda é pesquisa básica, é procura de fenômenos, criação de hipóteses que expliquem tais fenômenos e tentativa de validação de tais hipóteses. Ainda não podemos saber se as hipóteses vão se confirmar! E por isso é complicado entender como alguém que trabalha nessa área pode falar ao público como se falasse de certezas. E ainda como que alguém que se propõem a estudar correlatos da Psicanálise pode dizer que faz seus experimentos com primatas. Nào existe análise de animais! Não se pode estudar Psicanálise com animais! Eles estão estudando qualquer outra coisa, como Neurofisiologia do Comportamento (a área pela qual Erik Kandel ganhou o prêmio Nobel), mas não Psicanálise. Já é difícil os psicanalistas aceitarem essas pesquisas (e isso eu não entendo direito porque), mas, falando de pesquisa com primatas fica impossível não só para eles como para qualquer um que tenha um mínimo de conhecimento da área.
No final, fica difícil saber qual das duas matérias foi pior para a divulgação tanto da Neurociência quanto da Psicanálise. Ao tentarem falar de uma interface que é por demais interessante e polêmica fizeram apenas criar uma idéia errada para os leigos e não acrescentar em nada para quem acompanha e se interessa pelo tema. Criaram um Inca Venusiano, uma figura saída das profundezas abissais, que deforma o conhecimento ao invés de informar.
Lembrando apenas que o erro é menos dos jornalistas que escreveram e mais dos "divulgadores" das duas áreas!
Domingo, 20 de junho, no sempre profundo Jornal da Família do Globo a matéria de capa foi sobre Neurociência e Psicanálise. O tema está na moda, pois também no caderno Mais da Folha (já disse aqui uma vez e repito, uma das melhores publicações do país) havia uma entrevista sobre isso. O entrevistado do Mais, o neurocientista Mark Solms, era também citado no Jornal da Família.
Difícil decidir qual das matérias foi pior...
Se a do Jornal da Família populariza demais o tema, chagando a cometer erros ao tentar fazer determinações com achados ainda pouco conclusivos de pesquisas básicas (Neurociência ainda é pesquisa básica! Quer dizer, ainda não tem como dar explicações, ela busca apenas comprovar fenômenos!). O maior dos erros sendo aquela "localização" neuroanatômica da aparelhagem psíquica de Freud. Difícil aceitar que o Incosciente "esteja" em bulbo, ponte e mesencéfalo, já que o Inconsciente é próprio do humano e tais estruturas são filogenéticamente mais antigas, estando presentes em outros animais (como explicar que eles não tenham Inconsciente?). Talvez assumam que assim seja porque entendem Inconsciente como fonte de "impulsos" que para eles devem ser o mesmo ou quase o mesmo que "instintos". Não devem saber a diferença de "instinto" e "pulsão". De qualquer forma, não dá para aceitar Inconsciente pré cortical, não faz sentido! Mas, pelo menos a reportagem é toda capenga, pobre em informações e não se assume como sendo científica. Como toda reportagem desse suplemento, quer-se apenas como mera informação para que a "família" tenha matéria para conversas. Papai e mamãe devem ter se achado mais inteligentes depois de lerem aquilo, mas isso servirá apenas de bate papo na roda de amigos.
O caderno Mais, por outro lado, quer-se um suplemento um pouco mais sério. Ainda que não seja um caderno de ciências, no mínimo tenta ser um mero informativo um pouco mais detalhado e crítico que o Jornal da Família. E na verdade nem é para o Mais e sim para o próprio entrevistado. Mark Solms defende a busca de correlatos da Psicanálise pela Neurociência. Pesquisa sempre é válida e o próprio Freud tentava, no início da sua carreira, buscar os correlatos neurológicos e físicos para alguns de seus achados clínicos, de acordo, claro, com as possibilidades de entendimento da época (fim do séculoXIX, início do XX). Portanto, a pesquisa em Neurociência tem validade, pode ser útil, ainda que, por enquanto essa utilidade não seja para clínica, pois, volto a repetir, ainda é pesquisa básica, é procura de fenômenos, criação de hipóteses que expliquem tais fenômenos e tentativa de validação de tais hipóteses. Ainda não podemos saber se as hipóteses vão se confirmar! E por isso é complicado entender como alguém que trabalha nessa área pode falar ao público como se falasse de certezas. E ainda como que alguém que se propõem a estudar correlatos da Psicanálise pode dizer que faz seus experimentos com primatas. Nào existe análise de animais! Não se pode estudar Psicanálise com animais! Eles estão estudando qualquer outra coisa, como Neurofisiologia do Comportamento (a área pela qual Erik Kandel ganhou o prêmio Nobel), mas não Psicanálise. Já é difícil os psicanalistas aceitarem essas pesquisas (e isso eu não entendo direito porque), mas, falando de pesquisa com primatas fica impossível não só para eles como para qualquer um que tenha um mínimo de conhecimento da área.
No final, fica difícil saber qual das duas matérias foi pior para a divulgação tanto da Neurociência quanto da Psicanálise. Ao tentarem falar de uma interface que é por demais interessante e polêmica fizeram apenas criar uma idéia errada para os leigos e não acrescentar em nada para quem acompanha e se interessa pelo tema. Criaram um Inca Venusiano, uma figura saída das profundezas abissais, que deforma o conhecimento ao invés de informar.
Lembrando apenas que o erro é menos dos jornalistas que escreveram e mais dos "divulgadores" das duas áreas!
Minha amiga de Quito tem um blog. Se você vem aqui (depois de tanto às traças talvez ainda tenha sobrado algum você), vá lá!
sexta-feira, junho 11, 2004
Voltando a escrever sobre filmes
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o melhor livro da série. E não sou apenas eu que digo, grande parte dos leitores concorda que este é o livro que apresenta alguns dos personagens mais interessantes, revelações importantes e é mais sombrio e menos infantil que os dois anteriores. Os personagens jovens estão crescendo e já começam a apresentar certas dúvidas e sentimentos mais ambíguos (ainda que isso não seja tão explorado, é uma série infanto-juvenil). No todo esse é um bom livro, que você não consegue parar de ler.
E o filme, quem diria, faz, finalmente, juz a série literária. Particularmente até gosto do primeiro filme, é divertido e apresenta bem todos os elementos da série. E tem alguns momentos inspirados, como o da compra da varinha de Harry, em que tive a impressão de ver como poderia ter sido realmente um ótimo filme. Ainda assim, acho que é um bom filme. O segundo, eu discordo da maioria e não acho bom, apenas regular. Talvez não ajude o fato de ser o livro mais fraco da série, o qual chego a achar um pouco lento e cansativo, e isso me pareceu ser transposto para o filme. Significaria que é uma boa adaptação? Não, para mim a boa adaptação é exatamente aquela que toma liberdades, que transforma uma linguagem em outra (no caso, literária em cinematográfica), sem negar a mediação que existe. Isto é, que o que antes era o diálogo entre um escritor e seu leitor, agora se transforma no diálogo entre um escritor, mediado pela visão de um roteirista, de um diretor, de atores, figurinistas e etc, e o espectador. Isso muda muita coisa, e pode enriquecer muito a história, que, sem dúvida nenhuma, não é mais a mesma das páginas do livro, e nem pode ser. Ver uma adaptaçõa cinematográfica de um livro é exatamente ver como outras pessoas leram e entenderam aquele livro, e agora ler e entender aquela obra pela visão destas pessoas, é ver uma outra outra obra. Os dois primeiros filmes da série Harry Potter tentavam, como vários outros filmes baseados em livros, negar isso. De forma que se tornavam meras imagens tentando transcrever as letras dos livros. Alguns gostam disso. Eu não. E é por isso que gostei muito mais deste Prisioneiro de Azkaban. Exatamente porque ele toma liberdades. E olha que nem tantas assim, mas consegue não ser uma adaptação literal e, exatamente por isso, consegue ser uma adaptação melhor e mais fiel, se não aos acontecimentos literais, mas ao espírito do livro, o mais importante.
Me parece que tudo funciona melhor neste terceiro filme. Da atuação do protagonista Daniel Radcliffe, que finalmente toma para si o personagem de tal forma que a dupla de amigos que antes o ofuscava passa quase a coadjuvante, até a música. John Williams estava inspirado dessa vez e música faz parte do filme e lembra o filme. Pequenos detalhes como o jazz (ragtime, para ser mais específica?) ouvido pelo professor Lupin ajudam na construção dos personagens e do filme, como antes não parecia acontecer. E falando em personagens, já tinah dito que esse era o livro com personagens mais interessantes. E é ótimo ver esses personagens sendo vividos por atores que, mesmo não aparecendo muito, marcam esses personagens. Emma Thopson esta hilária como Trelawney, e, veja só, sua Trelawney pode atá ser um pouco diferente daquela imaginada pelos leitores, mas é uma ótima Trelawney. Posso manter agora a visão da "minha" personagem e da personagem dela, sem problemas, só com ganhos. O mesmo ocorre com outros personagens, em especial, com o meu favorito, o professor Lupin. David Thewlis criou um Remus Lupin mais velho, mais sério, mais angustiado que o do livro (e isso ajuda o filme a ser mais sério), mas tão apaixonante e frágil quanto não podia deixar de ser. Perfeito ao ser um pouco diferente daquilo que imaginamos. E isso é ótimo, porque, simplesmente ver aquilo que imaginamos não teria tanta graça. A graça é ver que ainda que um pouco diferente, imaginamos coisas semelhantes na essência. Não esqueço Gary Oldman e seu Sirius Black, aparentemente louco, na verdade amoroso. Não vejo a hora de reve-los, participando mais lá na Ordem da Fenix...
Os atores de sempre também estão bem, talvez até melhor, talvez por terem se sentido mais livres. A direção de Alfonso Cuaron fez toda a diferença para que tudo fosse melhor. O livro ajudou, mas a direção finalizou ao permitir um filme mais solto em sua adaptação, mais sombrio, e até mais real ao vestir os personagens com roupas de "trouxas". As roupas de "bruxos", quer dizer, batas, faziam tudo parecer infantilóide, agora o filme consegue ser mais fantasioso e real, ao mesmo tempo. É como se levasse mais a sério a fantasia que cria e com isso consegue que o espectador também acredite mais. E isso tudo exatamente por ser menos literal...
Então, por fim, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é um bom filme. Diverte, emociona, surpreende e até faz diferença em comparação ao livro. Ainda que o livro ainda seja melhor. Quer dizer, de repente, quem sabe... Não tem uma coisa que faz falta, para quem leu o livro. A explicação sobre o Mapa do Maroto, acho até que fica subentendida, mas falta um diálogo entre Lupin ou Black explicando para Harry sobre o Mapa, teria sido importante e provavelmente uma cena emocionante. Por isso o livro ainda é melhor. Mas este, sem dúvida, é o melhor filme da série. Até agora e provavelmente até o final. A não ser que Cuaron volte. Ou que J.K. Rowling crie algo de muito surpreendente nos próximos dois livros. Até lá, este fica como o mais mágico de todos!
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o melhor livro da série. E não sou apenas eu que digo, grande parte dos leitores concorda que este é o livro que apresenta alguns dos personagens mais interessantes, revelações importantes e é mais sombrio e menos infantil que os dois anteriores. Os personagens jovens estão crescendo e já começam a apresentar certas dúvidas e sentimentos mais ambíguos (ainda que isso não seja tão explorado, é uma série infanto-juvenil). No todo esse é um bom livro, que você não consegue parar de ler.
E o filme, quem diria, faz, finalmente, juz a série literária. Particularmente até gosto do primeiro filme, é divertido e apresenta bem todos os elementos da série. E tem alguns momentos inspirados, como o da compra da varinha de Harry, em que tive a impressão de ver como poderia ter sido realmente um ótimo filme. Ainda assim, acho que é um bom filme. O segundo, eu discordo da maioria e não acho bom, apenas regular. Talvez não ajude o fato de ser o livro mais fraco da série, o qual chego a achar um pouco lento e cansativo, e isso me pareceu ser transposto para o filme. Significaria que é uma boa adaptação? Não, para mim a boa adaptação é exatamente aquela que toma liberdades, que transforma uma linguagem em outra (no caso, literária em cinematográfica), sem negar a mediação que existe. Isto é, que o que antes era o diálogo entre um escritor e seu leitor, agora se transforma no diálogo entre um escritor, mediado pela visão de um roteirista, de um diretor, de atores, figurinistas e etc, e o espectador. Isso muda muita coisa, e pode enriquecer muito a história, que, sem dúvida nenhuma, não é mais a mesma das páginas do livro, e nem pode ser. Ver uma adaptaçõa cinematográfica de um livro é exatamente ver como outras pessoas leram e entenderam aquele livro, e agora ler e entender aquela obra pela visão destas pessoas, é ver uma outra outra obra. Os dois primeiros filmes da série Harry Potter tentavam, como vários outros filmes baseados em livros, negar isso. De forma que se tornavam meras imagens tentando transcrever as letras dos livros. Alguns gostam disso. Eu não. E é por isso que gostei muito mais deste Prisioneiro de Azkaban. Exatamente porque ele toma liberdades. E olha que nem tantas assim, mas consegue não ser uma adaptação literal e, exatamente por isso, consegue ser uma adaptação melhor e mais fiel, se não aos acontecimentos literais, mas ao espírito do livro, o mais importante.
Me parece que tudo funciona melhor neste terceiro filme. Da atuação do protagonista Daniel Radcliffe, que finalmente toma para si o personagem de tal forma que a dupla de amigos que antes o ofuscava passa quase a coadjuvante, até a música. John Williams estava inspirado dessa vez e música faz parte do filme e lembra o filme. Pequenos detalhes como o jazz (ragtime, para ser mais específica?) ouvido pelo professor Lupin ajudam na construção dos personagens e do filme, como antes não parecia acontecer. E falando em personagens, já tinah dito que esse era o livro com personagens mais interessantes. E é ótimo ver esses personagens sendo vividos por atores que, mesmo não aparecendo muito, marcam esses personagens. Emma Thopson esta hilária como Trelawney, e, veja só, sua Trelawney pode atá ser um pouco diferente daquela imaginada pelos leitores, mas é uma ótima Trelawney. Posso manter agora a visão da "minha" personagem e da personagem dela, sem problemas, só com ganhos. O mesmo ocorre com outros personagens, em especial, com o meu favorito, o professor Lupin. David Thewlis criou um Remus Lupin mais velho, mais sério, mais angustiado que o do livro (e isso ajuda o filme a ser mais sério), mas tão apaixonante e frágil quanto não podia deixar de ser. Perfeito ao ser um pouco diferente daquilo que imaginamos. E isso é ótimo, porque, simplesmente ver aquilo que imaginamos não teria tanta graça. A graça é ver que ainda que um pouco diferente, imaginamos coisas semelhantes na essência. Não esqueço Gary Oldman e seu Sirius Black, aparentemente louco, na verdade amoroso. Não vejo a hora de reve-los, participando mais lá na Ordem da Fenix...
Os atores de sempre também estão bem, talvez até melhor, talvez por terem se sentido mais livres. A direção de Alfonso Cuaron fez toda a diferença para que tudo fosse melhor. O livro ajudou, mas a direção finalizou ao permitir um filme mais solto em sua adaptação, mais sombrio, e até mais real ao vestir os personagens com roupas de "trouxas". As roupas de "bruxos", quer dizer, batas, faziam tudo parecer infantilóide, agora o filme consegue ser mais fantasioso e real, ao mesmo tempo. É como se levasse mais a sério a fantasia que cria e com isso consegue que o espectador também acredite mais. E isso tudo exatamente por ser menos literal...
Então, por fim, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é um bom filme. Diverte, emociona, surpreende e até faz diferença em comparação ao livro. Ainda que o livro ainda seja melhor. Quer dizer, de repente, quem sabe... Não tem uma coisa que faz falta, para quem leu o livro. A explicação sobre o Mapa do Maroto, acho até que fica subentendida, mas falta um diálogo entre Lupin ou Black explicando para Harry sobre o Mapa, teria sido importante e provavelmente uma cena emocionante. Por isso o livro ainda é melhor. Mas este, sem dúvida, é o melhor filme da série. Até agora e provavelmente até o final. A não ser que Cuaron volte. Ou que J.K. Rowling crie algo de muito surpreendente nos próximos dois livros. Até lá, este fica como o mais mágico de todos!
domingo, junho 06, 2004
Algumas pessoas, amigos de mais tempo, têm perguntado pelas minhas palavras escritas, pelos comentários de filmes e até pelo blog (os poucos que conhecem). E eu tenho me perguntado sobre voltar a escrever.
Preciso.
Mas parece que não consigo.
O tempo falta. Ou talvez não, talvez falte algum ânimo, a disposição para saber abrir mão de algumas coisas (horas de sono?) por outras. Ou falte organização (talvez devesse contrar um consultor para dar jeito na minha vida... E não necessariamente isso ocorreria por causa da consultoria... ;) ). Só sei que quero escrever e não escrevo.
Mas talvez esteja vivendo um pouquinho mais. Esteja coletando dados para escrever alguma coisa. Como se realmente fosse escrever "alguma coisa". Só um blog que tem se transformado em diário on line (coisa que nunca quis).
E coletar dados não é a forma correta de expressar o que faço. Acho que tenho jogado os dados ou vivido o jogo de dados (ainda tenho alguma dúvida com relação ao destino aleatório ou não, por nossa conta ou não). Ganhando, perdendo, empatando. Mas jogando.
E vivendo as minhas próprias teorias. Como a dos "três lados" de qualquer situação. Descubro que sou a pessoa que um dia quis ser, mas que hoje talvez eu queira, e seja, alguma outra pessoa. Ou melhor, que sou todas, ainda que só eu (é, sem multiplas personalidades, felizmente).
Para constar, algo que deveria ter constado no início do ano: Encontros e Desencontros (Lost in Translation), belo filme de Sofia Coppola ("As Virgens Suicidas", também ótimo, sendo que um pouco mais agressivo e um pouquinho menos belo) com um Bill Murray mais que perfeito e uma Scarlet Johasson encantadora na simplicidade. Filme para rir, chorar, lembrar, cantar, pensar e acreditar, que, apesar do mundo não ser perfetio, alguns momentos o são. E se tudo mais não valesse à pena, e até que vale, esse momentos (fugidios como disseram na Contra Campo) já fariam tudo, tudo, valer.
Dois blogs de amigos: Je Suis Abacaxi (esse pouco atualizado, mas vale à pena o que já há escrito) e La Vie en Blues (este para ler sempre).
Preciso.
Mas parece que não consigo.
O tempo falta. Ou talvez não, talvez falte algum ânimo, a disposição para saber abrir mão de algumas coisas (horas de sono?) por outras. Ou falte organização (talvez devesse contrar um consultor para dar jeito na minha vida... E não necessariamente isso ocorreria por causa da consultoria... ;) ). Só sei que quero escrever e não escrevo.
Mas talvez esteja vivendo um pouquinho mais. Esteja coletando dados para escrever alguma coisa. Como se realmente fosse escrever "alguma coisa". Só um blog que tem se transformado em diário on line (coisa que nunca quis).
E coletar dados não é a forma correta de expressar o que faço. Acho que tenho jogado os dados ou vivido o jogo de dados (ainda tenho alguma dúvida com relação ao destino aleatório ou não, por nossa conta ou não). Ganhando, perdendo, empatando. Mas jogando.
E vivendo as minhas próprias teorias. Como a dos "três lados" de qualquer situação. Descubro que sou a pessoa que um dia quis ser, mas que hoje talvez eu queira, e seja, alguma outra pessoa. Ou melhor, que sou todas, ainda que só eu (é, sem multiplas personalidades, felizmente).
Para constar, algo que deveria ter constado no início do ano: Encontros e Desencontros (Lost in Translation), belo filme de Sofia Coppola ("As Virgens Suicidas", também ótimo, sendo que um pouco mais agressivo e um pouquinho menos belo) com um Bill Murray mais que perfeito e uma Scarlet Johasson encantadora na simplicidade. Filme para rir, chorar, lembrar, cantar, pensar e acreditar, que, apesar do mundo não ser perfetio, alguns momentos o são. E se tudo mais não valesse à pena, e até que vale, esse momentos (fugidios como disseram na Contra Campo) já fariam tudo, tudo, valer.
Dois blogs de amigos: Je Suis Abacaxi (esse pouco atualizado, mas vale à pena o que já há escrito) e La Vie en Blues (este para ler sempre).
quarta-feira, abril 07, 2004
Leio alguns posts antigos e penso no quanto mudei. Ainda sou a mesma pessoa que escreveu tudo aquilo, ainda penso da mesma forma, mas, talvez nem tanto. As certezas estão abaladas, cada vez mais. Será bom? Não faço idéia...
Descubro que amores se acabam (ou somente se abalam Magister e Cinderela?), mas por certo novos aparecem. E o mais interessante é que as dúvidas parecem trazer um pouco mais de esperança do que as certezas. Trazem mais força, mais coragem, talvez?
E será que trazem mudanças? (Minhas, pois começo a entender que não é possível ficar esperando pela boa vontade de um destino que pode ser completamente aleatório.)
Por Enquanto
Renato Russo
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente
Chegou um dia acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem discutir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Prova de que não mudou é que já usei essa música antes, é uma constante. Prova de que mudou é que nesse momento me pergunto quem é o "você" (sei quem queria que fosse e sei que esse é o meu querer, o meu desejo) e não quero "deixar tudo como está".
Descubro que amores se acabam (ou somente se abalam Magister e Cinderela?), mas por certo novos aparecem. E o mais interessante é que as dúvidas parecem trazer um pouco mais de esperança do que as certezas. Trazem mais força, mais coragem, talvez?
E será que trazem mudanças? (Minhas, pois começo a entender que não é possível ficar esperando pela boa vontade de um destino que pode ser completamente aleatório.)
Por Enquanto
Renato Russo
Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente
Se lembra quando a gente
Chegou um dia acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba
Mas nada vai conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí então estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem discutir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa
Prova de que não mudou é que já usei essa música antes, é uma constante. Prova de que mudou é que nesse momento me pergunto quem é o "você" (sei quem queria que fosse e sei que esse é o meu querer, o meu desejo) e não quero "deixar tudo como está".
sábado, abril 03, 2004
Algum tempo se passou e eu sem dar as caras por aqui...
Talvez eu volte. Talvez não. Veremos. Assim como verei em que ser "analisada" poderá ajudar, ou não...
Mas já que estava fazendo terapia (ainda que não análise) com os outros, tinha que eu mesma me submeter a algo, não para provar do próprio remédio, mas para tentar ser melhor enquanto ofereço o tal remédio.
Talvez eu volte. Talvez não. Veremos. Assim como verei em que ser "analisada" poderá ajudar, ou não...
Mas já que estava fazendo terapia (ainda que não análise) com os outros, tinha que eu mesma me submeter a algo, não para provar do próprio remédio, mas para tentar ser melhor enquanto ofereço o tal remédio.
sábado, dezembro 13, 2003
Quebra de preconceitos
Não é apesar, mas exatamente por causa de tudo, viver vale à pena.
Estou lendo "Noites Tropicais", de Nelson Motta, e estou admirada com a vida dele e de todos nos anos 60 e 70 (estou começando os 80 agora). Tudo começa com a bossa nova e não poderia começar melhor. E sendo memórias, tudo parece ainda melhor (como parece ser o que diz Apolônio Brasil, filme Hugo Carvana, outro saudosista que não deixa de viver o presente. Ainda não vi o filme, mas lia ótima crítica da contra campo).
E faz você, ou pelo menos eu, se sentir bem com a sua vida, enxergar os pequenos grandes momentos e sonhar com os próximos. Porque cada vez mais descubro que a vida não termina nos 20, como de se certa forma imaginava.
Ter mais contato com pessoas de mais de 30 anos (e talvez o fato de admirar e ter me apaixonado por uma dessas pessoas, logo aquele que eu já conhecia, ou talvez exatamente por isso, ou porque sempre o admirei mas nunca me permiti algo mais, provavelmente porque ele é casado, mas Freud e a psicanálise abalaram os valores que eu considerava inabaláveis) me permitiu acabar, ao longo do ano, com a noção de que se tem de chegar aos 30 casada e com filhos, porque é isso que se faz na década de 30.
Casada ou solteria, com ou sem filhos, existe vida inteligente para além, muito além!
Não é apesar, mas exatamente por causa de tudo, viver vale à pena.
Estou lendo "Noites Tropicais", de Nelson Motta, e estou admirada com a vida dele e de todos nos anos 60 e 70 (estou começando os 80 agora). Tudo começa com a bossa nova e não poderia começar melhor. E sendo memórias, tudo parece ainda melhor (como parece ser o que diz Apolônio Brasil, filme Hugo Carvana, outro saudosista que não deixa de viver o presente. Ainda não vi o filme, mas lia ótima crítica da contra campo).
E faz você, ou pelo menos eu, se sentir bem com a sua vida, enxergar os pequenos grandes momentos e sonhar com os próximos. Porque cada vez mais descubro que a vida não termina nos 20, como de se certa forma imaginava.
Ter mais contato com pessoas de mais de 30 anos (e talvez o fato de admirar e ter me apaixonado por uma dessas pessoas, logo aquele que eu já conhecia, ou talvez exatamente por isso, ou porque sempre o admirei mas nunca me permiti algo mais, provavelmente porque ele é casado, mas Freud e a psicanálise abalaram os valores que eu considerava inabaláveis) me permitiu acabar, ao longo do ano, com a noção de que se tem de chegar aos 30 casada e com filhos, porque é isso que se faz na década de 30.
Casada ou solteria, com ou sem filhos, existe vida inteligente para além, muito além!
sexta-feira, novembro 21, 2003
"Se existe um pouco de prazer em sofrer"
Ivan Lins - Lembra de mim
Tendo a achar que todo o prazer que consigo tirar de relacionamentos é o sofrimento. Especialmente porque eles nunca são relacionamentos, nunca chegam nem perto disso. São só sentimento, afeto dirigido a um objeto, sem que haja reação de igual força e direção contrária.
Eu sei que tenho de sair do mundo da fantasia, mas quem disse que eu consigo??
Ivan Lins - Lembra de mim
Tendo a achar que todo o prazer que consigo tirar de relacionamentos é o sofrimento. Especialmente porque eles nunca são relacionamentos, nunca chegam nem perto disso. São só sentimento, afeto dirigido a um objeto, sem que haja reação de igual força e direção contrária.
Eu sei que tenho de sair do mundo da fantasia, mas quem disse que eu consigo??
domingo, outubro 26, 2003
Síndrome de Bridget Jones: quadro de alteração do humor, caracterizado por depressão, falta de vontade, perda da esperança no futuro, idéias sobrevaloradas de prejuízo e ruína, choro fácil. Dura poucos dias e geralmente tem início após reuniões de velhos amigos onde se constata que você é a única que continua solteira no grupo. O quadro é auto limitado, e o tratamento definitivo depende de quando (e se...) o destino vai fazer o Mr. Darcy aparecer na sua vida.
Eu quero acreditar, mas hoje, em especial, está difícil...
Eu quero acreditar, mas hoje, em especial, está difícil...
sábado, outubro 25, 2003
Para Gostar de Ler: Paralelos.
Não, não é uma reedição daquela delíciosa coleção infanto-juvenil da Áttica, mas é uma revista eletrônica com textos de jovens escritores.
Não, não é uma reedição daquela delíciosa coleção infanto-juvenil da Áttica, mas é uma revista eletrônica com textos de jovens escritores.
sábado, outubro 11, 2003
Lendo agora o último post do Fred, surgiu uma dúvida: ainda existe Mirabel??
Onde está nosso mítico waffer da merenda escolar??
Eu lembro de uma versão "muderna", com embalagem um pouco mais fácil de abrir, que não nos obrigava a quebrar os primeiros biscoitos, mas que também não tinha o mesmo charme. Essa é minha última lembrança do biscoito.
Alguém tem mais notícias??
Vou começar uma busca, quando achar o Mirabel, aviso aqui!!
Onde está nosso mítico waffer da merenda escolar??
Eu lembro de uma versão "muderna", com embalagem um pouco mais fácil de abrir, que não nos obrigava a quebrar os primeiros biscoitos, mas que também não tinha o mesmo charme. Essa é minha última lembrança do biscoito.
Alguém tem mais notícias??
Vou começar uma busca, quando achar o Mirabel, aviso aqui!!
Quarta-feira embarco para Goiânia, a cidade do césio 137. Congresso Brasileiro de Psiquiatria, meu primeiro congresso. Cursos, mesas-redondas, novidades ou um "carnaval para (pseudo)intelectuais psiquiatras", como disse um professor (o psudo é adendo meu!)? Descobrirei em breve. Se não voltar radiante talvez volte radioativa. Trocadilho idiota...
O Festival do Rio está acabando (ainda há repescagem, até quinta, no Odeon). Apenas 4 filmes assistidos, o mesmo sentimento de sempre, de adorar aquele mundo de salas escuras, imagens que contam histórias, retratam vidas, nos fazem sentr e pensar. E o sentimento de querer fazer parte desse mundo. Quem sabe um dia ainda estudo Cinema...
domingo, setembro 21, 2003
"Nobody said it was easy"
The Scientist
Coldplay
Não sou fã, mas comecei a prestar atenção no Coldplay quando descobri que eles usavam praticamente a mesma frase que um amigo meu e usamos para definir a vida: "Ninguém disse que ia ser fácil".
Será plágio???
Se for, é deles, pois nós já falamos isso desde 1997.
De vez em quando todo mundo tem vontade de voltar ao início...
"I'm going back to the start"
The Scientist
Coldplay
Não sou fã, mas comecei a prestar atenção no Coldplay quando descobri que eles usavam praticamente a mesma frase que um amigo meu e usamos para definir a vida: "Ninguém disse que ia ser fácil".
Será plágio???
Se for, é deles, pois nós já falamos isso desde 1997.
De vez em quando todo mundo tem vontade de voltar ao início...
"I'm going back to the start"
domingo, setembro 07, 2003
Voltei a ficar um tempo sem pc... E o bichinho ainda tá mal, funcionando só porque tá sem um dos HDs...
Mas vamos indo, pelo menos voltei a poder acessar a internet, só não tenho meus arquivos pessoais...
Ontem comemorei 1 ano de formada, na festa de formatura de uns amigos. Ainda tive a notícia do noivado de um casal de grandes amigos, e inda por cima vou ser madrinha!! Não é um casal qualquer, é só um dos poucos que ainda me fazem acreditar que é possível achar uma pessoa com a qual se quer e se pode passar o resto da vida juntos. Com problemas, invariavelmente, mas dividindo tudo juntos.
Não é Eduardo e Monica, mas Raphael e Eliana.
Já dizia Renato Russo:
"Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa te dizer
Quero ficar só com você"
E eu ainda acredito que é possível achar...
Mas vamos indo, pelo menos voltei a poder acessar a internet, só não tenho meus arquivos pessoais...
Ontem comemorei 1 ano de formada, na festa de formatura de uns amigos. Ainda tive a notícia do noivado de um casal de grandes amigos, e inda por cima vou ser madrinha!! Não é um casal qualquer, é só um dos poucos que ainda me fazem acreditar que é possível achar uma pessoa com a qual se quer e se pode passar o resto da vida juntos. Com problemas, invariavelmente, mas dividindo tudo juntos.
Não é Eduardo e Monica, mas Raphael e Eliana.
Já dizia Renato Russo:
"Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa te dizer
Quero ficar só com você"
E eu ainda acredito que é possível achar...
sábado, agosto 02, 2003
"Sei que a tua solidão me dói
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós"
Eles começaram tirando a sorte grande com um grande sucesso. Depois não se venderam a fórmulas fáceis, de comercial de "fanta laranja", e continuaram fazendo o som que queriam, chegando a um belíssimo terceiro álbum e a um show empolgante e emocionante. Emocionante porque me surpreendi ao ver um Canecão lotado de pessoas que sabiam cantar todas as músicas de uma banda que ainda pode ser considarada nova e que, como já disse, não tem sucessos fáceis (com execeção daquele primeiro grande hit). Enfim, foi lindo o show do Los Hermanos, com quase todas as músicas do último álbum e algumas dos anteriores. Terminou deixando todos querendo mais, se perguntando porque apenas dois dias de apresentação se ficou provado que eles têm(e muito) público no Rio, e também que Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina, Rodrigo Barba e banda funcionam perfeitamente em shows, mesmo os arranjos mais rebuscados do cd, que ficam mais crus e básicos no show não perdem a graça e a beleza. Fico esperando a volta, o próximo trabalho deles e enquanto isso ouvindo os cds...
"E a banda diz:
Assim é que se faz!"
E que é difícil ser feliz
Mais do que somos todos nós"
Eles começaram tirando a sorte grande com um grande sucesso. Depois não se venderam a fórmulas fáceis, de comercial de "fanta laranja", e continuaram fazendo o som que queriam, chegando a um belíssimo terceiro álbum e a um show empolgante e emocionante. Emocionante porque me surpreendi ao ver um Canecão lotado de pessoas que sabiam cantar todas as músicas de uma banda que ainda pode ser considarada nova e que, como já disse, não tem sucessos fáceis (com execeção daquele primeiro grande hit). Enfim, foi lindo o show do Los Hermanos, com quase todas as músicas do último álbum e algumas dos anteriores. Terminou deixando todos querendo mais, se perguntando porque apenas dois dias de apresentação se ficou provado que eles têm(e muito) público no Rio, e também que Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina, Rodrigo Barba e banda funcionam perfeitamente em shows, mesmo os arranjos mais rebuscados do cd, que ficam mais crus e básicos no show não perdem a graça e a beleza. Fico esperando a volta, o próximo trabalho deles e enquanto isso ouvindo os cds...
"E a banda diz:
Assim é que se faz!"
domingo, julho 20, 2003
Ainda da série Concertos... falando de preconceitos a serem quebrados, eu quebrei um, o meu com Raul Seixas. Graças aos sarais musicais da enfermaria de psiquiatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto, que ocorrem todas as sextas, a partir das 18:00h, violões a cargo dos meus amigos Máximo e Babão, também conhecidos como Dr. Edson e Dr. Abel. Suas interpretações dos clássicos (e das desconhecidas) de Raulzito me fizeram descobrir que o que eu tinha era puro preconceito e que as músicas são sensacionais. Aguardem um cd da dupla, com coro dos pacientes e das doutoras Clarisse e Alejandra, também produtoras!!!
Da série Concertos para a Juventude.... cd que não sai do meu cdplayer desde domingo passado (quando foi comprado), o Ventura, novo trabalho do Los Hermanos. Já falei ano passado, quando do segundo cd, Bloco do eu sozinho, e volto a repetir: nada de Ana Júlia!! (e eu nada tenho contra essa música!! Mas muitos criaram um preconceito com o grupo em função desse primeiro trabalho). Rock, samba, mpb, arranjos e melodias surpreendentes, letras que lembram Chico Buarque, entre outras coisas, é isso que você encontra neste cd. Ah! também tristeza, porque muitas das canções são tristes, mas você nem percebe pois são sobre as tristezas belas do nosso viver. Parece que eles vão estar no Canecão dia 31 desse mês, e eu vou estar lá também!!
"E eu que já não sou assim, muito de ganhar
Junto as mãos ao meu redor
E faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz"
"E eu que já não sou assim, muito de ganhar
Junto as mãos ao meu redor
E faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz"
Marcelo, agradecimento muito atrasado (novidade, né???) por ter consertado o problema dos acentos. Já disse que esse trocinho aqui talvez nem existisse se não fosse pelo magisterX???
segunda-feira, junho 30, 2003
Mensagem do Blogmaster
Consertei as alterações que o Blogger fez quando migrou seu (nada)pseudo-bloguinho, querida... Seus acentos estão de volta.
Pode apagar este aviso... ^,^
magisterX
Consertei as alterações que o Blogger fez quando migrou seu (nada)pseudo-bloguinho, querida... Seus acentos estão de volta.
Pode apagar este aviso... ^,^
magisterX
quinta-feira, junho 19, 2003
Comentario que fiz no blog da Gika (sem acentos, pois os acentos do meu pc nao funcionam aqui...)
Ontem de manha, na van, eu me peguei pensando em como a vida era mais simples quando tinha 15 anos. Havia o certo e o errado, e nada mais. Eu sempre tentei entender as pessoas que seguiam pelos caminhos "errados", tentatva nao condenar ninguem logo de cara, mas acreditava que o tudo se dividia de forma simples em dois lados. Ai eu cresci e descobri que as vezes, como diz a musica do Skank, existem pelo menos tres lados.
E descubro que me sinto bem quando mando as favas todo o meu bom senso, quando faço coisas sem pensar muito. O problema que se voce e o tipo de pessoa que sempre pensa antes de agir, que têm o tal bom senso parece que as pessoas estao sempre te cobrando isso. Mas as vezes ate as pessoas racionais gostam de correr riscos, de se atrever, de cometer seus pequenos pecados. Como voce disse, Gika, nos tambem temos o direito de aproveitar a vida (Carpe Diem).
Agora, o que fazer quando um fato nao cria problemas para voce, mas para o outro?? Ai voce começa a se cobrar que deveria ter sido mais sensata...
Ontem de manha, na van, eu me peguei pensando em como a vida era mais simples quando tinha 15 anos. Havia o certo e o errado, e nada mais. Eu sempre tentei entender as pessoas que seguiam pelos caminhos "errados", tentatva nao condenar ninguem logo de cara, mas acreditava que o tudo se dividia de forma simples em dois lados. Ai eu cresci e descobri que as vezes, como diz a musica do Skank, existem pelo menos tres lados.
E descubro que me sinto bem quando mando as favas todo o meu bom senso, quando faço coisas sem pensar muito. O problema que se voce e o tipo de pessoa que sempre pensa antes de agir, que têm o tal bom senso parece que as pessoas estao sempre te cobrando isso. Mas as vezes ate as pessoas racionais gostam de correr riscos, de se atrever, de cometer seus pequenos pecados. Como voce disse, Gika, nos tambem temos o direito de aproveitar a vida (Carpe Diem).
Agora, o que fazer quando um fato nao cria problemas para voce, mas para o outro?? Ai voce começa a se cobrar que deveria ter sido mais sensata...
domingo, junho 15, 2003
"...
Considerando a história, verificamos que duas fontes da moral orientaram as sociedades ate hoje: as religiões e a razão. As religiões continuam sendo os nichos de valor privilegiados para a maioria da humanidade. A razão, desde que irrompeu, quase simultaneamente em todas as culturas mundiais, no século 6 a.C., no assim cham,ado tempo do eixo (Karl Jaspers), tentou estatuir códigos éticos universalmente válidos. Esses dois paradigmas não ficam invalidados pela crise atual, mas precisam ser enriquecidos, se quisermos estar à altura das intimidações que nos vêm da realidade hoje globalizada.
A crise cria a oportunidade de irmos às raízes da ética e descermos àquela instância na qual se formam continuamente valores. A ética, para ganhar um mínimo de consenso, deve nascer da base última da existência humana. Esta não reside na razão, como sempre pretendeu o Ocidente. A razão não é o primeiro nem o último momento da existência. Por isso não explica tudo nem abarca tudo. Ela se abre para baixo de onde emerge, de algo mais elementar e ancestral: a afetividade. Abre-se para cima, para o espírito, que é o momento em que a consciência se sente parte de um todo e que culmina na contemplação. Portanto a experiência de base não é "penso, logo existo", mas "sinto, logo existo". Na raiz de tudo não está a razão ("logos"), mas a paixão ("pathos").
David Goleman diria: no fundamento de tudo está a inteligência emocional. Afeto, emoção -numa palavra, paixão- é um sentir profundo. É entrar em comunhão, sem distância, com tudo o que nos cerca. Pela paixão captamos o valor das coisas. E o valor é o caráter precioso dos seres, aquilo que os torna dignos de serem e os faz apetecíveis. Só quando nos apaixonamos vivemos valores. E é por valores que nos movemos e somos.
À deriva dos gregos, chamamos essa paixão de eros, de amor. O mito arcaico diz tudo: "Eros, o deus do amor, ergueu-se para criar a terra. Antes, tudo era silêncio, nu e imóvel. Agora tudo é vida, alegria, movimento". Agora tudo é precioso, tudo tem valor, por causa do amor e da paixão.
Mas a paixão é habitada por um demônio. Deixada por si mesma, pode degenar em formas de gozo destruidor. Todos os valores valem, mas nem todos valem para todas as circunstâncias. A paixão é um caudal fantástico de energia que, como águas de um rio, precisa de margens, de limites e da justa medida para não ser avassaladora. É aqui que entra a função insubstituível da razão. É próprio da razão ver claro e ordenar, disciplinar e definir a direção da paixão.
Eis que surge uma dialética dramática entre paixão e razão. Se a razão reprimir a paixão, triunfa a rigidez, a tirania da ordem e a ética utilitária. Se a paixão dispensar a razão, vigora o delírio das pulsões e a ética hedonista, do puro prazer. Mas, se vigorar a justa medida e a paixão se servir da razão para um auto-desenvolvimento regrado, então emergem as duas forças que sustentam uma ética humanitária: a ternura e o vigor.
A ternura é o cuidado com o outro, o gesto amoroso que protege. O vigor é a contenção sem a dominação, a direção sem a intolerância. Ternura e vigor, ou também "animus" e "anima", contróem uma personalidade integrada, capaz de manter unidas as contradições e se enriquecer com elas.
Aqui se funda uma ética, capaz de incluir a todos na família humana. Essa ética se estrutura ao redor dos valores fundamentais ligados à vida, ao seu cuidado, ao trabalho, às relações cooperativas á cultura da não-violência e da paz. ..."
Como fundar a ética hoje, Leonardo Boffe, Folha de 14 de junho de 2003.
Considerando a história, verificamos que duas fontes da moral orientaram as sociedades ate hoje: as religiões e a razão. As religiões continuam sendo os nichos de valor privilegiados para a maioria da humanidade. A razão, desde que irrompeu, quase simultaneamente em todas as culturas mundiais, no século 6 a.C., no assim cham,ado tempo do eixo (Karl Jaspers), tentou estatuir códigos éticos universalmente válidos. Esses dois paradigmas não ficam invalidados pela crise atual, mas precisam ser enriquecidos, se quisermos estar à altura das intimidações que nos vêm da realidade hoje globalizada.
A crise cria a oportunidade de irmos às raízes da ética e descermos àquela instância na qual se formam continuamente valores. A ética, para ganhar um mínimo de consenso, deve nascer da base última da existência humana. Esta não reside na razão, como sempre pretendeu o Ocidente. A razão não é o primeiro nem o último momento da existência. Por isso não explica tudo nem abarca tudo. Ela se abre para baixo de onde emerge, de algo mais elementar e ancestral: a afetividade. Abre-se para cima, para o espírito, que é o momento em que a consciência se sente parte de um todo e que culmina na contemplação. Portanto a experiência de base não é "penso, logo existo", mas "sinto, logo existo". Na raiz de tudo não está a razão ("logos"), mas a paixão ("pathos").
David Goleman diria: no fundamento de tudo está a inteligência emocional. Afeto, emoção -numa palavra, paixão- é um sentir profundo. É entrar em comunhão, sem distância, com tudo o que nos cerca. Pela paixão captamos o valor das coisas. E o valor é o caráter precioso dos seres, aquilo que os torna dignos de serem e os faz apetecíveis. Só quando nos apaixonamos vivemos valores. E é por valores que nos movemos e somos.
À deriva dos gregos, chamamos essa paixão de eros, de amor. O mito arcaico diz tudo: "Eros, o deus do amor, ergueu-se para criar a terra. Antes, tudo era silêncio, nu e imóvel. Agora tudo é vida, alegria, movimento". Agora tudo é precioso, tudo tem valor, por causa do amor e da paixão.
Mas a paixão é habitada por um demônio. Deixada por si mesma, pode degenar em formas de gozo destruidor. Todos os valores valem, mas nem todos valem para todas as circunstâncias. A paixão é um caudal fantástico de energia que, como águas de um rio, precisa de margens, de limites e da justa medida para não ser avassaladora. É aqui que entra a função insubstituível da razão. É próprio da razão ver claro e ordenar, disciplinar e definir a direção da paixão.
Eis que surge uma dialética dramática entre paixão e razão. Se a razão reprimir a paixão, triunfa a rigidez, a tirania da ordem e a ética utilitária. Se a paixão dispensar a razão, vigora o delírio das pulsões e a ética hedonista, do puro prazer. Mas, se vigorar a justa medida e a paixão se servir da razão para um auto-desenvolvimento regrado, então emergem as duas forças que sustentam uma ética humanitária: a ternura e o vigor.
A ternura é o cuidado com o outro, o gesto amoroso que protege. O vigor é a contenção sem a dominação, a direção sem a intolerância. Ternura e vigor, ou também "animus" e "anima", contróem uma personalidade integrada, capaz de manter unidas as contradições e se enriquecer com elas.
Aqui se funda uma ética, capaz de incluir a todos na família humana. Essa ética se estrutura ao redor dos valores fundamentais ligados à vida, ao seu cuidado, ao trabalho, às relações cooperativas á cultura da não-violência e da paz. ..."
Como fundar a ética hoje, Leonardo Boffe, Folha de 14 de junho de 2003.
A volta, a maldade e a moral
"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Calçada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos, por ser uma menina ma
..."
Malandragem
Em que consiste a maldade?
Sera a transgressao da moral? Nesse caso, nao ha duvida que sou uma pessoa ma, pois ja desobedeci algumas regras morais ao longo dos meus 24 anos de vida.
Mas as regras morais foram ditadas pelos homens, sao formas de tentar tornar mais f?cil a nossa convivência em sociedade. E quase paradoxal o fato de que para tornar mais facil a convivência elas a tornam mais complicada, ja que vivemos a nos policiar para nao violar as regras ou entao nos culpamos quando o fazemos. O grande problema é que enquanto estamos quebrando as regras tudo parece valer à pena...
Voltando a questao da maldade, esta por vezes parece ser algo desumano. E desta forma o simples desrepeito a regras morais talvez nao faça de ninguém uma pessoa ma, ja que entendemos que é humano violar a maior parte da regras, pode até nao ser bom, mas é humano.
Talvez entao a maldade seja desrespeitar as regras de humanidade, mais do que as regras de convivência. Mas eu nao sei se existem tais regras de humanidade.
Pode a maldade ser a total falta de bondade?
Ou serei eu ma por ter transgredido a moral???
"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Calçada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos, por ser uma menina ma
..."
Malandragem
Em que consiste a maldade?
Sera a transgressao da moral? Nesse caso, nao ha duvida que sou uma pessoa ma, pois ja desobedeci algumas regras morais ao longo dos meus 24 anos de vida.
Mas as regras morais foram ditadas pelos homens, sao formas de tentar tornar mais f?cil a nossa convivência em sociedade. E quase paradoxal o fato de que para tornar mais facil a convivência elas a tornam mais complicada, ja que vivemos a nos policiar para nao violar as regras ou entao nos culpamos quando o fazemos. O grande problema é que enquanto estamos quebrando as regras tudo parece valer à pena...
Voltando a questao da maldade, esta por vezes parece ser algo desumano. E desta forma o simples desrepeito a regras morais talvez nao faça de ninguém uma pessoa ma, ja que entendemos que é humano violar a maior parte da regras, pode até nao ser bom, mas é humano.
Talvez entao a maldade seja desrespeitar as regras de humanidade, mais do que as regras de convivência. Mas eu nao sei se existem tais regras de humanidade.
Pode a maldade ser a total falta de bondade?
Ou serei eu ma por ter transgredido a moral???
domingo, junho 01, 2003
Utilidade Pública
Sabe os Beatles? Sabe rock and roll?? Sabe música boa?? Sabe show intimista?? Sabe isso tudo junto mais comida boa??? Bom isso tudo pode ser encontrado no Fridays, um restaurante/lanchonete carinho, lá na longíqua Barra da Tijuca, no templo do consumismo que é o New Your Citty center. Mas, como tentei deixar claro no início, o preço dos deliciosos e fartos sanduíches e o fato de ser longe não são um problema porque ir assistir, quer dizer, ouvir (e cantar junto) a banda cover dos lendários Beatles, Túnel do Tempo é um dos melhores programas da semana. Altamente recomendado. Pena que agora eles só voltam lá promeio de junho. Foi meu programão da semana!!!
You think you lost your love
Well I found her yesterday
It's you she's thinking of
And she told me what to say
She said she loves you
And you know that can't be bad
She loves you
And youknow you should be glad
Sabe os Beatles? Sabe rock and roll?? Sabe música boa?? Sabe show intimista?? Sabe isso tudo junto mais comida boa??? Bom isso tudo pode ser encontrado no Fridays, um restaurante/lanchonete carinho, lá na longíqua Barra da Tijuca, no templo do consumismo que é o New Your Citty center. Mas, como tentei deixar claro no início, o preço dos deliciosos e fartos sanduíches e o fato de ser longe não são um problema porque ir assistir, quer dizer, ouvir (e cantar junto) a banda cover dos lendários Beatles, Túnel do Tempo é um dos melhores programas da semana. Altamente recomendado. Pena que agora eles só voltam lá promeio de junho. Foi meu programão da semana!!!
You think you lost your love
Well I found her yesterday
It's you she's thinking of
And she told me what to say
She said she loves you
And you know that can't be bad
She loves you
And youknow you should be glad
Post-desabafo de uma pseudo-blogueira que não escreve...
Depois da pequena tempestade (pequena só porque foram apenas dois meses de ilusão, então não posso elevar os acontecimentos a altos postos, mas, a tristeza que senti nada teve de pequena), estou vivendo a calmaria tácita. Tácita porque a minha leve indiferença é calculada. E de tanto calcular tem hora que eu tropeço. Também, como ser extremamente calculista quando você sabe que uma pessoa chegou apenas por sentir o seu perfume? Note-se que ninguém mais parece perceber o tal perfume como eu. Quem mandou subir tão alto na árvore, sem ter certeza se iria achar laranja boa lá em cima?? Não tinha laranja e eu ainda levei um tombo feio... Da próxima vez tentarei ir com menos sede ao pote, ou então tentarei ter certeza de que há realmente algo dentro do pote...
Depois da pequena tempestade (pequena só porque foram apenas dois meses de ilusão, então não posso elevar os acontecimentos a altos postos, mas, a tristeza que senti nada teve de pequena), estou vivendo a calmaria tácita. Tácita porque a minha leve indiferença é calculada. E de tanto calcular tem hora que eu tropeço. Também, como ser extremamente calculista quando você sabe que uma pessoa chegou apenas por sentir o seu perfume? Note-se que ninguém mais parece perceber o tal perfume como eu. Quem mandou subir tão alto na árvore, sem ter certeza se iria achar laranja boa lá em cima?? Não tinha laranja e eu ainda levei um tombo feio... Da próxima vez tentarei ir com menos sede ao pote, ou então tentarei ter certeza de que há realmente algo dentro do pote...
domingo, maio 11, 2003
Preciso dizer que te amo
Leo jaime
Quando a gente conversa contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer, me dá um medo, que medo
Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
Eu não estou "amando", mas, sem dúvida essa música se encaixa perfeitamente. Sempre se encaixou. E o que mais desejo é poder trocar o meu repertório de músicas...
Someday...
Leo jaime
Quando a gente conversa contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer, me dá um medo, que medo
Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
E até o tempo passa arrastado só pra eu ficar ao teu lado
Você me chora dores de outro amor, se abre, e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo, que amigo
Que eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que te amo, tanto
Eu não estou "amando", mas, sem dúvida essa música se encaixa perfeitamente. Sempre se encaixou. E o que mais desejo é poder trocar o meu repertório de músicas...
Someday...
I'll say goodbye to love....
Touro 11/05/2003
Escolha a autenticidade, mesmo que num primeiro momento essa prática resulte em distúrbios. Essa condição, apesar de desconfortável, é um bom primeiro passo, e também sua contribuição para desintegrar a ilusão. Quiroga
A vida é para ser divertida. Problemas invariavelmente existirão, ficaremos tristes, choraremos, mas nesses casos também aprendemos alguma coisa para saber usar depois.
Eu realmente acredito nisso. E por isso mesmo estou descobrindo que tenho dificuldade para aprender algumas coisas. Na verdade uma coisa em especial: como fazer das paixões algo divertido. Porque isso é algo que não consigo. Mais uma vez me vejo chorando por alguém e, sinceramente, eu já não aguento mais isso.
Devo estar fazendo algo de errado, só que eu não consigo detectar onde está o erro. Acho que não são os homens, já me apaixonei por caras razoavelmente bastante diferentes uns dos outros. Talvez esteja almejando mais do que posso querer e acabo escolhendo, inconscientemente, homens mais bonitos, mais inteligentes, melhores do que eu. Talvez eu tenha que baixar meu nível (que eu não percebo como tão alto assim) e aceitar os caras que se interessam por mim, os quais, geralmente, eu não acho interessantes.
Essa deve ser a única solução. Porque, sinceramente, não aguento mais chorar por homens, não aguento mais fazer papel de boba (porque toda apaixonada é meio, bastante, boba), simplesmente não aguento mais não ser correspondida, não aguento mais viver de ilusões....
Touro 11/05/2003
Escolha a autenticidade, mesmo que num primeiro momento essa prática resulte em distúrbios. Essa condição, apesar de desconfortável, é um bom primeiro passo, e também sua contribuição para desintegrar a ilusão. Quiroga
A vida é para ser divertida. Problemas invariavelmente existirão, ficaremos tristes, choraremos, mas nesses casos também aprendemos alguma coisa para saber usar depois.
Eu realmente acredito nisso. E por isso mesmo estou descobrindo que tenho dificuldade para aprender algumas coisas. Na verdade uma coisa em especial: como fazer das paixões algo divertido. Porque isso é algo que não consigo. Mais uma vez me vejo chorando por alguém e, sinceramente, eu já não aguento mais isso.
Devo estar fazendo algo de errado, só que eu não consigo detectar onde está o erro. Acho que não são os homens, já me apaixonei por caras razoavelmente bastante diferentes uns dos outros. Talvez esteja almejando mais do que posso querer e acabo escolhendo, inconscientemente, homens mais bonitos, mais inteligentes, melhores do que eu. Talvez eu tenha que baixar meu nível (que eu não percebo como tão alto assim) e aceitar os caras que se interessam por mim, os quais, geralmente, eu não acho interessantes.
Essa deve ser a única solução. Porque, sinceramente, não aguento mais chorar por homens, não aguento mais fazer papel de boba (porque toda apaixonada é meio, bastante, boba), simplesmente não aguento mais não ser correspondida, não aguento mais viver de ilusões....
quarta-feira, abril 23, 2003
Inspirada na Cinderela, faço minha homenagem a São Jorge e de quebra a meu falecido avô Altamir que faria aniversário hoje...
Duas músicas que eu adoro!!!
LUA DE SÃO JORGE
Caetano Veloso
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge, cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua maravilha
Mãe, irmã e filha de todo esplendor
Lua de São Jorge brilha nos altares
Brilha nos lugares onde estou e vou
Lua de São Jorge brilha sobre os mares, brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge, lua soberana
Nobre porcelana sobre a seda azul
Lua de São Jorge, lua da alegria
Não se vê um dia claro como tu
Lua de São Jorge serás minha guia no Brasil de Norte a Sul...
JORGE DE CAPADÓCIA
Jorge Ben
jorge sentou praça
na cavalaria
eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia
eu estou vestida com as roupas
e as armas de jorge
para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam
e nem mesmo um pensamento
eles possam ter para me fazerem mal
salve jorge
salve o jorge
armas de fogo
meu corpo não alcançarão
facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar
cordar e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar
porque eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
salve jorge
salve jorge
"eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
para que meus inimigos
tenham pés e não me alcancem
tenham mãos e não me toquem
tenham olhos e não me vejam
e nem em pensamento possam me fazer mal"
salve jorge
salve jorge
Duas músicas que eu adoro!!!
LUA DE SÃO JORGE
Caetano Veloso
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua deslumbrante
Azul verdejante, cauda de pavão
Lua de São Jorge, cheia, branca, inteira
Ó minha bandeira solta na amplidão
Lua de São Jorge, lua brasileira, lua do meu coração
Lua de São Jorge, lua maravilha
Mãe, irmã e filha de todo esplendor
Lua de São Jorge brilha nos altares
Brilha nos lugares onde estou e vou
Lua de São Jorge brilha sobre os mares, brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge, lua soberana
Nobre porcelana sobre a seda azul
Lua de São Jorge, lua da alegria
Não se vê um dia claro como tu
Lua de São Jorge serás minha guia no Brasil de Norte a Sul...
JORGE DE CAPADÓCIA
Jorge Ben
jorge sentou praça
na cavalaria
eu estou feliz porque eu também
sou da sua companhia
eu estou vestida com as roupas
e as armas de jorge
para que meus inimigos tenham pés
e não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos
e não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos
e não me vejam
e nem mesmo um pensamento
eles possam ter para me fazerem mal
salve jorge
salve o jorge
armas de fogo
meu corpo não alcançarão
facas e espadas se quebrem
sem o meu corpo tocar
cordar e correntes arrebentem
sem o meu corpo amarrar
porque eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
salve jorge
salve jorge
"eu estou vestida
com as roupas e as armas de jorge
para que meus inimigos
tenham pés e não me alcancem
tenham mãos e não me toquem
tenham olhos e não me vejam
e nem em pensamento possam me fazer mal"
salve jorge
salve jorge
terça-feira, abril 22, 2003
Não, ainda não é meu aniversário (quinta-feira...), mas hoje pareceu que o inferno astral deu uma trégua. Porque desde quinta passada eu relamente estava me sentido imersa nele. Mas aí hoje eu achei minha carteira de indentidade médica que achava ter perdido (num canto do meu armário, já comentei que sou desorganizada???), teve expediente na enfermeria da UERJ (não sou muito chegada a feriados longos...) e eu ainda fiquei sabendo que um certo alguém não voltou do feriado com namorada (ha!!! passei o feriado inteiro tentando não pensar nisso. E aí hoje eu perguntei na lata pra ele. Se ele não se tocou que estou afim dele, não sei mais o que fazer. Mas acho que ele deve ter se tocado. Agora depende dele, acho que deixei claras minhas intenções, pelo menos o mais claras possíveis sem poder eser explícita, afinal estamos num ambiente de trabalho. Mesmo se não estivéssemos provavelmente eu não seria explícita.).
Nessas horas duvido do inferno astral e acredito mais que sou ciclotímica: simplesmente tenho variações constantes de meus níveis de serotonina, dopamina, noradrenalina e todos os outros neurotransmissores existentes. E com isso acordo bem nuns dias e mal em outros. Se bem que isso é ciência demais, deve haver uma explicação mais filosófica...
Nessas horas duvido do inferno astral e acredito mais que sou ciclotímica: simplesmente tenho variações constantes de meus níveis de serotonina, dopamina, noradrenalina e todos os outros neurotransmissores existentes. E com isso acordo bem nuns dias e mal em outros. Se bem que isso é ciência demais, deve haver uma explicação mais filosófica...
domingo, abril 20, 2003
Contra Campo
Leitura básica de sempre para os que se encantam com o cinema, a Contra Campo está simplesmente essencial este mês. E não só para os cinéfilos. A pauta do mês é uma reflexão sobre o cinema americano e, por extensão, sobre a própria cultura e sociedade americanas. Os artigos estão ótimos. Destaque especial, como sempre, para o melhor crítico de cinema da atualidade (na minha insignificante opinião), o senhor Eduardo Valente!!!
Visitem e leiam!!!
Leitura básica de sempre para os que se encantam com o cinema, a Contra Campo está simplesmente essencial este mês. E não só para os cinéfilos. A pauta do mês é uma reflexão sobre o cinema americano e, por extensão, sobre a própria cultura e sociedade americanas. Os artigos estão ótimos. Destaque especial, como sempre, para o melhor crítico de cinema da atualidade (na minha insignificante opinião), o senhor Eduardo Valente!!!
Visitem e leiam!!!
sexta-feira, abril 18, 2003
Pessimismo...
Os sinais parecem dizer que vai dar certo, que existem chances, relativamente boas, dessa vez. Aí, do nada (para você que não é onisciente), tudo muda e você passa a acreditar na pior das possibilidades como a mais plausível de todas. Claro que isso não precisaria ser o fim, mas você é o tipo de pessoa que desiste fácil...
Também, quem mandou se deixar encantar tanto por uma pessoa no decorrer de um único mês???
Os sinais parecem dizer que vai dar certo, que existem chances, relativamente boas, dessa vez. Aí, do nada (para você que não é onisciente), tudo muda e você passa a acreditar na pior das possibilidades como a mais plausível de todas. Claro que isso não precisaria ser o fim, mas você é o tipo de pessoa que desiste fácil...
Também, quem mandou se deixar encantar tanto por uma pessoa no decorrer de um único mês???
domingo, abril 13, 2003
Porque será ...
Que estou sempre dando festas pra você dentro de mim
É sempre assim ...
Eu enfeito a minha casa com as flores que roubei do seu jardim
São os erros do desejo ...
Você está em tudo que eu vejo
E agora ...
Tudo parece menos real ...
Menos carnaval
Menos Carnaval Belô Veloso
E cá estou eu, mais uma vez, me deixando encantar por um certo alguém. Vou conhecendo-o e me encantando, com as coisas mais bobas e simples. E me vejo dividida não em duas, mas em três. Uma parte de mim teme, como sempre, que nada dê certo e eu acabe mais uma vez platônica e com um coração partido. Outra parte quer acreditar. E a terceira não quer pensar nem no passado nem no futuro, quer apenas aproveitar os pequenos momentos de flerte e encantamento, reais e palpáveis.
Não precisa ser muito inteligente pra saber qual a melhor opção das três. Mas, serei eu inteligente o bastante para fazer a escolha certa??
Que estou sempre dando festas pra você dentro de mim
É sempre assim ...
Eu enfeito a minha casa com as flores que roubei do seu jardim
São os erros do desejo ...
Você está em tudo que eu vejo
E agora ...
Tudo parece menos real ...
Menos carnaval
Menos Carnaval Belô Veloso
E cá estou eu, mais uma vez, me deixando encantar por um certo alguém. Vou conhecendo-o e me encantando, com as coisas mais bobas e simples. E me vejo dividida não em duas, mas em três. Uma parte de mim teme, como sempre, que nada dê certo e eu acabe mais uma vez platônica e com um coração partido. Outra parte quer acreditar. E a terceira não quer pensar nem no passado nem no futuro, quer apenas aproveitar os pequenos momentos de flerte e encantamento, reais e palpáveis.
Não precisa ser muito inteligente pra saber qual a melhor opção das três. Mas, serei eu inteligente o bastante para fazer a escolha certa??
domingo, abril 06, 2003
4 semanas de residência, com a UERJ em greve. Sensação de deja vu, porque eu realmente já vi isso na UFF, principalmente na greve de 2001. Assembléias e mais assembléias em que nada é definido, apenas a continuação de uma greve que já não mobiliza nem a opinião pública, muito menos o governo de dona Rosângela Matheus. Saúde e educação deveriam ter outras formas de protesto e mobilização já que a greve só faz onerar ainda mais a população, que perde mais e mais seu direito de cidadania.
Touro 06/04/2003
A intuição anda mais rápido que a lógica. Contudo, é necessário ter cuidado para não confundi-la com as especulações irritadas da mente, que velozmente fazem parecer que reconhecem a verdade enquanto chafurdam na mentira. Quiroga
Acredito que se fosse capaz de me livrar de toda a minha ansiedade, seria capaz de utilizar essa tal intuição. Uma ou outra vez isso já aconteceu, mas na maior parte das vezes a ansiedade, que por vezes se transforma em medo, quase pânico, atrapalha tudo e meu racionalismo pessimista me faz perder chances no mínimo interessantes.
A intuição anda mais rápido que a lógica. Contudo, é necessário ter cuidado para não confundi-la com as especulações irritadas da mente, que velozmente fazem parecer que reconhecem a verdade enquanto chafurdam na mentira. Quiroga
Acredito que se fosse capaz de me livrar de toda a minha ansiedade, seria capaz de utilizar essa tal intuição. Uma ou outra vez isso já aconteceu, mas na maior parte das vezes a ansiedade, que por vezes se transforma em medo, quase pânico, atrapalha tudo e meu racionalismo pessimista me faz perder chances no mínimo interessantes.
domingo, março 23, 2003
Há uma guerra no planeta Terra. Pensando bem, sempre há guerra no nosso planeta. É exatamente por isso que estou revendo minhas posições pacifistas. Como mostra "Gangues de Nova York", algumas guerras devem ser lutadas, posições devem ser tomadas, a partir do momento que aquilo pelo qual lutamos é algo em que acreditamos. O Contardo Calligaris, da Folha, vive dizendo que precisamos ser menos individualistas, precisamos ter algo pelo qual lutar.
Mas, alguém acredita na guerra contra o Iraque?? Nem os americanos devem acreditar nessa história de "Terror". Eles sabem que é uma guerra econômica e nada mais que isso. Saddam Husseim é um déspota, mas e o que os americanos, ingleses e quem quer que seja tem a ver com isso? A não ser o iraquianos, é claro. Mas o petróleo fica no território deles, e segundo o pensamento imperialista americano, o petróleo não pode ser dos iraquianos. O petróleo é dos americanos, quer dizer "do mundo".
E enquanto isso nós ficamos assistindo as imagens assépticas da guerra. Nada de feridos, nada de sofrimento, nada de humanidade, apenas fumaça no céu. (Meu desejo secreto: que aquela camerazinha que fica no alto do prédio do Ministério da Informação em Bagdá seja destruída o mais rápido possível, não vejo a hora de ver uma bomba cair em cima dela e nos livrar das imagens distantes e sempre iguais da cidade coberta de fumaça).
Pelo menos a Folha mostra imagens da guerra, de verdade. E tem o Sérgio Dávilla, lá em Bagdá, escrevendo sobre o que está vendo. Nada das imagens amadoras de videofone do Marcos Uchôa no Kuwait. Pobre Uchôa fazendo papel de iniciante...
Mas, alguém acredita na guerra contra o Iraque?? Nem os americanos devem acreditar nessa história de "Terror". Eles sabem que é uma guerra econômica e nada mais que isso. Saddam Husseim é um déspota, mas e o que os americanos, ingleses e quem quer que seja tem a ver com isso? A não ser o iraquianos, é claro. Mas o petróleo fica no território deles, e segundo o pensamento imperialista americano, o petróleo não pode ser dos iraquianos. O petróleo é dos americanos, quer dizer "do mundo".
E enquanto isso nós ficamos assistindo as imagens assépticas da guerra. Nada de feridos, nada de sofrimento, nada de humanidade, apenas fumaça no céu. (Meu desejo secreto: que aquela camerazinha que fica no alto do prédio do Ministério da Informação em Bagdá seja destruída o mais rápido possível, não vejo a hora de ver uma bomba cair em cima dela e nos livrar das imagens distantes e sempre iguais da cidade coberta de fumaça).
Pelo menos a Folha mostra imagens da guerra, de verdade. E tem o Sérgio Dávilla, lá em Bagdá, escrevendo sobre o que está vendo. Nada das imagens amadoras de videofone do Marcos Uchôa no Kuwait. Pobre Uchôa fazendo papel de iniciante...
domingo, março 09, 2003
A tensão entre o produtor e o diretor resultou num parto doloroso e num filme mais curto que o previsto. Não importa: encontra-se nas telas de cinema uma obra essencial. "Gangues de Nova York" é muito complexo e é preciso tempo para que ele se decante. Só depois as análises poderão alcançar sua verdadeira medida.
O filme faz História, História das multidões e dos esquecidos, História da violência e da corrupção, História dos antros mais escuros e imundos, dos ódios de raça e de clãs. História que expõe a democracia como simulacro. O filme pega pelo avesso os velhos mitos enérgicos americanos. Opões-se à saga do western e das planícies desejadas (a América, diz o cartaz, nasceu nas ruas), criando uma épica semelhante à dos grandes romances históricos que puseram em cena forças coletivas. Por destacados que sejam os protagonintas, eles terminam incorporando-se nas tramas dos movimentos gerais.
A História dos homens, no entanto, mostra-se, no universo de Scorsese, como o fluxo móvel diante de um fundamento sagrado e eterno. Como Robert Bresson, Scorsese é obcecado pela presença do mal no mundo, pela dificuldade de alcançar o divino, mesmo quando se age em nome dele. Num gesto simbólico, a Bíblia é atirada às águas. Os personagens mostram no corpo as marcas do martírio. Simpáticos ou não, eles se irmanam na mesma dificuldade em chegar à salvação.
Jorge Coli, no caderno Ilustrada da Folha, em 9 de março de 2003.
Assisti "Gangues de Nova York" há duas semanas e desde então penso no filme, em algo para falar e escrever, mas não consigo, exatamente por sentir que qualquer consideração que faça estará muiro abaixo de tudo que o filme representa. Jorge Coli traduziu um pouco dessa sensação. É um grande fime, um épico e ao mesmo tempo um filme atual, como muito poucos conseguem ser. Imperdível...
O filme faz História, História das multidões e dos esquecidos, História da violência e da corrupção, História dos antros mais escuros e imundos, dos ódios de raça e de clãs. História que expõe a democracia como simulacro. O filme pega pelo avesso os velhos mitos enérgicos americanos. Opões-se à saga do western e das planícies desejadas (a América, diz o cartaz, nasceu nas ruas), criando uma épica semelhante à dos grandes romances históricos que puseram em cena forças coletivas. Por destacados que sejam os protagonintas, eles terminam incorporando-se nas tramas dos movimentos gerais.
A História dos homens, no entanto, mostra-se, no universo de Scorsese, como o fluxo móvel diante de um fundamento sagrado e eterno. Como Robert Bresson, Scorsese é obcecado pela presença do mal no mundo, pela dificuldade de alcançar o divino, mesmo quando se age em nome dele. Num gesto simbólico, a Bíblia é atirada às águas. Os personagens mostram no corpo as marcas do martírio. Simpáticos ou não, eles se irmanam na mesma dificuldade em chegar à salvação.
Jorge Coli, no caderno Ilustrada da Folha, em 9 de março de 2003.
Assisti "Gangues de Nova York" há duas semanas e desde então penso no filme, em algo para falar e escrever, mas não consigo, exatamente por sentir que qualquer consideração que faça estará muiro abaixo de tudo que o filme representa. Jorge Coli traduziu um pouco dessa sensação. É um grande fime, um épico e ao mesmo tempo um filme atual, como muito poucos conseguem ser. Imperdível...
Touro 09/03/2003 Reinvente sua vida, crie, o que haveria de mais importante para fazer? Preocupar-se? Buscar prazeres impossíveis? Imaginar mundos inatingíveis? Aqui e agora você poderia reinventar sua vida, se assim o desejar. Quiroga.
terça-feira, março 04, 2003
terça-feira, fevereiro 25, 2003
Touro 25/02/2003 A hora é errada só se você a considerar assim. As coisas acontecem quando acontecem, e as pessoas são livres para decidir o que fazer com elas. A responsabilidade de sua vida não é das circunstâncias, é toda sua. Quiroga, no Quiroga mesmo (mas também no Estadão).
Não houve nenhum acontecimento na minha vida por esses dias (ou pelo menos eu não percebi nada de diferente). Mas se e quando acontecer algo vou tentar me lembrar dessa pervisão. Se bem que eu sempre acreditei que "Quem sabe faz a hora", de forma que nunca existe hora certa ou hora errada. Só que tem uma parte de mim que teima em ver tudo pelo lado pessimista...
Não houve nenhum acontecimento na minha vida por esses dias (ou pelo menos eu não percebi nada de diferente). Mas se e quando acontecer algo vou tentar me lembrar dessa pervisão. Se bem que eu sempre acreditei que "Quem sabe faz a hora", de forma que nunca existe hora certa ou hora errada. Só que tem uma parte de mim que teima em ver tudo pelo lado pessimista...
quarta-feira, fevereiro 19, 2003
Touro 19/02/2003 Os sincronismos que você trata como meras casualidades são, na verdade, sinais perfeitos que sua alma poderia utilizar para evoluir. A vida acontece enquanto você tenta obstinadamente fazer o que parece sensato.
Quiroga, no Estadão, traduzindo John Lennon de forma bastante direta para os taurinos.
Eu sempre tenho medo de estar querendo enxergar sincronismos em fatos que são nada mais que puras coincidências...
Quiroga, no Estadão, traduzindo John Lennon de forma bastante direta para os taurinos.
Eu sempre tenho medo de estar querendo enxergar sincronismos em fatos que são nada mais que puras coincidências...
terça-feira, fevereiro 18, 2003
It's Going to Take Sometime
The Carpenters
It's going to take some time this time
To get myself in shape
I really feel out-of line this time
I really missed the gate
The birds on the telephone line (next time)
Are cryin' out to me (next time)
And I won't be so blind next time
And I'll find some harmony
But it's going to take some time this time
And I can't make demands
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
It's going to take some time this time
No matter what I've planned
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
Só que já tá levando 3 anos, descontando os anos de amizade, contando só apartir do fatídico momento que eu passei achar que ele era o homem da minha vida. Há 3 anos eu canto essa música... Acho que preciso de tratamento psiquiátrico...
The Carpenters
It's going to take some time this time
To get myself in shape
I really feel out-of line this time
I really missed the gate
The birds on the telephone line (next time)
Are cryin' out to me (next time)
And I won't be so blind next time
And I'll find some harmony
But it's going to take some time this time
And I can't make demands
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
It's going to take some time this time
No matter what I've planned
But like the young trees in the wintertime
I'll learn how to bend
After all the tears we've spent
How could we make amends
So it's one more round for experience
And I'm on the road again
And it's going to take some time this time
Só que já tá levando 3 anos, descontando os anos de amizade, contando só apartir do fatídico momento que eu passei achar que ele era o homem da minha vida. Há 3 anos eu canto essa música... Acho que preciso de tratamento psiquiátrico...
segunda-feira, fevereiro 17, 2003
Momento Querido Diário...
Às vezes, muito raramente, eu tenho a impressão que a ignorância é a melhor saída. Que pode-se ser feliz sendo ignorante, que a sabedoria, de qualquer tipo, não só a inteligência mas o conhecimento puro e simples podem complicar a vida. Por que, de que adianta saber algo, se você não pode fazer nada, se não há como mudar a situação. Ou pior, se isso gera desejos e sonhos que não se realizarão, que não têm chances, mas que são mais fortes que a razão e teimam em se esgueirar por sua mente, levando a ansiedade vazia de algo que não vai acontecer.
Em suma: porque ele tinha de me dizer que terminou o namoro???
Às vezes, muito raramente, eu tenho a impressão que a ignorância é a melhor saída. Que pode-se ser feliz sendo ignorante, que a sabedoria, de qualquer tipo, não só a inteligência mas o conhecimento puro e simples podem complicar a vida. Por que, de que adianta saber algo, se você não pode fazer nada, se não há como mudar a situação. Ou pior, se isso gera desejos e sonhos que não se realizarão, que não têm chances, mas que são mais fortes que a razão e teimam em se esgueirar por sua mente, levando a ansiedade vazia de algo que não vai acontecer.
Em suma: porque ele tinha de me dizer que terminou o namoro???
segunda-feira, fevereiro 10, 2003
Raiva subst. fem. Aquilo que se sente ao descobrir no extrato bancário que além de ter pago mais de 100% de juros em menos de 1 ano por uma dívida gerada pelo próprio banco (que cancelou meu cheque especial sem nenhum aviso e por isso fez-se a dívida), a idiota ainda teve de pagar mais de R$ 100,00 em taxas, mais uma vez, sem aviso nenhum.
Eu amo o Banco do Brasil.
Eu amo o Banco do Brasil.
sexta-feira, fevereiro 07, 2003
Filminho que dá susto e um certo medo...
O Chamado
Fui ao cinema assistir "O Chamado" levada pela propaganda e pela curiosidade gerada por esta. Seria esse um filme assim tão aterrorizante ou um simples terror juvenil? Não sabia muito da trama, fiz questão de me manter "no escuro" para poder garantir possíveis surpresas. Sim, eu gosto de tomar sustos, ou então não haveria porque de me interessar por um filme de terror em primeiro lugar.
E, sim, "O Chamado" me surpreendeu. Não por ter provocado sustos, eles até existem mas o filme não se constrói somente sobre eles. A direção de Gore Verbinky cria todo um clima estranho, "sinistro", como se durante todo o tempo você soubesse que há algo errado ali. A fotografia de poucos e escuros tons, a chuva constante, os poucos ambientes e os poucos personagens e a música incidental criam um clima de certa forma intimista apesar de também não nos envolver demais com os personagens. Fica claro que aquele é um filme de terror, um conto de terror e não interessa saber muito sobre os personagens, pois não é um drama. Isso fica ainda mais claro no final, quando por alguns momentos parece que o final não faz sentido exatamente porque os nossos três personagens parecem ter ganho muita importância. Sabemos que falta algo...
Os três personagens principais são uma jovem jornalista, Naomi Watts que neste filme lembra muito Nicole Kidman, seu filho, porque crianças são seres frágeis que nos sensibilizam, além de terem algum sentido mais aguçado que os adultos, e um ex-namorado que trabalha com vídeos. Podemos resumir o filme dizendo que é sobre essas pessoas tentando descobrir porque uma fita de vídeo com imagens toscas e estranhas pode levar as pessoas que a assistem a morrerem 7 dias depois. E o grande porém do filme é exatamente essa explicação, pois o roteiro deixa furos em relação a trama. Algumas coisas são sugeridas logo no início do filme, mas depois não há mais menção a elas e no final a trama toda não faz muito sentido. Não que isso atrapalhe muito o filme durante a sessão, atrapalha mais depois pois faz do filme apenas uma boa diversão. Durante as duas horas dentro do cinema você pode até saber que há pontas soltas, mas se diverte, essa diversão masoquista em que consistem os filmes de terror. Você fica com medo de qualquer forma, um medo de algo desconhecido que se consiste numa fita de vídeo. Não é a ansiedade de tomar logo o próximo susto, é um nervosismo, uma sensação incômoda de querer que algo não aconteça, mesmo não sabendo o que é esse algo. De alguma forma sabemos que essa coisa não é boa e aí está todo o porque do filme ser tão incômodo, o fato de haver algo que não é bom.
Apesar de ter várias cenas que parecem ser referências diretas a grandes filmes do gênero, como "O Iluminado" e "Poltergeist", ao final do filme eu me lembrei de "Sinais" de M. Night Shaymalan, apesar de ter me lembrado antes de "O Sexto Sentido" em função do garotinho. Mas o filme tem mais a ver com "Sinais" pelo clima de medo do desconhecido que cria, pela sensação de essa coisa desconhecida não é boa. Mas em "Sinais" nos envolvemos com os personagens, sabemos que há lago mais a ser contado que um história de terror. Como já disse, esse não é o caso de "O Chamado".
No final, é um filme de terror que cumpre o que promete, mesmo que pecando pelo roteiro. Você sai do cinema alerta a ponto de se assustar com um telefone tocando, com um espelho ou com a água parada em algum canto. Você recebe extamente aquilo pelo qual pagou na entrada do cinema. Só não sabe muito bem se quer voltar para uma próxima sessão, nem se será capaz de alugar o filme quando sair em vídeo... (Por sinal, ele teria funcionado ainda melhor se tivesse sido lançado só em vídeo, com uma campanha do tipo da "A Bruxa de Blair").
O Chamado
Fui ao cinema assistir "O Chamado" levada pela propaganda e pela curiosidade gerada por esta. Seria esse um filme assim tão aterrorizante ou um simples terror juvenil? Não sabia muito da trama, fiz questão de me manter "no escuro" para poder garantir possíveis surpresas. Sim, eu gosto de tomar sustos, ou então não haveria porque de me interessar por um filme de terror em primeiro lugar.
E, sim, "O Chamado" me surpreendeu. Não por ter provocado sustos, eles até existem mas o filme não se constrói somente sobre eles. A direção de Gore Verbinky cria todo um clima estranho, "sinistro", como se durante todo o tempo você soubesse que há algo errado ali. A fotografia de poucos e escuros tons, a chuva constante, os poucos ambientes e os poucos personagens e a música incidental criam um clima de certa forma intimista apesar de também não nos envolver demais com os personagens. Fica claro que aquele é um filme de terror, um conto de terror e não interessa saber muito sobre os personagens, pois não é um drama. Isso fica ainda mais claro no final, quando por alguns momentos parece que o final não faz sentido exatamente porque os nossos três personagens parecem ter ganho muita importância. Sabemos que falta algo...
Os três personagens principais são uma jovem jornalista, Naomi Watts que neste filme lembra muito Nicole Kidman, seu filho, porque crianças são seres frágeis que nos sensibilizam, além de terem algum sentido mais aguçado que os adultos, e um ex-namorado que trabalha com vídeos. Podemos resumir o filme dizendo que é sobre essas pessoas tentando descobrir porque uma fita de vídeo com imagens toscas e estranhas pode levar as pessoas que a assistem a morrerem 7 dias depois. E o grande porém do filme é exatamente essa explicação, pois o roteiro deixa furos em relação a trama. Algumas coisas são sugeridas logo no início do filme, mas depois não há mais menção a elas e no final a trama toda não faz muito sentido. Não que isso atrapalhe muito o filme durante a sessão, atrapalha mais depois pois faz do filme apenas uma boa diversão. Durante as duas horas dentro do cinema você pode até saber que há pontas soltas, mas se diverte, essa diversão masoquista em que consistem os filmes de terror. Você fica com medo de qualquer forma, um medo de algo desconhecido que se consiste numa fita de vídeo. Não é a ansiedade de tomar logo o próximo susto, é um nervosismo, uma sensação incômoda de querer que algo não aconteça, mesmo não sabendo o que é esse algo. De alguma forma sabemos que essa coisa não é boa e aí está todo o porque do filme ser tão incômodo, o fato de haver algo que não é bom.
Apesar de ter várias cenas que parecem ser referências diretas a grandes filmes do gênero, como "O Iluminado" e "Poltergeist", ao final do filme eu me lembrei de "Sinais" de M. Night Shaymalan, apesar de ter me lembrado antes de "O Sexto Sentido" em função do garotinho. Mas o filme tem mais a ver com "Sinais" pelo clima de medo do desconhecido que cria, pela sensação de essa coisa desconhecida não é boa. Mas em "Sinais" nos envolvemos com os personagens, sabemos que há lago mais a ser contado que um história de terror. Como já disse, esse não é o caso de "O Chamado".
No final, é um filme de terror que cumpre o que promete, mesmo que pecando pelo roteiro. Você sai do cinema alerta a ponto de se assustar com um telefone tocando, com um espelho ou com a água parada em algum canto. Você recebe extamente aquilo pelo qual pagou na entrada do cinema. Só não sabe muito bem se quer voltar para uma próxima sessão, nem se será capaz de alugar o filme quando sair em vídeo... (Por sinal, ele teria funcionado ainda melhor se tivesse sido lançado só em vídeo, com uma campanha do tipo da "A Bruxa de Blair").
sábado, fevereiro 01, 2003
O todo poderoso George W. Bush é um estadista belicista, e ruim, na minha opinião sem imortância. Mas é tambem meio sem sorte. Podia ter passado sem esse triste desastre da Columbia no seu mandato.
Essas pessoas foram ao espaço, tiveram uma visão do nosso planeta e de uma pequena parte do universo que a maioria de nós apenas tem em sonhos ou filmes. Infelizmente não voltaram para contar. Mas eu acredito que deveriam estar bem de alguma forma, não se vai aonde poucos podem ir sem ganhar de alguma forma, seja conhecimento, paz ou algo mais.
Detalhes da tragédia aqui, na CNN Brasil.
Essas pessoas foram ao espaço, tiveram uma visão do nosso planeta e de uma pequena parte do universo que a maioria de nós apenas tem em sonhos ou filmes. Infelizmente não voltaram para contar. Mas eu acredito que deveriam estar bem de alguma forma, não se vai aonde poucos podem ir sem ganhar de alguma forma, seja conhecimento, paz ou algo mais.
Detalhes da tragédia aqui, na CNN Brasil.
sexta-feira, janeiro 31, 2003
Tristezas românticas...
Gostaria de me libertar de você. Nem sei se você sabe, mas você me tem. Ainda. O tempo , mesmo que nem tanto assim, passou. Aquilo que nem chegou realmente a existir terminou, mesmo assim você ainda me tem. Sem saber, sem querer. Eu até sei, mas também não quero. Só não sei como pedir minha carta de alforria. Até porque, longe, nem aprece que sou sua, ninguém nota, às vezes nem eu. Mas, nos poucos momentos em que estamos próximos, mesmo que no meio de muitos outros, não há dúvidas. Eu até tento disfaçar, mentir para mim mesma (aquela que segundo Renato Russo, é a pior mentira), mas a corrente invisível que me une a você é mais forte. E sempre, de alguma forma, acabamos próximos. Mais do eu racionalmente gostaria, menos do que eu realmente desejaria, ainda assim próximos. E tudo que eu realmente quero é me libertar, deixar de me importar. Com você. E com o que eu sinto por você. Poder ouvir as músicas, os cds que ficaram marcados pela aura que criei pensando em você.
Gostaria de me libertar de você. Nem sei se você sabe, mas você me tem. Ainda. O tempo , mesmo que nem tanto assim, passou. Aquilo que nem chegou realmente a existir terminou, mesmo assim você ainda me tem. Sem saber, sem querer. Eu até sei, mas também não quero. Só não sei como pedir minha carta de alforria. Até porque, longe, nem aprece que sou sua, ninguém nota, às vezes nem eu. Mas, nos poucos momentos em que estamos próximos, mesmo que no meio de muitos outros, não há dúvidas. Eu até tento disfaçar, mentir para mim mesma (aquela que segundo Renato Russo, é a pior mentira), mas a corrente invisível que me une a você é mais forte. E sempre, de alguma forma, acabamos próximos. Mais do eu racionalmente gostaria, menos do que eu realmente desejaria, ainda assim próximos. E tudo que eu realmente quero é me libertar, deixar de me importar. Com você. E com o que eu sinto por você. Poder ouvir as músicas, os cds que ficaram marcados pela aura que criei pensando em você.
Spider
Você vê o nome de David Cronenberg como diretor de um filme e pensa: mais um filme estranho e meio nojento. Lembra logo de "A mosca" ou "Gêmeos mórbida semelhança", ótimos filmes, mas sem dúvida muitos "estranhos" e com cenas que podem ser consideradas nojentas, por isso estão na seção terror de qualquer locadora.
Este "Spider" é ao mesmo tempo igual e diferente. Ele é estranho, a maior parte do filme nos perguntamos o que está acontecendo, não entendemos nada muito bem. Mas não tem cenas nojentas e isso ajuda a criar no espectador a devida noção de que o que estamos vendo é na verdade um drama, não um filme de suspense ou terror. Os outros filmes de Cronenberg eram também, na verdade, dramas sobre pessoas estranhas mas acabavam sendo entendidos por muitos como terror, pelas cenas quase escatológicas. "Spider" pode até ser considerado um suspense, pela trama que vai se desnrolando aos poucos e que só entedemos devidamente no final (mas sem momentos surpreendentes, sem clímax friamente calculado), mas no fundo, é um drama sobre um esquizofrênico que tenta entender sua vida.
Falar em personagem esquizofrênico faz lembrar "Uma Mente Brilhante", este sim drama com D maiúsculo. E se a comparação se torna inevitável, para mim, "Spider" ganha em todos os aspectos. Ganha por ser um filme mais sincero, mais real, sem glamourizar uma doença que no dia-a-dia nada tem de glamouroza, por ter um roteiro muito mais interessante e inteligente, por ser, no final das contas, um filme muito melhor. Só acho que não se pode comparar as atuações de Ralph Fienes e Russel Crowe, porque os dois estão perfeitos e muito dieferentes, não porque tenham estilos diferentes de representar, mas porque seus personagens têm doenças diferentes: o de Russel era um ezquizofrênico paranóide, o de Ralph é um ezquizofrênico hebefrênico, caso em que a doença compromete muito mais a vida da pessoa.
Mas se falamos da atuação perfeita de Ralph Fiennes, não há como esquecer a presença marcante de Miranda Richardson no filme. Revezando-se em 3 papéis, e sendo ao mesmo tempo uma só, ela é a chave para o entendimento do filme. Mas se o filme gira em torno principalmente de Ralph e Miranda, fazendo lembrar antigas teorias que culpavam a mãe pela esquizofrênia dos filhos (teorias que hoje não são aceitas e que no final o prório filme mostra não aceitar), o resto do elenco, com Gabriel Byrne, Lynn Redgrave e John Neville não passa desapercebido, sendo todos importantes ao longo do filme.
No fim, após duas horas tentando entender, junto com Mr.Cleg, o que acontece no filme, saímos do cinema não apenas com sensção de alívio de termos desvendado o mistério do filme, mas sabendo que a rel compreensão do filme é que ele é menos um ótimo suspense e sim um grande drama sobre um ser humano atormentado. E também um grande filme de Cronenberg, cheio de clima, com estranhesas, um roteiro impecável, mas também, e acima de tudo, cheio de sinceridade e humanidade.
Notinha: Hoje, na Maratona do Odeon, que rola das 23h de hoje até a amnhã de amanhã, vai ter "Scanners: sua mente pode destruir", do David Cronengerg na última sessão.
Você vê o nome de David Cronenberg como diretor de um filme e pensa: mais um filme estranho e meio nojento. Lembra logo de "A mosca" ou "Gêmeos mórbida semelhança", ótimos filmes, mas sem dúvida muitos "estranhos" e com cenas que podem ser consideradas nojentas, por isso estão na seção terror de qualquer locadora.
Este "Spider" é ao mesmo tempo igual e diferente. Ele é estranho, a maior parte do filme nos perguntamos o que está acontecendo, não entendemos nada muito bem. Mas não tem cenas nojentas e isso ajuda a criar no espectador a devida noção de que o que estamos vendo é na verdade um drama, não um filme de suspense ou terror. Os outros filmes de Cronenberg eram também, na verdade, dramas sobre pessoas estranhas mas acabavam sendo entendidos por muitos como terror, pelas cenas quase escatológicas. "Spider" pode até ser considerado um suspense, pela trama que vai se desnrolando aos poucos e que só entedemos devidamente no final (mas sem momentos surpreendentes, sem clímax friamente calculado), mas no fundo, é um drama sobre um esquizofrênico que tenta entender sua vida.
Falar em personagem esquizofrênico faz lembrar "Uma Mente Brilhante", este sim drama com D maiúsculo. E se a comparação se torna inevitável, para mim, "Spider" ganha em todos os aspectos. Ganha por ser um filme mais sincero, mais real, sem glamourizar uma doença que no dia-a-dia nada tem de glamouroza, por ter um roteiro muito mais interessante e inteligente, por ser, no final das contas, um filme muito melhor. Só acho que não se pode comparar as atuações de Ralph Fienes e Russel Crowe, porque os dois estão perfeitos e muito dieferentes, não porque tenham estilos diferentes de representar, mas porque seus personagens têm doenças diferentes: o de Russel era um ezquizofrênico paranóide, o de Ralph é um ezquizofrênico hebefrênico, caso em que a doença compromete muito mais a vida da pessoa.
Mas se falamos da atuação perfeita de Ralph Fiennes, não há como esquecer a presença marcante de Miranda Richardson no filme. Revezando-se em 3 papéis, e sendo ao mesmo tempo uma só, ela é a chave para o entendimento do filme. Mas se o filme gira em torno principalmente de Ralph e Miranda, fazendo lembrar antigas teorias que culpavam a mãe pela esquizofrênia dos filhos (teorias que hoje não são aceitas e que no final o prório filme mostra não aceitar), o resto do elenco, com Gabriel Byrne, Lynn Redgrave e John Neville não passa desapercebido, sendo todos importantes ao longo do filme.
No fim, após duas horas tentando entender, junto com Mr.Cleg, o que acontece no filme, saímos do cinema não apenas com sensção de alívio de termos desvendado o mistério do filme, mas sabendo que a rel compreensão do filme é que ele é menos um ótimo suspense e sim um grande drama sobre um ser humano atormentado. E também um grande filme de Cronenberg, cheio de clima, com estranhesas, um roteiro impecável, mas também, e acima de tudo, cheio de sinceridade e humanidade.
Notinha: Hoje, na Maratona do Odeon, que rola das 23h de hoje até a amnhã de amanhã, vai ter "Scanners: sua mente pode destruir", do David Cronengerg na última sessão.
terça-feira, janeiro 28, 2003
segunda-feira, janeiro 27, 2003
Cheguei a esse teste (faz tempo que não coloco isso por aqui) a partir do wowblog, ao qual cheguei a partir do feira moderna. Agora há uma gravura de Van Gogh no pseudobloguinho...

the Which van gogh painting are you? quiz by bethany
the Which van gogh painting are you? quiz by bethany
sexta-feira, janeiro 24, 2003
Só mais uma coisa sobre o filme: o Domingos de Oliveira retrata a intelectualidade boêmia do Rio da mesma forma que o Wood Allen faz com a nova iorquina. Tam uns momentos que parece um Wood Allen carioca.
E tem a fuga para Paris, porque não deve haver coisa melhor do que curar dor de cotovêlo ou sanar dúvidas românticas do que fazê-lo em Paris (a Sabrina de Audrey Hepburn já sabia disso...). Ah, Paris....
E tem a fuga para Paris, porque não deve haver coisa melhor do que curar dor de cotovêlo ou sanar dúvidas românticas do que fazê-lo em Paris (a Sabrina de Audrey Hepburn já sabia disso...). Ah, Paris....
Quem disse que as relações interpessoais, em especial as romanticas ou de amor, são simples?? Qualquer um com o mínimo de experiência, com pelo menos uma paixão de verdade no seu curriculum vitae, sabe que elas são qualquer coisa menos simples. Mas, por serem complicadas não quer dizer que não possam ter algo de mágico, hipnótico, por mais reais que sejam. E não quer dizer que não possamos ser felizes vivendo algo tão complicado, porque simplicidade pode até rimar com felicidade mas não é sinônimo.
O que queria dizer é que Separações, de Domingos de Oliveira (que agora tem outro filme em cartaz, Edu Coração de Ouro, de 1968, só na sessão de 13h do Odeon) é um bom filme sobre relacionamentos, honesto e feliz, com uma concessão ou outra, até porque a realidade também tem suas concessões de vez em quando...
O que queria dizer é que Separações, de Domingos de Oliveira (que agora tem outro filme em cartaz, Edu Coração de Ouro, de 1968, só na sessão de 13h do Odeon) é um bom filme sobre relacionamentos, honesto e feliz, com uma concessão ou outra, até porque a realidade também tem suas concessões de vez em quando...
Como meus poucos mas queridos visitadores podem ver lá em baixo (no banner próprio) a gatinha preta foi adotada. E seu novo pai é o autor do feira moderna, blog que eu só fui descobrir agora, infelizmente. Há tanta vida inteligente na internet e eu conheço pouco, pelo menos essas poucas são coisas muito boas.
quinta-feira, janeiro 23, 2003
Oh darling, darling
Stand by me...
Sessão da tarde, cortado (atualmente é quase impossível ver filme na tv aberta sem que este esteja cortado. Coração Valente foi decepado sem dó nem piedade no domingo retrasado.), mas mesmo assim eu chorei no final de Conta Comigo. Um dos filmes da juventude da minha geração, bom o bastante para ser filme da juventude de muitas gerações. Emocionante sem ser piegas, com doses de suspense (o livro original é do Stephen King, o que mais esperar??), aventura, e falando de adolescência e amizades (que se vão no dia a dia, mas ficam no coração), do ponto de vista de um escritor (tema recorrente nos livros de King, assim como o milharal, as cidades do sul, as recordações de crianças...) que se escreve um livro sobre um aventura da juventude, passada nos dourados" anos 50. Um pequeno grande filme!
Talvez um dia ainda escreva uma variante da última frase do filme, que será: "Eu nunca tive amigos depois como os que tive na faculdade. Jesus, alguém tem?" Porque acho que vivi minhas grandes aventuras nos meus 6 anos e meio de faculdade...
O original: I never had any friends later on like the ones I had when I was twelve. Jesus, does anyone?
Stand by me...
Sessão da tarde, cortado (atualmente é quase impossível ver filme na tv aberta sem que este esteja cortado. Coração Valente foi decepado sem dó nem piedade no domingo retrasado.), mas mesmo assim eu chorei no final de Conta Comigo. Um dos filmes da juventude da minha geração, bom o bastante para ser filme da juventude de muitas gerações. Emocionante sem ser piegas, com doses de suspense (o livro original é do Stephen King, o que mais esperar??), aventura, e falando de adolescência e amizades (que se vão no dia a dia, mas ficam no coração), do ponto de vista de um escritor (tema recorrente nos livros de King, assim como o milharal, as cidades do sul, as recordações de crianças...) que se escreve um livro sobre um aventura da juventude, passada nos dourados" anos 50. Um pequeno grande filme!
Talvez um dia ainda escreva uma variante da última frase do filme, que será: "Eu nunca tive amigos depois como os que tive na faculdade. Jesus, alguém tem?" Porque acho que vivi minhas grandes aventuras nos meus 6 anos e meio de faculdade...
O original: I never had any friends later on like the ones I had when I was twelve. Jesus, does anyone?
Esse monstrinho fez 1 ano dia 20 e eu nem escrevi nada.
Até nisso eu me atraso. Como disse hoje na entrevista da Marinha, meu maior defeito é estar sempre atrasada! Na verdade não é o maior, há algo pior do que viver atrasada, mas na hora foi tudo em que consegui pensar. Agora também... Talvez seja viver a sonhar...
Até nisso eu me atraso. Como disse hoje na entrevista da Marinha, meu maior defeito é estar sempre atrasada! Na verdade não é o maior, há algo pior do que viver atrasada, mas na hora foi tudo em que consegui pensar. Agora também... Talvez seja viver a sonhar...
quinta-feira, janeiro 16, 2003
"Com 007 viva e deixe morrer num outro dia"
007 - Um Novo Dia para Morrer / 007 - Die another Day
À primeira vista o roteiro de "Um novo dia para morrer" é quase tão fantástico quanto o de "O Senhor dos Anéis". A cena de Bond surfando com o pedaço de um trenó de gelo numa onda criada pela queda de uma geleria quase faz você rir, não fosse pelo fato de que sua adrenalina está tão alta que não dá para rir, a não ser de nervoso. Em outras cenas a gente ri mesmo, como nos diálogos apimentados de Jinx e Bond. O fato é que este é um filme pipoca, que se assume pipoca, que não liga para o fato de que alguns elementos surgem meio do nada e que outros são incríveis demais como o carro invisível.
O roteiro poderia ser melhor, claro que sim, mas isso compromete menos do que poderia. E, frente a atual conjuntura mundial o roteiro ganha alguma credibilidade pois uma guerra contra a Coréia do Norte é possível, parece haver um ditador e seu filho no comando deste país (pelo menos é o que nos informam os jornais) e os ingleses realmente ainda querem policiar o mundo mas têm de responder ordens dos poderosos americanos. Então, o roteiro tem seus defeitos mas também algumas qualidades. Mas, de qualquer forma, sendo do jeito que é, o filme já é divertido pacas!!! Nada de tentar fazer as coisas parecerem verossimilhantes, nada de tentar imitar o estilo da época de Sean Connery, dessa vez o filme se quer interessante, ágil, charmoso, engraçado e consegue ser isso tudo.
A direção de Lee Tamahoshi é "modernosa", com cortes rápidos, estilo MTV, é sim, principalmente nas cenas de ação, mas funciona e isso é o que importa.
Pierce Bronsnam ainda é um ótimo James Bond, até melhor neste filme quando se mostra um pouco mais falível. O charme continua todo lá, mesmo com as rugas e alguns cabelos brancos, que talvez até adicionem mais charme. A Jinx de Halley Barry é uma personagem interessante, apesar de em alguns momentos parecer a Tomb Raider. Sua interação com Bond é ótima e deveria ser repetida.
Os vilões são maus e isso já é o bastante. As armas secretas continuam sendo incríveis e os personagens clássicos continuam lá, como M e Q, que não poderiam ser melhor representados do que por Lady Judi Dench e Jonh Cleese. Falando em elementos clássicos, sendo este o vigésimo filme de 007, há várias pequenas homenagens, citações à cenas clássicas da história da série cinematográfica que são uma diversão a mais.
Quanto a trilha sonora, que também tem sido muito criticada, digo que me assustei quando comecei a ouvir o tema "Die another day", principalmente porque não reconheci a voz de Madonna (ah! as novas tecnologias musicais...). Mas ao final da abertura (estilosa e diferente ao ser aproveitada para contar parte da história, no caso os meses de tortura de Bond) a música já tinha "grudado" nos meus neurônios e acabei gostando. O resto da trilha é também moderno e serve muito bem ao filme.
Critiquem o que quiserem mas lembrem-se: Diversão é solução, sim!!! E Bond ainda é James Bond!!
007 - Um Novo Dia para Morrer / 007 - Die another Day
À primeira vista o roteiro de "Um novo dia para morrer" é quase tão fantástico quanto o de "O Senhor dos Anéis". A cena de Bond surfando com o pedaço de um trenó de gelo numa onda criada pela queda de uma geleria quase faz você rir, não fosse pelo fato de que sua adrenalina está tão alta que não dá para rir, a não ser de nervoso. Em outras cenas a gente ri mesmo, como nos diálogos apimentados de Jinx e Bond. O fato é que este é um filme pipoca, que se assume pipoca, que não liga para o fato de que alguns elementos surgem meio do nada e que outros são incríveis demais como o carro invisível.
O roteiro poderia ser melhor, claro que sim, mas isso compromete menos do que poderia. E, frente a atual conjuntura mundial o roteiro ganha alguma credibilidade pois uma guerra contra a Coréia do Norte é possível, parece haver um ditador e seu filho no comando deste país (pelo menos é o que nos informam os jornais) e os ingleses realmente ainda querem policiar o mundo mas têm de responder ordens dos poderosos americanos. Então, o roteiro tem seus defeitos mas também algumas qualidades. Mas, de qualquer forma, sendo do jeito que é, o filme já é divertido pacas!!! Nada de tentar fazer as coisas parecerem verossimilhantes, nada de tentar imitar o estilo da época de Sean Connery, dessa vez o filme se quer interessante, ágil, charmoso, engraçado e consegue ser isso tudo.
A direção de Lee Tamahoshi é "modernosa", com cortes rápidos, estilo MTV, é sim, principalmente nas cenas de ação, mas funciona e isso é o que importa.
Pierce Bronsnam ainda é um ótimo James Bond, até melhor neste filme quando se mostra um pouco mais falível. O charme continua todo lá, mesmo com as rugas e alguns cabelos brancos, que talvez até adicionem mais charme. A Jinx de Halley Barry é uma personagem interessante, apesar de em alguns momentos parecer a Tomb Raider. Sua interação com Bond é ótima e deveria ser repetida.
Os vilões são maus e isso já é o bastante. As armas secretas continuam sendo incríveis e os personagens clássicos continuam lá, como M e Q, que não poderiam ser melhor representados do que por Lady Judi Dench e Jonh Cleese. Falando em elementos clássicos, sendo este o vigésimo filme de 007, há várias pequenas homenagens, citações à cenas clássicas da história da série cinematográfica que são uma diversão a mais.
Quanto a trilha sonora, que também tem sido muito criticada, digo que me assustei quando comecei a ouvir o tema "Die another day", principalmente porque não reconheci a voz de Madonna (ah! as novas tecnologias musicais...). Mas ao final da abertura (estilosa e diferente ao ser aproveitada para contar parte da história, no caso os meses de tortura de Bond) a música já tinha "grudado" nos meus neurônios e acabei gostando. O resto da trilha é também moderno e serve muito bem ao filme.
Critiquem o que quiserem mas lembrem-se: Diversão é solução, sim!!! E Bond ainda é James Bond!!
segunda-feira, janeiro 13, 2003
De repente, num momento nostálgico (deflagrado pelo episódio da morte do Pistoleiros Solitários no episódio de semana passada), resolvo procurar por alguns bons e velhos sites sobre Arquivo X. Fecharam, quase todos, nem existem mais. Achava que no mundo virtual as coisas continuavam para sempre, como livros e memórias.
Ledo engano, no fim, mesmo vivendo o futuro, ainda temos de nos agarrar ao velho sistema límbico para manter nossas memórias... Ou então viver salvando tudo, entupindo o cache de nossos de pczinhos...
Trust no one!
Ledo engano, no fim, mesmo vivendo o futuro, ainda temos de nos agarrar ao velho sistema límbico para manter nossas memórias... Ou então viver salvando tudo, entupindo o cache de nossos de pczinhos...
Trust no one!
domingo, janeiro 12, 2003
terça-feira, dezembro 31, 2002
Um blog que descobri há algumas semanas e ainda não tinha citado aqui: A Cobaia, escrito por um rapaz de 17 anos que sabe usar as palavras de uma forma que muita gente "mais velha" não sabe. A visita vale (e muito) à pena!!!!
Eu não me animo com a mudança de ano, com essa história de que agora tudo será diferente só porque muda o ano, o qual é uma coisa totalmente arbitrária.
Mas tenho grandes esperanças com relação a mudança de presidente. Não acho que a era FHC tenha sido péssima, nem que Lula é o salvador da pátria, mas acredito que o PT possa realizar mudanças importantes para o Brasil. Mas não vai ser fácil...
Também me animo com a mudança de layout do meu pseudobloguinho. Eu já vinha pensando em mudar, mas com meus parcos conhecimentos html e webdesing em geral não fazia idéia de como fazer. E acabei ganhando isso de presente. Ficou lindo!!!!! Nem sei como agradacer a surpresa que o magisterX fez, com "palpites" da Cinderel@. Obrigada!!!!!! :-)
Por hora me rendo ao clima e desejo a todos um Feliz Ano Novo e que esta seja uma noite divertida para todos!!!
E um bom Dia da Paz Universal!!! Essa sim é uma data interessante, que deveria ser mais explorada...
Mas tenho grandes esperanças com relação a mudança de presidente. Não acho que a era FHC tenha sido péssima, nem que Lula é o salvador da pátria, mas acredito que o PT possa realizar mudanças importantes para o Brasil. Mas não vai ser fácil...
Também me animo com a mudança de layout do meu pseudobloguinho. Eu já vinha pensando em mudar, mas com meus parcos conhecimentos html e webdesing em geral não fazia idéia de como fazer. E acabei ganhando isso de presente. Ficou lindo!!!!! Nem sei como agradacer a surpresa que o magisterX fez, com "palpites" da Cinderel@. Obrigada!!!!!! :-)
Por hora me rendo ao clima e desejo a todos um Feliz Ano Novo e que esta seja uma noite divertida para todos!!!
E um bom Dia da Paz Universal!!! Essa sim é uma data interessante, que deveria ser mais explorada...
sábado, dezembro 28, 2002
Eu vi um filme...
O filme do meio
"As Duas Torres" é, sem dúvida nenhuma, o filme do meio da trilogia "O Senhor dos Anéis". E Peter Jackson parece ter assumido essa condição do filme. Ele começa sem grandes explicações, pois as explicações iniciais estão no primeiro filme e deixa grandes questões (como quem será a "ela" sobre quem Gollum fala no final, até quem leu o livro e sabe quem é "ela"sai do cinema morrendo de curiosidade para ver esta que deverá ser uma grande seqüência de "O Retorno do Rei") para o terceiro. Então, se não há explicações, o que resta para esse filme? Aventura, ação, drama, romance, suspense, esses elementos básicos de qualquer história. E todos esses elementos são bem desenvolvidos no filme. A guerra entre o mal (encarnado por Sauron e Saruman) e o bem (todos os seres que se unem para lutar, superando suas fraquezas e diferenças) se torna real e batalha no Abismo de Hellm é uma seqüência grandiosa. A amizade entre Aragorn, Legolas e Gimmli (e também com o hobbits) é o grande emblema da união de todas as raças e seres e isso fica muito claro ao longo do filme. De outro lado, o encontro de Merry e Pippin (que estão mais sérios e responsáveis, mostrando o quanto a jornada está afetando a todos) com os Ents (que têm um aspecto um tanto infantil) também é importante, apesar de ser menos mostrado no filme. A tomada de Isengard pelo Ents é bem retratada, mas o final ficou para o terceiro filme (é, muita coisa ficou para o terceiro filme...). Mas, falta ainda falar de uma das frentes contra o mal, talvez a mais importante, a que corre maiores riscos e, para mim, a mais bela. A jornada de Frodo e Sam até Mordor para destruição do Um Anel é difícil e cheia de obstáculos a serem superados. O principal é o próprio anel que cada vez mais influência Frodo, de tal forma que em determinado momento ele se volta contra o próprio Sam, numa cena que termina mostrando o valor da amizade para que toda a jornada tenha sucesso. Há ainda Gollum, que se revela um personagem em CGI impressionantemente real (há uma atuação importante por baixo dos efeitos especiais e isso conta muito para o sucesso do personagem) e dúbio em seus sentimentos e atos (como quase tudo nesta grande obra). Esta parte da história é a que termina deixando os espectadores curiosos e aflitos pelo próximo (e último) filme. É uma das várias mudanças com relação ao livro, mas todas são feitas para dar maior agilidade e tornar a história mais "cinematográfica". A única que talvez deixe os leitores cismados é a mudança de Faramir, mas essa na verdade é menor do que realmente parece. Faramir não é como Boromir e em nenhum momento clama para usar o anel, apesar de quer que ele seja usado para ajudar seu povo.
Grandes seqüências, atuações emocionantes, pequenos grandes dramas, três histórias formando uma só sendo unidas por um diretor e toda uma equipe que parecem ter imergido na fantasia de "O Senhor dos Anéis". Isso, basicamente, é o que forma "As Duas Torres". Talvez não seja um filme tão bom quanto "A Sociedade do Anel" porque aquele foi espetacular, mesmo assim é um grande filme. Se o ano de 2002 começou cinematograficamente bem, não poderia terminar melhor.
O filme do meio
"As Duas Torres" é, sem dúvida nenhuma, o filme do meio da trilogia "O Senhor dos Anéis". E Peter Jackson parece ter assumido essa condição do filme. Ele começa sem grandes explicações, pois as explicações iniciais estão no primeiro filme e deixa grandes questões (como quem será a "ela" sobre quem Gollum fala no final, até quem leu o livro e sabe quem é "ela"sai do cinema morrendo de curiosidade para ver esta que deverá ser uma grande seqüência de "O Retorno do Rei") para o terceiro. Então, se não há explicações, o que resta para esse filme? Aventura, ação, drama, romance, suspense, esses elementos básicos de qualquer história. E todos esses elementos são bem desenvolvidos no filme. A guerra entre o mal (encarnado por Sauron e Saruman) e o bem (todos os seres que se unem para lutar, superando suas fraquezas e diferenças) se torna real e batalha no Abismo de Hellm é uma seqüência grandiosa. A amizade entre Aragorn, Legolas e Gimmli (e também com o hobbits) é o grande emblema da união de todas as raças e seres e isso fica muito claro ao longo do filme. De outro lado, o encontro de Merry e Pippin (que estão mais sérios e responsáveis, mostrando o quanto a jornada está afetando a todos) com os Ents (que têm um aspecto um tanto infantil) também é importante, apesar de ser menos mostrado no filme. A tomada de Isengard pelo Ents é bem retratada, mas o final ficou para o terceiro filme (é, muita coisa ficou para o terceiro filme...). Mas, falta ainda falar de uma das frentes contra o mal, talvez a mais importante, a que corre maiores riscos e, para mim, a mais bela. A jornada de Frodo e Sam até Mordor para destruição do Um Anel é difícil e cheia de obstáculos a serem superados. O principal é o próprio anel que cada vez mais influência Frodo, de tal forma que em determinado momento ele se volta contra o próprio Sam, numa cena que termina mostrando o valor da amizade para que toda a jornada tenha sucesso. Há ainda Gollum, que se revela um personagem em CGI impressionantemente real (há uma atuação importante por baixo dos efeitos especiais e isso conta muito para o sucesso do personagem) e dúbio em seus sentimentos e atos (como quase tudo nesta grande obra). Esta parte da história é a que termina deixando os espectadores curiosos e aflitos pelo próximo (e último) filme. É uma das várias mudanças com relação ao livro, mas todas são feitas para dar maior agilidade e tornar a história mais "cinematográfica". A única que talvez deixe os leitores cismados é a mudança de Faramir, mas essa na verdade é menor do que realmente parece. Faramir não é como Boromir e em nenhum momento clama para usar o anel, apesar de quer que ele seja usado para ajudar seu povo.
Grandes seqüências, atuações emocionantes, pequenos grandes dramas, três histórias formando uma só sendo unidas por um diretor e toda uma equipe que parecem ter imergido na fantasia de "O Senhor dos Anéis". Isso, basicamente, é o que forma "As Duas Torres". Talvez não seja um filme tão bom quanto "A Sociedade do Anel" porque aquele foi espetacular, mesmo assim é um grande filme. Se o ano de 2002 começou cinematograficamente bem, não poderia terminar melhor.
terça-feira, dezembro 24, 2002
Have Yourself a
Merry Little Christmas
Have yourself a merry little Christmas.
Let your heart be light,
From now on our troubles
Will be out of sight.
Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on our troubles
Will be miles away.
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.
Through the years
We all will be together
If the Fates allow,
Hang a shining star
On the highest bough,
And have yourself
A merry little Christmas now.
Para entrar ainda mais no clima natalino, ouça o midi desta e de outras músicas tradicionais (americanas, mas nosso Natal é baseado no deles e eu adoro as músicas, até porque a maioria tem alguma base no jazz) nesta página que vale a visita: http://www.always-safe.com/merrylittle.html
Merry Little Christmas
Have yourself a merry little Christmas.
Let your heart be light,
From now on our troubles
Will be out of sight.
Have yourself a merry little Christmas,
Make the Yule-tide gay,
From now on our troubles
Will be miles away.
Here we are as in olden days,
Happy golden days of yore,
Faithful friends who are dear to us
Gather near to us once more.
Through the years
We all will be together
If the Fates allow,
Hang a shining star
On the highest bough,
And have yourself
A merry little Christmas now.
Para entrar ainda mais no clima natalino, ouça o midi desta e de outras músicas tradicionais (americanas, mas nosso Natal é baseado no deles e eu adoro as músicas, até porque a maioria tem alguma base no jazz) nesta página que vale a visita: http://www.always-safe.com/merrylittle.html
sábado, dezembro 14, 2002
Eu guardo músicas na gaveta. Quando ouço algo que gosto muito mas que sei não ter nada a ver com o momento que estou passando, mas espero que um dia tenha tudo a ver. Esse é o tipo de música que "guardo na gaveta", músicas que ficam à espera de um momento. E essa é uma das músicas que guardo na gaveta...
For Once in My Life
Stevie Wonder
(Written By: Ron Miller/Orlando Murden)
For once in my life
I have someone who needs me
Someone I needed so long
For once unafraid
I can go where life leads me
And somehow I know I’ll be strong
For once I can’t touch
What my heart used to dream of
Long before I knew
Ooh, ooh, ooh, someone like you
Would ever dream of makin’ my dreams come true
For once in my life
I won’t let sorrow hurt me
Not like it’s hurt me before, oh
For once I have something I know desert me
‘Cause I’m not alone anymore
For once I can say
This is mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Mmm...hmm...hmm...
For once I can say
This is sho’ nuff mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Oh, yes, he does
I’ve got that someone who needs me
He told me this mornin’ that he needed me
Mmm...mmm...I believe
For Once in My Life
Stevie Wonder
(Written By: Ron Miller/Orlando Murden)
For once in my life
I have someone who needs me
Someone I needed so long
For once unafraid
I can go where life leads me
And somehow I know I’ll be strong
For once I can’t touch
What my heart used to dream of
Long before I knew
Ooh, ooh, ooh, someone like you
Would ever dream of makin’ my dreams come true
For once in my life
I won’t let sorrow hurt me
Not like it’s hurt me before, oh
For once I have something I know desert me
‘Cause I’m not alone anymore
For once I can say
This is mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Mmm...hmm...hmm...
For once I can say
This is sho’ nuff mine, you can’t take it
Long as I know I’ve got love I can make it
For once in my life
I’ve got that someone who needs me
Oh, yes, he does
I’ve got that someone who needs me
He told me this mornin’ that he needed me
Mmm...mmm...I believe
Pergunta: Será que não podemos esperar o senhor Luís Inácio assumir o posto de Presidente da República para começar a criticá-lo?
Começo a achar que muitos votaram nele não por acreditar em mudanças, me melhoras, mas por que imaginavam que tudo poderia ficar pior e assim teriam mais assunto para reclamar.
Esquecemos que o país somos nós, e não um único homem...
Começo a achar que muitos votaram nele não por acreditar em mudanças, me melhoras, mas por que imaginavam que tudo poderia ficar pior e assim teriam mais assunto para reclamar.
Esquecemos que o país somos nós, e não um único homem...
Há algo em mim querendo se render ao espírito "And so this is Crhistmas and what have you done?" mas estou tentando lutar contra isso. Não gosto de finais, incluindo finais de ano. É uma pena que a Igreja tenha decidido colocar o Natal em dezembro, seria melhor que fosse no meio do ano. Imaginem, as pessoas parariam para festejar no meio do ano, todas essas reflexões sobre ajudar o próximo seriam feitas em julho e talvez assim todos passariam mais tempo refletindo. Mas do jeito que é você passa o "ano" (essa unidade de tempo arbitrária) fazendo o que bem entende com sua vida, seu dinheiro, com as pessoas ao seu redor, sabendo que no final você vai poder se redimir. Vai comprar presentes para todos, doar alguma coisa para os mais pobres, fazer promessas de ano-novo que, como típicas promessas de ano-novo, nunca serão cumpridas. Até porque é verão no hemisfério sul, é tempo de aproveitar a vida (que deveria ser aproveitada a todo o tempo, não apenas numa determinada estação), daqui a pouco é carnaval e depois vem março, começa tudo de novo e você não terá tempo de pensar em promessas, de aproveitar a vida ou de pelo menos pensar sobre isso tudo. Por isso, apesar de gostar do Natal, estou disposta a não me render ao clima. Até porque, como dizia essa música de comercial de fim de ano...
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Você ia gostar
se a vida fosse assim
Você daria mais sorrisos
e o Natal não teria fim
Olhe para frente
e pense como seria bom
se todo dia fosse
mais um dia de Natal
Você ia gostar
e a vida ia ser ser melhor
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Todo dia devia ser Natal
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Você ia gostar
se a vida fosse assim
Você daria mais sorrisos
e o Natal não teria fim
Olhe para frente
e pense como seria bom
se todo dia fosse
mais um dia de Natal
Você ia gostar
e a vida ia ser ser melhor
Todo dia devia ser igual
Todo dia devia ser Natal
Todo dia devia ser Natal
domingo, novembro 17, 2002
E depois de meses a base de (poucos) filmes do cinemão americano, finalmente eu assisti algo diferente e que me fez escrever...
Não deixem de ver esse filme!!
Fale com ela
É difícil escrever comentários quando muitos já o fizeram. A tendência de repetir o que já foi dito, de perecer um (imperdoável) plágio, é enorme. Mas "Fale com ela" é um filme que nos instiga a falar sobre ele, mesmo que correndo riscos. É um filme cheio de emoção, apaixonado e apaixonante, que fala sobre amor (do mais doentio, mas ainda assim amor, ao mais resignado, contido e racional), paixão e tragédias de forma sincera, real e ao mesmo tempo poética.
Se pensarmos na base da história - os laços que unem duas mulheres em coma num hospital e os dois homens que cuidam delas - facilmente imaginamos um dramalhão piegas de sessão tarde, pela carga dramática que permeia todo o filme. Mas o roteiro e a direção de Almodovar (e ainda o ótimo elenco) se utilizam das tragédias, das situações-limite e mesmo das situações caricatas (como a do filme mudo) para falar das emoções reais, das relações reais, dos dramas reais. Mais do que tudo, fala sobre a solidão real, da necessidade que temos de encontrar alguém com quem dividir nossa vida, nosso pensamentos, nosso eu. E da dificuldade que existe para encontrarmos essa tal pessoa, pois ao querermos dividir a nossa existência temos de estar preparados para aceitar parte da existência do outro.
É difícil não chorar durante todo o filme, tal é a carga emotiva que envolve o espectador em cada cena. Talvez a mais bela seqüência do filme, talvez uma das mais belas dos últimos tempos, seja a da primeira tourada quando Lidia enfrenta o touro como se duelasse com o homem por quem é apaixonada (que está na platéia) ao som de "Por toda a minha vida" de Jobim e Vinícius (por sinal, a trilha sonora é linda do início ao fim...). Quase impossível não se emocionar, não sentir a paixão e o sofrimento da personagem...
Por fim, eu achava que "Tudo sobre minha mãe" era a obra-prima de Almodovar, que depois dele todos seus filmes pareceriam "menores". Ledo engano, pois este "Fale com ela" é no mínimo tão bom quanto o anterior, talvez só não seja melhor porque aquele já foi, como dito por muitos, uma obra-prima.
Não deixem de ver esse filme!!
Fale com ela
É difícil escrever comentários quando muitos já o fizeram. A tendência de repetir o que já foi dito, de perecer um (imperdoável) plágio, é enorme. Mas "Fale com ela" é um filme que nos instiga a falar sobre ele, mesmo que correndo riscos. É um filme cheio de emoção, apaixonado e apaixonante, que fala sobre amor (do mais doentio, mas ainda assim amor, ao mais resignado, contido e racional), paixão e tragédias de forma sincera, real e ao mesmo tempo poética.
Se pensarmos na base da história - os laços que unem duas mulheres em coma num hospital e os dois homens que cuidam delas - facilmente imaginamos um dramalhão piegas de sessão tarde, pela carga dramática que permeia todo o filme. Mas o roteiro e a direção de Almodovar (e ainda o ótimo elenco) se utilizam das tragédias, das situações-limite e mesmo das situações caricatas (como a do filme mudo) para falar das emoções reais, das relações reais, dos dramas reais. Mais do que tudo, fala sobre a solidão real, da necessidade que temos de encontrar alguém com quem dividir nossa vida, nosso pensamentos, nosso eu. E da dificuldade que existe para encontrarmos essa tal pessoa, pois ao querermos dividir a nossa existência temos de estar preparados para aceitar parte da existência do outro.
É difícil não chorar durante todo o filme, tal é a carga emotiva que envolve o espectador em cada cena. Talvez a mais bela seqüência do filme, talvez uma das mais belas dos últimos tempos, seja a da primeira tourada quando Lidia enfrenta o touro como se duelasse com o homem por quem é apaixonada (que está na platéia) ao som de "Por toda a minha vida" de Jobim e Vinícius (por sinal, a trilha sonora é linda do início ao fim...). Quase impossível não se emocionar, não sentir a paixão e o sofrimento da personagem...
Por fim, eu achava que "Tudo sobre minha mãe" era a obra-prima de Almodovar, que depois dele todos seus filmes pareceriam "menores". Ledo engano, pois este "Fale com ela" é no mínimo tão bom quanto o anterior, talvez só não seja melhor porque aquele já foi, como dito por muitos, uma obra-prima.
sábado, novembro 09, 2002
Eu sou o símbolo
do I-ching
que símbolo você
é?
Achei esse teste a partir do blog da Cinderela. Resultado perfeito!! Na verdade um dos meus problemas é pensar demais. Eu poderia falar sobre isso, dissertar ou algo do tipo, mas tenho de estudar!! E por isso esse pseudoblog anda tão jogado às baratas (por certo se houvessem aranhas virtuais, daquelas pequeninas e magrinhas que fazem teias nos cantos de casa onde não temos saco de limpar e sempre achamos que ninguém olha mesmo, assim como existem vírus virtuais, haveriam umas aranhasinhas nos cantos desse blog). Eu até tenho tido o que escrever, um ou outro pensamento que vem à cabeça, uma consideração sobre filme que poderia virar uma crítica (não que ande assistindo muitos filmes, mas dos pouquíssimos que assisti tive algum comentário a tecer), ou então falar sobre o fato de que os "vermelhos comedores de criancinha" chegaram ao poder ou lembrar do centenário de Drummond colocando aqui um dos meus poemas favoritos dele. Mas eu tenho escolhido estudar (e trabalhar também, diga-se de passagem). Espero que dê resultado, mas também se não der eu garanto que, de qualquer forma, entre o final desse ano e o início do próximo passo a aparecer mais no meu próprio blog!
Para terminar bem, termino fazendo uma daquelas coisas que gostaria de ter feito. Posto um dos meus poemas favoritos do Drummond...
de Carlos Drummond de Andrade
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.
Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.
Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.
É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.
Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos.
Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.
E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual muito desmontado.
Amanhã recomeço.
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