terça-feira, outubro 10, 2017

"Lembrou-se de uma sensação infantil, de abandono, um medo que devia ter sentido quando bebê."
Quando você descobre que, num texto de puro exercício ficcional, previu seu futuro de 29/12/2016 em 30/11/2008. 
Ou não previ nada, mas simplesmente o medo sempre foi do abandono, só eu não sabia.
Se arriscar ao outro é se arriscar a ser abandonada. 
Fui. 
Talvez ainda seja mais alguma vez.
Mas ainda vale mais a pena o prazer do encontro que a solidão fóbica.

terça-feira, setembro 26, 2017

Música para quando você precisa dizer adeus a algo de si mesma e mudar. Para, quem sabe, ser mais você e menos seus sintomas.





sexta-feira, maio 26, 2017

A música que cita Encontros e Desencontros.


Para que serve um blog em tempo de Facebook, Instagram, Twitter, Tinder? Já me fiz essa pergunta antes e agora tenho alguma resposta: serve para se esconder das pracinhas públicas, mas com alguma chance se de ser achada, lida. Para quando se está cheia de fantasias, um imaginário libidinalmente inflado. O blog como carta anônima (como naquele bobo e adorável filme da adolescência, Admiradora Secreta).

sábado, fevereiro 20, 2016

E um dia, não belo e sim angustiante, você descobre que sua psiquê é capaz de criar um nó só para te fazer admitir que é capaz de amar, de fato, em ação e corpo, e não só platonicamente. Um dia talvez eu olhe para trás e, sem angústia, veja a beleza de uma história de amor. No momento ainda tento vencer a angústia de ultrapassar uma neurose e poder amar.

domingo, fevereiro 14, 2016

Todas as Cartas de Amor são Ridículas

Todas as cartas de amor são 
Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem 
Ridículas. 

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras, 
Ridículas. 

As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser 
Ridículas. 

Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram 
Cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

Quem me dera no tempo em que escrevia 
Sem dar por isso 
Cartas de amor 
Ridículas. 

A verdade é que hoje 
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor 
É que são 
Ridículas. 

(Todas as palavras esdrúxulas, 
Como os sentimentos esdrúxulos, 
São naturalmente 
Ridículas.) 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 
http://www.citador.pt/poemas/todas-as-cartas-de-amor-sao-ridiculas-alvaro-de-camposbrbheteronimo-de-fernando-pessoa

quarta-feira, setembro 02, 2015

Um mundo onde crianças morrem na praia pois seus pais tentavam fugir de uma realidade violenta. E isso não foi uma tragédia unica, imprevisível, ela vem sendo anunciada há meses (eu vi). Era o pior dos tempos, tomara que ainda possa ser o melhor dos tempos também.
Do paradoxo, adolescente talvez, de se sentir que há urgências na vida mas sabendo que não é possível realizar a vida de forma urgente.