Utilidade Pública
O Festival do Rio está aí!!!
Cinema para todos os gostos e estilos até dia 10 de outubro. Não dá pra não aproveitar...
(Mesmo que seja só um ou dois filminhos desconheidos, que deve ser o máximo que eu vou conseguir esse ano.)
domingo, setembro 29, 2002
"Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Calçada com minhas meias 3/4
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má"
Na mensagem da colação que escreveram para mim fui comparada à madre Tereza de Calcutá, o que, evidentemente, é um exagero sem proporções. Um amigo costuma me chamar de "smurfete" por sempre querer ver o melhor em todos, como que vendo o mundo por lentes azuis. Ao mesmo tempo ele diz que eu sou uma "falsa boazinha". Ele está certo...
Sempre existe um lado bom e um lado mal, no mínimo. O que nos define são as escolhas que fazemos, de preferência de forma consciente. O que não significa que tenham de ser escolhas completamente racionais. Podemos fazer escolhas movidas por sentimentos como a paixão e mesmo assim termos consciência da escolha que estamos fazendo. Sabemos existir um outro caminho, melhor ou pior, tanto faz, o importante é sabermos que estamos fazendo uma escolha, que não é a vida (ou o destino ou qualquer outra força motriz) que está nos guiando cegamente.
O bom de fazermos nossas escolhas é que podemos reavaliá-las, podemos nos auto criticar e, quem sabe assim, mudarmos (de preferência para melhor). E essa capacidade de de nos sentirmos senhores de nosso destino não diminui a importância do mesmo destino em nossas vidas. A vida vai continuar nos surpreendendo de qualquer forma. Na verdade, o fato de fazermos escolhas não nos faz "senhores de nossas vidas", essa é apenas uma forma de termos uma parte da responsabilidade. A vida, o destino, Deus, ou qualquer outro nome que queiram dar, sempre será maior, a força motriz.
E isso é o mais incrível. As surpresas, as segundas chances, descobrir de repente que aquilo que você considerava perdido tem alguma salvação. Pode ser uma amizade que tomou rumos estranhos e aparentemente sem volta (mas, surpresa!! Talvez haja chance de recuperação...), pode ser um momento ou relacionemaneto que você jurava que não daria certo, mas no final das contas se tornou inesquecível. Claro que também pode ser o contrário, aquilo que você achava que não tinha como dar errado, quando você tinha "certeza" de que tinha feito as escolhas certas, e no final não "deu certo".
Mas, talvez sinplesmente esse ainda não seja o final. Talvez, só talvez, o final seja o momento em que tudo dá certo. Isso porque talvez (e só talvez) o destino jogue dados a nosso favor...
Eu escolho acreditar nisso e acho que é por isso que sou uma "falsa boazinha". Porque sei que existe uma outra forma de ver e entender a vida, mas na maior parte do tempo eu escolho a lente azul, mesmo sabendo que existem outras lentes...
Divagações...
Esperando o ônibus da escola sozinha
Calçada com minhas meias 3/4
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má"
Na mensagem da colação que escreveram para mim fui comparada à madre Tereza de Calcutá, o que, evidentemente, é um exagero sem proporções. Um amigo costuma me chamar de "smurfete" por sempre querer ver o melhor em todos, como que vendo o mundo por lentes azuis. Ao mesmo tempo ele diz que eu sou uma "falsa boazinha". Ele está certo...
Sempre existe um lado bom e um lado mal, no mínimo. O que nos define são as escolhas que fazemos, de preferência de forma consciente. O que não significa que tenham de ser escolhas completamente racionais. Podemos fazer escolhas movidas por sentimentos como a paixão e mesmo assim termos consciência da escolha que estamos fazendo. Sabemos existir um outro caminho, melhor ou pior, tanto faz, o importante é sabermos que estamos fazendo uma escolha, que não é a vida (ou o destino ou qualquer outra força motriz) que está nos guiando cegamente.
O bom de fazermos nossas escolhas é que podemos reavaliá-las, podemos nos auto criticar e, quem sabe assim, mudarmos (de preferência para melhor). E essa capacidade de de nos sentirmos senhores de nosso destino não diminui a importância do mesmo destino em nossas vidas. A vida vai continuar nos surpreendendo de qualquer forma. Na verdade, o fato de fazermos escolhas não nos faz "senhores de nossas vidas", essa é apenas uma forma de termos uma parte da responsabilidade. A vida, o destino, Deus, ou qualquer outro nome que queiram dar, sempre será maior, a força motriz.
E isso é o mais incrível. As surpresas, as segundas chances, descobrir de repente que aquilo que você considerava perdido tem alguma salvação. Pode ser uma amizade que tomou rumos estranhos e aparentemente sem volta (mas, surpresa!! Talvez haja chance de recuperação...), pode ser um momento ou relacionemaneto que você jurava que não daria certo, mas no final das contas se tornou inesquecível. Claro que também pode ser o contrário, aquilo que você achava que não tinha como dar errado, quando você tinha "certeza" de que tinha feito as escolhas certas, e no final não "deu certo".
Mas, talvez sinplesmente esse ainda não seja o final. Talvez, só talvez, o final seja o momento em que tudo dá certo. Isso porque talvez (e só talvez) o destino jogue dados a nosso favor...
Eu escolho acreditar nisso e acho que é por isso que sou uma "falsa boazinha". Porque sei que existe uma outra forma de ver e entender a vida, mas na maior parte do tempo eu escolho a lente azul, mesmo sabendo que existem outras lentes...
Divagações...
domingo, setembro 22, 2002
Touro 22/09/2002
Será necessário você superar o medo de colocar seus recursos na mesa do jogo, porque sem isso nada acontecerá e você se arriscará a entrar num beco sem saída. O medo não é arauto de desastres, é sinal de grandeza. Quiroga
No dia do baile da minha formatura, que foi na sexta (20/09), a previsão era o clássico: Cuidado com seus desejos, eles se realizarão! Duas pessoas que eu queria muito que estivessem lá foram. No final das contas não foi exatamente como eu queria, mas eles foram, então, parte do desejo se realizou.
Hoje a "previsão" fala de medo e me faz pensar sobre o fato de que eu poderia ter sido mais ousada... A colega que "ganhou" quem eu queria ter ganho (aquele velho professor, que eu fiz questão absoluta de pedir que fosse à festa...) foi ousada. Fez por onde merecer o prêmio. Mas eu fiquei com a consciência pesada depois. Invejei-a quando a vi nos braços dele, admito publicamente. E tempos depois ela me sai carregada da festa, direto para o hospital. A frase que me veio à mente no momento em que a vi foi a clássica "Inveja mata". Ela ficou bem e ontem à noite ainda ganhou um telefonema do professor... (adendo: eu dei o telefone para que ele ligasse.)
Mas, a parte disso, o baile foi muito bom. Mas não chegou a ser comparável a Colação de Grau, pois esta foi incrível! Não foi perfeita, nada é, mas as coisas boas superaram de longe os erros, de tal forma que se transformou num dos grandes momentos da minha vida. Foi alegre, divertido, emocionante. Eu sempre soube que esses anos de faculdade eram alguns do melhores da minha vida (de uma forma profética meu pai me disse isso quando fui aprovada no vestibular) e a cerimônia de colação foi como uma coroação desses anos. Não sei como descrever, mas o fato de que não chorei durante toda a cerimônia diz muita coisa. Eu sou muito emocional, choro fácil em momentos emotivos, mas durante a cerimônia, que foi uma verdadeira festa, estava tão feliz e alegre que nem chorei. Talvez tenha sido a tal energia, o astral, algo que não permitiu que a melancolia se instalasse naquelas horas. Em compensação, até hoje (e provavelmente por vários dias ainda) tenho vivido à beira das lágrimas, pois a todo momento me vem à mente as imagens desses últimos incríveis dias. O culto ecumênico, que foi na quinta-feira, também foi bonito e surpreendente, pois alguns imprevistos haviam colocado em dúvida se ele daria certo.
Enfim, 18, 19 e 20 de setembro foram três dias memoráveis da minha vida. Se eu pudesse desejar algo seria que a vida de todos fosse povoada de momentos incríveis como esses foram para mim...
"Memories are made of these..."
Será necessário você superar o medo de colocar seus recursos na mesa do jogo, porque sem isso nada acontecerá e você se arriscará a entrar num beco sem saída. O medo não é arauto de desastres, é sinal de grandeza. Quiroga
No dia do baile da minha formatura, que foi na sexta (20/09), a previsão era o clássico: Cuidado com seus desejos, eles se realizarão! Duas pessoas que eu queria muito que estivessem lá foram. No final das contas não foi exatamente como eu queria, mas eles foram, então, parte do desejo se realizou.
Hoje a "previsão" fala de medo e me faz pensar sobre o fato de que eu poderia ter sido mais ousada... A colega que "ganhou" quem eu queria ter ganho (aquele velho professor, que eu fiz questão absoluta de pedir que fosse à festa...) foi ousada. Fez por onde merecer o prêmio. Mas eu fiquei com a consciência pesada depois. Invejei-a quando a vi nos braços dele, admito publicamente. E tempos depois ela me sai carregada da festa, direto para o hospital. A frase que me veio à mente no momento em que a vi foi a clássica "Inveja mata". Ela ficou bem e ontem à noite ainda ganhou um telefonema do professor... (adendo: eu dei o telefone para que ele ligasse.)
Mas, a parte disso, o baile foi muito bom. Mas não chegou a ser comparável a Colação de Grau, pois esta foi incrível! Não foi perfeita, nada é, mas as coisas boas superaram de longe os erros, de tal forma que se transformou num dos grandes momentos da minha vida. Foi alegre, divertido, emocionante. Eu sempre soube que esses anos de faculdade eram alguns do melhores da minha vida (de uma forma profética meu pai me disse isso quando fui aprovada no vestibular) e a cerimônia de colação foi como uma coroação desses anos. Não sei como descrever, mas o fato de que não chorei durante toda a cerimônia diz muita coisa. Eu sou muito emocional, choro fácil em momentos emotivos, mas durante a cerimônia, que foi uma verdadeira festa, estava tão feliz e alegre que nem chorei. Talvez tenha sido a tal energia, o astral, algo que não permitiu que a melancolia se instalasse naquelas horas. Em compensação, até hoje (e provavelmente por vários dias ainda) tenho vivido à beira das lágrimas, pois a todo momento me vem à mente as imagens desses últimos incríveis dias. O culto ecumênico, que foi na quinta-feira, também foi bonito e surpreendente, pois alguns imprevistos haviam colocado em dúvida se ele daria certo.
Enfim, 18, 19 e 20 de setembro foram três dias memoráveis da minha vida. Se eu pudesse desejar algo seria que a vida de todos fosse povoada de momentos incríveis como esses foram para mim...
"Memories are made of these..."
domingo, setembro 08, 2002
Em resposta ao comentário da Cinderela...
Ando bastante atarefada com a vida dita real. A última semana foi passada sob a ansiedade de me tornar oficalmente uma médica. A ansiedade passou na últimasexta-feira, 6 de setembro, quando recebi meu diploma da faculdade e ainda uma carteira e um número que oficializam o fato de que agora o nomedesse blog (M.D.) tem porque real de existir: sou uma doutora, para o bem e para o mal (espero que só pra o bem... mas sei que tudo tem pelo menos dois lados...).
A ansiedade passou mas a vida ainda urge! Estudo para as provas de Residência, preparativos para a colação (18 de setembro, a prti das 19:00h, no Rio Centro), continuação dos estudos para ser uma boa médica psiquiatra. Parece pouca coisa, mas eu sou desorganizada o bastante para fazer uma confusão com pouco. E ando querendo fazer muitas coisas, de forma que assumo mais compromissos do que precisaria. Mas estou gostando. E espero que tudo de certo!!
Ah! Nem tenho ido ao cinema e no momento isso é quase um detalhe...
Ando bastante atarefada com a vida dita real. A última semana foi passada sob a ansiedade de me tornar oficalmente uma médica. A ansiedade passou na últimasexta-feira, 6 de setembro, quando recebi meu diploma da faculdade e ainda uma carteira e um número que oficializam o fato de que agora o nomedesse blog (M.D.) tem porque real de existir: sou uma doutora, para o bem e para o mal (espero que só pra o bem... mas sei que tudo tem pelo menos dois lados...).
A ansiedade passou mas a vida ainda urge! Estudo para as provas de Residência, preparativos para a colação (18 de setembro, a prti das 19:00h, no Rio Centro), continuação dos estudos para ser uma boa médica psiquiatra. Parece pouca coisa, mas eu sou desorganizada o bastante para fazer uma confusão com pouco. E ando querendo fazer muitas coisas, de forma que assumo mais compromissos do que precisaria. Mas estou gostando. E espero que tudo de certo!!
Ah! Nem tenho ido ao cinema e no momento isso é quase um detalhe...
domingo, setembro 01, 2002

What Was Your PastLife?
Deve ter alguma coisa a ver, já que a mensagem que meus amigos escreveram para a colação de grau começa com "Ela filosofou durante toda a faculdade." ....
domingo, agosto 25, 2002
Com a exibição do episódio "A Verdade", na próxima quarta, às 22h, no canal Fox, encerra-se de forma nada honrosa um dos ciclos mais criativos da TV. "ArquivoX", antes um marco, hoje é uma caricatura. Nas últimas temporadas, a série foi vítima dos clichês que criou, da voracidade por bons índices de audiência e até dos próprios fãs.
Quando surgiu, em 1993, ela ia na contramão do sucesso fácil. Fox Mulder (David Duchovny) era magrelo, narigudo e bobão. Dana Scully (Gillian Anderson), baixinha, acima do peso e mal vestida. Os temas? Sobrenatural e ficção científica.
O fracasso era previsível, mas, em poucos anos a série passou de cult a fenômeno. Foi aí que as coisas começaram a degringolar. O elenco ganhou um figurino de primeira, maquiagem decente e outros privilégios advindos dos patrocinadores. E o público passou a pressionar os produtores por um relacionamento amoroso entre Fox e Dana.
Depois de ganhar os cinemas, em 1998, o charme de trabalhar com respeito temas que cairiam facilmente no ridículo, sempre fugindo do óbvio e se esquivando da solução definitiva dos casos, deu lugar a uma tentativa de responder às perguntas abertas pelas conspirações e aliens do imaginário "X". Lentamente, sepultaram o fascínio. A cada revelação bombástica, as respotas eram menos interessantes, previsíveis, contraditórias.
Nos bastidores Duchovny, prevendo a derrocada, exigiu aparecer cada vez menos, forçando os roteiristas a medidas deseperadas como sua substituição pelo agente Dogget (Robert Patrick). Até tentaram introduzir uma nova agente para que o casal central fosse trocado numa possível nova temporada. Não deu certo. A série acaba deixando saudades de seu início, onde ainda era possível acreditar que havia vida inteligente. Não no espaço, mas na televisão.
José Aguiar, no caderno TVFolha de 25/08/2002, Folha
É a mais pura verdade...
Há alguns anos atrás seria impossível acreditar que a série que começou como um marco terminaria como um enlatado. Mas foi o que aconteceu. E pensar que no início o Chris Carter dizia que a série teria apenas 5 temporadas. Se tivesse sido fiel a sua idéia inicial teria terminado no auge, teria deixado uma legião de fãs saudosos (e angustiados pela falta de soluções, mas essa era exatamente uma das principais características da série) e teria deixado uma série memorável na história da tv.
Infelizmente a televisão não é um veículo autoral, não existe para que sejam criadas grandes obras. É basicamente um meio comercial, onde o público pagante (telespectadores e anunciantes) tem o poder de decisão. É interessante lembrar que Jornada nas Estrelas, a série clássica, foi um fracasso e mesmo assim é considerada um marco. O sucesso deturpou (ou pelo menos contribuiu muito para isso) "Arquivo X". É uma pena...
It's not a tv series
It's The X Files!
Quando surgiu, em 1993, ela ia na contramão do sucesso fácil. Fox Mulder (David Duchovny) era magrelo, narigudo e bobão. Dana Scully (Gillian Anderson), baixinha, acima do peso e mal vestida. Os temas? Sobrenatural e ficção científica.
O fracasso era previsível, mas, em poucos anos a série passou de cult a fenômeno. Foi aí que as coisas começaram a degringolar. O elenco ganhou um figurino de primeira, maquiagem decente e outros privilégios advindos dos patrocinadores. E o público passou a pressionar os produtores por um relacionamento amoroso entre Fox e Dana.
Depois de ganhar os cinemas, em 1998, o charme de trabalhar com respeito temas que cairiam facilmente no ridículo, sempre fugindo do óbvio e se esquivando da solução definitiva dos casos, deu lugar a uma tentativa de responder às perguntas abertas pelas conspirações e aliens do imaginário "X". Lentamente, sepultaram o fascínio. A cada revelação bombástica, as respotas eram menos interessantes, previsíveis, contraditórias.
Nos bastidores Duchovny, prevendo a derrocada, exigiu aparecer cada vez menos, forçando os roteiristas a medidas deseperadas como sua substituição pelo agente Dogget (Robert Patrick). Até tentaram introduzir uma nova agente para que o casal central fosse trocado numa possível nova temporada. Não deu certo. A série acaba deixando saudades de seu início, onde ainda era possível acreditar que havia vida inteligente. Não no espaço, mas na televisão.
José Aguiar, no caderno TVFolha de 25/08/2002, Folha
É a mais pura verdade...
Há alguns anos atrás seria impossível acreditar que a série que começou como um marco terminaria como um enlatado. Mas foi o que aconteceu. E pensar que no início o Chris Carter dizia que a série teria apenas 5 temporadas. Se tivesse sido fiel a sua idéia inicial teria terminado no auge, teria deixado uma legião de fãs saudosos (e angustiados pela falta de soluções, mas essa era exatamente uma das principais características da série) e teria deixado uma série memorável na história da tv.
Infelizmente a televisão não é um veículo autoral, não existe para que sejam criadas grandes obras. É basicamente um meio comercial, onde o público pagante (telespectadores e anunciantes) tem o poder de decisão. É interessante lembrar que Jornada nas Estrelas, a série clássica, foi um fracasso e mesmo assim é considerada um marco. O sucesso deturpou (ou pelo menos contribuiu muito para isso) "Arquivo X". É uma pena...
It's not a tv series
It's The X Files!
sábado, agosto 24, 2002
Sem dúvida somos seres em evolução.
Não só biologicamente, como prova o fato de sermos obrigados a matar outros seres para nos alimentarmos...
Mas principalmente com relação a nossos sentimentos.
Somos capazes de pensar no próximo, de altruísmos, de discutir o bem da humanidade
Mas somos também escravos das sensações. Do prazer. Somos seduzidos pelo cheiro, por um toque, por uma simples presença, de tal forma que somos capazes de esquecer princípios e crenças.
Nos deixamos envolver como que por uma névoa enebriante, que excita cada poro da pele, cada terminação nervosa.
E o pior, ou não, é temos consciência de que estamos sendo seduzidos, mas ao mesm tempo nos deixamos seduzir. É quase mais forte que nossos valores morais. É algo muito mais primário, selvagem até, que fala direto aos nossos instintos. Mas que também atinge nossas sensações e sentimentos.
É perigoso, às vezes errado, mas delicioso ao mesmo tempo...
Mas Djavan descreve essa sensação muito melhor do que eu.
Outono
Djavan
Um olhar uma luz ou um par de pérolas
Mesmo sendo azuis sou teu e te devo
Por essa riqueza
Uma boca que eu sei não porque
Me fala lindo e sim beija bem
Tudo é viável pra quem faz com prazer
Sedução frenesi sinto você assim
Sensual árvore espécie escolhida
Pra ser a mão do ouro
O outono traduzir viver o esplendor em si
Tua pele um bourbon me aquece como eu quero
Sweet home gostar é atual
Além de ser tão bom
Não só biologicamente, como prova o fato de sermos obrigados a matar outros seres para nos alimentarmos...
Mas principalmente com relação a nossos sentimentos.
Somos capazes de pensar no próximo, de altruísmos, de discutir o bem da humanidade
Mas somos também escravos das sensações. Do prazer. Somos seduzidos pelo cheiro, por um toque, por uma simples presença, de tal forma que somos capazes de esquecer princípios e crenças.
Nos deixamos envolver como que por uma névoa enebriante, que excita cada poro da pele, cada terminação nervosa.
E o pior, ou não, é temos consciência de que estamos sendo seduzidos, mas ao mesm tempo nos deixamos seduzir. É quase mais forte que nossos valores morais. É algo muito mais primário, selvagem até, que fala direto aos nossos instintos. Mas que também atinge nossas sensações e sentimentos.
É perigoso, às vezes errado, mas delicioso ao mesmo tempo...
Mas Djavan descreve essa sensação muito melhor do que eu.
Outono
Djavan
Um olhar uma luz ou um par de pérolas
Mesmo sendo azuis sou teu e te devo
Por essa riqueza
Uma boca que eu sei não porque
Me fala lindo e sim beija bem
Tudo é viável pra quem faz com prazer
Sedução frenesi sinto você assim
Sensual árvore espécie escolhida
Pra ser a mão do ouro
O outono traduzir viver o esplendor em si
Tua pele um bourbon me aquece como eu quero
Sweet home gostar é atual
Além de ser tão bom
sábado, agosto 17, 2002
Touro 17/08/2002
Preocupar-se é basicamente iludir-se de não haver outra saída a não ser a pior possível. Abra sua alma ao universo e se permita valorizar a intuição, que informa outras opções diferentes daquelas que preocupam. Quiroga
A estratégia de sempre imaginar o pior é, sem dúvida, válida. Você se prepara para o pior desfecho, dessa forma, se acontecer o pior você não se abalará muito. Se acontecer algo não tão ruim, algo bom, melhor ainda!
Essa é tática usada por pessoas que se dizem "previnidas". Mas na verdade essas pessoas são inseguras, medrosas. E o pior é que elas não têm medo do pior, elas temem o melhor. Porque geralmente quando a sua vida "dá certo", quando os acontecimentos são positivos, ocorrem mudanças.
Por exemplo, você se apaixona. Se as coisas dão certo o objeto do seu afeto também se apaixona por você, dá pistas disso, você responde às pistas e daqui à pouco vocês estão namorando. E você, que antes vivia só, passa a ter alguém. É uma grande mudança na sua vida. Então, lá no início da história, quando você se descobre uma pessoa apaixonada, se você é "previnida", começa logo a imaginar que o outro não se interessa por você, porque essa é a forma de não se iludir. Você fantasia mil cenários em que tudo dá certo, acaba por viver toda história nas suas fantasias (porque esse é um lugar seguro, são só as suas fantasias), mas não acredita quando parece que vai dar certo também no plano real. "Não tem porque ou como dar certo." é o que você diz.
Tem como dar certo, sim! E você merece isso, sim! Mas sua insegurança, baixa auto-estima e seu medo de mudanças não permitem que você acredite nisso. E, sem saber, você muitas vezes acaba se auto sabotando...
E perde mais uma oportunidade de crescer e seguir o caminho da tal felicidade.
Preocupar-se é basicamente iludir-se de não haver outra saída a não ser a pior possível. Abra sua alma ao universo e se permita valorizar a intuição, que informa outras opções diferentes daquelas que preocupam. Quiroga
A estratégia de sempre imaginar o pior é, sem dúvida, válida. Você se prepara para o pior desfecho, dessa forma, se acontecer o pior você não se abalará muito. Se acontecer algo não tão ruim, algo bom, melhor ainda!
Essa é tática usada por pessoas que se dizem "previnidas". Mas na verdade essas pessoas são inseguras, medrosas. E o pior é que elas não têm medo do pior, elas temem o melhor. Porque geralmente quando a sua vida "dá certo", quando os acontecimentos são positivos, ocorrem mudanças.
Por exemplo, você se apaixona. Se as coisas dão certo o objeto do seu afeto também se apaixona por você, dá pistas disso, você responde às pistas e daqui à pouco vocês estão namorando. E você, que antes vivia só, passa a ter alguém. É uma grande mudança na sua vida. Então, lá no início da história, quando você se descobre uma pessoa apaixonada, se você é "previnida", começa logo a imaginar que o outro não se interessa por você, porque essa é a forma de não se iludir. Você fantasia mil cenários em que tudo dá certo, acaba por viver toda história nas suas fantasias (porque esse é um lugar seguro, são só as suas fantasias), mas não acredita quando parece que vai dar certo também no plano real. "Não tem porque ou como dar certo." é o que você diz.
Tem como dar certo, sim! E você merece isso, sim! Mas sua insegurança, baixa auto-estima e seu medo de mudanças não permitem que você acredite nisso. E, sem saber, você muitas vezes acaba se auto sabotando...
E perde mais uma oportunidade de crescer e seguir o caminho da tal felicidade.
quinta-feira, agosto 15, 2002
Hoje o c o n t e x t o está completando 1 ano.
Como escrevi nos comentários de lá, foi um dos blogs que me inspirou a escrever essas coisinhas aqui. O magisterX também já me ajudou muito com o layout e os htmls da vida, além de ter me incluido no mX e ter me incentivado por diversas vezes. E a Cinderela, que eu conheci lá, sempre comenta meus posts e eu adoro os comentários dela!! Só falta eu conseguir conhecer eles dois (são um casal, caso alguém não saiba) no mundo real. ;)
Quantas coisas podem acontecer graças ao mundo virtual...
Parabéns magisterX!!!! E vida longa ao c o n t e x t o!!!
Como escrevi nos comentários de lá, foi um dos blogs que me inspirou a escrever essas coisinhas aqui. O magisterX também já me ajudou muito com o layout e os htmls da vida, além de ter me incluido no mX e ter me incentivado por diversas vezes. E a Cinderela, que eu conheci lá, sempre comenta meus posts e eu adoro os comentários dela!! Só falta eu conseguir conhecer eles dois (são um casal, caso alguém não saiba) no mundo real. ;)
Quantas coisas podem acontecer graças ao mundo virtual...
Parabéns magisterX!!!! E vida longa ao c o n t e x t o!!!
Você acha que já é adulta...
Aí, um belo dia, aquele carinha que você admira sem dar pistas (por que você sabe que não tem nada a ver, que realmente não existem chances, é só uma platonice legal), do nada, mas do nada mesmo, te chama para sentar com ele para tomar Mate Leão e conversar.
A conversa gira em torno de amenidades: se você está feliz, sobre você ter cortado o cabelo e retirado o aparelho ortodôntico, sobre suas escolhas futuras de carreira (e este ítem inclui dicas, conselhos e incentivos), sobre pacientes e sobre você precisar ir mais à praia...
Um bom papo, nada de incrível, não?
Não!!!! Isso já é acontecimento bastante para virar post no seu blog, para você ficar revendo as imagens na sua mente e para fazer esse dia mais animado.
Não significa nada demais, mas aquilo que significa (que o cara te acha uma pessoa legal e não uma aluna chata) já te faz dar uns sorrisos bobos.
E aí você dúvida que já seja realmente "adulta".
Mas quem disse que adultos não podem se sentir bobos em função de eventos irrelevantes (para os outros, é claro) de vez em quando????
Aí, um belo dia, aquele carinha que você admira sem dar pistas (por que você sabe que não tem nada a ver, que realmente não existem chances, é só uma platonice legal), do nada, mas do nada mesmo, te chama para sentar com ele para tomar Mate Leão e conversar.
A conversa gira em torno de amenidades: se você está feliz, sobre você ter cortado o cabelo e retirado o aparelho ortodôntico, sobre suas escolhas futuras de carreira (e este ítem inclui dicas, conselhos e incentivos), sobre pacientes e sobre você precisar ir mais à praia...
Um bom papo, nada de incrível, não?
Não!!!! Isso já é acontecimento bastante para virar post no seu blog, para você ficar revendo as imagens na sua mente e para fazer esse dia mais animado.
Não significa nada demais, mas aquilo que significa (que o cara te acha uma pessoa legal e não uma aluna chata) já te faz dar uns sorrisos bobos.
E aí você dúvida que já seja realmente "adulta".
Mas quem disse que adultos não podem se sentir bobos em função de eventos irrelevantes (para os outros, é claro) de vez em quando????
domingo, agosto 11, 2002
Errata
A autora deste pseudoblog está desatualizada...
Só hoje percebi o erro que cometi no post sobreo o empréstimo do FMI.
O empréstimo, como todos sabem (agora até eu já sei), foi de 30 bilhões de dólares. Refazendo as contas (simples, meras multiplicações e divisões), são aproximadamente 3 salários mínimos por brasileiro.
O que são 3 salários mínimos? Para os donos do poder não é nada. Para grande parte da população brasileira é dinheiro bastante para até pensar que vive bem...
A autora deste pseudoblog está desatualizada...
Só hoje percebi o erro que cometi no post sobreo o empréstimo do FMI.
O empréstimo, como todos sabem (agora até eu já sei), foi de 30 bilhões de dólares. Refazendo as contas (simples, meras multiplicações e divisões), são aproximadamente 3 salários mínimos por brasileiro.
O que são 3 salários mínimos? Para os donos do poder não é nada. Para grande parte da população brasileira é dinheiro bastante para até pensar que vive bem...
Touro 11/08/2002
Você não precisa saber nada, você precisa agir. Todas as informações já foram dadas, receber mais significaria congestionar a mente e começar a preocupar-se. Agora é momento de agir com força total e sem pudor. Quiroga
Então é hora de agir.
Só que eu acho que já estava agindo, ou pelo menos tentando, há algum tempo...
Você não precisa saber nada, você precisa agir. Todas as informações já foram dadas, receber mais significaria congestionar a mente e começar a preocupar-se. Agora é momento de agir com força total e sem pudor. Quiroga
Então é hora de agir.
Só que eu acho que já estava agindo, ou pelo menos tentando, há algum tempo...
sexta-feira, agosto 09, 2002
O empréstimo
Considerando o Brasil como sendo formado por 170 milhões de brasileiros e considerando o dólar a 3 Reais, cada brasileiro deve, ao FMI, aproximadamente 353 Reais, por esse empréstimo generoso e camarada de 20 bilhões de dólares.
Pensando assim nem parece muito dinheiro, pouco menos de dois salários mínimos. Se todo mundo passar fome por dois meses a gente paga essa dívida (não as outras acumuladas).
Se bem que tem milhares de pessoas que nem 1 salário mínimo ganham. É aí que a coisa começa a ficar complicada...
Considerando o Brasil como sendo formado por 170 milhões de brasileiros e considerando o dólar a 3 Reais, cada brasileiro deve, ao FMI, aproximadamente 353 Reais, por esse empréstimo generoso e camarada de 20 bilhões de dólares.
Pensando assim nem parece muito dinheiro, pouco menos de dois salários mínimos. Se todo mundo passar fome por dois meses a gente paga essa dívida (não as outras acumuladas).
Se bem que tem milhares de pessoas que nem 1 salário mínimo ganham. É aí que a coisa começa a ficar complicada...
Cresça e apareça
Um comentário no Cinderela me fez pensar sobre esse tal "crescer"...
Não é um tema novo para mim, sempre pensei sobre isso. Como já escrevi aqui tenho dificuldades com mudanças, e já que crescer é viver uma mudança constante, crescer nunca foi algo simples (cheguei a achar que tinha "Síndrome de Peter Pan", entidade nosológica que nem deve existir). Na verdade, talvez viver nunca tenha sido simples. O que não significa que tenha sido ruim, longe disso. Acho que o problema é que, nas palavras de meus amigos, eu sempre "filosofei demais". Eu vivo a pensar na vida, sem deixar de vivê-la, mas tentando entendê-la para assim (tentar) aprender alguma coisa.
Mas eu estou me perdendo do tema inicial...
Voltando a questão do crescimento, é engraçado como tudo muda dependendo do referencial. Quando você tem 5 anos, pessoas de 13 anos são "adultas". Quando você chega aos 13 descobre que essa idade é muito menos mágica do que você imaginava e que ninguém acha que você é "adulta", a exceção dos seus priminhos de 5 anos. Por essa época você passa a acreditar que a faculdade é a chave de tudo! A partir do momento que você se tornar "universitária", aí sim você será "adulta". De preferência você estará estudando longe de casa, morando numa república, vivendo a vida sem seus pais, curtindo tudo com seus amigos, exatamente como nos filmes americanos (você até leva em conta a possibilidade de trabalhar para não depender do dinheiro dos seus pais). Aí você faz vestibular (sua mãe nem deixa você tentar para fora da sua cidade porque tem "certeza de que você vai passar") e só passa para aquela universidade próxima à sua casa, de preferência no caminho que seu pai faz para ir trabalhar, de forma que ele te dá carona todo dia...
Você então continua achando que ninguém te vê como "adulta" até que um belo dia nota que seus pais estão cobrando quando você vai começar a trabalhar. Você se assusta com isso: trabalhar é para adultos!!! Num outro lindo dia, um de seus priminhos de 5 anos (seus tios são muito férteis e vivem tendo filhos) te chama de "tia": você se apavora!!! Mas o pior de tudo ainda está por vir. Num dia não tão belo você entra numa loja qualquer e o atendente pergunta: O que a senhora deseja??? "É o fim" você pensa. "Estou velha, já me acham uma senhora". Você começa a repensar toda a sua vida, tentando entender em que ponto dos seus 20 e poucos anos você se tornou uma velha. E de repente, se você não estiver assutada demais a ponto de não conseguir raciocinar, você descobre que você não está velha, você apenas se tornou uma "adulta". Se tudo deu certo, em algum lugar dentro de você a meninha de 5, a pré-adolescente de 13 e a jovem de 18 vão estar se orgulhando da adulta que você se tornou, que elas se tornaram.
De repente você descobre que ser "adulto" não é tão glamuroso quanto parecia. Você descobre que tem "n" responsabilidades, que tem de pagar impostos, mas também tem uns direitos interessantes como decidir sobre sua vida, ir aos lugares que você bem entender, ter cheques e cartões de crédito (que podem se tornar fontes de dor de cabeça, uma doença que você considerava "de adulto"). Você descobre ainda como o mundo se tornou amplo, de repente as suas amizades não se limitam a pessoas de idade próxima: você descobre que há vida inteligente, divertida, bonita e interessante depois dos 20 e poucos. (Os caras de 30 e tantos, 40 e poucos não são mais "velhos", "tios Sukita", são potencialmente interessantes...)
Enfim, você descobre que cresceu e nem notou (talvez, se você for como eu, você até notou mas fez questão de fingir que não). Você descobre que ainda é a mesma pessoa que sonhava em ser adulta, que as coisas mudaram, mas não tanto. E o mais importante é que você está aqui, vivendo, crescendo, aprendendo, sofrendo um pouco mas também se divertindo, aproveitando o tempo que lhe foi dado, de preferência, da melhor forma possível...
Um comentário no Cinderela me fez pensar sobre esse tal "crescer"...
Não é um tema novo para mim, sempre pensei sobre isso. Como já escrevi aqui tenho dificuldades com mudanças, e já que crescer é viver uma mudança constante, crescer nunca foi algo simples (cheguei a achar que tinha "Síndrome de Peter Pan", entidade nosológica que nem deve existir). Na verdade, talvez viver nunca tenha sido simples. O que não significa que tenha sido ruim, longe disso. Acho que o problema é que, nas palavras de meus amigos, eu sempre "filosofei demais". Eu vivo a pensar na vida, sem deixar de vivê-la, mas tentando entendê-la para assim (tentar) aprender alguma coisa.
Mas eu estou me perdendo do tema inicial...
Voltando a questão do crescimento, é engraçado como tudo muda dependendo do referencial. Quando você tem 5 anos, pessoas de 13 anos são "adultas". Quando você chega aos 13 descobre que essa idade é muito menos mágica do que você imaginava e que ninguém acha que você é "adulta", a exceção dos seus priminhos de 5 anos. Por essa época você passa a acreditar que a faculdade é a chave de tudo! A partir do momento que você se tornar "universitária", aí sim você será "adulta". De preferência você estará estudando longe de casa, morando numa república, vivendo a vida sem seus pais, curtindo tudo com seus amigos, exatamente como nos filmes americanos (você até leva em conta a possibilidade de trabalhar para não depender do dinheiro dos seus pais). Aí você faz vestibular (sua mãe nem deixa você tentar para fora da sua cidade porque tem "certeza de que você vai passar") e só passa para aquela universidade próxima à sua casa, de preferência no caminho que seu pai faz para ir trabalhar, de forma que ele te dá carona todo dia...
Você então continua achando que ninguém te vê como "adulta" até que um belo dia nota que seus pais estão cobrando quando você vai começar a trabalhar. Você se assusta com isso: trabalhar é para adultos!!! Num outro lindo dia, um de seus priminhos de 5 anos (seus tios são muito férteis e vivem tendo filhos) te chama de "tia": você se apavora!!! Mas o pior de tudo ainda está por vir. Num dia não tão belo você entra numa loja qualquer e o atendente pergunta: O que a senhora deseja??? "É o fim" você pensa. "Estou velha, já me acham uma senhora". Você começa a repensar toda a sua vida, tentando entender em que ponto dos seus 20 e poucos anos você se tornou uma velha. E de repente, se você não estiver assutada demais a ponto de não conseguir raciocinar, você descobre que você não está velha, você apenas se tornou uma "adulta". Se tudo deu certo, em algum lugar dentro de você a meninha de 5, a pré-adolescente de 13 e a jovem de 18 vão estar se orgulhando da adulta que você se tornou, que elas se tornaram.
De repente você descobre que ser "adulto" não é tão glamuroso quanto parecia. Você descobre que tem "n" responsabilidades, que tem de pagar impostos, mas também tem uns direitos interessantes como decidir sobre sua vida, ir aos lugares que você bem entender, ter cheques e cartões de crédito (que podem se tornar fontes de dor de cabeça, uma doença que você considerava "de adulto"). Você descobre ainda como o mundo se tornou amplo, de repente as suas amizades não se limitam a pessoas de idade próxima: você descobre que há vida inteligente, divertida, bonita e interessante depois dos 20 e poucos. (Os caras de 30 e tantos, 40 e poucos não são mais "velhos", "tios Sukita", são potencialmente interessantes...)
Enfim, você descobre que cresceu e nem notou (talvez, se você for como eu, você até notou mas fez questão de fingir que não). Você descobre que ainda é a mesma pessoa que sonhava em ser adulta, que as coisas mudaram, mas não tanto. E o mais importante é que você está aqui, vivendo, crescendo, aprendendo, sofrendo um pouco mas também se divertindo, aproveitando o tempo que lhe foi dado, de preferência, da melhor forma possível...
quinta-feira, agosto 08, 2002
Os sonhos vêm
E os sonhos vão
Sonhos são coisas interessantes. Quando resolvi tentar vestibular para medicina meu sonho era tornar-me uma cientista, na área de neurologia, e estudar os sonhos. A faculdade me levou por caminhos diferentes, mas no final, de certa forma, ainda posso vir a estudar os sonhos, pelo prisma da psicanálise. Mas atualmente esse não é o meu sonho.
Hoje meu interesse pelos sonhos é menos acadêmico e científico.Acho interessante, por exemplo, como de vez em quando sonhamos exatamente aquilo que desejamos conscientemente. A psicanálise deve dizer que no fundo todos os nossos sonhos (falando dos sonhos de quando dormimos, não dos sonhos de quando estamos despertos) representam desejos profundos. Mas esses são profundos e nós muitas vezes não os entendemos. Mas aqueles sonhos que entendemos, aqueles em que desejamos durante o próprio sonho não acordar, estes são ótimos!!!!
É fútil, mas que garota não ficou chateada ao acordar no meio daquele sonho em que tem o armário perfeito, cheio de roupas e sapatos??? E, de preferência, você acorda exatamente no momento em que vai vestir aquela roupa incrível, aquele vestido perfeito, que nem deve existir no "mundo real". Mas os momentos em que você sentiu o que era ter aquele vestido já valeram o sonho. Ótimos também são os sonhos em que viajamos para aqueles lugares que estão "fora de possibilidade financeira", encontramos com aqueles amigos que estão distante, entre outros, já que cada um tem seus desejos mais caros.
Mas talvez o melhor de todos é aquele em que temos o prazer de sonhar com aquele pessoa interessante, paquera, paixão ou amor. Ainda mais se não há nada acontecendo de verdade. Vivemos o dia a fantasiar sobre a pessoa e de repente, á noite, ela também aparece em nossos sonhos. Com o mínimo de sorte, você não acorda antes do beijo, e mesmo se acordar a simples "visita" da pessoa no seu imaginário incosciente já valeu toda a noite e o sorriso no seu rosto ao despertar. ;)
Dream a little dream
E os sonhos vão
Sonhos são coisas interessantes. Quando resolvi tentar vestibular para medicina meu sonho era tornar-me uma cientista, na área de neurologia, e estudar os sonhos. A faculdade me levou por caminhos diferentes, mas no final, de certa forma, ainda posso vir a estudar os sonhos, pelo prisma da psicanálise. Mas atualmente esse não é o meu sonho.
Hoje meu interesse pelos sonhos é menos acadêmico e científico.Acho interessante, por exemplo, como de vez em quando sonhamos exatamente aquilo que desejamos conscientemente. A psicanálise deve dizer que no fundo todos os nossos sonhos (falando dos sonhos de quando dormimos, não dos sonhos de quando estamos despertos) representam desejos profundos. Mas esses são profundos e nós muitas vezes não os entendemos. Mas aqueles sonhos que entendemos, aqueles em que desejamos durante o próprio sonho não acordar, estes são ótimos!!!!
É fútil, mas que garota não ficou chateada ao acordar no meio daquele sonho em que tem o armário perfeito, cheio de roupas e sapatos??? E, de preferência, você acorda exatamente no momento em que vai vestir aquela roupa incrível, aquele vestido perfeito, que nem deve existir no "mundo real". Mas os momentos em que você sentiu o que era ter aquele vestido já valeram o sonho. Ótimos também são os sonhos em que viajamos para aqueles lugares que estão "fora de possibilidade financeira", encontramos com aqueles amigos que estão distante, entre outros, já que cada um tem seus desejos mais caros.
Mas talvez o melhor de todos é aquele em que temos o prazer de sonhar com aquele pessoa interessante, paquera, paixão ou amor. Ainda mais se não há nada acontecendo de verdade. Vivemos o dia a fantasiar sobre a pessoa e de repente, á noite, ela também aparece em nossos sonhos. Com o mínimo de sorte, você não acorda antes do beijo, e mesmo se acordar a simples "visita" da pessoa no seu imaginário incosciente já valeu toda a noite e o sorriso no seu rosto ao despertar. ;)
Dream a little dream
terça-feira, agosto 06, 2002
Does your weblog own you?
Acho que é muito para alguém que anda escrevendo tão pouco...
Touro 06/08/2002
Seja fiel a seus princípios e mantenha a integridade. Usar os mesmos instrumentos que fortalecem seus adversários seria o mesmo que suicidar-se. A integridade e a fidelidade são suas verdadeiras armas. Não se confunda. Quiroga
Sei que tenho de parar de usar essas previsões, mas essa está ótima.
"Ser fiel a seus valores mais caros" é uma daquelas frases que me acompanham. Ferir seus próprios princípios, deixar-se corromper, é algo que dói muito. Mas ao mesmo tempo é importatnte saber reavaliar estes princípios de quando em quando, é preciso saber criticar a si mesmo, para não parar no tempo, para não virar um "cabeça dura". É um equilíbrio nem sempre fácil...
Seja fiel a seus princípios e mantenha a integridade. Usar os mesmos instrumentos que fortalecem seus adversários seria o mesmo que suicidar-se. A integridade e a fidelidade são suas verdadeiras armas. Não se confunda. Quiroga
Sei que tenho de parar de usar essas previsões, mas essa está ótima.
"Ser fiel a seus valores mais caros" é uma daquelas frases que me acompanham. Ferir seus próprios princípios, deixar-se corromper, é algo que dói muito. Mas ao mesmo tempo é importatnte saber reavaliar estes princípios de quando em quando, é preciso saber criticar a si mesmo, para não parar no tempo, para não virar um "cabeça dura". É um equilíbrio nem sempre fácil...
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